Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Miguel, começamos com essa notícia: o Ministério da Administração Interna decidiu avançar com uma queixa-crime contra Ricardo Carrilho, o ex-secretário-geral da Administração Interna.

Foi exonerado pelo ministro Luís Neves no início da semana. A decisão foi justificada com a necessidade de, e passo a citar: "imprimir uma nova orientação à gestão do serviço". Ricardo Carrilho considerou o afastamento um ato de retaliação, acusa Luís Neves de pressões ilegítimas e de uma interferência política asfixiante. Diz, por exemplo, que o ministro decidiu avançar com projetos de obras e de reforço da rede de comunicações do SIRESP diretamente com empresas, em vez de abrir concursos públicos. O Ministério da Administração Interna considera estas declarações grotescas, falsas, com conteúdo calunioso e difamatório, pelo que anuncia uma participação criminal contra Ricardo Carrilho.

O deputado único do JPP, Filipe Sousa, nega ter cometido qualquer crime.

O Ministério Público pediu à Assembleia da República o levantamento da imunidade parlamentar do deputado madeirense. Filipe Sousa está indiciado por um crime de recebimento a oferta indevida de vantagem. O deputado do JPP refuta as suspeitas.

Eu fui autarca durante a minha vida política na Madeira e esta perseguição política sempre aconteceu. Portanto, encaro-a com total naturalidade e irei, porque até agora ainda não fui notificado pelo Ministério Público, e ainda bem que a imunidade será levantada, irei esclarecer toda esta narrativa que criaram à volta de uma situação que para mim não tem qualquer fundamento.

Filipe Sousa, do JPP, declarações nos Passos Perdidos na Assembleia da República, depois de se ter ficado a saber que o Ministério Público pediu o levantamento da imunidade parlamentar do deputado.

E foi aprovado por unanimidade o alargamento da licença parental.

O Parlamento aprovou hoje em votação final global o alargamento dessa licença, que passa a ser paga a 100% até aos seis meses. Foi também aprovada a jornada contínua para o setor privado com filhos até aos 12 anos. A versão final resultou de uma proposta conjunta de PSD e PS, com efeitos a partir de 1 de janeiro do próximo ano. Apesar da unanimidade durante a votação, vários partidos argumentam que se podia ter ido mais longe, sobretudo no que toca à proteção das mães vítimas de violência doméstica. No final da votação, a deputada do PSD, Isaura Morais, quis vincar que este alargamento estava previsto na reforma laboral, que foi chumbada pela oposição.

Esta medida que hoje aqui apresentamos, este alargamento da licença parental para muitos mais meses, embora com várias modalidades de subsídios, já estava previsto naquela que foi a proposta do governo para a reforma laboral. Lamentamos que, com o apoio da maioria dos partidos da oposição, ela não pudesse ter descido à especialidade para que a mesma pudesse ter sido discutida na especialidade.

As críticas de Isaura Morais, a pretexto da aprovação, por unanimidade, apesar das críticas da nova licença parental, que passa a ser paga a 100%. A medida entra em vigor a 1 de janeiro do próximo ano.

O PSD critica o PS por ter reunido com o Conselho de Redação da Agência Lusa.

Em causa as alterações aos estatutos da agência, que receberam críticas do Partido Socialista, os deputados do PS estiveram ontem reunidos com o Conselho de Administração e o Conselho de Redação da Lusa, o que para o deputado do PSD, João Santos Antunes, representa uma tentativa de ingerência.

E ontem o Partido Socialista decidiu fazer uma coisa que no mínimo é inédita, inaudita. O Partido Socialista ontem foi visitar, foi reunir com a Agência Lusa, foi reunir com o Conselho de Redação da Agência Lusa. O que diria o Partido Socialista se fosse o governo, se fosse o PSD a fazer esta ingerência, esta tentativa de condicionamento da Agência Lusa? O que diria o Partido Socialista? O Partido Socialista acha que é o dono da Agência Lusa.

O deputado do PSD, João Santos Antunes, perante um PS que acusa o governo de ter aliado ao Chega para retirar independência ao jornalismo feito pela agência de notícias.

Tanto a falta de consenso político como as más notícias sobre a Lusa têm a mesma proveniência. Um governo que decidiu agir sozinho, sem ouvir o Parlamento, sem respeitar a entidade reguladora e sem cumprir com a legislação europeia. Mas teve um cúmplice neste processo. O mesmo partido que tem nos seus quadros um dirigente e deputado que anunciou que fecharia a Lusa se chegasse um dia ao poder. PSD e Chega reconhecem a necessidade de rever os atuais estatutos aprovados por ato societário, mas na prática inviabilizam todas as propostas.

O deputado PS, Paulo Lopes de Silva, durante as declarações de voto sobre os novos estatutos da Agência Lusa, a oposição apresentou vários projetos de estatutos no apartamento alternativos à proposta do governo, foram todos rejeitados.

Volodymyr Zelensky avisa que Putin tem a ambição de conquistar mais território ucraniano. O presidente da Ucrânia não acredita que a Rússia queira apenas essa parte oriental do país.

Sim, o presidente ucraniano falou durante a reunião do Conselho Europeu, que decorreu entre ontem e hoje em Bruxelas. Voltou a agradecer o apoio dos líderes europeus e avisa que para o ano a guerra vai custar aos cofres da Ucrânia cerca de 155 mil milhões de euros. Por isso, pediu mais 70 mil milhões à Europa, destinados à defesa e à capacidade de resistência da Ucrânia. Questionado sobre as exigências territoriais de Vladimir Putin, Zelensky não tem dúvidas que a ambição do presidente russo é ilimitada.

"Putin quer destruir-nos. Ele não nos respeita, nem respeita a nossa soberania e integridade territorial. Ele acredita verdadeiramente que não somos um país, nem sequer uma nação. Por isso, acreditam mesmo que ele quer apenas a parte oriental do nosso país. Claro que isso não lhe chega."

Volodymyr Zelensky expressou ainda surpresa com o acordo entre Estados Unidos e Rússia para a venda de gasóleo por Moscovo, bem como o levantamento das sanções norte-americanas à venda desse gasóleo, garantindo que a Ucrânia não foi informada de forma prévia.

Morreu Joaquim Letria. O antigo jornalista tinha 82 anos.

Notícia conhecida ao início de tarde. Joaquim Letria começou a carreira de jornalista em 1963, no Diário de Lisboa. Foi repórter internacional, trabalhou, por exemplo, na agência de notícias Associated Press. Depois do 25 de Abril, regressou a Portugal para dirigir a RTP, sendo que José Rafael Lopes foi um dos moderadores desse histórico debate entre Álvaro Cunhal e Mário Soares, em novembro de 1975.

Talvez um dos momentos mais icónicos da política portuguesa, Joaquim Letria moderou o debate ao lado de José Megre. Foram mais de três horas e meia da batalha política entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, um dos pontos altos dessa carreira, que começou na década de 60 e que teve uma mentira como base.

Foi dizer a um que o outro já tinha aceito e que se ele dissesse que não, ia dizer que não havia porque ele tinha dito que não, quando no fundo acabaram os dois por dizer que sim.

A mentira que deu origem a um dos mais importantes debates da vida política portuguesa. Joaquim Letria recorda ao Observador como ajudou a contar o Portugal da ditadura, da revolução e da democracia. Trabalhou nos jornais, nas agências internacionais, na televisão e na rádio. Foi repórter, entrevistador, apresentador e professor. O percurso ganhou dimensão internacional. Trabalhou para a Associated Press. Mais tarde, mudou-se para Londres para trabalhar na BBC. Era lá que estava quando aconteceu o 25 de Abril. A pedido da RTP, regressou a Portugal e em outubro de 1974 foi diretor-adjunto de informação da televisão portuguesa. Aí participou na maratona de 30 horas das eleições para a Assembleia Constituinte, onde, conta Joaquim Letria, valeu tudo para informar os portugueses.

Tive que levar injeções para baixar a febre com uísque. Ajudou-me bastante o uísque, devo confessar. Não sei se não ajudou mais que as injeções. E café. Foi como aguentei as 30 horas.

A carreira de Joaquim Letria não se limitou à informação televisiva. Participou na criação de projetos de imprensa, entre eles o Jornal e o Tal & Qual. Esteve também ligado à revista Sábado. Foi eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas e exerceu funções de porta-voz do presidente da República Ramalho Eanes após a eleição presidencial. Após o final de carreira, entrou no mundo académico no papel de professor. Durante mais de 20 anos, deu aulas no Porto, em Lisboa e em Aveiro.

José Rafael Lopes com alguns dos marcos de uma vida cheia do jornalista e escritor Joaquim Letria, que morreu hoje aos 82 anos. Há uma hora, aqui na antena do Observador, Gonçalo Pereira Rosa, jornalista, diretor da revista National Geographic, recordou Joaquim Letria, desde logo desta forma.

Nós vemos um dos últimos espíritos livres que, como ele dizia, distribuía bordoado à esquerda e à direita, pouco se importando se estava a ferir a suscetibilidade de alguém. Era um dos poucos espíritos livres.

Sublinha ainda outra ideia. Joaquim Letria trabalhou em vários meios de informação, imprensa, rádio e televisão. Coisa rara.

Eu chamava-lhe muitas vezes o homem dos cinco instrumentos, porque eu acho que ele foi o único jornalista em Portugal que conseguiu dominar todas as plataformas. Ele foi um jornalista de agência de mérito inquestionável, na Associated Press. Ele foi jornalista de imprensa escrita no Diário de Lisboa, com uma carreira ímpar. Depois fundou revistas, fundou a Sábado. As pessoas esquecem-se, mas a Sábado também foi fundada por ele. Fundou o Tal & Qual, foi apresentador de televisão e quando já tinha feito tudo, foi ainda para a rádio porque queria experimentar essa plataforma.

Por isso esta designação, jornalista dos cinco instrumentos. Joaquim Letria morreu hoje em Lisboa, aos 82 anos.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.

O Ministério Público deduziu acusação contra o autor de um ataque com um coquetel Molotov durante a Marcha pela Vida. Nelson Vassalo é acusado de 10 crimes, entre eles infração terrorista, tentativa de homicídio, posse de arma proibida e incêndio. O Ministério Público acredita que houve uma motivação ideológica para o ataque. Nelson Vassalo está em prisão preventiva. Na Albânia, dezenas de milhares de estudantes voltaram hoje a sair à rua. É o quarto dia consecutivo de manifestações. Pedem a demissão do primeiro-ministro e exigem melhores condições nas universidades. De acordo com a agência de notícias Reuters, a mobilização tem se tornado cada vez mais violenta. Há registro, outra vez, de confrontos entre manifestantes e polícia.