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Como uma fotocópia de uma fotografia antiga: Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estiveram hoje reunidos no Palácio de Belém, a convite do Presidente da República, o agora Presidente do Conselho Europeu reuniu e almoçou com Marcelo Rebelo de Sousa. Em cima da mesa, estiveram assuntos de política internacional.
Um encontro que acontece um dia depois do chefe de Estado se ter voltado a queixar da relação com Luís Montenegro. Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República voltou a exigir bom senso a Montenegro nas relações entre São Bento e Belém, à semelhança do que já tinha feito quando recebeu o Primeiro-Ministro em vésperas de Natal. Marcelo Rebelo de Sousa diz mesmo que a estabilidade e a força do país depende da dinâmica entre o presidente e o primeiro-ministro.
É neste contexto que hoje Marcelo Rebelo de Sousa recebeu António Costa. Para o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, não há nada de estranho neste encontro, mas é pouco comum a publicidade presidencial a este momento.
A questão de o Presidente da República publicitar esse almoço, como tantos outros que já teve com António Costa, no dia a seguir, mais uma vez queixar-se da relação que tem com Luís Montenegro, que não é tão boa como com o seu antecessor, é que é particularmente relevante. Ou seja, é o Presidente da República a dizer: "Ora, aqui está uma relação entre o Presidente da República e o Presidente do Conselho Europeu, que até tem uma informalidade de irem almoçar a seguir".
Com publicidade presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estiveram reunidos, almoçaram em Belém durante cerca de duas horas.
O antigo ministro das Finanças, João Leão, considera que o salário de Hélder Rosalino era demasiado elevado para o cargo que ia desempenhar. O ex-titular da pasta das Finanças no governo de António Costa distingue a situação de Paulo Macedo da de Hélder Rosalino.
Para João Leão, o desempenho da função do secretário-geral do Governo não exige um salário tão elevado ou comparável com o setor privado.
Parece menos claro e menos óbvio no caso de uma secretaria-geral, que é uma coisa muito interna ao governo, muito administrativa, da área da contratação pública, coisas que não são de dimensão tão relevante nesse ponto de vista, embora seja uma reforma com a sua peso e sua importância, mas não tem a importância que tem a Autoridade Tributária e a Caixa Geral de Depósitos. Penso que nesse caso seria mais difícil justificar.
João Leão no "Direto ao Assunto" da Rádio Observador, para ouvir depois das 18h30. O antigo ministro das Finanças, que recusa também leituras políticas na decisão de Mário Centeno, que recusou suportar o salário de Hélder Rosalino. 2025 arranca com boas perspectivas para a redução da dívida pública. Voltou a descer em novembro, recua para perto de 270 mil milhões de euros.
É o quinto mês consecutivo a recuar. Os dados do Banco de Portugal explicam a descida deste mês na ordem dos 700 milhões, com a redução dos títulos da dívida de curto prazo e também com os certificados de aforro. Embora a tendência seja de redução, Portugal continua a ser dos países da União Europeia com maior dívida, é o sexto país europeu mais endividado.
Na Rádio Observador, João Leão, ex-ministro das Finanças do Partido Socialista, fala numa trajetória normal e avisa que a preocupação deve ser a de evitar entrar em défice para que esta descida da dívida possa continuar.
Neste momento, no próximo ano, ainda é de esperar que as contas estejam próximas do equilíbrio. A dúvida é se já entram em défice ou não, mas o risco é se continuarmos a aumentar a despesa de forma significativa, vai prejudicando as contas públicas e pode fazer com que a certa altura a dívida comece a aumentar.
João Leão, antigo ministro das Finanças do PS, em entrevista ao Observador, é para ouvir na íntegra depois das 18h30.
Ano Novo, vida nova na relação entre bombeiros e governo. O executivo atualizou hoje os valores dos seguros de acidentes pessoais dos bombeiros portugueses.
Os casos de morte ou invalidez sobem de 205 para 250 mil euros e tratamentos médicos com valor máximo de 78 mil euros passam para 90 mil.
O presidente da Liga dos Bombeiros aplaude. À Rádio Observador, António Nunes diz que a medida do governo é um passo importante para atingir valores mais adequados.
Nós gostaríamos de ver uma atualização mais próxima daquilo que são a nossa perspectiva de que deviam ser as indemnizações por morte ou invalidez permanente e também pelas questões dos tratamentos médicos. Não foi possível e naturalmente que entendemos isto como uma medida transitória até chegarmos aos valores mais adequados.
António Nunes à Rádio Observador, a encontrar um início para valores mais elevados no futuro.
E por causa das negociações com o Ministério da Educação, a FENPROF apresentou uma queixa à Procuradoria-Geral da República.
No dia 27 de dezembro, a estrutura sindical foi confrontada com um texto do protocolo negocial já fechado e subscrito por outros seis sindicatos. Protocolo para a revisão do Estatuto da Carreira Docente.
A FENPROF queixa-se de não ter tido a oportunidade de negociar este documento e acrescentar medidas a serem discutidas. Além da Procuradoria, a FENPROF requereu também um parecer à Provedora da Justiça e denunciou a situação ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e também a todos os grupos parlamentares.
Noutra notícia, apesar das garantias do governo, o movimento Escola Pública insiste que há professores que viram o salário a diminuir ao receber o apoio à deslocação.
Apoio que foi criado por este governo, pode chegar aos 450 € brutos para professores colocados a mais de 300 km de casa.
A porta-voz do movimento Missão Escola Pública, Cristina Mota, denuncia à Rádio Observador que, por causa dos descontos, o vencimento de alguns docentes acabou por ser inferior ao que recebiam antes do apoio.
Efetivamente, nós tivemos vários colegas que nos contactaram no sentido de nós fazermos esta denúncia, pois não estavam a encontrar resposta, nem na escola, nem no IGF, nem junto da DGAE, relativamente ao que estava a acontecer e alguns deles, efetivamente, tiveram este mês um vencimento inferior.
O Ministério da Educação acabou por garantir, numa resposta ao jornal Expresso, que não foi identificado nenhum caso de professores que viram o salário a diminuir ao receber o apoio à deslocação.
Cristina Mota é convidada do programa "Onde Para o Caso", aqui na Rádio Observador. Vai para o ar já a seguir a este Jornal das 5.
[vinheta jornal das 5]
Passam seis minutos das 17h, hora também de atualizarmos outras notícias. Miguel Cordeiro.
O FBI não tem dúvidas: o ataque que matou 14 pessoas na noite da passagem de ano em Nova Orleans foi um ato de terrorismo maléfico.
Em conferência de imprensa esta tarde, as autoridades norte-americanas asseguram que a investigação está focada apenas no suspeito que já é conhecido e que foi abatido pela polícia. Para já, o FBI não consegue concluir se há mais suspeitos envolvidos no ataque.
Em Lisboa, mais de metade dos trabalhadores de higiene urbana aderiu à greve, à recolha do lixo, dados do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.
O protesto durou duas semanas, terminou hoje. O tribunal arbitral decretou serviços máximos sobre a justificação de se tratar de uma questão de saúde pública.
Entretanto, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional avisa que se a autarquia não responder às reivindicações destes profissionais, vão repetir-se as greves à recolha do lixo.
Esta greve foi praticamente um aviso ao senhor presidente Carlos Moedas que, em 2025, tem que resolver estas questões do caderno reivindicativo, mostrar mais interesse, investir mais na área da higiene urbana, porque senão possivelmente haverá mais greves no ano 2025.
Ludgero Pintão, em entrevista à Rádio Observador.
No desporto, Sporting e Futebol Clube do Porto jogam amanhã, jogo a contar para o campeonato.
Os Dragões viajam até à Madeira para defrontar o Nacional. O encontro está em risco devido às previsões de nevoeiro para a hora do jogo, algo que já aconteceu esta temporada com o Benfica. Na antevisão, Vítor Bruno destaca a qualidade do Nacional a jogar esta temporada em casa. Lembra que, de facto, o nevoeiro pode complicar a vida aos Dragões.
O jogo de amanhã é um jogo com um adversário que cria sempre muitas dificuldades a jogar em casa, que nos últimos quatro jogos apenas perde com o Benfica, só sofre gols com o Benfica nos últimos quatro jogos. Por isso, são sinais de alerta para nós. Vimos que é um estádio também com condições muito peculiares, que pode empurrar o jogo para uma data que não aquela que está prevista inicialmente, mas temos que chegar lá, jogar e ganhar.
Nacional Futebol Clube do Porto, amanhã, às 18h, jogo com relato em direto aqui na Rádio Observador.
Amanhã joga também o Sporting com Rui Borges, novo treinador dos Leões, a reencontrar a antiga equipa.
O Vitória Sport Clube. Hoje, em antevisão, Rui Borges disse que espera ser bem recebido, apesar de compreender que alguns adeptos tenham ficado magoados com a saída.
Era feliz, com toda a sinceridade, onde o ambiente era muito bom, em termos internos e externos também. Acredito que de forma externa tenham ficado algo magoados no sentido de ter vindo para o Sporting, mas o futebol é mesmo isto, é algo que acontece, é aquilo que eu digo agora. Naquilo que é o carinho interno, um carinho enorme por jogadores do Vitória, enorme mesmo, por toda a estrutura que trabalhava diariamente no Vitória.
Vitória Sport Clube, Sporting amanhã às 20h15, com relato em direto aqui na Rádio Observador.