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A oposição aponta para a porta de saída, mas a Ministra da Saúde desvaloriza o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que ontem foi conhecido. O relatório conclui que o Ministério da Saúde não avisou o INEM da greve da administração pública, que coincidiu com a dos técnicos do instituto e, por isso, o serviço de socorro não se preparou porque não recebeu os pré-avisos.

Ana Paula Martins prestou declarações aos jornalistas no Ministério da Saúde, onde está a esta hora o Guilherme Pires. Boa tarde, Guilherme. A ministra recusou tirar, para já, conclusões políticas deste relatório.

Boa tarde. A Ministra da Saúde afirma que ainda é cedo para tirar conclusões. Refere que é preciso aguardar pelas conclusões dos relatórios do Ministério Público e do IGAS sobre as mortes que ocorreram nos dias de greve dos trabalhadores do INEM. Para já, deixa apenas uma garantia: é preciso reformular os mecanismos de comunicação existentes com as entidades de saúde.

É importante, e a IGAS diz isso, que se revejam os procedimentos de informação e de comunicação, nomeadamente deste tipo de pré-avisos de greve, às entidades do Ministério da Saúde. Isto é muito claro no relatório.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que esteve hoje reunida com o diretor demissionário do Amadora-Sintra, Paulo Mira, numa altura em que está a ser negociado o regresso da equipa de cirurgia do hospital. A ministra mostrou-se confiante no bom resultado destas negociações. O antigo diretor Paulo Mira diz mesmo que uma nova equipa de cirurgia está prestes a regressar.

Guilherme Pires, em direto do Ministério da Saúde. Ana Paula Martins fica ainda à espera de outro relatório que está a ser realizado pela Inspeção-Geral de Atividades em Saúde sobre eventuais falhas de socorro aos cidadãos durante os dias das greves de outubro e novembro.

E Marcelo Rebelo de Sousa ainda não leu o relatório, que saiu ontem, mas o presidente da República promete ler com atenção o relatório definitivo e falar depois.

Vou ler com toda a atenção e interesse, é um tema que eu tenho falado muito, o relatório definitivo, para saber qual é a análise de uma entidade que tem como função inspecionar e acompanhar o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.

Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas esta tarde em Carcavelos.

E ainda antes das explicações da ministra e destas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, a oposição pediu a Ana Paula Martins para tirar conclusões políticas.

Desde logo, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, pede consequências políticas perante um caso de incompetência e negligência.

As consequências desta incompetência e desta negligência foram graves, são conhecidas, são 11 mortes e o que se impõe agora é saber o que é que o senhor primeiro-ministro vai fazer. O que é que a senhora ministra vai fazer? Que consequências retira deste relatório?

E o secretário-geral do PS diz ainda que Marcelo Rebelo de Sousa tem de falar sobre o tema.

O presidente da República, durante grande parte dos seus mandatos, foi sempre, e bem, muito exigente com os ministros dos governos do Partido Socialista. Esta é uma situação de tal forma grave que não se compreenderá o silêncio também do senhor presidente da República sobre este tema.

E Marcelo, como ouvimos, falou apenas para dizer que ainda vai ler o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde. O líder do Chega considera que a ministra tem de abandonar o cargo e deixa avisos a Luís Montenegro.

André Ventura pede ainda a presença de Ana Paula Martins no Parlamento para explicar as conclusões deste relatório.

O Chega decidiu chamar de urgência a senhora ministra, mas deixando ao seu primeiro-ministro a nota e o aviso que já tínhamos deixado. Esta ministra da Saúde não tem nenhumas condições, pela incompetência, pela ineficácia de tomar decisões, de continuar à frente do Ministério da Saúde.

De resto, o líder do Chega pede também para ouvir no Parlamento o Inspetor-Geral das Atividades em Saúde para apresentar os resultados deste relatório.

Do lado da Iniciativa Liberal, Rui Rocha lembra que chegou o tempo de tirar as conclusões políticas e diz que a ministra não deve continuar no cargo.

A senhora ministra disse que quando houvesse um relatório, quando houvesse conclusões, teria que tirar responsabilidades políticas e consequências políticas. Pois agora já temos o relatório, é o momento de retirar consequências políticas.

Também à esquerda, o Bloco quer ouvir os inspetores de atividades em saúde no Parlamento. Quanto à ministra, Mariana Mortágua diz que não pode continuar no lugar.

Não há quaisquer condições para a ministra se manter à frente do Ministério da Saúde. Sucedem-se os erros. O Hospital Amadora-Sintra não consegue responder a uma população de centenas de milhares de pessoas e a ministra não consegue dizer qual é o plano para o hospital. Sucedem-se as demissões de administrações hospitalares que são substituídas por pessoas próximas do PSD.

Reação de Mariana Mortágua. Ainda à esquerda, o LIVRE lembra que a Ministra da Saúde tinha prometido tomar uma decisão quando conhecesse as conclusões do inquérito e Paulo Muacho diz que agora é o tempo certo para o fazer.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou o presidente francês Emmanuel Macron com o Grande Colar da Ordem da Liberdade. Foi durante um encontro no Palácio de Belém, neste que é o primeiro de dois dias da visita oficial de Macron a Portugal.

A esta hora, o presidente francês está na Assembleia da República, onde está também a Maria João Brás. Maria João, já vai decorrendo essa cerimônia também e tudo aquilo que está previsto neste primeiro dia da visita de Macron a Portugal?

Boa tarde, Luís. Sim, tudo o que estava previsto, mas ainda que com atraso. Estamos a falar de um atraso já de uma hora e meia. Emmanuel Macron chegou aqui à Assembleia da República já perto das 16h00, portanto, deveria ter chegado às 13h00, uma hora de atraso, e neste momento aguardamos pelo presidente francês aqui no Hemiciclo para a fotografia de família. Emmanuel Macron estará agora ainda reunido com o presidente da Assembleia da República, um encontro

À porta fechada. Há sensivelmente 45 minutos que José Pedro Aguiar Branco e o presidente francês estão reunidos aqui no Parlamento. Este era um encontro que deveria ter sido breve, mas ainda assim contribuiu para este atraso, que é já de 1h30, como eu dizia. Antes disso, Emmanuel Macron foi recebido no Salão Nobre pelos vice-presidentes da Assembleia da República e também pelos líderes das bancadas parlamentares. Nota que o Chega não se fez representar do líder da bancada parlamentar, Pedro Pinto. Entretanto, como eu dizia, nós jornalistas aguardamos aqui no Hemiciclo. É aqui que vai ser tirada a chamada fotografia de família. Este será o último momento aqui no Parlamento. Este programa vai com atraso de 1h30. Depois do Parlamento está prevista a cerimónia que assinala a transmissão da Organização da Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que será no CCB, em Belém, e depois Emmanuel Macron estará no Beato para uma visita à Fábrica dos Unicórnios, um dos maiores complexos de startups da Europa. Este é o último ponto da agenda antes do jantar de Estado, que está programado para as 20h.

Maria João Braz, em direto da Assembleia da República. Com muito atraso este programa de Emmanuel Macron, que está ainda na Assembleia da República. Depois disso, o presidente francês dirige-se para o Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Passam, entretanto, sete minutos das 17h, hora também de atualizarmos outras notícias.

E o programa de Emmanuel Macron está atrasado também por causa da chuva forte, que de resto se faz sentir por todo o país. A Proteção Civil já registou mais de uma centena de ocorrências até às 16h. A maior parte delas nos concelhos de Loures, Cascais, Oeiras e Sintra.

Na Grande Lisboa há duas estradas que estão cortadas, uma delas no concelho de Loures, em Frielas, outra a Estrada Nacional 249, entre Ajus e São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.

De resto, no concelho de Lisboa foram ainda registados três acidentes rodoviários. Nesta altura, duas ocorrências ativas na capital, em particular duas inundações, mas não há registro de vítimas.

Aumentaram 34% os lucros anuais da Caixa Geral de Depósitos, corresponde a mais de 1700 milhões de euros do que no ano passado. São os lucros mais elevados de sempre.

Os dados foram apresentados hoje pela instituição bancária, num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. A Caixa Geral Depósitos acredita que estes resultados vão permitir pagar um dividendo de 850 milhões de euros ao Estado este ano.

O presidente do Conselho Europeu apela que a União Europeia trabalhe em proximidade com a Turquia para assegurar uma paz duradoura na Ucrânia, assim como uma transição inclusiva e democrática na Síria.

Foi nas redes sociais. António Costa revela que conversou com o presidente turco em vésperas da Cimeira Extraordinária de líderes europeus, que está marcada para dia 6 de março, para a próxima semana. O objetivo é discutir a guerra na Ucrânia e a estratégia de defesa europeia.

É uma garantia de Israel. O Hamas vai deixar de governar a Faixa de Gaza no futuro. O ministro israelita da Defesa considera que a solução para travar o Hamas passa pela ameaça permanentemente exercida por Tel Aviv, de que as forças de defesa estão prontas para retomar a guerra no enclave.

De resto, o ministro israelita da Defesa enalteceu também o compromisso de querer resgatar todos os reféns israelitas sob controle do movimento palestiniano. E subiu para 13 o número de feridos num ataque com carro numa estação de autocarros em Carcur, no norte de Israel.

É o que adianta ao jornal israelita Haaretz. O suspeito, também ele israelita, árabe, de 24 anos, acabou por ser eliminado.

Na sequência deste ataque, um dos feridos está em estado crítico, outros dois ficaram feridos com gravidade e os restantes 10 tiveram ferimentos ligeiros. Isto de acordo com o hospital da cidade de Adera, onde estão a ser tratados.

As notícias voltam ao Observador quando forem 17h30.