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As notícias. Jornal das 5, com a edição do José Rafael Lopes. José, continuam os trabalhos no pavilhão desportivo do Casal Vistoso.

O antigo deputado Jorge Costa culpa o Partido Socialista pelos maus resultados eleitorais do Bloco de Esquerda. Vamos, por isso, voltar à 14ª convenção do partido, do Bloco de Esquerda. Durante a tarde estão a ser discutidas várias moções setoriais e várias declarações políticas. Uma convenção que está a ser acompanhada por uma vasta equipa de reportagem do Observador. Neste jornal das 5 junta-se o jornalista João Gama. João, nesta altura, o Bloco continua a discutir o rumo que deve seguir nos próximos dois anos.

E para isso há dirigentes como Jorge Costa que olham para trás, para os anos de governação do Partido Socialista, que se seguiram logo à maioria absoluta. Jorge Costa reconhece que todas as lideranças partidárias são as principais responsáveis pelos resultados eleitorais. Uma menção a Mariana Mortágua, mas culpa também as políticas de António Costa.

Apesar de ter sido coerente nesse percurso e de ter feito perante o Partido Socialista a exigência de uma intervenção firme sobre o SMS, sobre a legislação laboral e não o ter conseguido, foi essa a razão da ruptura que aconteceu em 2021. Apesar dessa clareza e apesar dessa consistência, o Bloco não foi capaz de que essas razões tivessem sido bem compreendidas. E o Bloco continuou a ser associado à governação do Partido Socialista, mesmo quando já não tinha nenhuma responsabilidade sobre ela e quando, na verdade, o Partido Socialista já governava em maioria absoluta. A esquerda toda sofreu do mesmo mal. Portanto, este espaço perdeu-se e perdeu-se no balanço do processo daqueles anos e de uma leitura popular que ficou muito marcada pelos anos da maioria absoluta do Partido Socialista.

Jorge Costa numa entrevista conduzida pelos jornalistas Miguel Vítor Dias e Miguel Pereira Santos aqui à Rádio Observador. No púlpito continuam várias declarações políticas. Há pouco ouvimos Fernando Rosas, fundador do partido, que também foi a votos nas últimas eleições legislativas. O fundador do Bloco de Esquerda avisa a futura liderança do partido, diz que o próximo campo de batalha não vai ter facilidades para José Manuel Pureza.

Nada vai ser fácil ou rápido neste campo de batalha pela organização e reorganização do Bloco. Esta é uma tarefa hercúlea, exige uma atenção específica e continuada da futura comissão política do Bloco. Não pode ser deixada ao improviso, destinada ao improviso, a não se fazer nada e a continuar tudo na mesma. E por aí estamos a ver que não é o caminho.

As críticas de Fernando Rosas ao atual rumo do Bloco de Esquerda diz que os próximos tempos que se avizinham no partido não serão mais fáceis. Quem também discursou foi Joana Mortágua, deixou uma palavra de apoio a José Manuel Pureza e diz também que o Bloco de Esquerda tem que saber admitir quando erra.

A bem da nossa tranquilidade, hoje sinto-me obrigada a relembrar o óbvio. Não há milagres. Erramos e acertamos. Isto só vai lá por aproximação, a esquadrinhar no horizonte. Por isso, camaradas, levantemos a cabeça, porque olhar para o chão só conseguimos ver os próprios pés. Em último lugar, José Manuel Pureza, por razões óbvias, não te vou dizer que és o nosso Mourinho, mas serás o nosso João Neves. Não esperamos menos de ti do que um hat-trick.

A palavra de apoio de Joana Mortágua àquele que será o futuro coordenador do Bloco de Esquerda. A eleição para os órgãos nacionais do partido acontece amanhã. Por agora, aqui no Casal Vistoso, José Rafael Lopes, vai continuar esta fase de discussão de moções setoriais.

A reportagem do João Gama está a acompanhar a Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, que ainda prossegue. Faz parte dessa vasta equipa que a Rádio Observador tem a acompanhar esta reunião magna do Bloco de Esquerda e já daqui a pouco vamos ter a oportunidade de entrevistar José Soeiro. É já depois deste Jornal das 5.

E José, terminaram na última hora os festejos oficiais da conquista do Campeonato do Mundo de sub-17. O selecionador nacional Bino Martins agradece a receção dos portugueses à equipa.

Receção essa que começou no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A comitiva portuguesa seguiu depois de autocarro até ao Palácio de Belém, onde foi recebida pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Os festejos terminaram na Cidade do Futebol, em Oeiras, onde cada jogador recebeu a medalha de mérito das mãos do presidente da Federação, Pedro Proença, e da Ministra da Juventude, Cultura e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. No final da cerimónia, o selecionador nacional sub-17 diz que Portugal tem agora de continuar a ganhar. Bino Martins agradece ainda o apoio dos portugueses.

Queria agradecer essa receção que tivemos cá. Foi muito bonita e acho que foi também de realçar porque os nossos jogadores acho que mereciam pelo desempenho que tiveram e foi muito agradável, com certeza. Depois de ter sido campeão da Europa e ter sido campeão do mundo, é fruto, de facto, de muito trabalho, de um grande desempenho que eles tiveram, grande compromisso e acho que honramos como queríamos Portugal e principalmente aquilo que são os nossos valores. E claro, queremos continuar a ganhar, isto não pode parar aqui.

Questionado sobre se tem algum conselho a dar a Roberto Martínez para a conquista do Campeonato do Mundo de Seleções, Bino Martins diz que não e modera as expectativas para o mundial do próximo ano.

A seleção lá tem grandes jogadores, está muito bem treinada pelo Roberto Martínez, tem capacidade para poder disputar este mundial e esperemos que tenha a sorte que nós tivemos também e que possa levar Portugal a esse título, que é de facto extraordinário. Mas Portugal também nunca ganhou, mesmo ao nível de seniores, por isso nós temos que ter aqui atenção.

Bino Martins, depois da cerimônia oficial da conquista do Campeonato do Mundo Sub17 na Cidade do Futebol. Roberto Martínez marcou presença, mas não fez declarações à imprensa.

Antes a Seleção Nacional recebeu esses rasgados elogios do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou que Portugal não ganhava o mundial há mais de 30 anos e que só por isso este grupo de jogadores já estava de parabéns. Mas depois destaca Marcelo Rebelo de Sousa que, desta vez, a seleção conseguiu fazer algo que nunca tinha sido feito.

Trinta e quatro anos para ganharmos um Campeonato do Mundo como vocês ganharam. Trinta e quatro anos é muito, mano. E chegaram vocês. E ganharam o Campeonato do Mundo. Mas mais, fizeram a dobradinha. Que vale a dobrar. Ganharam o Europeu e o Mundial. Isso não havia, na história de Portugal, não havia.

Marcelo Rebelo de Sousa que garantiu que vai atribuir à seleção Sub17 a condecoração de ordem de mérito.

E no dia 2 de janeiro, para começarmos, como deve ser, em força, o próximo ano, cá terei as vossas condecorações com a Ordem do Mérito. Vai ser a entrega da Ordem do Mérito aos condecorados mais jovens nestas circunstâncias. Mas vocês merecem. Espero é que percebam o que isso significa para Portugal no mundo e para Portugal cá dentro.

As palavras do Presidente da República, que realçou por várias vezes que este grupo de jovens são exemplo para Portugal. Depois do discurso, o Presidente da República convidou os jogadores e a equipe técnica a cantarem com ele o hino nacional.

E José, centenas de pessoas juntam-se a esta hora em Lisboa numa manifestação de solidariedade com o povo palestiniano.

Uma iniciativa que acontece no Dia Internacional de Solidariedade com o povo palestiniano, acompanhados de tambores e de bandeiras com as cores da Palestina, os participantes gritam slogans como "Israel é violência" e "Palestina é resistência". Esta manifestação começou à tarde, por volta das 16h, na zona dos restauradores, vai até ao Rossio. Para assinalar o Dia Internacional de Solidariedade com o povo da Palestina, realizam-se ainda hoje, no Porto, manifestações da campanha Todos pela Palestina, Fim ao Genocídio. Contam com mais de 150 associações e coletivos de Portugal. Também cidades de outros países na Europa e no mundo têm agendadas iniciativas semelhantes.

A fechar, Volodymyr Zelensky vai encontrar-se com o presidente francês na próxima semana.

O presidente ucraniano vai reunir-se com Emmanuel Macron, um encontro que está programado para segunda-feira em Paris. É o que avança o gabinete do homólogo francês. De acordo com a Agência Reuters, os dois líderes vão discutir as condições de uma paz justa e duradoura e vão também abordar as conversações em Genebra e o plano de paz dos Estados Unidos da América para a guerra na Ucrânia.

José Rafael Lopes com o Jornal das Cinco.