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Jornal das 5, com a jornalista Vanessa Cruz. A Brisa já tem uma previsão de reabertura da A1, na zona de Coimbra, ainda que de forma condicionada.
Já esta semana. Estamos a falar do troço da plataforma da Autoestrada do Norte que abateu devido ao rebentamento do Dique do Mondego. O piso abateu entre Coimbra Norte e Coimbra Sul. O diretor executivo da Brisa, Manuel Melo Ramos, garantiu há pouco, em conferência de imprensa, que a empresa já fez esse pedido de reabertura. Aguarda agora o parecer do IMT e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. O objetivo é tentar ter tráfego nos dois sentidos, mas apenas na metade da autoestrada que não sofreu danos.
Utilizar a plataforma sul-norte para fazer circular o tráfego. Nós fizemos essa proposta, a proposta está nas autoridades competentes para análise e, portanto, acreditamos que nos próximos dias estaremos em condições de ter o tráfego a circular na plataforma sul-norte, naturalmente, de forma condicionada.
Ou seja, que seja possível circular em meia autoestrada, mas nos dois sentidos. A Brisa garante também que uma abertura total da A1, sem qualquer condicionamento, está prevista, é este agora o horizonte, a primeira semana de março.
E três semanas depois da passagem da depressão Kristin, a Câmara Municipal de Leiria vai fazendo contas. Estima que o prejuízo ascenda a praticamente 800 milhões de euros.
Números apresentados pelo autarca Gonçalo Lopes, numa conferência de imprensa também esta tarde. Entre danos em habitações, empresas e quebra da atividade econômica, a Câmara totaliza mais de 330 milhões de euros, mas estima que o número vá subir até aos 792 milhões. O autarca está especialmente preocupado com o restabelecimento da energia, numa altura em que os habitantes de Leiria representam mais de metade dos clientes sem eletricidade em todo o país. São mais de 4 mil. Gonçalo Lopes quer que o Estado volte a tomar o controle da rede elétrica.
As autoestradas da eletricidade têm que ter uma soberania e um controle do Estado português. Não há volta a dar. Tivemos o Leslie, tivemos o Pagão e agora tivemos isto. Se continuarmos a dormir, pode acontecer outra vez. Mais povo vai ficar sem eletricidade mais tempo. Ou há, de fato, investimento em infraestrutura, no controle, no acompanhamento, ou estamos sujeitos a que isto volte a acontecer noutro ponto do país em qualquer altura. E não queiram. Os que não são de Leiria, a gente sabe o que é sofrer três semanas sem luz.
Os avisos e os apelos do presidente da Câmara de Leiria, que apresentou um plano municipal de recuperação em três fases, vai terminar só no final do mandato e conta com a ajuda do governo para o cumprir. Diz Gonçalo Lopes que a passagem da depressão Kristin obriga a repensar tudo o que estava planeado até aqui.
No dia 28 de janeiro, fomos eleitos obrigatoriamente para uma nova câmara e para um novo programa eleitoral. Tudo aquilo que tínhamos no nosso programa, muita parte já não faz sentido, infelizmente para nós. E quando houve o retrocesso na nossa vida, significa que nós vamos ter que recuperar o que perdemos em tempo recorde.
Gonçalo Lopes, o presidente da Câmara de Leiria, a assinalar as três semanas da passagem da depressão Kristin.
A Ministra do Ambiente admite dificuldades da E-Redes na reposição de eletricidade para as mais de 7 mil pessoas que continuam sem eletricidade.
7600 ao certo, Ricardo, na zona centro, de acordo com o balanço mais recente. Maria da Graça Carvalho diz que a E-Redes está no terreno à procura de repor o serviço, mas já se previa que esta fase fosse a mais lenta.
Nós temos, neste momento, cerca de 7 mil. Para relembrar, começamos com 1.110.000 casos. Tem sido muito difícil a recuperação e nós já sabíamos, da E-Redes, que os últimos seriam os mais difíceis, porque são aqueles postes que são os mais difíceis de recuperar.
Maria da Graça Carvalho esteve reunida com a Associação Portuguesa do Ambiente em Lisboa, pediu à APA uma revisão das infraestruturas no Mondego, onde rebentou um dique durante as cheias.
Ainda sobre a falta de luz, o presidente da estrutura de missão quer prazos mais concretos para o restabelecimento da energia.
Esse ponto de situação feito por Paulo Fernandes decorreu da parte da manhã e diz que sem datas concretas é mais difícil planear a reconstrução.
Nós precisamos de ter noção do que ainda nos falta do ponto de vista de tempo. Precisamos disso para as pessoas, em primeira linha, e precisamos disso para as empresas, porque não é a mesma coisa planearmos a pensar semana a semana, duas a três semanas, ou pensar que daqui a 48 horas. Não é a mesma coisa. Tem sido um problema. Mina até, às vezes, a confiança que podemos ter uns nos outros nesse tipo de processo.
O pedido que marca o primeiro briefing desta estrutura de missão para a média tensão. De acordo com a estrutura, está previsto que os serviços sejam repostos a partir de domingo.
Há também um novo balanço sobre quantas pessoas ainda estão, nesta altura, sem comunicações. E, Vanessa Cruz, são milhares.
84 mil utilizadores ainda sem rede móvel, Ricardo. A estrutura de missão diz que está a ser estudada em conjunto com a Autoridade Nacional de Comunicações, a Anacom, a possibilidade da partilha de antenas entre operadoras para cobrir todas as zonas do país.
E mais apoios é o que pede a Associação Nacional de Municípios. A direção esteve reunida cerca de duas horas com representantes das autarquias mais afetadas pelo mau tempo. A reunião foi hoje.
Terminou mesmo há pouco. Vamos em direto até Cascais. João Gama, já há conclusões?
Fala a esta hora Pedro Pipão, presidente da Associação Nacional de Municípios. Vamos ouvir, Vanessa.
Se ajudam uns aos outros, os nossos territórios, as nossas populações. E mais uma vez mostrou que esse espírito solidário está presente e tem ajudado a ultrapassar várias situações problemáticas nos nossos territórios. Face ao contexto, numa deliberação que aprovamos por unanimidade no Conselho Diretivo, fazemos algumas recomendações ao Governo, à Assembleia da República, às nossas instâncias nacionais, para que haja uma atenção muito especial, como tem havido, desde logo, mas é importante haver uma atenção especial para este momento que o país atravessa. Aquilo que nós defendemos, nas várias alíneas da nossa proposta de deliberação que hoje foi aprovada, desde logo, o alargamento da declaração de calamidade também a vários municípios que, numa fase inicial, não estavam no âmbito dessa declaração de calamidade, mas que o impacto que posteriormente tiveram, até pelas sucessivas tempestades, depressões, até se diz que é um comboio de tempestades que assolou o nosso país, que esses municípios também sejam beneficiados com essas medidas excepcionais. Portanto, desde logo, fazemos esse apelo para que haja essa consideração para com esses municípios que numa fase inicial não faziam parte da declaração de calamidade e que também eles possam beneficiar dessas medidas. Depois, algo que é muitíssimo importante. Nós temos um conjunto avultado, aliás, nós também estamos a ajudar a fazer esse levantamento dos prejuízos em cada um dos nossos territórios e não há dúvidas nenhumas que tem que haver aqui uma atenção especial, um plano financeiro específico para ajudar os municípios afetados na recuperação das suas infraestruturas e equipamentos municipais. E estamos a falar aqui de um esforço que vai ser muito exigente, mas tem que haver uma resposta nacional para ajudar esses mesmos municípios. E depois temos outras questões, que se prendem com os prazos de cumprimento de obrigações que tínhamos, nacionais e internacionais, nomeadamente no que se prende com o PRR. E percebemos já que há várias obras, várias intervenções em curso, cujo prazo estipulado fica altamente condicionado com estas intempéries e, portanto, é preciso olhar para cada um desses casos e também junto às instituições internacionais, fazer um apelo a que haja uma flexibilização desses prazos contratualizados. E para além daquilo que é o esforço que é preciso fazer-se agora, neste contexto de apoio à recuperação dos territórios, colocarmos mais equipas nos terrenos. Por exemplo, há uma dimensão para a qual também estamos sensibilizados, que se prende com a matéria combustível que hoje existe nas nossas florestas e que é importante haver aqui um reforço das equipas nestes territórios para removerem também as árvores.
São as exigências da Associação Nacional de Municípios, a extensão da situação de calamidade para outros municípios e uma adequação das medidas, por consequência de danos causados pelo mau tempo.
João Gama, em direto de Cascais, com o ponto de situação sobre este encontro da Associação Nacional de Municípios.
E avançamos para outras notícias que estão a marcar esta quarta-feira.
Os Estados Unidos enviaram 12 aviões reabastecedores para a base das Lages, na Ilha Terceira. Já o tinham feito antes, quando atacaram o programa nuclear do Irão em junho do ano passado. Os aviões estão a apoiar a passagem pelo Oceano Atlântico de caças norte-americanos que estão a caminho do Irão, país que pode vir a ser atacado pelos Estados Unidos em breve. Pelo menos o jornal Axios noticia que Donald Trump está cada vez mais inclinado para iniciar uma guerra total contra o Irão e que esse conflito pode começar muito em breve com uma operação militar conjunta com Israel. O governo português não terá problemas em alargar até ao nono ano a proibição de telemóveis nas escolas, se concluir que os benefícios são evidentes. É o que diz o ministro da Educação. Fala numa medida muito bem aceita, esta que está em vigor até ao sexto ano, os telemóveis são proibidos nas escolas. Afinal, não houve encontro sobre a reforma laboral entre o governo e representantes das empresas esta quarta-feira. Os patrões não quiseram reunir-se com a ministra Rosário da Palma Ramalho, tendo em conta que a UGT manifestou indisponibilidade para estar presente. As confederações patronais estão disponíveis para reuniões na próxima semana, tal como a União Geral dos Trabalhadores.
E Vanessa Cruz vai regressar às 17h30 para atualizar as notícias.