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Jornal das cinco, com edição da Laura Figueiredo. Laura, depois de o Irão ameaçar romper as negociações de paz devido a um ataque israelita a Beirute, Donald Trump diz que o ataque não devia ter acontecido. Israel atacou hoje um centro de comando do Hezbollah em Daiye, um subúrbio ao sul da capital do Líbano. Pelo menos três pessoas morreram. Em reação, o presidente do Parlamento do Irão diz que se não há vontade nem capacidade para cumprir os compromissos, falar em continuar o caminho é impossível. Mohammad Ghalibaf avisa que ao dar luz verde ao regime israelita, não se conseguem concessões. Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump diz que o ataque israelita não devia ter acontecido, particularmente num dia tão especial como este, em que os Estados Unidos estão tão perto de um acordo de paz com o Irão. E o presidente norte-americano diz que Israel tem o direito de se defender das ameaças, mas considera que os israelitas não devem intrometer-se no processo. Donald Trump acrescenta que o acordo dos Estados Unidos com o Irão trará a paz à região, incluindo ao Líbano, e diz que todos os lados devem recuar. No dia em que celebra 80 anos, o presidente norte-americano diz que este pode ser o início de uma paz longa e bela. Pede que não se estrague tudo. Donald Trump, que tinha apontado a assinatura do memorando de paz para hoje, mas o Irão diz que ainda não tomou uma decisão final. Entretanto, o secretário da Defesa norte-americano diz que Washington e Teerão estão no bom caminho para assinar o acordo ainda hoje. Pete Hegseth diz que não é uma questão de se, mas de quando. Na análise, no gabinete de guerra, a especialista em relações internacionais, Liliana Reis, fala de uma situação imprevisível, mas diz também que o presidente dos Estados Unidos vai querer apresentar resultados práticos já amanhã, na reunião do G7.

Parece-me que neste momento Donald Trump quer mesmo chegar a Paris amanhã, à reunião do G7, com uma vitória diplomática. Mesmo que este memorando de entendimento deixe cair, e parece que isso está em cima da mesa, alguns pontos muito importantes, nomeadamente a questão nuclear, mas pelo menos a reabertura plena do Estreito de Ormuz ao tráfico internacional e o levantamento gradual das medidas de bloqueio, bem como as sanções económicas ao Irão, possam vir a ser firmados hoje.

Análise de Liliana Reis no gabinete de guerra. Também o embaixador dos Estados Unidos na ONU afirma que Donald Trump tem todo o interesse em assinar o acordo com o Irão ainda hoje. E milhares de manifestantes reúnem-se em Genebra, na Suíça, para protestar contra a cimeira do G7, que começa amanhã em França. A manifestação decorreu sob um forte dispositivo de segurança, com milhares de militares mobilizados e com vigilância reforçada nas fronteiras entre a Suíça e França. O protesto foi organizado pela plataforma Não ao G7, que reúne dezenas de associações, sindicatos e grupos de esquerda. Há relatos de pelo menos um carro elétrico incendiado e também as janelas de um banco partidas em Genebra. As autoridades francesas não autorizaram as manifestações, ao contrário das suíças, que aceitaram acolher o evento. Para prevenir incidentes, foi reforçada a proteção nas instalações próximas da Organização das Nações Unidas e também da Organização Mundial do Comércio. E os eleitores da Suíça rejeitaram em referendo a iniciativa da direita radical para limitar a população a 10 milhões até 2050. A proposta promovida pela União Democrática do Centro previa a introdução de restrições à imigração, caso a população ultrapassasse determinados limiares antes de 2050. Entre as medidas estavam ainda limitações ao asilo, ao reagrupamento familiar e às autorizações de residência, podendo ainda pôr em causa o acordo de livre circulação de pessoas entre a Suíça e a União Europeia. O governo suíço, bem como sindicatos e associações empresariais, opunham-se à iniciativa. Alertam para impactos económicos e para o agravamento da escassez de mão de obra qualificada. De acordo com a rádio e televisão estatal SRF, as projeções nacionais do referendo apontam para um "não" dos suíços. Atualmente, a população suíça ronda os nove milhões de habitantes, dos quais mais de um quarto tem origem estrangeira. E uma colisão entre dois helicópteros no Rio de Janeiro fez pelo menos seis mortos. Dois helicópteros colidiram este domingo no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, no Brasil. De acordo com os meios de comunicação brasileiros, depois da colisão, uma das aeronaves terá explodido durante a queda, o que provocou o incêndio. O alerta foi dado por volta das 9h, hora local, 13h em Portugal. A Globo adianta ainda que um dos helicópteros que descolou de Angra dos Reis tinha quatro passageiros, para além do piloto. Na outra aeronave seguia apenas o piloto. Na atualidade nacional, o ministro da Administração Interna assegura que o combate aos incêndios não vai falhar por problemas de dinheiro. Já ontem Luís Neves assegurava que o governo está preparado para avançar com soluções extraordinárias de financiamento para ajudar os bombeiros e dizia também que os atrasos nos pagamentos já foram regularizados. Hoje, o ministro da Administração Interna voltou a frisar que não será por falta de dinheiro que o combate aos fogos fica comprometido.

É evidente, quando estamos a falar de combate, e o verão tudo indica que possa ser muito difícil, sobretudo na região onde a calamidade ocorreu, não será por falta de verbas que os nossos soldados da paz, que são os bombeiros, deixarão de agir. Há um grande compromisso e uma grande certeza e responsabilidade por parte deste governo e, por isso, o que eu ontem disse foi muito simples: não será por falta de meios financeiros que o combate não será eficaz.

Declarações do ministro da Administração Interna à margem de uma cerimónia que assinala os 40 anos de um incêndio em Águeda, que matou 16 pessoas. Luís Neves deixou ainda apelos aos portugueses para que não tenham comportamentos de risco e para que limpem os terrenos. No futebol, já se sabe quem é o árbitro que vai apitar o primeiro jogo da seleção portuguesa no Mundial. Tem 38 anos, é natural do Qatar e foi nomeado pela FIFA para arbitrar a estreia de Portugal no grupo K. Al Jassim é internacional desde 2013. Já participou no último campeonato do mundo. É, no entanto, a primeira vez que vai dirigir um jogo da seleção principal portuguesa. O árbitro vai ter dois assistentes, também naturais do Qatar, enquanto que o quarto árbitro é da África do Sul. O primeiro jogo da seleção neste mundial acontece na próxima quarta-feira, dia 17, frente à República Democrática do Congo. A fechar, o piloto britânico Lewis Hamilton regressa às vitórias na Fórmula 1 quase dois anos depois. O piloto não vencia desde o GP da Bélgica, em 2024, após trocar a Mercedes pela Ferrari neste ano. Triunfou hoje no Grande Prêmio de Barcelona-Catalunha, a sétima ronda da temporada. O piloto bateu os compatriotas George Russell, da Mercedes, e Lando Norris, da McLaren. O italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, desistiu a quatro voltas do final com problemas mecânicos, mas mantém o comando do mundial com 156 pontos contra os 115 de Hamilton. É assim que fechamos o Jornal das Cinco.