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Jornal das 5, com o jornalista Miguel Vieira. Miguel, aumentou o número de portugueses e lusodescendentes dados como mortos na sequência dos terremotos que atingiram a Venezuela.

Mais três vítimas mortais, são agora 56, 48 adultos e oito crianças. Dados revelados na última hora pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que atualizou também o número de desaparecidos. Há 91 pessoas por encontrar, mais duas face ao último balanço. O número global de mortos, vítimas dos terremotos na Venezuela, é agora de 1450.

Entretanto, Miguel Vieira, devem chegar amanhã a Portugal os primeiros portugueses que pediram para ser repatriados.

Dezessete no total, informação revelada pelo ministro da Defesa, Nuno Melo.

Está previsto o envio de uma nova aeronave para repatriamento de 17 cidadãos nacionais, que chegarão, a princípio, a Beja no próximo dia 30. Até lá, é bom de referir que as Forças Armadas dispõem também de meios e equipamentos que, a solicitação, serão entregues com deslocamento até à Venezuela.

O ministro Nuno Melo, à margem da celebração do aniversário dos Comandos no Conselho de Sintra. Dezessete cidadãos nacionais devem chegar amanhã ao aeroporto de Beja, provenientes da Venezuela.

No plano político, por cá, sabiam ou não sabiam? O PSD quer chamar ao Parlamento antigos ministros do Partido Socialista para esclarecerem se tinham ou não conhecimento de que a população estrangeira em Portugal era mais elevada do que ditavam, na altura, os números oficiais.

Números, entretanto, revistos pelo Instituto Nacional de Estatística na passada semana, com base em novos critérios de cálculo. Por exemplo, no caso de 2023, estimava-se uma população estrangeira de quase 1.050.000 pessoas. A nova estimativa aponta para 1.350.000, mais 300 mil. Os dados revistos indicam ainda que entre 2021 e 2025, a população estrangeira mais do que duplicou em Portugal. O vice-presidente e porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, considera que há antigos ministros dos governos do PS que devem uma explicação ao país.

O governo então em funções agiu com conhecimento ou sem conhecimento do aumento populacional agora tornado público? Que políticas públicas desse governo foram projetadas ou condicionadas por esse aumento populacional, fruto da política migratória desregrada desse governo? E, dito de outro modo, se sabiam o que fizeram e se não o fizeram, por que não o fizeram?

Perguntas que o PSD quer fazer na Assembleia da República a antigos membros dos governos de António Costa, incluindo o atual secretário-geral socialista, José Luís Carneiro.

Tem, evidentemente, responsabilidades, não só na extinção do SEF, como pelo fato de ter sido titular da pasta da Administração Interna, diretamente relacionada com a política migratória, como até antes, em outras funções, como responsabilidade pela rede consular, que este governo da AD veio reforçar justamente para responder ao fenômeno migratório acentuado e desregrado que nos foi legado pelo governo anterior do Partido Socialista. Portanto, parece-me natural que José Luís Carneiro seja chamado a esse esclarecimento.

Um dos antigos ministros do PS que os social-democratas querem ouvir no Parlamento.

Miguel, pegando ainda nesta questão dos números, a ministra da Saúde veio recuperar algo que já tinha dito no congresso do PSD. Justifica precisamente com o aumento da população, a subida no número de utentes sem médico de família.

Mais 41 mil utentes nesta situação, o ano passado, em 2025. A ministra Ana Paula Martins relaciona, como dizias, este número com o aumento da população estrangeira.

Nós temos, de fato, todos os meses, novas inscrições de utentes residentes em Portugal, que têm naturalmente, a partir do momento em que estão a residir e a partir do momento em que estão a trabalhar e têm o seu projeto de vida conosco, a sua inscrição no Registro Nacional de Utente e são elegíveis para ter médico de família. E vamos continuar durante muito mais tempo, seguramente, a ter pessoas a inscreverem-se no Registro Nacional do Utente.

A ministra afirma que é preciso dar uma resposta ao problema sem detalhar o caminho sugerido. Declarações de Ana Paula Martins à margem de uma cerimônia no Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências na cidade do Porto.

E aí a ministra da Saúde foi também confrontada com o relatório do Conselho das Finanças Públicas, que considera que as reformas estruturais no Serviço Nacional de Saúde têm avançado, mas de forma lenta.

Reconhecendo que nem tudo está bem, Ana Paula Martins dá um exemplo de uma reforma que está em marcha, é importante e sentencia a ministra: é estrutural.

Já retiramos da urgência casos não urgentes, cerca de 25 a 30%. É uma reforma estrutural. Não estou a dizer que está tudo bem, tem que ficar claro. Estou a dizer que as reformas na saúde, estruturais ou conjunturais, têm um tempo para se fazer sentir.

O que já acontece, salienta a ministra da Saúde, na reforma de acesso às urgências ou na reorganização das urgências de obstetrícia e ginecologia.

Cinco e cinco, olhamos também para o Mundial de Futebol e Miguel Vieira, João Félix vem desvalorizar os dois empates de Portugal na fase de grupos. Pouco importa, pouco importa se joga bem ou mal.

Empates frente ao Congo e este fim de semana com a Colômbia. Há quem, entre nós, adeptos de futebol, torça o nariz às exibições da seleção. Ora, João Félix deixa uma mensagem à malta: "Tenham calma".

Estejam tranquilos. A malta aqui está tranquila. Não é por termos empatado dois jogos que há desconfiança ou que estamos menos confiantes. É um mundial, todos os jogos são complicados, mesmo as seleções que a malta pensa que possam ser mais fáceis ou não, acabam por se tornar complicados. A malta só tem que estar tranquila, tal como nós estamos, preparados para o jogo da Croácia. Temos muita confiança que vamos ganhar e faremos tudo para passar à próxima fase.

É preciso é calma. Portugal de frente à Croácia na quinta-feira, à meia-noite de quinta para sexta-feira, dezesseis avos de final do Campeonato do Mundo.

E o Brasil procura daqui a pouco garantir um lugar nos oitavos de final da prova.

É preciso para isso vencer o Japão. É jogo a eliminar. Quem perder está fora. Ou na linguagem de Luiz Felipe Scolari, o antigo selecionador nacional, é jogo de mata-mata. A bola começa a rolar daqui a menos de uma hora, 18h, e já sabe qual o 11 escolhido pelo selecionador brasileiro, Carlo Ancelotti. Está aqui conosco Diogo Varela, que vai acompanhar e atualizar todas as informações referentes a esta partida. Diogo, alguma novidade no 11 do Brasil?

Não há novidades. Carlo Ancelotti repete aquela máxima do futebol, Miguel: em equipa que ganha, não se mexe. É exatamente o mesmo 11 com que o Brasil bateu a Escócia por três bolas a zero na última jornada da fase de grupos. Na baliza, Alisson Becker, a defesa para Danilo, Gabriel Magalhães, o capitão Marquinhos e ainda Douglas Santos, meio-campo para Casemiro, Lucas Paquetá e também Bruno Guimarães. Na frente de ataque, Ryan, que vai continuando a ocupar esse lugar na ausência de Rafinha, lesionado. Ainda o ponta de lança Matheus Cunha e a estrela maior do Brasil, que é Vinicius Júnior, vai sendo também o melhor marcador da seleção brasileira. Já do outro lado, o Japão, há quatro mudanças por parte do selecionador. Esta vai ser, em termos de Campeonatos do Mundo, a segunda vez que Brasil e Japão se defrontam. A primeira vez e única aconteceu em 2006, na Alemanha. Na altura, o Brasil venceu por quatro bolas a uma, mas foi na fase de grupos, ainda não era no mata-mata, sendo que a última vez que as duas equipas se defrontaram, e não foi há tanto tempo quanto isso, foi em outubro do ano passado, o Japão venceu e já tinha Carlo Ancelotti do lado do Brasil.

Fica esse histórico que serve de referência para a partida que começa daqui a pouco, às 18h, e que vai ser acompanhada aqui na antena do Observador pelo Diogo Varela. Para além do Brasil, entra também hoje em campo outro antigo campeão do mundo, a Alemanha. Os germânicos defrontam a partir das 21h30 o Paraguai.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira.

Cinco mortos, dois detidos, é o resultado de um ataque com uma arma de fogo junto a um centro para acolhimento de jovens na cidade de Stade, no norte da Alemanha. Há ainda vários feridos, alguns em estado grave. Um dos dois detidos é suspeito de ser o atirador, não se sabe o que motivou o ataque. A primeira foi hoje lançada em Santa Maria da Feira, a primeira pedra da nova fábrica da Lufthansa, de manutenção e reparação de componentes para aeronaves. Um investimento de € 300 milhões que deve permitir criar 700 postos de trabalho. O primeiro-ministro marcou presença e elogiou a resposta rápida à proposta de investimento feita há um ano pela empresa alemã, que é também candidata à privatização da TAP.

Miguel Vilela regressa às 17h30 para atualizar as notícias.