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Vamos às notícias. Jornal das 5 na "Rádio Observador" com José Rafael Lopes. José, mais de 60% das vagas do concurso para médicos de família ficaram por preencher este ano, apesar do número de colocados ter aumentado. Ainda assim, o Bastonário da Ordem dos Médicos fala em números positivos.

Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde a que o Observador teve acesso dão conta dessa subida. Foram colocados 273 médicos de família, mais 42 do que no ano passado, ainda assim, não chegam para preencher as vagas necessárias. O Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, justifica as 60% das vagas que ficaram por preencher com o facto do número de vagas ter aumentado e explica que nesta altura é mais importante olhar para as vagas que foram efetivamente preenchidas.

Não podemos, pelo menos este ano, ver o número de vagas que ficaram por preencher. Aquilo que nós temos que olhar é para o número de vagas que foram preenchidas. Por quê? Porque este ano não é habitual todas as vagas carenciadas, vagas em locais onde há utentes sem médico de família, abriram. Portanto, foram colocadas à disposição da escolha dos médicos de família, porque os dados que nós temos neste momento é que este ano escolheram mais 42 médicos de família do que tinham escolhido no ano anterior.

Carlos Cortes, ainda assim, afirma que o concurso não resolveu a falta destes especialistas no SNS.

É um caminho, mas ainda é preciso fazer muito mais para tornar o Serviço Nacional de Saúde mais atrativo, nomeadamente valorizar a especialidade da medicina geral e familiar.

Declarações do Bastonário da Ordem dos Médicos na Rádio Observador, Carlos Cortes saúda a decisão do Ministério da Saúde de abrir mais vagas para médicos de família no Serviço Nacional de Saúde, apesar de não terem sido todas preenchidas.

Está dominado o incêndio que deflagrou em Ovar, no distrito de Aveiro, ao início da tarde.

A Proteção Civil diz que as chamas estiveram a arder com intensidade, mas que os trabalhos dos operacionais controlaram o fogo. O incêndio começou por volta da 13h. Na Rádio Observador, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar, José Paulo Marques, diz que apesar das dificuldades, os bombeiros foram capazes de controlar a situação.

O incêndio foi dado como dominado às 14h20. Estamos neste momento aqui com um ou outro ponto mais quente. Temos os meios posicionados, estamos a consolidar estaldo. Temos ainda os meios aéreos a ajudar aqui a manter controlado um flanco que estava um bocadinho mais ativo ainda, mas para já temos o incêndio dominado.

Segundo as informações de quem está no terreno, há mais de 90 operacionais e cerca de 20 meios terrestres. José Paulo Marques adianta que a missão destes operacionais é agora de impedir reacendimentos.

O posicionamento dos meios, ou seja, a colocação dos meios no terreno é no sentido mesmo de evitar que esses reacendimentos aconteçam. Estamos a tentar agora também fazer a mobilização de umas máquinas para este TO, para conseguirmos fechar todo o perímetro com zona limpa, porque temos aqui uma manta morta muito grande.

José Paulo Marques, dos Bombeiros Voluntários de Ovar, diz ainda que este incêndio não ameaçou nenhuma casa.

Os diretores escolares adiantam que as notas estão a ser atualizadas e que o número de provas suspensas está a diminuir.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas confirma que há várias escolas a receber atualizações de notas que antes se encontravam suspensas. Filinto Lima diz que não deve ficar tudo resolvido hoje, mas assegura que o júri nacional de exames está a tentar diminuir o número de alunos nesta situação.

Estão a enviar para as escolas outros ficheiros, talvez mais completos, onde esse número, de facto, de suspensos está a diminuir. O que eu penso? Que o nacional de exames está a corrigir em algumas situações e está a diminuir o número do suspenso, que está em muitas pautas.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas lembra também que há muitos alunos que podem ir à segunda fase sem saberem as classificações finais das provas. Sobre os exames nacionais de nono ano, que acabaram por não ser divulgados ontem, tal como estava inicialmente previsto, Filinto Lima diz que há a possibilidade da segunda fase ter de vir a ser adiada.

Atenção que o que diz o comunicado que nós recebemos nas escolas depois das 19h, aliás, veio o comunicado antes das 19h, não diz que é na segunda-feira, diz que é no início da semana. Portanto, o que eles dizem é que os ficheiros do nono ano chegarão às escolas no início da semana. Nós terça-feira temos logo ali uma prova final, penso que é de Português ou de Matemática, não me recordo, mas temos ali logo uma prova final. Se calhar, eventualmente, essa prova final, que está agendada para terça-feira, vai ter que ser adiada.

Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas na Rádio Observador.

Para o líder do PS, é Luís Montenegro o principal responsável pelos problemas.

José Luís Carneiro diz que o único responsável é o primeiro-ministro, porque o ministro da Educação, para José Luís Carneiro, não assume as responsabilidades.

Isto só tem um responsável, o primeiro responsável por se ter avançado de forma imprudente para este processo é o primeiro-ministro, na medida em que o ministro da Educação não assume qualquer responsabilidade. Não o fez na Assembleia da República, não o fez no debate parlamentar e julgo que até por vezes parece cantar vitória com um processo que foi mal sucedido, mas pelo fato de conseguirmos chegar ao fim, o alívio é de tal ordem que parece que se chegou ao fim em condições.

José Luís Carneiro, em Fafe, o líder socialista que não rejeita uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro Fernando Alexandre.

Um ano depois de ter ordenado uma fiscalização aos acessos às praias de Grândola, a ministra do Ambiente e Energia voltou ao local para dar conta de um trabalho que está a ser bem feito.

É o que diz Maria da Graça Carvalho, a ministra do Ambiente, que destaca a evolução dos acessos públicos e do estacionamento nas praias de Grândola. São seis ao todo, mas, Marta Caramelo Nobre, apenas uma ainda levanta questões.

Galé Fontainhas é a praia que ainda não satisfaz o pedido de Maria Graça Carvalho.

Encontrámos um local que tem uma cancela. É na praia Galé Fontainhas, que tem um parque de campismo. A cancela do parque de campismo está lá há 40 anos e nós, na revisão do plano de orla costeira, vamos exigir que haja ali uma renaturalização e um melhoramento do ponto de vista também ambiental daquela zona.

A ministra pediu há um ano e o trabalho agora foi ao terreno. Passou por Caminhas, Golfinhos, Pego, Pinheirinho, Galé Fontainhas e Melides e fala numa evolução positiva e de ordens cumpridas.

Portanto, há muita evolução no sentido de cumprirem o que nós dissemos, que é parque de estacionamento e acesso, e depois o apoio de praia ser um apoio de praia de acesso público.

Opinião contrária têm alguns dos habitantes de Melides. Rogério Caetano Cardoso é proprietário de um restaurante junto à praia e diz que a promessa das praias abertas continua por cumprir.

Tudo por aí acima está tudo fechado. É só para os ricos. A gente aqui somos o quê? Zero?

Horácio Cardoso é pescador e fala num cenário semelhante.

As praias são uma vergonha, pois é claro, elas são privadas.

O presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, admitiu há dias, ao Expresso, que estava praticamente tudo na mesma. Ainda assim, durante a visita, sublinhou o diálogo que tem sido desenvolvido com os promotores turísticos e com a APA.

Estamos a trabalhar, vamos continuar a trabalhar num trabalho discutido com todos, juntando todos para que não se cometam erros.

Luís Vital Alexandre a dar conta de trabalhos a serem feitos em meia dezena de praias em Grândola, mas ainda longe do ideal. A meta, diz o autarca, pode ser alcançada em 2027.

Um trabalho da jornalista Marta Caramelo Nobre, que esteve a acompanhar esta visita da Ministra do Ambiente e da Energia a seis praias em Grândola.

No desporto, Francisco Trincão deixou o Sporting e é reforço do Al-Ahli, da Arábia Saudita.

O clube saudita já confirmou a transferência. Divulgaram mesmo um vídeo do internacional português a assinar contrato com o clube. Francisco Trincão deixou o Sporting após quatro anos de ligação ao clube leonino, rende €40 milhões, sendo que o valor pode aumentar para 45 milhões mediante o cumprimento de objetivos. Na Arábia Saudita, Francisco Trincão vai receber um ordenado anual líquido entre os 11 e os 12 milhões de euros. É quatro vezes mais do que o português ganhava no Sporting. O clube de Alvalade também já confirmou esta transferência através de um comunicado, onde diz que se chegou a acordo com o Al-Ahli para a transferência de Francisco Trincão.

No Médio Oriente, ataques dos Estados Unidos em território iraniano destruíram 116 torres de comunicação.

De acordo com o chefe de comunicação e tecnologia de informação de uma das províncias do Irão, os ataques noturnos dos Estados Unidos destruíram o sistema de telecomunicações de Bandar Abbas. Os ataques americanos desativaram 116 torres de telecomunicações, sendo que a linha fixa, a linha móvel e o serviço de internet estão a enfrentar constrangimentos. É o que avança a agência de notícias Tasnim. Esta foi a sétima noite consecutiva de ataques entre os dois países.

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai permanecer em prisão domiciliária, mas com mais restrições.

Jair Bolsonaro não vai poder receber visitas sociais durante 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. O ex-presidente também não pode receber visitas com fins políticos ou eleitorais até ao fim das eleições legislativas, regionais e presidenciais de outubro. É o que decidiu o Supremo Tribunal do Brasil. Isto em relação à pena de 27 anos e três meses de prisão, que Jair Bolsonaro está neste momento a cumprir devido à acusação de tentativa de golpe de Estado.

Jornal das cinco com o José Rafael Lopes.