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"Um bocadinho para um lado, um bocadinho para o outro". Luís Montenegro promete governar ao centro.

Foi o que disse o Primeiro-Ministro, em jeito de brincadeira, na fotografia de família, tirada esta tarde na residência oficial do Primeiro-Ministro. Enquanto os ministros estavam a organizar-se para tirar este retrato oficial, Luís Montenegro assegurou que o Executivo vai negociar à esquerda e à direita.

Excepcionalmente para a esquerda.

Para a esquerda ou para a direita, nas negociações?

Nós, como somos centrais, vamos um bocadinho para lado, um bocadinho para o outro.

É assim que vai governar, senhor Primeiro-Ministro?

Sempre com esta forma muito polivalente, de andar a subir, a descer, a planar, para a esquerda, para a direita, para o centro, mas sempre para a frente.

Luís Montenegro, nos Jardins do Palacete de São Bento, durante a fotografia oficial antes do primeiro Conselho de Ministros. Retrato que contou também com a presença dos 43 secretários de Estado, que tomaram posse ao final da manhã, no Palácio Nacional da Ajuda.

E tal como Luís Montenegro, o novo ministro da Reforma do Estado também declara guerra à burocracia. Em curtas declarações de Gonçalo Saraiva Matias, no final da tomada de posse dos secretários de Estado, esta manhã no Parlamento, o novo ministro diz que concorda com o chefe de Governo.

Temos uma extraordinária equipa de secretários de Estado para cumprir a missão que o senhor Primeiro-Ministro nos atribuiu de guerra à burocracia e, portanto, parabéns de Portugal e de todos os portugueses. Muito obrigado. Teremos a oportunidade para falar. Muito obrigado.

Antigo presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, é uma das novas caras deste governo. O Executivo declara guerra à burocracia e Henrique Gouveia e Melo pede que as declarações vão além do marketing político.

O candidato presidencial diz que está satisfeito com a criação deste ministério dedicado à reforma do Estado, mas espera ações concretas.

Fico muito contente pelo governo atual ter, na sua agenda, reformar o Estado e reformar muitas das coisas que a sociedade portuguesa já sentia como necessárias há muitos anos. Agora temos que ver a extensão e a profundidade e se as reformas ou não vão ser executadas ou são só marketing político.

Henrique Gouveia e Melo reagiu ainda às críticas de Hugo Soares. O líder parlamentar do PSD disse na passada quarta-feira que o almirante tinha lacunas colossais no pensamento, sobretudo na forma como encara a estabilidade política.

Na resposta, Gouveia e Melo considera que essas críticas são uma estratégia do PSD.

O doutor Hugo Soares, eventualmente, fará a sua estratégia. Não sei se é pessoal, se é do governo, mas é uma estratégia, de certeza, de apoio a um outro candidato e, portanto, vale o que vale. Há uma coisa que é curiosa, que eu tenho ouvido dizer: é que eu sou contra os partidos. Eu não sou contra os partidos. Eu sou contra os partidos acharem que só pessoas dos partidos podem fazer política.

Henrique Gouveia e Melo, que nestas declarações reagiu também ao anúncio de António José Seguro, está também na corrida à Presidência da República. O almirante dá as boas-vindas ao antigo secretário-geral do PS.

Inovação sem revoluções é o diagnóstico da antiga ministra da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques. Ouvida no Explicador da Rádio Observador, a antiga ministra do PS admite que Gonçalo Saraiva Matias é uma boa escolha para o lugar, mas diz que reformar totalmente o Estado é uma missão impossível.

Eu não gosto desta expressão. É sempre uma expressão que promete uma espécie de "extreme makeover" do Estado, como todo o Estado precisasse de ser reformado, todo o Estado fosse gordo e fosse possível, com um bom relatório, um bom ministro, seja ele quem for, reformá-lo completamente e torná-lo elegante assim do dia para o outro ou de um ano para o outro.

Neste sentido, a antiga ministra do PS explica que a administração central não precisa de uma grande reforma, mas sim de inovação.

Muitas mudanças melhores que podem ser feitas, mas são serviços que não precisam de grandes reformas. Precisam de uma cultura de inovação, que é diferente da ideia de reforma, de redesenhar ou de fechar, até. Penso que não será por aí, mas essa ideia de reforma também se associa muito ao encerramento de serviços públicos.

Maria Manuel Leitão Marques, antiga ministra da Modernização Administrativa de António Costa, considera ainda que a área do digital é das que precisa de uma maior atualização no Estado.

Afinal, a economia portuguesa vai crescer menos do que o previsto e as contas públicas podem entrar no vermelho já este ano. A previsão é do Banco de Portugal.

Numa conferência de imprensa esta sexta-feira, Mário Centeno afirmou que a economia portuguesa deverá crescer apenas 1,6% este ano, previsão que fica consideravelmente abaixo dos 2,3% que o Banco de Portugal tinha estimado há apenas três meses.

No Boletim Económico de junho, Centeno avisa também o Executivo de Montenegro sobre as contas públicas que, segundo o próprio, entram no vermelho já este ano. Esta manhã, o governador do Banco de Portugal foi também questionado sobre o seu futuro.

Centeno ainda não tem certezas, não tem qualquer certeza, mas garante que está disponível para executar várias funções públicas.

Estarei sempre disponível para o país, seja no governo, seja no Banco de Portugal, seja numa universidade, a fazer aquilo que eu gosto mais, que é falar.

Está quase a terminar o mandato de Mário Centeno à frente do Banco de Portugal, dia 20 de julho. O governador mostrou-se já disponível para continuar, mas a decisão final fica a cargo deste governo da AD.

O Bloco de Esquerda vai reunir com especialistas para elaborar uma lei sobre os tetos das rendas. A coordenadora do partido, Mariana Mortágua, anuncia que o Bloco está a desenvolver um projeto semelhante ao dos Países Baixos, onde cada casa vai ter um preço fixo de renda.

Mas para isso é preciso primeiro ouvir os especialistas

Para reunir opiniões, para reunir especialistas e para podermos apresentar o projeto mais completo possível. Nós temos e teremos poucos agendamentos nesta legislatura. Um deles, certamente, será uma medida para pôr tetos às rendas e quando a agendarmos, queremos que ela seja

Tão completa e que tenha tanta qualidade quanto possível.

Mariana Mortágua aos jornalistas, numa conferência de imprensa no Parlamento. Anúncio feito no dia em que Bruxelas veio defender o controle de rendas e também limites aos alojamentos locais.

Investimento sim, mas com retorno. Nuno Melo diz que toda a aposta do Governo no setor da defesa deve ter retorno econômico. À chegada ao Palácio da Ajuda, para a primeira reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Defesa explica os pressupostos que o novo executivo idealizou para atingir as metas da NATO.

Nuno Melo revela que este investimento em defesa pretende criar riqueza e acrescenta que as prestações sociais estão salvaguardadas.

Quando eu lhe digo que quando as Forças Armadas vão adquirir bens ou equipamentos, ou modernizar infraestruturas, vão envolver a base tecnológica industrial da defesa nacional, isso significa que as empresas portuguesas vão estar diretamente envolvidas neste processo, vão gerar riqueza, vão criar emprego e isso é extraordinário para Portugal.

Nuno Melo, em declarações captadas pela RTP, na tomada de posse dos secretários de Estado, o ministro da Defesa ainda não revela a data exata para a apresentação deste novo plano de investimento no setor.

Miguel Prata Roque está fora da corrida interna para a liderança do Partido Socialista. Anúncio feito pelo próprio, num comunicado enviado à Agência Lusa.

O socialista decidiu não concorrer por entender que estas eleições serão apenas para completar o atual mandato de Pedro Nuno Santos e ainda sem um debate profundo, plural e clarificador. No entanto, Prata Roque antecipa que, a seu tempo, o movimento que lidera dentro do partido avaliará uma eventual candidatura no final do atual mandato dos órgãos nacionais do PS.

Há eleições no Partido Socialista ainda este mês, no final do mês, 27 e 28 de junho. O candidato único, pelo menos até agora, é José Luís Carneiro. O líder parlamentar do PSD está a ser investigado pelo fato ter feito uma cirurgia. O Ministério Público e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde abriram investigações a essa operação a que foi submetido Hugo Soares.

A informação foi confirmada pelo Observador. Os factos remontam ao ano passado, à altura em que o social-democrata foi operado ao cólon no Hospital de Santo António, no Porto. No entanto, uma denúncia anónima refere que Hugo Soares foi referenciado para a cirurgia com caráter prioritário quando a situação não o justificava.

A 21 de julho de 2024, o líder da bancada do PSD foi inscrito para essa cirurgia. Pouco mais de um mês depois, foi chamado para o procedimento.

Ao Observador, o Hospital de Santo António esclarece que o tempo máximo de resposta para doentes prioritários não oncológicos é de dois meses e que a lista de inscritos para esta cirurgia tinha apenas um utente prioritário. Além disso, há ainda a suspeita de que Hugo Soares terá sido referenciado para o procedimento depois de uma consulta privada. Esta suspeita é também desmentida pelo Hospital de Santo António, no Porto.

Passam agora 10 minutos das 18h. Há mais notícias a marcar esta sexta-feira e vamos começar, Miguel, por futebol.

Uma final que vai dar prazer de ver. É isso que espera João Neves para o jogo de domingo entre Portugal e Espanha.

O médio do Paris Saint-Germain foi o escolhido para falar aos jornalistas na conferência de imprensa de antevisão desta final da Liga das Nações e espera espetáculo em Munique.

Acho que vai ser uma final boa, uma final que vai dar prazer ver. Esperamos de uma Espanha muito forte, como toda a gente sabe, e um Portugal muito forte, que está preparado para as suas mais-valias e para aproveitar os seus pontos fracos.

João Neves, num som captado pela RTP, o jogador campeão europeu pelo PSG foi também questionado pelos jornalistas sobre ter jogado o lateral-direito na meia-final contra a Alemanha.

Diz que não se importa, que o mais importante é jogar e remete a decisão da posição para Roberto Martínez. Portugal joga esta final da Liga das Nações no próximo domingo, às 20h. Há relato em direto aqui na Rádio Observador.

Carlos Alcaraz é o primeiro finalista de Roland-Garros, depois de Lorenzo Musetti ter desistido no embate com o espanhol por lesão.

O tenista espanhol vai defender o título neste torneio frente a Jannik Sinner ou Novak Djokovic, que se defrontam esta sexta-feira às 19h.

A final está marcada para domingo. A Rússia oferece asilo político a Elon Musk, no momento em que o multimilionário e Donald Trump estão de costas voltadas, depois de ontem trocarem acusações a propósito do projeto de orçamento da Casa Branca.

O vice-presidente do Comitê dos Assuntos Internacionais da Duma Russa diz que Moscovo pode fornecer asilo político a Elon Musk, caso o dono de empresas como a Tesla, a Starlink e a rede social X venha a necessitar. Aliás, também o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, comentou este assunto para dizer que a Rússia pode facilitar a conclusão de um acordo de paz entre Trump e Musk.

Para já, a troca de acusações continua. A imprensa norte-americana escreve mesmo que Donald Trump está a ponderar vender o Tesla vermelho que comprou em março, um carro produzido pela empresa de Elon Musk.

As salas de cinema somaram mais de 4 milhões de espectadores entre janeiro e maio. É um aumento de meio milhão face ao mesmo período de 2024.

No entanto, só 1% dos espectadores é que assistiram a filmes portugueses, segundo estes dados divulgados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual.