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É o jornal das 18h, edição de Diana Rosa. António José Seguro, e é começar na política, é oficialmente candidato a Belém. O antigo secretário-geral do PS vinca que esta candidatura não é partidária.

Nem vai ser. É o que garante António José Seguro, que apresentou hoje candidatura à presidência, numa sala cheia no Centro Cultural das Caldas da Rainha. O candidato, que ainda não recebeu o apoio socialista, começa por distanciar-se do PS e assumir que a candidatura não é partidária.

As pessoas estão fartas de promessas vazias, de jogos partidários e discursos que nada resolvem. Eu não venho da política tradicional, do jogo da intriga, dos joguinhos de poder. Venho com vontade de servir Portugal com seriedade, com independência e com ação. Sou livre, vivo sem amarras. Esta candidatura não é partidária, nem nunca será.

António José Seguro deixa algumas críticas subliminares à forma de atuação de Marcelo Rebelo de Sousa. Afirma que o chumbo do Orçamento do Estado não deve implicar novas eleições.

Também quero deixar claro que o chumbo do Orçamento do Estado não implicará automaticamente dissolução do Parlamento. O país não pode andar de eleições em eleições, de ano e meio em ano e meio. Nem ter governos a prazo. Governos a prazo conduzem Portugal a prazo, e nós não queremos isso.

Além de se distanciar do atual presidente da República, António José Seguro distancia-se também do almirante Gouveia e Melo, o outro candidato, garante que vem com bônus, já está preparado para o cargo.

Portuguesas e portugueses, o próximo presidente da República tem uma missão muito exigente. Tudo está em mudança, tudo é incerto. As ameaças surgem de todos os lados, de dentro e de fora. Conheço o país real, conheço a Europa, sei o que está em jogo e sei como defender Portugal com firmeza e respeito. Não preciso de aprender no cargo. Chego preparado.

E além de pedir cautela nos gastos com a defesa, António José Seguro foca-se em proporcionar entendimentos que tragam progresso, melhores salários e melhores pensões, tudo para tirar os portugueses da pobreza. É o que defende António José Seguro, que, acima de tudo, diz que volta para unir Portugal. Romemos nesta edição ao contato com a repórter Nadine Soares, que esteve a acompanhar esta apresentação da candidatura de António José Seguro à Presidência da República. Nadine, boa tarde, bem-vinda. Depois do discurso, houve vários apoiantes que falaram aos jornalistas à saída de uma sala que, como ainda há pouco dizias aqui na emissão especial, estava repleta com mais de 200 pessoas.

Sim, aqui uma grande demonstração de apoio a António José Seguro e, para já, como ouvimos, ainda muitos apoiantes continuam neste centro cultural aqui nas Caldas da Rainha. Mas já a conversar, já depois de ouvirem estas palavras por parte deste candidato à corrida de Belém, António José Seguro já abandonou o local, depois de ter feito esta apresentação. Para já, aqui estes apoiantes apenas conversam entre si e passam aqui um pouco de tempo esta tarde de domingo, aqui nas Caldas da Rainha. Alguns apoiantes marcaram presença nesta apresentação e falaram aos jornalistas. É o caso, por exemplo, de Álvaro Beleza, que diz que não tem qualquer dúvida que a maioria do PS vai estar com esta candidatura. Álvaro Beleza, que explica que apoia a candidatura de António José Seguro, porque é preciso ter alguém decente e íntegro no cargo de presidente da República. Também reforçou a amizade que tem com António José Seguro, amigo de há 40 anos, um amigo de longa data, e lembra que o ex-líder socialista teve todos os lugares na vida política, à exceção do primeiro-ministro, e por isso aqui esta referência à experiência de António José Seguro, Álvaro Beleza, que defende então Seguro como um bom candidato. Maria de Belém também prestou algumas declarações para dizer que esta candidatura tem uma força muito além do Partido Socialista, defende que as candidaturas presidenciais não são partidárias nem devem sê-lo. Relembro, como ouvimos há instantes, que António José Seguro disse mesmo que se candidata sem amarras, que não é uma candidatura partidária nem vai ser. E por isso, Maria de Belém também reforça aqui que é uma candidatura unificadora E não divisiva. Por isso o PS, a seu tempo, deve decidir o que fazer, se entende apoiar ou não António José Seguro, mas que acha bem que esta candidatura seja única, no sentido de ser essa a amarra do partido e que tem uma força muito para lá do Partido Socialista. É o que disse Maria de Belém, que já foi antiga candidata presidencial e, por isso, deixa também aqui este reforço a António José Seguro. São algumas das declarações aqui aos jornalistas depois desta apresentação. Como dizia, esta sala continua bastante composta, mas já sem a presença do candidato e também destas forças de apoio que mencionei. Para já, uma tarde de domingo em que as pessoas que marcaram presença aqui nas Caldas da Rainha continuam a conversar aqui num clima de boa disposição, à semelhança daquilo que assistimos na sala, uma sala bastante composta e bastante calorosa para receber essa candidatura, agora que António José Seguro é oficialmente candidato à corrida de Belém.

Obrigada, Nadine Soares. Nadine, jornalista do Observador, que esteve a acompanhar a apresentação da candidatura de António José Seguro à Presidência da República. Está feita. António José Seguro é oficialmente candidato. Estivemos também aqui a analisar este discurso no Centro Cultural das Caldas da Rainha, numa edição especial de "E o Vencedor É", que daqui a pouco já vai poder ouvir em podcast.

Agora 06h07, Diana, agora para o plano internacional e a crise no Médio Oriente. O Irão diz que morreram pelo menos 128 iranianos nos últimos dois dias, na sequência dos ataques israelitas.

São os dados do Ministério da Saúde do Irão, que adianta que há registro de cerca de 900 feridos. O porta-voz do ministério indica ainda que os números são provisórios, uma vez que as equipes de resgate ainda estão à procura de vítimas debaixo dos escombros. Dos cerca de 900 feridos hospitalizados, 230 já tiveram alta.

Ora, Israel nega ter explodido um carro-bomba em Teerão.

A agência estatal iraniana, a IRNA, adiantou esta tarde que Israel tinha detonado cinco carros-bomba na capital iraniana. Agora, citado pela emissora pública CAN, um oficial israelita nega qualquer envolvimento nas operações denunciadas pelo regime iraniano. Ainda assim, na última hora, a agência Reuters indica que vários cientistas especializados no programa nuclear do Irão foram vítimas de carros-bomba, precisamente na capital do país, Teerão.

E o Irão, que lançou hoje a sétima vaga de ataques contra Israel, soaram os alarmes em todo o país.

O exército israelita afirmou ter interceptado a maioria dos mísseis, enquanto também atacava Teerão. As IDF garantem que os sistemas de defesa estão a operar para interceptar a ameaça. As forças israelitas anunciaram que reduziram o nível de alerta no país. O serviço de emergência diz que não recebeu qualquer chamada sobre impactos resultantes dos ataques em Israel. Os bombeiros também não reportaram qualquer incidente até o momento.

E Donald Trump afirma que vai haver paz em breve entre Israel e o Irão.

Nas redes sociais, o presidente norte-americano diz que tem chamadas telefônicas e reuniões em curso, precisamente por causa deste conflito no Médio Oriente. Trump considera que Irão e Israel vão chegar a acordo. Ainda assim, Benjamin Netanyahu avisa que o Irão vai pagar caro pelos ataques civis. O primeiro-ministro israelita afirma que as forças iranianas atingiram de forma deliberada zonas residenciais. Em comunicado, Netanyahu diz que Israel vai alcançar os objetivos no Irão com uma força esmagadora.

Agora a edição das 06h, Diana Rosa. Vamos então para desporto. É o Porto, exatamente o Futebol Clube do Porto, estreia hoje no Mundial de Clubes frente ao Palmeiras.

O campeonato arrancou esta madrugada. Os Dragões entram em campo às 11 da noite. Para o comentador do Observador, Luís Pinto Coelho, este é o jogo mais importante da fase de grupos.

Acho que é o jogo mais importante para o Porto nesta primeira fase, e espero que ultrapasse esta primeira fase, porque parece-me as duas equipas mais fortes do grupo, até pela amostra de ontem do jogo. E o Palmeiras é uma equipa que tem um plantel, se calhar, até mais profundo do que o Porto. Tem um treinador com cinco anos de clube já, é supercompetitivo, é uma equipa bastante forte e que os sul-americanos estão a apostar muito nesta competição. Por isso, é o jogo mais complicado para o Porto. E se o Porto conseguir entrar com uma vitória, é meio caminho andado para conseguir o apuramento e em primeiro lugar do grupo.

Luís Pinto Coelho no programa "E o Campeão É", aqui na Rádio Observador. Também na antevisão, o encontro técnico Martin Anselmi alertou para um adversário capaz de criar diferentes dificuldades. Do outro lado, Abel Ferreira sublinha a importância da competição e levanta dúvidas sobre o estado do relvado. O jogo de abertura entre o Al-Ahli e o Inter Miami terminou sem gols. As duas equipas integram o grupo de futebol Clube do Porto, que joga hoje às 11 da noite. Tem relato em direto aqui na Rádio Observador. Estou a olhar para ti, Nuno, porque vais estar a acompanhar também a conduzir esta emissão.

É o Nelson. Mas a emissão arranca às 10h35, portanto, vamos acompanhar hoje, de facto, o Futebol Clube do Porto e amanhã também o Benfica. Portanto, também o jogo a começar exatamente às 11h. Entretanto, já arrancou também em Alvalade, é o jogo um de cinco, vamos lá ver, é o playoff de acesso ao título de campeão nacional.

Sporting-Benfica.

É o Sporting-Benfica. E nesta altura, para aqueles que dizem que é, e continua a ser, realmente o melhor jogo do mundo, este Sporting-Benfica, o Benfica está na frente, ainda na primeira parte, com 15 minutos e 50 para terminar. Portanto, o Benfica marcou muito cedo. Diana Rosa, de volta.

Vamos continuar a acompanhar.

É verdade. E voltas às 18h30.

Até já.

Então até já.