Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Muito boa tarde. Está com a Rádio Observador, meu nome é Miguel Cordeiro. Atualizo agora toda a informação e começamos com o Congresso do CDS, até porque o CDS diz que vai a jogo na revisão constitucional com ou sem o PSD. Este anúncio foi feito por Nuno Melo no discurso de encerramento do Congresso em Alcobaça. O presidente centrista começa o novo mandato a tentar recuperar eleitorado perdido para o Chega e Iniciativa Liberal e com uma resposta às críticas ouvidas ao longo deste fim de semana. A reportagem é do Vasco Maldonado Correia.

Depois de um congresso com exigências de reafirmação do CDS dentro da AD, Nuno Melo responde com a revisão da lei fundamental.

Quero anunciar que quando a questão agora se colocar, o CDS, independentemente da entrega à AD, vai, não obstante, participar de forma autónoma no próximo processo de revisão constitucional.

Com ou sem o contributo do PSD, Nuno Melo quer uma Constituição ideologicamente neutra, representativa de todas as sensibilidades e vai já dar o primeiro passo para recolher contributos.

Criaremos um grupo de trabalho liderado por constitucionalistas reconhecidos para que, em coordenação com o nosso grupo parlamentar, seja apresentada a nossa proposta. O CDS vai a jogo na revisão constitucional.

Depois da reeleição para a liderança do CDS, Nuno Melo aponta as lanças a dois inimigos, PS e Chega.

Bem sabemos que os socialismos e os populismos se podem concertar outra vez, desejando outra crise política.

Mas arranca o novo mandato a tentar conquistar espaço à direita, primeiro com o Chega para lá, à Iniciativa Liberal.

O CDS não é substituído pela Iniciativa Liberal, que me parece, não compreende que o que o mercado tem de sobra em números, falta-lhe em solidariedade.

E depois a criticar a iniciativa socialista do Chega.

Não é também substituído pelo Chega, que dizendo-se de direita, tem sido em muitos momentos o melhor aliado da esquerda em Portugal. Foi o Chega que se juntou ao PS e à extrema-esquerda para fazer cair governos da AD, governos sem direita. Eu devo dizer que quando assim é, maior aliado do socialismo não se viu.

Para estes dois partidos fica o aviso.

Nós sabemos que os votos não são elásticos, mas também sabemos que os votos não são de ninguém. E quem achar que a sua realidade cristalizou no espectro da democracia e que a sua prevalência é para sempre, desengane-se e veja a história recente da democracia em Portugal.

E nem o parceiro de coligação se livra de um lembrete.

O que eu gostava que soubessem, e digo isto com respeito, é o seguinte: o CDS não está aqui por favor, nem é muleta.

O discurso de vitória de Nuno Melo, eleito para um terceiro mandato à frente do CDS, quer aproveitar os próximos dois anos para fazer os centristas ganhar músculo e crescer. Vitória com 90% dos votos. No final do congresso, Chega e Iniciativa Liberal saudaram o anúncio do presidente do CDS. O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, pede ao PSD para seguir o mesmo caminho.

Sim, eu acho que é o fator mais positivo do discurso de Nuno Melo foi mesmo esse, foi o facto de nós sabermos que há um dos dois partidos que formam o governo em Portugal que vai nos acompanhar nessa revisão constitucional. A nós parece-nos muito importante que isso aconteça. A revisão constitucional é um momento histórico e único, porque a direita tem uma maioria no Parlamento, uma maioria de quase 70% do Parlamento, e por isso podemos fazer muita coisa na revisão constitucional. Saudamos, obviamente, que o CDS nos acompanhe nessa revisão constitucional. Esperemos também que o PSD também nos acompanhe nessa revisão constitucional.

Jorge Teixeira, da IL, diz que todos os contributos são bem-vindos.

A Iniciativa Liberal, como sabem, sempre anunciou que iria a jogo, sempre que o tema da Constituição é posto em cima da mesa, a Iniciativa Liberal avança com a sua proposta. Desde a sua fundação que a Iniciativa Liberal diz que é preciso rever a Constituição. Portanto, se há mais um partido que se quer juntar a esse processo, consideramos que é uma boa notícia.

O PSD não comenta esta intenção do CDS, mas já fez saber que só vai falar em revisão constitucional na segunda metade da legislatura. Depois de Nuno Melo ter avisado que os centristas não aceitam ser muleta do PSD, Alexandre Poço garante que não há qualquer incômodo na AD.

Não o vemos nem como um aviso, vemos com a naturalidade daquilo que a realidade é. Nenhum partido é muleta de outro. O CDS cumpre o seu papel, a sua função, projeta as suas ideias, o seu pensamento político nas várias dimensões da sua atuação na sociedade portuguesa. O PSD também o faz, mas temos tido a capacidade, no passado, no presente, e eu acredito que também teremos no futuro, de continuar a saber entendermo-nos para governar e para dar qualidade de vida aos portugueses.

Alexandre Poço, vice-presidente e deputado do PSD. O PS também não comenta a intenção do CDS sobre a revisão constitucional. Diz o Partido Socialista que está mais focado nos problemas dos portugueses. No PCP, Paulo Raimundo, hoje voltou a deixar críticas à reforma laboral e quis também apelar à mobilização para a greve geral de 3 de junho. Em Baleizão, em Beja. Paulo Raimundo diz que o pacote laboral já caiu e garante que os trabalhadores vão continuar a lutar.

Este pacote laboral está rejeitado. Está rejeitado na greve geral de 12 de dezembro. Está rejeitado nas empresas, nos locais de trabalho, nas ruas. Foi rejeitado no 25 de Abril e foi rejeitado nessas grandiosas ações de luta que foi o 1º de Maio que se realizou este ano. Os trabalhadores não estão distraídos. Os trabalhadores estão escodidos e estão a fazer frente a este ataque às suas vidas, à vida dos seus filhos e ao próprio desenvolvimento do país.

Paulo Raimundo, que assinalou hoje o aniversário da morte de Catarina Eufémia, assassinada pelo Estado Novo durante uma greve operária. No desporto, Afonso Eulálio segura a liderança da Volta à Itália. A camisola rosa continua com o português. Afonso Eulálio hoje conseguiu mais uma excelente exibição e entra no dia de descanso da Volta à Itália com a camisola rosa. Hoje, na nona etapa, Jonas Vingegaard foi o vencedor, foi o primeiro a chegar ao alto de Cornualscale. Afonso Eulálio ficou em quinto, chegou 41 segundos depois de Vingegaard. Na classificação geral, Afonso Eulálio tem agora 2 minutos e 24 segundos de vantagem para o segundo classificado. A próxima etapa é um contra-relógio na terça-feira. Na canoagem, Fernando Pimenta conquistou mais uma medalha. O canoísta português sagrou-se vice-campeão em K1 5000 metros na Taça do Mundo de Brandemburgo, na Alemanha. Também em território germânico, João Ribeiro e Messias Batista concluíram a final de K2 500 metros na quinta posição. No futebol, joga-se esta tarde a final da Taça de Portugal de futebol feminino, Estádio do Jamor. Benfica e Futebol Clube do Porto estão a medir forças numa final inédita. Em tempo de intervalo, o Benfica estava a vencer por 2x0. Estamos a acompanhar o relato em direto aqui na Rádio Observador. Já daqui a pouco vamos ter a segunda parte. No futebol masculino, Otamendi disse adeus ao Benfica. O clube encarnado divulgou um comunicado em que agradece o trabalho do capitão, agradece a paixão, a dedicação, competência, liderança e profissionalismo de Otamendi ao longo das últimas seis temporadas. Chegou em 2020, participou em 281 jogos, conquistou um campeonato, uma Taça da Liga e duas Supertaças. Diz o Benfica que foi Otamendi que entendeu que chegou o momento de terminar este ciclo no clube. O jogador diz que se despede do Benfica com um forte sentimento, diz que é difícil dizer adeus a este clube e divulgou um vídeo e um texto nas redes sociais.