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O deputado do PSD, Hugo Carneiro, acredita que através do diálogo vai ser possível dar resposta às reivindicações dos deputados sociais-democratas dos Açores e da Madeira. Eles ameaçam votar contra a proposta do orçamento e assim o documento seria chumbado.

Ouvido aqui há pouco no "Direto ao Assunto", o Carneiro diz que é habitual haver este tipo de reivindicações no âmbito da discussão do orçamento, mas desvaloriza e acredita na capacidade de diálogo.

Eu acho que através do diálogo, certamente que lograremos encontrar as soluções necessárias no concretudo, pelo menos para parte. Agora, também não tenho dúvidas de que essas reivindicações são legítimas e eu tenho que as respeitar, como todos nós temos que as respeitar.

Hugo Carneiro, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, a dizer também que o congresso que se realiza este fim de semana em Braga vai ser importante para preparar as eleições autárquicas do próximo ano. Sobre o eventual apoio do PSD a uma candidatura presidencial de Marques Mendes, o Carneiro diz que é cedo.

E o antigo ministro de Cavaco Silva, Freire de Oliveira, acredita que o PS terá decidido viabilizar o orçamento do Estado porque estará com receio de ir a eleições. Foi uma leitura feita no "Direto ao Assunto" desta tarde.

É bem possível, do meu ponto de vista, que os dirigentes do PS temam as novas eleições, porque elas poderiam conduzir a um afastamento do número de votos em relação ao PSD, com crescimento do PSD e que se interrogam sobre o perigo do PSD vir a ocupar bastante mais o centro político.

Freire de Oliveira avança alguns dos motivos que podem explicar o receio do partido ir a eleições nesta altura.

O primeiro é a conotação do líder do PS e do seu braço direito, que é a doutora Alexandra Leitão, qual é mais radical e mais à esquerda do Partido Socialista. Por outro lado, a imagem positiva que o primeiro-ministro tem deixado.

Freire de Oliveira, antigo ministro social-democrata, ele que nos teve esta tarde no "Direto ao Assunto" aqui da Rádio Observador.

Francisco Assis considera que a atitude do PS ao votar contra o reconhecimento da vitória de Edmundo González nas eleições venezuelanas é indigna à memória de Mário Soares.

O eurodeputado socialista entende que não há nenhuma justificação para que um Parlamento livre e democrático não reconheça a presidência de Edmundo González. À Rádio Observador, sublinha que o Partido Socialista é o partido de Mário Soares.

O Partido Socialista é o partido de Mário Soares. Mário Soares nunca foi um caucalista. Mário Soares, nas questões essenciais, nas questões da liberdade, nas questões da democracia, nas questões dos direitos humanos, nunca hesitou minimamente em tomar posições, mesmo que fossem posições desconfortáveis e mesmo que fossem posições que o deixassem isolado. Eu acho que o Partido Socialista hoje tomou uma atitude que é indigna da memória de Mário Soares.

Francisco Assis, eurodeputado socialista, que reforça também que há provas claras de que Edmundo González venceu as eleições venezuelanas e por isso não compreende a atitude do PS na votação de hoje no Parlamento português.

Votou maioritariamente contra o reconhecimento de Edmundo González como presidente venezuelano, exceção feita aos deputados Sérgio Sousa Pinto e Isabel Oneto. A inspetora da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, Maria de Lourdes de Lemos, diz que houve intervenção do secretário de Estado da Saúde no processo das gêmeas luso-brasileiras e que a consulta das crianças foi marcada pela secretária a pedido de Lacerda Sales.

De resto, o relatório da IGAS concluiu que a consulta das gêmeas foi marcada a pedido da secretária, a Lacerda Sales, à data dos factos, uma ideia confirmada por Maria de Lourdes Lemos aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Temos uma série de documentação carreada para os autos, temos depoimentos e é a junção de todos esses fatores que nos leva a concluir que, de facto, houve uma intervenção do senhor secretário de Estado da Saúde à época e que essa consulta foi marcada pela sua secretária, a seu pedido.

Na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gêmeas, a inspetora recusa que tenha havido algum tipo de pressão para concluir a investigação a correr. Sobre um possível envolvimento do presidente da República, Maria de Lourdes Lemos, à semelhança da outra inspetora que foi ouvida, defende que não era esse o objeto da investigação.

Ora, precisamente durante a audição à inspetora Marta Gonçalves, André Ventura insistiu na atuação da assessora de Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Ruela, na alegada divulgação de dados privados das gêmeas luso-brasileiras. Ora, Marta Gonçalves fala numa informação genérica.

Do que eu conheço da informação que aparentemente foi transmitida pelo hospital, que só por si parece um pouquinho estranha aquele tipo de informação, não estão ali nem dados pessoais nem dados de saúde. Está uma informação genérica sobre um tratamento de uma patologia, sobre a existência ou não de uma lista de espera.

Declarações da inspetora da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gêmeas. As audições vão parar durante o período de discussão orçamental. A suspensão dos trabalhos começa a partir do dia 30 deste mês.

Sete horas mais seis minutos. Altura de conhecermos outras notícias que estão a marcar a atualidade.

O antigo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, desmente de forma categórica que tenha havido qualquer reunião com José Maria Ricciardi para falar sobre os problemas no Banco Espírito Santo. Ricciardi disse na sessão de julgamento do caso BES que em outubro de 2013 tinha ido ao Banco de Portugal demonstrar o que não estava a correr bem na gestão de Ricardo Salgado.

Contatado pelo Observador, Carlos Costa diz que não tem memória de tal reunião e depois de consultar a agenda, confirmou que não teve nenhum encontro com Ricciardi, na altura em que, de acordo com o ex-administrador do BES, o então governador se referiu de forma pejorativa aos detentores do papel comercial do grupo liderado por Ricardo Salgado. O julgamento do caso BES continua na próxima terça-feira.

E Fábio Loureiro aceita ser extraditado para Portugal. A informação é avançada num comunicado do advogado do fugitivo de Vale de Judeus, entretanto capturado em Marrocos.

Na nota enviada ao Observador, o advogado João Lopes Guerreiro diz que Fábio Loureiro desistiu de se opor à extradição, uma decisão tomada depois de se ter reunido hoje com a família e os advogados.

Fábio Loureiro aceita agora ser transferido para Portugal o mais rapidamente possível. A decisão já foi comunicada às autoridades judiciárias de Marrocos e à embaixada portuguesa na cidade de Rabat. Estas deverão informar oficialmente o Ministério da Justiça português para que sejam iniciados os processos necessários para a extradição para Portugal. Uma vez em Portugal, Fábio Loureiro irá cumprir o remanescente das condenações e responder judicialmente pela fuga da cadeia de Vale de Judeus no dia 7 de setembro.

E agora futebol, Taça de Portugal, o Sporting desloca-se a Portimão para defrontar o Portimonense nesta jornada da Taça. É uma partida que vai ser trazida à antena do Observador pelo Diogo Varela, que se junta agora a esta edição das 19h. Diogo Varela, já há onzes de Portimonense e Sporting?

Ainda não chegaram os onzes, Miguel, até porque só mais ou menos daqui a sete minutos é que fica a faltar uma hora para o jogo, ou seja, às 20h15. Sabemos que frente a frente vão estar Portimonense e Sporting, uma competição que Rúben Amorim ainda procura alcançar no clube leonino. É o único troféu que falta ao técnico português ao serviço do Sporting. Perdeu na última final frente ao Futebol Clube do Porto. Já a equipa algarvia, a equipa anfitriã, que recebe o Sporting neste Estádio Municipal de Portimão, ganhou na última eliminatória frente ao Vianense. Esta é a primeira ronda em que entram as equipas da primeira divisão. Pode-se dizer, Miguel e Luís, que há gaivotas em terra, portanto, já se sabe, há tempestade no mar.

20h15, não é, Varela? Diogo Varela, o início da partida. 20h15, emissão especial aqui na Rádio Observador para acompanhar pari passu todas as incidências deste Portimonense e Sporting.