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Manuela Ferreira Leite critica as declarações do Chega sobre o salário de Hélder Rosalino. Fala de uma discussão populista, diz que uma requisição civil resolveria a questão.

A antiga ministra das Finanças lembra ainda que enquanto governante requisitou Paulo Macedo, o então administrador do Banco de Portugal para Diretor-geral dos impostos. Realça a diferença para o que aconteceu agora com a nomeação de Hélder Rosalino, a atual falta de maioria do Governo na Assembleia da República.

Há 20 anos, a antiga ministra das Finanças contratou Paulo Macedo para diretor-geral dos impostos e pagou o mesmo que o gestor ganhava no Banco de Portugal, cerca de €23 mil. À Rádio Observador, Manuel Ferreira Leite nega que tenha sido mais corajosa do que Luís Montenegro, fala apenas em circunstâncias diferentes.

Eu escolhi a pessoa e decidi que ela viria, tendo ela aceito, como é evidente, em quaisquer circunstâncias, eu encararia essa situação. Tinha uma diferença muito grande relativamente ao primeiro-ministro Montenegro, é que eu estava num governo com a maioria absoluta e não tinha nenhum partido populista na Assembleia.

Neste caso, esta correção, Paulo Macedo, na altura, contratado ao BCP e não ao Banco Portugal, como referimos anteriormente.

Manuela Ferreira Leite diz ainda que ficou indignada pelo fato de as críticas terem sido feitas apenas ao valor que Hélder Rosalino ia ganhar como secretário-geral do governo. E a antiga presidente do PSD diz que a figura da requisição civil resolveria esta questão de Hélder Rosalino.

E há a figura, e sempre houve, a figura da requisição. Portanto, a pessoa é requisitada, vem. Se ela for capaz de o fazer, se a pessoa for considerada de fazer, ver-se-á sujeita exatamente a esse regime, que é pagar-se aquilo que a pessoa venha prestar, essa colaboração, sem nenhum prejuízo de natureza pessoal, senão não vem. A pessoa vai em requisição, é requisitada ao seu serviço, onde está, para vir prestar um serviço na administração pública.

Manuela Ferreira Leite, ouvida esta tarde no Direto ao Assunto, aqui na Rádio Observador, onde saudou também a vontade do governo de Luís Montenegro em investir em 2025.

O antigo ministro das Finanças, João Leão, considera que o salário de Hélder Rosalino era demasiado elevado para o cargo que ia desempenhar. O ex-titular da pasta das Finanças no governo de António Costa distingue esta situação da de Paulo Macedo.

Para João Leão, o desempenho da função de secretário-geral do governo não exige um salário tão elevado ou até comparado com o setor privado.

Parece-me menos claro e menos óbvio no caso de uma Secretaria-Geral, que é uma coisa muito interna ao governo, muito administrativa, da área da contratação pública, coisas que não são de dimensão tão relevante nesse ponto de vista, embora seja uma reforma com peso e importância, mas não tem a importância que tem quer a Autoridade Tributária, quer a Caixa Geral de Depósitos. Penso que nesse caso seria mais difícil de justificar.

João Leão, no Direto ao Assunto da Rádio Observador, para ouvir depois das 18h30. O antigo ministro das Finanças recusa também leituras políticas na decisão de Mário Centeno, que recusou suportar o salário de Hélder Rosalino.

E o PS pede a apreciação parlamentar do decreto lei que permite aos elementos da Secretaria-Geral do Governo um vencimento superior ao do Primeiro-Ministro. Para o deputado António Mendonça Mendes, o governo terá feito esta alteração em dezembro para permitir a Hélder Rosalino ganhar mais de €15 mil brutos.

Os socialistas acusam o executivo de Luís Montenegro de se refugiar em desculpas e tentar atirar a responsabilidade para o Banco de Portugal.

Está a ser criado um movimento de apoio a Henrique Gouveia e Melo para Presidente da República, um movimento impulsionado por maçons influentes.

José Manuel Anes e Paulo Nogueira, dois maçons que foram dirigentes da Grande Loja Legal, vão avançar com a criação do MAP, Movimento de Apoio do Almirante à Presidência. O grupo de apoio a Gouveia e Melo conta com vários cidadãos, maçons ou não.

Paulo Nogueira garante ao Observador que é uma coincidência os dois rostos conhecidos serem ambos da maçonaria e assegura que não é o caso do almirante. Os membros do movimento estão convencidos que Gouveia e Melo vai mesmo avançar para Belém.

Ainda assim, não se querem antecipar o anúncio que terá de ser do próprio almirante. Este é um artigo que está a esta hora em destaque no site do Observador, assinado pelo editor de política Rui Pedro Antunes.

As regras para a atribuição de médicos de família vão mudar. Os médicos de medicina familiar veem a alteração com bons olhos, mas deixam avisos.

A partir do dia 1 de abril, os agregados familiares com grávidas, doentes crónicos ou crianças até 12 anos têm prioridade no acesso aos cuidados de saúde primários. A medida merece os elogios de António Luz Pereira, vice-presidente da Associação de Medicina Geral e Familiar, mas também, lá está, um recado.

Deixam um aviso: sem médicos de família, a medida não pode ser cumprida.

Temos que lembrar que isto só acontece quando existe disponibilidade do médico de família, ou seja, quando é contratado um novo médico de família, e aí podem ser aplicados esses critérios para a constituição da sua lista, que será sempre por agregados familiares.

A alteração feita pelo governo faz parte das medidas urgentes do plano de emergência da saúde.

A Associação de Medicina Geral e Familiar defende que o governo deve clarificar a prioridade no acesso aos cuidados de saúde familiar, no que diz respeito aos utentes que têm morada no estrangeiro e que não tenham contato com o médico de família há mais de cinco anos.

Um milhão e meio de portugueses ainda não têm médico de família e por isso António Luz Pereira acredita que essa deve ser a prioridade do governo.

É preciso medidas que melhorem a carreira médica, que melhorem as condições de trabalho em termos de flexibilidade, em termos de remuneração. Isso sim, é que vai fazer com que nós de mês para mês ou de ano para ano, consigamos reduzir o número de utentes sem médico de família.

Declarações da Associação de Medicina Geral e Familiar no dia em que ficamos a saber que as regras para atribuição de médico de família vão mudar.

Passam agora sete minutos das 19h, hora também para atualizarmos outras notícias.

Começamos com a Polícia Judiciária, que já concluiu a investigação à morte de Odair Moniz. De acordo com fonte da Direção Nacional da PJ, o relatório foi enviado para o Ministério Público durante o mês de dezembro.

Em causa está a morte de Odair Moniz na Cova da Moura em outubro, depois de ter sofrido disparos de um agente da PSP durante uma perseguição policial. O polícia foi constituído arguido pelo crime de homicídio simples e ainda não regressou ao trabalho desde o incidente.

Nos EUA, o FBI classifica o ataque em Nova Orleans, na noite da passagem de ano, como um ato terrorista. Ainda assim, as autoridades norte-americanas acreditam que o autor agiu sozinho.

Isto apesar do suspeito pertencer ao Estado Islâmico, é o que revela em conferência de imprensa o vice-diretor assistente da divisão de antiterrorismo do FBI, Christopher Raia.

Neste momento, não confirmamos que haja mais alguém envolvido no ataque. Os investigadores acreditam que o suspeito alugou a carrinha no dia 30 de dezembro e depois conduziu no dia seguinte de Houston até Nova Orleans e antes do ataque, publicou vários vídeos online a declarar apoio ao Estado Islâmico.

Declarações de Christopher Raia do FBI depois do ataque terrorista na madrugada da passagem de ano em Nova Orleans, onde morreram 14 pessoas.

O FBI garante que estão a ser analisadas todas as provas existentes, como por exemplo, dois portáteis e três telemóveis que pertenciam a este suspeito.

Já a acordo, Artur Jorge vai mesmo deixar o Botafogo para rumar ao Catar.

A notícia está a ser avançada pelo canal de televisão ESPN Brasil, que diz que já acordou o amigável entre o treinador português e o clube do Rio de Janeiro. De acordo com o canal, o treinador bracarense não vai ter que pagar os quase três milhões de euros de cláusula. Em compensação, não recebe o prémio monetário no mesmo valor que deveria ganhar por ter conquistado a Libertadores e o Brasileirão.

Artur Jorge fica assim livre para assinar pelo Al-Rayyan, um clube do Catar.