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Vanessa Cruz, notícias à sete.

O PS diz que não há outro remédio. A ministra Ana Paula Martins vai ter de acabar por abandonar o governo, até porque, para os socialistas, os problemas na gestão da saúde estão a afetar o funcionamento do SNS. São avisos da vice-presidente da bancada socialista, Mariana Vieira da Silva, numa entrevista esta tarde à Rádio Observador.

Precisamos urgentemente de deixar de falar da Ana Paula Martins e voltar a falar de saúde. E a verdade é que neste momento já só falamos-

Isto só se resolvia com o novo titular da pasta.

Já não vejo alternativa. E digo isto com a vontade que durante estas semanas todas, o Miguel é testemunha, eu destes meses, eu nunca pedi a demissão da ministra. A questão é que uma ministra que sempre que vai ao Parlamento, no dia seguinte é desmentida. Às tantas, o que ela diz já vale menos.

Mariana Vieira da Silva, em entrevista no programa Sofá do Parlamento, criticou o presidente da República também, Marcelo Rebelo de Sousa, pela tomada de posição na semana passada sobre o SNS. A antiga ministra do PS lembra que, no passado, o chefe de Estado exigiu uma lei de bases da saúde que mantivesse o sistema aberto aos privados e agora baixa o nível de exigência perante o atual governo.

Mariana Vieira da Silva, que ainda não decidiu apoiar ninguém para as presidenciais.

Mas deixa nesta entrevista um recado crítico que encaixa em António José Seguro.

As campanhas servem mesmo para que os candidatos possam convencer os eleitores. Para convencer os eleitores é preciso que os candidatos assumam as suas posições sobre as matérias e sinto que isso tem faltado. A excessiva neutralidade, às vezes, em vez de agradar a mais pessoas, tende para agradar muito pouca gente ou mesmo a ninguém e, portanto, é importante que cada um procure falar para o seu espaço político.

Mariana Vieira da Silva, ex-ministra do PS, a lamentar a falta de preocupação de António José Seguro em ocupar o espaço político do Partido Socialista, o candidato presidencial numa entrevista ao público na semana passada, recusou ser encaixado na gaveta da esquerda.

Uma entrevista à deputada Mariana Vieira da Silva no Sofá do Parlamento, que está disponível em podcast. E já estamos a meio do primeiro período do ano letivo. O ministro da Educação diz que não há alunos sem aulas.

É a reação de Fernando Alexandre aos números avançados pela Missão Escola Pública. O movimento fez as contas. Nesta altura, existirão mais de cem mil estudantes sem professor a pelo menos uma disciplina. O ministro diz que desconhece esses dados.

Esses números da escola pública, eu não consigo sequer perceber de onde é que eles vêm. Uma coisa é termos horários por preencher, que eu ainda na semana passada no Parlamento dei os números, que tínhamos cerca de mil e duzentos horários por preencher, cerca de seiscentos completos. Isso não quer dizer que os alunos estejam sem aulas. Nós temos reservados mais de vinte milhões de euros só para horas extraordinárias que estão a ser dadas pelos professores, precisamente para garantir que os horários que não estão preenchidos, que é uma variável, que não quer dizer que haja alunos sem aula.

O ministro da Educação falava à margem da conferência de imprensa de apresentação da nova Agência para a Investigação e Inovação. É o organismo que vai fundir a FCT, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, com a Agência Nacional para a Inovação.

E Luís Marques Mendes garante que daria posse a um governo do Chega, mas provavelmente imporia condições.

O candidato presidencial aponta para exigências de respeito da Constituição.

Antes de indigitar o líder do Chega, eu poderei ser obrigado a exigir documento escrito de garantias constitucionais. Se o programa eleitoral do Chega tiver medidas grosseiramente inconstitucionais, tipo pena de morte, prisão perpétua. A minha posição é de uma clareza meridiana. Posse, com certeza, mas para garantir que é cumprida a Constituição, poderá ter que haver um documento escrito de garantias constitucionais.

Luís Marques Mendes, num registo da Agência Lusa, a reagir às declarações de André Ventura, também ele candidato presidencial, que hoje tinha afirmado que o adversário não aceitaria que o Chega fosse governo.

E noutra das notícias que marcam este dia, o advogado Paulo Sá e Cunha avisa que a renúncia de Pedro Delito pode levar a mais atrasos no processo da Operação Marquês.

O até aqui representante de José Sócrates invocou razões deontológicas para a decisão de abandonar a defesa, ouvido no explicador. O advogado Paulo Sá e Cunha lembra que existem mecanismos legais para substituir os mandatários, mas tendo em conta o peso de Pedro Delito neste processo e a maneira como saiu, a substituição pode ter consequências.

Pode levar a considerar que se verificam irregularidades ou mesmo nulidades que atingem o exercício de direito de defesa e que não podem prejudicar o arguido. Podem vir a ser invocadas mais tarde e são mais grãos de areia que vão ficando no processo e que de um momento para o outro podem complicar a decisão final do processo.

Mais uma complicação para um processo que já vai longo, é a leitura do advogado Paulo Sá e Cunha.

Pedro Delito, ao anunciar que deixava de defender José Sócrates, deu o exemplo de um episódio que aconteceu na semana passada.

Chegou atrasado à sessão do julgamento por presumir que a audiência ia começar mais tarde. Foi advertido pela juíza presidente do coletivo de juízes, Susana Seca, que reportou o caso à Ordem dos Advogados. Pedro Delito escreve que este é um julgamento a brincar José Sócrates acabou hoje representado por um advogado oficioso, José Ramos, que viu recusado pela juíza o pedido para suspender o julgamento durante 48 horas para poder consultar o processo. Ainda não se sabe se José Sócrates vai ou não contratar outro advogado.

E noutro julgamento, o da Operação Lex, ficou hoje marcado por um único ponto da agenda: a audição de Luís Vaz das Neves.

Antigo presidente do Tribunal da Relação de Lisboa e antigo juiz desembargador, um dos principais arguidos neste processo, está acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva e abuso de poder. Falou hoje durante mais de quatro horas, João Gama, para rejeitar as acusações que lhe são imputadas.

Uma muito longa audição, que pode ser dividida em três pontos. Primeiro, Luís Vaz Neves é acusado pelo Ministério Público de manipular a distribuição de processos na Relação de Lisboa, enquanto foi presidente do tribunal, isto concertado com o principal arguido do caso, Rui Rangel. Mas sobre isso, o antigo juiz confirmou apenas que a seleção dos processos foi feita de forma manual, sim, e não automática, mas desvalorizou, disse tratar-se de uma prática corrente em qualquer tribunal e assegurou, mais do que uma vez, não ter beneficiado ou prejudicado alguém. Depois, Luís Vaz Neves fez questão de se afastar de Rui Rangel, apesar de terem sido mostradas várias trocas de mensagens. O antigo presidente da Relação de Lisboa disse que sempre tratou o juiz como qualquer outro juiz desembargador. E por fim, a resposta às acusações do Ministério Público. Luís Vaz Neves acusou os magistrados de construírem uma acusação baseada não em factos, mas sim em estados de alma. Confessou mesmo sentir-se ultrajado.

O jornalista João Gama a resumir a segunda sessão do julgamento da Operação Lex. No total, 16 arguidos acusados de crimes de corrupção passiva e ativa e abuso de poder. Rui Rangel, o antigo presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e Vaz das Neves estão acusados. O antigo presidente do Tribunal da Relação de Lisboa continua a ser ouvido amanhã.

Noutra matéria, chegou a hora de dizer basta. É assim que reage a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol à alegada pressão do Futebol Clube do Porto sobre o árbitro Fábio Veríssimo.

Que já levou a Federação Portuguesa de Futebol a abrir um processo disciplinar ao Futebol Clube do Porto. A associação que representa os árbitros diz que os factos são graves e exige-se que as autoridades competentes atuem de imediato e com medidas exemplares. Fábio Veríssimo e também o delegado do jogo do último fim de semana frente ao Braga, denunciaram que o Porto instalou uma televisão no balneário. Durante o intervalo do encontro, essa televisão terá passado imagens de um gol anulado na primeira parte aos Dragões e de um lance aparentemente semelhante, validado pelo mesmo árbitro no encontro de sub 13 entre o Porto e o Benfica, em que o Clube da Luz é que tinha sido beneficiado. A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol queixa-se de um clima tóxico e insuportável no futebol português e de impunidade, e pede que as investigações a este caso não demorem muito tempo. O Futebol Clube do Porto reagiu sem confirmar se a televisão do balneário passou mesmo essas imagens e acusou Fábio Veríssimo de ameaças num jogo do Porto frente ao Arouca, em São Pedro.

E há outras notícias a marcar esta tarde de terça-feira, 4 de novembro.

O governo admite reduzir o desconto no ISP quando o preço dos combustíveis descer. Ouvida no Parlamento, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, lembra que o fim do desconto é uma imposição de Bruxelas. Daqui a 50 minutos, o Sporting joga em Itália frente à Juventus para a Liga dos Campeões. Vamos sem demora conhecer o 11 escolhido por cada treinador. Alexandre Luna Pais.

Precisamente, e com Rui Borges a fazer três alterações em relação ao 11 que fez frente à equipa do Alverca, nessa vitória por 2 x 0, com Gioanides, é a grande novidade no 11 inicial dos Leões. Portanto, Rui Silva na baliza, vai Anides, Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo. Depois, no meio-campo, João Simões, Hjulmand, Francisco Trincão, Kenda e ainda Pedro Gonçalves e na frente de ataque, Gioanides. Rapidamente o 11 italiano com Di Gregorio na baliza, Calulu, Gatti e Coopmainers, Cambiaso, Locatelli, Thuram e McKennie, Francisco Conceição, o português aqui nesse caso titular, e Kenan Yildiz e finalmente Vlahovic. O jogo a contar para a quarta jornada da Liga dos Campeões, às 20h, para acompanhar conosco na Rádio Observador.

E com relato a teu cargo, Alexandre Luna Pais, Juventus x Sporting em Turim, com relato e emissão especial aqui na Rádio Observador. Cristiano Ronaldo foi entrevistado por Piers Morgan. Lionel Messi, o Manchester United e o momento de Rubena Murin como treinador do clube inglês foram tema desta entrevista. O internacional português recorda a segunda e última passagem pelo emblema dos Red Devils. Admite que fica triste pela situação do clube e acredita que o problema está na estrutura.

"É preciso seguir as pessoas inteligentes, as pessoas espertas pra criar uma base pro futuro, tal como o Manchester United fez há tantos anos. O Nicky Butt, o Gary, o Roy Keane, o Beckham, tornaram-se grandes jogadores, mas tinham uma base na formação. Neste momento, o Manchester United não tem uma estrutura."

Para Ronaldo, o mau momento do United não se deve aos jogadores, nem tampouco ao treinador. Reconhece o trabalho de Rubena Murin, mas acredita que não vai conseguir fazer milagres.

E nesta entrevista, Vanessa, também se falou de Messi ou não?

Sim, o eterno rival de Cristiano Ronaldo não concorda que seja o melhor jogador. Diz Ronaldo que não quer ser humilde nessa matéria.

E pelo que vi escrito sobre o que viria desta entrevista, ainda houve tempo para uma parte mais pessoal sobre a vida de Ronaldo.

Sim, até porque pediu a namorada, Georgina Rodríguez, em casamento.

Todos estamos recordados daquele anel, não é?

Sim, o anel que fica para a história. Ainda não há data para o grande dia, mas Ronaldo aponta para que seja depois do Mundial de 2026 e, de preferência, com o troféu de campeão do mundo nas mãos.

Vanessa Cruz regressa amanhã. Ainda regressas às 19h30? Pois ainda temos de conhecer às 19h30.

Se quiseres vamos já embora.

Já estava a pensar no jogo, mas ainda vamos ter guerra traduzida e decisão Benfica nesta hora das 19h.