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Vamos às notícias. Edição das 7 na Rádio Observador, com a jornalista Nadine Soares. E começamos com o inevitável. É dia de clássico, Nadine, no Estádio da Luz. Ao intervalo, 2 a 0 para o Futebol Clube do Porto.
As Águias recebem o Futebol Clube do Porto. Jogo a contar pra jornada 25 da liga. É decisivo pras contas do campeonato, especialmente depois do empate ontem do Sporting frente ao Sporting de Braga. Em caso de vitória, as Águias aproximam-se do segundo lugar. Já os azuis e brancos podem cimentar ainda mais a liderança. Em tempo de intervalo, o resultado é 2 a 0 para os Dragões. Vamos continuar a acompanhar aqui com uma emissão especial de desporto na Rádio Observador.
Que retomamos logo depois desta edição das 19h. Para já, viramos a página para a atualidade internacional. Isto porque o nome de Khamenei vai continuar. É o que garante um dos membros da Assembleia de Peritos do Irão.
Um dos membros do conselho responsável por escolher o próximo líder supremo do Irão garante que o nome de Ali Khamenei vai continuar. O nome já está escolhido, vai preservar o legado do líder, que acabou morto na sequência de um ataque dos Estados Unidos e Israel. É uma mensagem divulgada pelos média iranianos. O anúncio é prometido para breve.
E o Irão ameaça retaliar contra os Estados Unidos e também Israel, isto caso continuem os ataques às infraestruturas energéticas do país.
Um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão avisa que está preparado para responder se Israel e os Estados Unidos não pararem de atacar alvos energéticos. Citado pela Al Jazeera, a mesma fonte defende que os países do Golfo devem apelar aos dois países para pararem com este tipo de ataques.
Forças iranianas que denunciam ainda um ataque norte-americano a um navio de guerra.
A embarcação estava ao largo da costa do Sri Lanka. Fontes do Irão, citadas pela agência Reuters, indicam que morreram mais de 100 pessoas, 30 ficaram feridas esta tarde. No lado de Israel, as forças dizem que eliminaram cinco comandantes do Irão em Beirute. É uma notícia avançada pelo Times of Israel.
E os Estados Unidos estão a considerar, Nadine, enviar forças especiais para o terreno no Irão para apreender urânio.
É o que escreve a Bloomberg, que avança esta tarde que os Estados Unidos colocaram em cima da mesa a opção de enviar forças de operações especiais para apreender as doses de urânio do Irão, enriquecido e passíveis de utilização para fabrico de bombas. A agência cita três oficiais norte-americanos sob anonimato. Donald Trump já terá sido informado sobre esta opção.
E mudamos de tema nesta edição das 19h, isto porque este domingo, Nadine, se assinala o Dia Internacional da Mulher. Centenas de pessoas desceram à Avenida Liberdade, em Lisboa, numa marcha organizada pelo Movimento Democrático das Mulheres e pela Plataforma Feminista.
Arrancou pouco depois das 15h, a partir do Marquês de Pombal. A porta-voz do movimento, a Djanira Vidal, explica as razões que levaram centenas de pessoas a sair à rua este domingo.
Aquilo que nós vimos aqui dizer é que não em nosso nome. E a verdade é que este não é o momento de recuar, este aqui é o momento de exigir mais medidas, acabar com a desigualdade salarial, ter mais medidas e apoios para as vítimas.
A manifestação foi feita de movimentos, mas também de outras pessoas que se juntaram à marcha. Bianca Castro era uma delas. Fala de uma luta necessária por direitos que ainda não estão consolidados.
Eu acho que o Dia Internacional da Mulher, além de ser um dia de celebração, é um dia de luta, porque ainda não há igualdade de gênero, nem em Portugal, nem no mundo. As mulheres em Portugal ainda ganham significativamente menos do que os homens, acho que 13% em média. A violência doméstica é o crime mais reportado em Portugal e neste momento estamos a ver os nossos direitos, muitos deles, a ser ameaçados. Portanto, anos de luta que neste momento estão a ser ameaçadas e há também luta que ainda está por ser feita. Além de que pelo mundo estamos a ver cada vez mais ataques a mulheres e se uma de nós não estar livre, nenhuma está.
Declarações de uma das manifestantes à Rádio Observador nesta marcha em Lisboa.
Uma marcha, manifestação, onde estiveram presentes, aliás, Nadine, várias figuras políticas ao lado dos movimentos em marcha pela Avenida da Liberdade.
A começar por Isabel Mendes Lopes, deputada do LIVRE, que aponta os avanços da extrema-direita como risco para os direitos das mulheres.
É exatamente sobre a luta pelos direitos das mulheres, a luta por uma sociedade mais igual, onde todas as pessoas tenham a capacidade, tenham a possibilidade de serem quem são e de lutarem por aquilo que querem ser e que querem fazer. E é por isso que aqui estamos e que une tantas pessoas tão diversas, de tantos espectros políticos e de tantas associações, porque esta é uma luta de todas e de todos.
Também presente, o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, aponta a extrema-direita para justificar a presença do partido.
O crescimento da extrema-direita e de uma direita cada vez mais radicalizada põe tudo isto em causa. E é por isso que é tão importante celebrar o 8 de março como uma data de conquista de direitos, como uma data de resistência à ofensiva de quem quer privar as mulheres desses direitos. Esta luta é uma luta de homens e de mulheres.
O coordenador do Bloco de Esquerda fala de uma luta sem gênero contra os atentados aos direitos. A Inês de Sousa Real quer mais propostas para preservar e consolidar os direitos das mulheres. O LIVRE, o Bloco de Esquerda e o PAN foram alguns dos partidos que marcaram presença nesta marcha que assinala o Dia Internacional da Mulher.
Dia em que Marcelo Rebelo de Sousa escolhe também assinalar uma data importante e deixa uma mensagem de alerta para as desigualdades, quer nos salários, quer também, Nadine, nas oportunidades.
Uma nota lançada um dia antes de cessar funções como chefe de Estado, ainda presidente da República, saúda todas as mulheres portuguesas, defende que é preciso combater a falta de equilíbrio em matérias como os salários e falta de oportunidades. Marcelo Rebelo de Sousa quis deixar assim uma palavra de compromisso com a igualdade de gênero.
E o PORDATA reforça este cenário, Nadine, ao alertar para que as desigualdades entre gêneros se mantêm.
Os dados divulgados mostram que as desigualdades no emprego, nos salários e nas condições de vida continuam. A presidenta da PORDATA, Luísa Loura, indica que este desequilíbrio acontece por fatores sociais.
Por que não há um maior equilíbrio ainda, não é? Uma vez que as mulheres estão em maioria na educação, nos diplomados, no ensino superior e tudo. Eu vejo isto porque as mulheres querem, de fato, conciliar estes dois objetivos que têm na vida, não é? O de serem independentes e profissionalmente realizadas, mas ao mesmo tempo conseguirem dar as melhores condições possíveis também na sua vida do dia a dia e da sua família.
As palavras da presidente da PORDATA, em declarações à Rádio Observador.
E ponto final nesta edição das 19h, com a jornalista Nadine Soares, que está de regresso à antena da Rádio Observador, com a informação atualizada no final do jogo entre Benfica e Futebol Clube do Porto. Até já, Nadine.
Até já.
E já daqui a pouco retomamos essa emissão especial de desporto, onde ao intervalo o Benfica vai perdendo em casa por duas bolas a zero frente ao Futebol Clube do Porto, em jogo a contar pra 25ª jornada do campeonato. Já a seguir na Rádio Observador, estamos de regresso ao Estádio da Luz.