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Jornal das 7 com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Governo, patrões e sindicatos voltam amanhã à concertação social, com a ministra a dizer que agora a palavra está do lado dos parceiros sociais.

É o primeiro encontro depois do chumbo da reforma laboral. A Ministra do Trabalho diz que agora é tempo de devolver a palavra aos parceiros sociais sobre a reforma da Lei do Trabalho. Maria do Rosário Palma Ramalho diz que esta alteração à lei é inevitável, seja neste ou num outro governo, e através da concertação social ou por outra via, ou seja, apenas através de consenso entre os deputados. Questionada esta tarde pelos jornalistas, à margem da apresentação de um relatório no Ministério do Trabalho, a ministra recusou-se a revelar o que vai acontecer amanhã na reunião da concertação social, mas sinalizou a disponibilidade do governo para ouvir novamente os parceiros sociais.

A vice-presidente da bancada do PS, Marina Gonçalves, diz que o ministro Fernando Alexandre deve avaliar se tem ou não condições para continuar como ministro.

A atual deputada do PS não pede diretamente a demissão de Fernando Alexandre, mas diz que o ministro da Educação deve avaliar se tem condições para continuar no cargo depois do falhanço no processo de classificação dos exames. Em entrevista ao Observador, Marina Gonçalves diz que Fernando Alexandre deve procurar saber se consegue melhorar a gestão da pasta.

Eu não estou a dizer que se deve demitir ou não se deve demitir. Acho que não me cabe a mim sequer aqui dizê-lo. Agora, que essa avaliação deve ser feita por quem falhou redondamente naquele que é um papel central para a vida dos alunos, que foi o ministro da Educação, pois bem, eu acho que ele deve fazer essa avaliação. Mas eu, como acho que nós temos que ser responsáveis pelos nossos atos e devemos ser nós a fazer essa avaliação, aquilo que eu espero, e é o conselho que dou, é que o próprio ministro faça a avaliação se tem condições para se manter e, tendo, como é que gere um bocadinho melhor do que fez até agora.

Marina Gonçalves, entrevista ao sofá do Parlamento, em que vinca ainda as condições para a legislatura durar até ao fim e aponta o dedo, como principal culpado pela instabilidade, ao governo.

A legislatura tem quatro anos e, portanto, há sempre possibilidade e condições para chegar até ao fim da legislatura. Que o governo está a fazer tudo para causar uma instabilidade brutal no país e é o único que parece querer eleições, isso eu não tenho dúvidas. Tem sido sucessivamente alvo de críticas justas em várias áreas de governação, pela forma desastrosa como gere muitos dossiês.

Marina Gonçalves, entrevista ao Observador, em que sobre o futuro do PS, diz que todos os responsáveis políticos estão a prazo nos cargos.

E o secretário-geral do PCP diz que Fernando Alexandre não pode fugir ao debate na Assembleia da República.

Paulo Raimundo diz que era só o que faltava o governo não se fazer representar pelo ministro da Educação no debate de urgência sobre os exames nacionais. Paulo Raimundo deu como certa a admissão deste pedido de debate feito pelo PCP na sexta-feira. O líder comunista diz que cabe à conferência de líderes amanhã deliberar sobre esta discussão e reiterou que seria uma desfaçatez que o governo se fizesse representar por outro governante que não Fernando Alexandre.

A conferência de líderes tem que organizar o debate. Não tem muito para decidir, porque é um debate potestativo e, portanto, é obrigatório que se faça. É um debate onde é convocado o governo. Nós não estamos em condições de obrigar o ministro da Educação a ir a esse debate. Estamos apenas em condições de exigir que o governo lá esteja. É isso que vai acontecer. O que eu espero é que o governo não tenha a desfaçatez de indicar outros membros do governo que não o ministro da Educação. Era só o que faltava.

Paulo Raimundo, líder do PCP, aos jornalistas, depois de uma reunião com a Federação Nacional dos Professores, sobre a garantia dada por Fernando Alexandre de que os prazos para a correção serão cumpridos. Paulo Raimundo diz que o ministro não tem credibilidade para falar em cumprimento de datas.

André Ventura quer conversar sobre várias matérias com o presidente da República, por exemplo, sobre o que classifica de falta de coordenação por parte de Luís Montenegro.

O presidente do CHEGA vai ser recebido amanhã em Belém por António José Seguro. O líder do partido considera que o chefe do governo não devia ter ido a três encontros do Campeonato do Mundo de Futebol e lembra ainda as polémicas relacionadas com os exames nacionais e com o ministro da Administração Interna para dizer que Luís Montenegro devia estar mais preocupado em coordenar o Executivo.

Nós termos um primeiro-ministro que se preocupa a ir a três jogos do mundial, mas não se preocupa com o caos em que os exames estão ou com a situação em que está o senhor ministro da Administração Interna, é uma situação pelo menos constrangedora para a falta de autoridade e de coordenação que precisávamos e que o governo precisava do ponto de vista da sua atuação.

André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, diz que mais tarde ou mais cedo, o primeiro-ministro vai ter que assumir o controle do governo e que devia ter pedido explicações a Luís Neves sobre o caso da moradia em Odemira. André Ventura tem reunião marcada para amanhã às 17h30 com António José Seguro.

E o governo, Miguel, descarta a possibilidade de uma apresentação de uma moção de confiança.

A tese foi lançada ontem por Miguel Relvas, antigo homem forte do PSD e uma das pessoas de confiança de Pedro Passos Coelho. Na CNN, Miguel Relvas disse existirem vozes na área governamental a pedir uma moção de confiança, mas ao que o Observador apurou, essa possibilidade é vista como um delírio entre os altos dirigentes do PSD. Um deles diz que a ideia é obtusa, outro garante que o cenário não está em cima da mesa, nem sequer na gaveta. As fontes ouvidas pelo Observador dizem que Miguel Relvas deseja a moção de confiança para provocar a queda de Luís Montenegro e lançar Pedro Passos Coelho.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 14 de julho.

Um incêndio no centro de Bruxelas fez pelo menos seis vítimas mortais, um fogo na Torre Oxy que começou hoje de manhã no segundo piso deste arranha-céus que está a ser construído no centro da cidade. As chamas propagaram-se à caixa dos elevadores, onde foram encontradas as vítimas. Segundo o Ministério Público, a identificação dos corpos está ainda em curso e foi aberta uma investigação para apurar a origem deste incêndio. Entretanto, jogo amigável do Sporting. A estreia do Sporting nesta temporada frente ao Celtic de Glasgow. Vai vencendo por 2x1 à passagem dos 73 minutos. Primeiro gol dos Leões na primeira parte por Geny Catamo, aos 24 minutos, e agora duas prendas consecutivas, uma primeira para o Celtic de Glasgow, que marcou por Camilo Duran depois de um erro de Eduardo Quaresma, e dois minutos depois foi Daniel Bragança a repor novamente a vantagem para os Leões com um novo erro, desta vez da defesa da equipe escocesa. E daqui a uma hora arrancam as meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol, primeiro jogo entre França e Espanha

As duas seleções que procuram o acesso à final a partir das 20h. Conosco em estúdio está o Diogo Varela. Diogo, vais estar a acompanhar o jogo. Qual é a expectativa para esta primeira meia-final do Campeonato do Mundo?

Desde já, é um clássico, como já aqui disseram, Espanha e França, duas das potências mundiais a nível de futebol. Para que se tenha uma noção, este vai ser o jogo número 39 da história entre França e Espanha a nível de seleções de futebol. E aqui a vantagem vai para a Espanha, que soma 18 vitórias contra apenas 13 do lado gaulês, embora hoje em dia a França, no plano teórico, seja considerada mais favorita do que propriamente a seleção "La Roja". Joga-se em Dallas, no Texas. Relativamente aos 11, a equipe espanhola repete o mesmo 11 que bateu a Bélgica por 1 a 0. Portanto, aqui a surpresa é novamente a ausência de Pedri, é considerado um dos melhores médios da atualidade. França faz duas alterações: a entrada de Barcola, com a saída de Tchouaméni. Começa a ser também um duelo muito característico a nível de meias-finais, até porque pelo terceiro ano consecutivo, é a terceira meia-final entre estas duas seleções. Há dois anos, no Euro 2024, a Espanha venceu por 2 x 1. O ano passado, nas meias-finais. O ano passado também nas meias-finais, Liga das Nações, a Espanha venceu por 5 x 4, a tal Liga das Nações, que depois Portugal bateu Espanha nessa mesma final. E mais não seja, Miguel, Ricardo, se faltar festa a França dentro do relvado, fora não falta, porque hoje é o Dia da Bastilha, como quem diz, o Dia Nacional de França, é feriado nacional em França. Portanto, os franceses já têm um motivo para sorrir.

14 de julho, dia de parada imponente em Paris.

O Diogo Varela com as primeiras informações deste jogo entre França e Espanha, que arranca às 20h. Antes de fecharmos, nova atualização no resultado do jogo do Sporting. Aumenta a vantagem para 3 x 1. Golo de Ricardo Mangas neste primeiro amigável da temporada.

Em cinco minutos, três gols, na Ilha Olé, onde está a decorrer este-

Ainda bem que o jornal está acabando.

Exato. Este Sporting-Celtic de Glasgow, o jogo é no Algarve, no Estádio do Algarve.