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Observador. Começa agora o Jornal das 9, edição da jornalista Diana Rosa. Diana, o PS considera que deve ser alargado o número de municípios admitidos pelo estado de calamidade e desafia a Iniciativa Liberal e o Chega a aprovarem essa medida. Uma proposta entregue pelos socialistas hoje no Parlamento.

Um pedido em que o partido pede que o Governo inclua os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Sobral de Monte Agraço e a zona da Lezíria do Tejo neste estado de exceção. O PS quer também que estes municípios sejam incluídos com efeitos retroativos. À Rádio Observador, o deputado André Rio pede uma resposta ao governo até quinta-feira, mas deixa desde já o repto a André Ventura e Mariana Leitão.

No caso concreto da Arruda dos Vinhos, que é o que eu conheço mais próximo, já foram aqui visitar durante a semana passada, para além do secretário-geral do PS, na quarta-feira. Na sexta-feira, veio o líder do Chega e a líder da Iniciativa Liberal. Portanto, puderam constatar in loco aquilo que os autarcas estão a reclamar, legitimamente, na nossa perspectiva. Bastava que estes dois partidos, além do Partido Socialista, que vieram aqui in loco verificar a situação, votassem a favor para que este projeto de resolução fosse aprovado no Parlamento.

O deputado socialista considera incompreensível que o Governo ainda não tenha dado este passo para acudir às populações destes concelhos.

O Governo garante que o Plano Nacional de Recuperação e Resiliência vai estar no terreno nas próximas semanas.

É o que adianta o secretário de Estado da Proteção Civil, em declarações à Rádio Observador. Rui Rocha diz que o plano tem de ser ultimado e vai para o terreno assim que possível.

Julgo que não podem ser meses. Eu diria que nas próximas semanas ele terá que ser conhecido, porque como digo e como foi referenciado, há aqui questões de emergência, embora isso também tenha as responsabilidades dos próprios municípios, mas é evidente que algumas questões, pela dimensão daquilo que são reparações, é bom que hajam apoios estatais para poder garantir, e é isso que está a ser desenhado.

Sobre o fim da isenção de portagens em várias autoestradas na região de Leiria, um pedido dos municípios da região, o secretário de Estado da Proteção Civil diz que a situação mais crítica está ultrapassada, portanto, descarta essa possibilidade.

Diana, mais de 5 mil entidades no setor da agricultura pediram apoio na sequência das tempestades.

Que devastaram os campos de cultivo. O valor máximo a atribuir a cada agricultor, por decisão do governo, é de €10 mil. O ministro José Manuel Fernandes acredita que os pedidos vão continuar a chegar.

Temos mais de 5,1 mil candidaturas para mais de €300 milhões. Aqui em Alcácer do Sal, neste momento, na área da agricultura, temos só 13 candidaturas porque as pessoas ainda estão a ver os prejuízos e nós sabemos que essas candidaturas vão acontecer. Estamos a falar de candidaturas até aos €10 mil.

José Manuel Fernandes apela que os produtores afetados procurem obter os apoios e diz que há muito prejuízo que ainda não está sinalizado. O ministro da Agricultura afirma também que vai pressionar a União Europeia de forma a obter o montante máximo da reserva agrícola para crises.

Preocupados estão também os suinicultores, queixam-se da maior crise de sempre no setor.

Cerca de 50% da produção nacional foi afetada, sobretudo na região Centro. Em Leiria, são mais de 50 as explorações que trabalham atualmente com recurso a geradores, que custam entre €500 e €600 por dia, veem assim o valor do prejuízo aumentar. À Rádio Observador, o presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores apela ao governo para materializar os apoios que tem anunciado.

É preciso que estas medidas que estão a ser anunciadas sejam céleres. É preciso que elas cheguem rapidamente a quem precisa delas. Não faz sentido, porque os anúncios não resolvem problemas. O que resolve problemas é efetivar aquilo que são as intenções que estão subjacentes aos anúncios que estão a ser publicitados.

David Neves explica também que os prejuízos das tempestades vão fazer com que o país dependa mais das importações. No entanto, descarta um aumento no preço da carne de porco.

Na mesma linha, temos o setor da pesca, queixa-se de um impacto nunca antes visto. Só que, contrariamente à carne, prevê-se um aumento do preço do peixe.

Em entrevista à Rádio Observador, o presidente da AgroPesca, Carlos Cruz, não tem dúvidas de que o preço vai duplicar.

O preço, precisamente os barcos que foram ontem pro mar, com certeza que o preço, se não dobrou, penso que dobrou, claro. Eu penso não, tenho a certeza que dobrou, porque a restaurar não tem peixe, os barcos não andam ao mar, peixe daqui da nossa localidade não tem nenhuma, só se tiver peixe do lado de fora.

Há embarcações que estão paradas desde dezembro, tanto de pequeno como de grande porte. Carlos Cruz refere que os pescadores apenas receberam o apoio de €250 por parte da Câmara de Vila do Conde. Pede, por isso, ao governo apoios diretos a estes profissionais. Fala numa situação em que há famílias que já não têm dinheiro para comer.

Falamos ainda da Liga dos Campeões. O treinador do Real Madrid rejeita que a equipa espanhola venha a Lisboa amanhã à procura de uma vingança contra o Benfica.

Depois da vitória dos encarnados por 4x2, na última jornada da fase de liga, que atirou o Real Madrid para a zona dos playoffs. Ditou a sorte que as duas equipas se voltassem a encontrar amanhã, nesse mesmo playoff. Ancelotti garante que está a pensar a longo prazo, não só no jogo com o Benfica.

Pensamos sempre em ganhar. O nosso objetivo não é apenas eliminar o Benfica, mas ganhar a Champions. É isso que obriga este emblema. Passar a eliminatória não é uma vingança, mas sim um objetivo.

O técnico do Real Madrid deixa vários elogios ao Benfica e também a José Mourinho, diz que o quer eliminar, mas deseja que o treinador português ganhe tudo a partir daí. Kylian Mbappé, estrela da equipe madrilena, tem tido constrangimentos físicos, não saiu do banco na última partida. Ancelotti deixa por revelar se o francês vai ser titular amanhã.

O Benfica e Real Madrid, primeira eliminatória do playoff da Liga dos Campeões, joga-se amanhã, a partir das 20h, e vai ter relato aqui, claro, na Rádio Observador. E agora, com sete minutos para lá das 21h, vamos ao noticiário local.

E começamos pela margem sul. Em Almada, os acessos às praias da Costa de Caparica estão condicionados. A circulação pedonal e automóvel está interdita até ao dia 16/04 na via principal entre a Praia do Rei e a Praia da Bela Vista. Em causa, o fim da primeira fase de melhoramento dos acessos às praias. Em Oeiras, a Câmara Municipal está a avançar com a obra do Passeio Marítimo de Algés, depois dos estragos causados pelo mau tempo. É um investimento superior a € 2 milhões, por forma a estabilizar a linha ferroviária e alargar o terrapleno. O vice-presidente do município adianta que a obra solicitada pela Infraestruturas de Portugal deve demorar cerca de dois meses até ficar concluída. Em Santarém, o alerta relacionado com as cheias do Tejo baixou para amarelo. O presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil afirma que a cidade entra agora numa fase de recuperação para que as famílias e empresas possam voltar à normalidade. Refere também que o conselho enfrenta ainda várias estradas cortadas e milhões de euros em prejuízos. Está concluída a zona especial de conservação da Ria de Aveiro, entra em vigor a partir de amanhã e integra o processo para preservação de habitats naturais. A nova legislação estabelece regras de proteção ambiental na ria, traz novos condicionamentos à pesca e à construção em solo rústico. Em Leiria, o desporto está parado. Mais de 90 clubes sofreram danos graves depois do mau tempo. Para além de danos estruturais, vários recintos continuam a ser ocupados com serviços de apoio social às populações afetadas. O presidente da Associação de Futebol de Leiria diz que muitos dos clubes continuam sem eletricidade e prevê o regresso da atividade apenas no próximo mês. Na cidade invicta, foi desconvocada a greve de manutenção da CP, que estava a condicionar o metrô do Porto. O sindicato e a empresa de transportes chegaram a um acordo relativamente aos horários dos trabalhadores, que permitiu a desconvocação com efeitos imediatos. Numa nota, a CP afirma que quer assegurar um ambiente de trabalho justo e motivador. Para já, o fim da greve não vai ter impacto nos condicionamentos do metrô do Porto.

E é o ponto final no Jornal das Nove, edição da jornalista Diana Rosa. Até já.

Até já.