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Para. Começa agora o Jornal das 8, edição da jornalista Vanessa Cruz. Vanessa, foi aberta a circulação na A1 de forma condicionada na zona de Coimbra.
Onde o piso abateu há 12 dias, como consequência do arrebentamento do dique de Casais, no rio Mondego. A Brisa acaba de adiantar que a circulação está restabelecida com condicionamentos entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Foi estabilizada a laje de transição na plataforma Sul-Norte. A Brisa já tinha apontado que seria possível reabrir essa parte da estrada até o final da semana passada. Entretanto, acabou por ser só hoje. Já é possível circular em toda a A1 nos dois sentidos, apesar de ainda não ser uma reabertura total da faixa de rodagem.
Entretanto, a Infraestruturas de Portugal registou mais de 4200 ocorrências durante as últimas semanas por causa do mau tempo.
Nas estradas e na ferrovia, Rita, balanço revelado agora, sendo que já foi reaberta a quase totalidade da infraestrutura que está sob a gestão da IP.
E dos últimos minutos, Vanessa, a notícia de que o presidente da República eleito vai receber amanhã o primeiro-ministro.
Às 16h, António José Seguro recebe Luís Montenegro no Palácio Nacional de Queluz, onde tem agora um gabinete, antes de tomar oficialmente posse no dia 9 de março e ir depois para Belém. O encontro de amanhã é para apresentação de cumprimentos e do programa PTRR. As linhas gerais deste plano para reconstruir o país depois das tempestades foram anunciadas na última sexta-feira pelo primeiro-ministro.
E os Estados Unidos já têm quase metade da capacidade aérea que podem mobilizar para um possível ataque ao Irão. A última vez que juntaram tantas forças militares no Médio Oriente, Vanessa, foi antes de invadirem o Iraque.
Em 2003. Tanto a administração Trump como a do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu estão a tomar novas medidas que podem ser lidas como uma forma de preparar terreno para uma guerra contra o Irão. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu está reunido com o gabinete de segurança e os hospitais estão a receber ordens para se prepararem para um conflito prolongado. Entretanto, esta tarde foram vistos aviões de guerra norte-americanos no principal aeroporto israelita e os Estados Unidos já terão enviado quase 50% da capacidade aérea que podem mobilizar, como dizias, para o Médio Oriente.
E de que tipo de aeronaves estamos a falar, Vanessa?
Porta-aviões, contratorpedeiros, caças de última geração e ainda sistemas de mísseis. O presidente norte-americano deu na última quinta-feira 15 dias ao Irão para chegar a um acordo nuclear significativo. A esse ultimato juntou a ameaça de que se isso não acontecer, más coisas acontecerão. São mesmo estas as palavras de Donald Trump. Os Estados Unidos emitiram, entretanto, um aviso para se evitar qualquer tipo de viagem ao Líbano, que é um país aliado do regime iraniano.
Seguimos na atualidade internacional. Foi detido em Londres o antigo embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, por ligações aos ficheiros Epstein.
É suspeito de má conduta no exercício de funções públicas. De acordo com o jornal americano Politico, as forças de segurança suspeitam que Peter Mandelson tenha enviado documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein durante a crise financeira de 2008, altura em que era secretário de Negócios do Reino Unido. De acordo com a BBC, o governo britânico está a discutir, nesta altura, com a polícia, quais é que são os documentos que podem ser revelados sobre este ex-embaixador. Essa divulgação está apontada para o início de março.
E tinha sido notícia a suspeita de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ter sabido de antemão das ligações a Jeffrey Epstein antes de nomear Mandelson para o principal cargo diplomático nos Estados Unidos.
Tinha, sendo que Downing Street espera agora que a revelação destes documentos sobre a nomeação de Peter Mandelson possa confirmar a narrativa do chefe de governo britânico, de Keir Starmer, que diz que Mandelson terá mentido durante o processo de verificação de competências antes de ser eleito para o cargo.
E é a segunda detenção no espaço de uma semana no Reino Unido, no âmbito deste caso Epstein.
É sim, a primeira foi do ex-príncipe britânico André, acabou por sair em liberdade no mesmo dia em que foi detido, mas continua sob investigação. Quanto a Peter Mandelson, este antigo diplomata, continua há algumas horas na esquadra.
Seguimos com as notícias. O Chega vê na escolha do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, uma aproximação ao PS.
Uma espécie, Rita, de bloco central subterrâneo. O até aqui diretor da PJ negou recentemente a relação entre crime e imigração, que o partido de André Ventura tem apregoado. A direção do Chega e a equipa que Ventura designa como governo-sombra consideram que Luís Neves tem uma agenda contra o partido. São reações recolhidas pela jornalista do Observador Inês André Figueiredo, num artigo que está em destaque a esta hora em observador.pt.
E o ex-secretário de Estado da Administração Interna, Nuno Magalhães, do CDS, considera que estão reunidas as condições para Luís Neves deixar a marca.
Elogia a escolha do até aqui diretor nacional da PJ para ficar à frente da pasta da Administração Interna. Diz que tem competência, a competência da comunicação, que, para Nuno Magalhães, não existiu nos últimos meses. O antigo secretário de Estado enumera ainda os desafios que o novo ministro da Administração Interna tem pela frente.
A questão remuneratória das forças de serviços de segurança, a questão da proteção civil, do sistema e da reforma, que já foi anunciada, mas para depois dos incêndios, e bem. A questão muito séria, devo dizer, do controle de fronteiras e dos aeroportos, quer do ponto de vista informático, quer do ponto de vista do efetivo controle.
É na análise do centrista Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, considera que Luís Neves tem desafios, agora que é ministro da Administração Interna, mas tem também competência para o cargo.
E são agora 08h08. Que outras notícias marcam a atualidade, Vanessa?
A Câmara de Leiria vai contrair um empréstimo para fazer face aos prejuízos provocados pela pressão Christine. Já ascendem a €792 milhões. O autarca Gonçalo Lopes vai reunir-se com o Banco Português de Fomento para avaliar se existe ou não alguma linha específica para os municípios e em que condições. Essas linhas de crédito tinham sido anunciadas pelo governo. A Fundação para a Ciência e Tecnologia anunciou hoje o reforço de investimento para a investigação e para doutoramentos. São 1600 bolsas, mais 50 do que no ano passado, um investimento total de €145 milhões. A FCT continua em funções até à conclusão do processo de fusão da nova agência para a investigação e inovação, que vai substituir a FCT. E o maior porta-aviões do mundo tem problemas que estão a afetar as casas de banho.
Então, o que é que se passou?
Olha, problemas de canalização e também no sistema de esgoto.
Deve ser mau cheiro, não é?
É. Ainda por cima, a tripulação do USS Gerald Ford é enorme. O problema já vem desde o mês passado, quando a embarcação estava já há algum tempo nas Caraíbas. Os tripulantes estão frustrados com os erros de desenho que conduziram às falhas constantes das instalações sanitárias deste grande, enorme porta-aviões. E ainda por cima, as missões sucessivas em alto-mar têm sido umas atrás das outras.
Enfim. E assim fechamos o Jornal das 8, edição da jornalista Vanessa Cruz. Até já.
Até já.