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José Soares. António, boa noite. O ministro da Administração Interna garante que está tudo limpinho na contratação do empreiteiro para as obras de um imóvel que possui em Odemira.

Luís Neves tem estado sob pressão depois do jornal Nascer do Sol ter revelado que o ministro contratou, a título pessoal, um empreiteiro que realizou várias obras ao serviço da Polícia Judiciária quando Luís Neves era ainda diretor da PJ. Na última hora, numa entrevista ao "Now", o ministro da Administração Interna garante que só conheceu pessoalmente o empreiteiro em 2023, depois de grande parte das obras na Polícia Judiciária estarem feitas. Em relação ao imóvel de Odemira, o governante garante que está tudo limpo e tranquilo, mas admite que se fosse hoje, agiria de forma diferente.

Hoje faria, reconheço isso, humilde e modesto, de maneira diferente. Ninguém constrangeu ninguém. O grosso das obras foram feitas em período que eu não conhecia. Tudo foi transparente, os contratos foram visados no Tribunal de Contas, portanto, é tudo muito limpinho e absolutamente tranquilo.

Luís Neves diz que convidou o empreiteiro para visitar o espaço e aconselhá-lo que as obras feitas, e também que foram simples, diz o ministro. Questionado sobre o fato de não ter disponibilizado as faturas associadas a este trabalho à comunicação social, Luís Neves justifica que teve um diminuto tempo para responder e que não é responsável por este assunto. O ministro da Administração Interna considera que a faturação disponibilizada no portal e-fatura é um comprovativo suficiente.

Seguimos com Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, que apontam o dedo à maneira como o governo tem feito reformas, críticas feitas, António, no primeiro discurso enquanto líderes do Livre.

Declarações que surgem depois de terem sido anunciados os resultados da eleição para a direção do partido no congresso que terminou hoje em Sintra. A lista A, encabeçada por Isabel Mendes Lopes, venceu por larga margem. O Livre vai agora apresentar no Parlamento um pacote de medidas para melhorar a vida dos portugueses. Ricardo Lopes.

Não houve surpresas nos resultados da eleição para o grupo de contacto, o órgão executivo do Livre.

Lista A, 432 votos, 11 eleitos.

Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto partilham agora a liderança do Livre. A lista onde estavam os nomes com mais histórico no partido venceu com quase 70% dos votos. A oposição interna criticava a excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes, mas Isabel Mendes Lopes garante que o Livre é um partido plural.

Um Livre aberto, plural, onde as opiniões contam, onde podemos ter momentos de divergência, mas onde a divergência se faz de uma forma saudável, em democracia, e isso é muito importante continuarmos a fazer aqui no Livre.

No discurso de vitória, a líder da bancada parlamentar começou por agradecer o reforço da confiança, mas rapidamente passou ao ataque ao governo.

Ter um Estado mais forte, um Estado que não faz reformas, que na prática são desmantelamentos dos serviços públicos, que desmantela os próprios ministérios e que depois dá o caos que nós assistimos, por exemplo, nos exames nacionais.

Isabel Mendes Lopes considera perigoso que venha a ser feita uma revisão constitucional e pede ao PS que se meta ao barulho.

O Partido Socialista tem os votos para conseguir negociar com o PSD e dizer claramente ao PSD: "Se vocês avançarem para uma revisão constitucional feita com o Chega, então não contam conosco para mais nada, inclusive Orçamentos de Estado".

Críticas feitas, a porta-voz terminou a intervenção com uma mensagem para Rui Tavares, que está saída da função.

Foi uma honra e também muito divertido, tenho a dizer, partilhar contigo a responsabilidade de sermos porta-vozes do Livre. Eu aprendi imenso, também acho que tu aprendeste muito.

Em sentido inverso, Jorge Pinto, que assume agora o lugar de Rui Tavares, dedicou as primeiras palavras àquela que é incontornavelmente a maior figura do partido.

É um prazer e uma honra ter esta responsabilidade, por um lado, renovada, de me manter no grupo de contacto, por outro lado, alargada ao passar a ser co-porta-voz com a Isabel Mendes Lopes e com a enormíssima responsabilidade de vir a seguir ao Rui Tavares neste mesmo cargo.

E trouxe novidades. O Livre vai apresentar na Assembleia da República um grande pacote de medidas para vários setores.

Aquilo que o Livre vai ter como prioridade, já imediata e para os próximos meses, vamos apresentar no Parlamento um grande pacote de medidas para que consigamos todos ter uma vida plena.

Liderança renovada, ambição reforçada, foi com promessas de, no futuro, chegar ao governo que terminou este 17º congresso do Livre, que marca um ponto de viragem no partido.

O jornalista Ricardo Lopes, que acompanhou o congresso do Livre este fim de semana em Sintra.

Também a marcar a atualidade política este domingo, o secretário-geral do PS, que quer explicações do primeiro-ministro sobre os constrangimentos na correção dos exames nacionais do 12º ano.

José Luís Carneiro volta a insistir no tema, quer que Montenegro justifique os problemas na classificação dos estudantes. As declarações surgem numa altura em que o prazo para as correções dos exames nacionais foi alargado até sexta-feira, na sequência de uma falha na plataforma. Há ainda milhares de alunos à espera de conhecer as classificações, situação que leva José Luís Carneiro a pedir esclarecimentos de Luís Montenegro e pede ação ao Executivo.

Primeiro, há que resolver os graves problemas que se instalaram no processo de classificação dos alunos. Há que solucionar, há que resolver esses problemas. Em segundo lugar, do meu ponto de vista, o primeiro-ministro, mesmo antes do debate do Estado da Nação, tem o dever de vir ao país explicar o que é que está a ser feito para solucionar os graves problemas que se colocaram sobre a classificação dos alunos. Terceiro, o governo tem o dever, a começar pelo primeiro-ministro, de garantir confiabilidade

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, que volta a insistir que Luís Montenegro aborde diretamente o problema da correção dos exames nacionais.

E António, técnicos de emergência dizem que a morte nas Taipas revela a falência do atual modelo no INEM.

A reação da associação nacional que representa estes profissionais surge depois do Instituto Nacional de Emergência Médica ter anunciado que vai averiguar porque motivo foram enviados os bombeiros voluntários de Guimarães para socorrer na vila das Taipas, um homem de 48 anos, em paragem cardiorrespiratória, que morreu no local. Isto apesar da corporação local dispor de todos os meios operacionais. Os bombeiros voluntários das Taipas demorariam entre três e cinco minutos a chegar à vítima, diz o comandante em exercício desta corporação, enquanto os bombeiros de Guimarães, que estão a cerca de 9 km, demorariam cerca de 14 minutos do local da ocorrência. Em resposta enviada hoje à Agência Lusa, o INEM explica que no sábado recebeu esta chamada para uma paragem cardiorrespiratória deste homem de 48 anos, que acabou por morrer no local, e acrescenta que relativamente ao acionamento dos meios, a ocorrência vai ser objeto de análise interna, com vista a serem verificados todos os procedimentos adotados e a análise das circunstâncias em que foi efetuado o despacho dos meios de emergência.

E em Espanha foi resgatado com vida um casal britânico que estava desaparecido na sequência do incêndio em Almeria.

Os dois sobreviventes foram encontrados com queimaduras graves em cerca de 40% do corpo numa ravina nos arredores de Bedar, em Almeria, após terem sido surpreendidos pelas chamas durante uma caminhada. O casal foi localizado pela Guarda Civil durante uma operação de busca. Foram resgatados de helicóptero, permanecem internados nos cuidados intensivos. O resgate, que durou cerca de duas horas, foi possível depois de os agentes terem ouvido pedidos de ajuda vindos da zona ardida.

E o Papa Leão XIV apela para o caminho do diálogo na Ucrânia e no Médio Oriente.

"Locais onde voltam a soprar os ventos da guerra", diz o líder da Igreja Católica. O Papa aproveitou as orações de domingo do Mar, no Vaticano, para abordar a violência à volta do mundo. Afirma que há pessoas que continuam a sofrer devido aos conflitos.

"Voltam, infelizmente, a sofrer os ventos da guerra, o Médio Oriente, a Ucrânia e muitas outras partes do mundo que semeiam a violência, o terror e a morte e que atingem, mais uma vez, tantos inocentes. Não deixemos que estes ventos apaguem a esperança e a paz, mesmo quando ela parece frágil e instável. Renovo o meu apelo para que se percorra com perseverança a via do diálogo, do encontro e da diplomacia, o único caminho capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura".

O Papa este domingo no Vaticano, Leão XIV apela a um caminho de diálogo.

E seguimos com Donald Trump, que garante, António, que se chegou a um acordo no sábado, mas uma hora depois o Irão bombardeou o navio.

Foi numa entrevista na NBC. Trump afirma que o Irão tinha aceitado um entendimento que implicava abdicar do programa nuclear e de outras capacidades militares. Diz mesmo que era um acordo perfeito, mas que Teerão não o respeitou. O presidente norte-americano acrescentou que perante essa iniciativa, respondeu com uma vaga de bombardeamentos contra o Irão. O chefe norte-americano reitera também a posição transmitida pelo Comando Central dos Estados Unidos de que o Estreito de Ormuz continua aberto à navegação comercial.

Fica por aqui esta edição das 8. António José Soares está de regresso às 08h30 para uma síntese de notícias. Um abraço, António. Até já.

Até já, Vicente.