Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Sem faz. Jornal das 8 com Luís Soares. E Luís, os diretores escolares acreditam que os alunos vão ter acesso às classificações dos exames nacionais na sexta-feira, como está previsto.

Ideia que fica das reuniões que aconteceram esta tarde no Ministério da Educação. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas diz que sai com sentimento de confiança da reunião com o ministro Fernando Alexandre. Filinto Lima diz também que o ministro deu garantias de qualidade relativamente à classificação das provas, apesar dos constrangimentos sentidos nos últimos dias.

O ministro garantiu-nos total confiança, qualidade na classificação. Eu também não quero pôr em causa, de forma alguma, e o ministro não põe, o trabalho de excelência, e eu queria dizer isto, dos professores classificadores, que nós ontem dizíamos e hoje reafirmamos que são sofredores, estão a sofrer muito com esta situação. O ministro hoje até pediu desculpa, da parte da manhã, aos professores, sobretudo, penso eu, aos professores classificadores, e fez bem em fazê-lo.

Já sobre a possibilidade de os alunos terem acesso gratuito e automático a uma cópia digital dos exames que fizeram, um trabalho que vai ser posteriormente feito pelas escolas, Filinto Lima afirma que só hoje é que a associação teve conhecimento de como é que esse processo vai decorrer. Aos diretores escolares, o ministro da Educação indicou que perto de 95% dos exames já estão corrigidos.

O Chega vai pedir a demissão do ministro da Administração Interna no debate do Estado da Nação. Em causa, as alegadas ameaças feitas por Luís Neves ao partido.

Ameaças que teriam sido feitas no Parlamento, mas também por causa da polêmica em torno dos contratos adjudicados pela Polícia Judiciária à empresa de um empreiteiro próximo do governante. O líder do Chega, André Ventura, entende que Luís Neves tem respostas a dar e anuncia que vai pedir a demissão do ministro.

E na quinta-feira, o partido Chega terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, de dizer ao primeiro-ministro que este ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal. É a nossa democracia que está em causa.

Garantia deixada por André Ventura numa declaração sem direito a perguntas na sede do partido. O líder do Chega diz mesmo que as suspeitas sobre o ministro da Administração Interna devem ser esclarecidas ainda antes do debate do Estado da Nação e denuncia medo por parte dos partidos políticos. Já sobre as alegadas ameaças de Luís Neves ao Chega, André Ventura não tem dúvidas, diz que as imagens são incontornáveis.

Comecei por desvalorizar, por entender que tinha sido o calor do momento, até termos denúncias mais sérias da ameaça e do abuso de poder que tinha sido determinado pelo senhor ministro da Administração Interna e que conseguimos, através da recolha de imagens que são incontornáveis, ficar claro. O senhor ministro da Administração Interna diz mesmo: "Vais pegá-las todas, vais engoli-las todas, vais ver o que te vai acontecer". Isto é absolutamente inaceitável para um ministro da Administração Interna sobre o líder da oposição e sobre o partido que lidera a oposição.

A acusação de André Ventura, depois de ontem Luís Neves ter recusado ter ameaçado o líder do Chega, o ministro da Administração Interna considera muito estranho que a publicação tenha sido feita agora, quase um mês depois, garante que nunca ameaçou ninguém e rejeitou completamente a atitude denunciada pelo Chega e acusou o partido de truncar imagens.

O PS afirma que o desempenho do governo da Administração Interna fica aquém do esperado. O Chega aponta críticas à gestão dos incêndios.

O tema da Administração Interna esteve em debate no Explicador da tarde política em semana de debate do Estado da Nação. O socialista Pedro Vaz lembra que esta pasta teve o maior número de ministros desde que Luís Montenegro assumiu a liderança do governo. Considera o socialista que o Executivo ainda não realizou a valorização dos salários que prometeu aos oficiais de polícia.

Aquilo que vemos por parte deste governo é um adiamento negocial permanente na valorização das carreiras. Aliás, o senhor ministro da Administração Interna teve já a oportunidade de afirmar que só iria fazer isso a partir de outubro, depois do Orçamento de Estado ter sido apresentado. Ou seja, não se espera valorizações remuneratórias nas forças de segurança, nem a valorização das carreiras como um todo.

O deputado Pedro Vaz questiona ainda os fundamentos usados pelo governo para realizar a reforma da Proteção Civil. Já o Chega aponta críticas à gestão dos incêndios, mas mostra otimismo acerca da gestão dos aeroportos. A deputada Vanessa Barata acredita também que o reforço de efetivos nas fronteiras está a dar frutos.

O policiamento nos aeroportos tem sido parco e, portanto, havendo esta nova entidade que está a regular as fronteiras e controlar as fronteiras, em conjunto com as políticas que o governo tem levado a cabo, em conjunto com o Chega, de controlar a imigração, sentimo-nos otimistas relativamente a este aspecto, mas é óbvio que terão que ser valorizados os profissionais que fazem esse trabalho e o governo terá que estar atento.

Na opinião de Vanessa Barata, do Chega, já António Rodrigues, do PSD, refere que a nova gestão de fronteiras está a ser bem feita e avisa que o Parlamento adiou a construção da nova Unidade Especial da Polícia.

Eu não quero criticar o passado, e muito menos quem tinha essas responsabilidades no passado. Eu falo do presente e falo do futuro. E em relação a isto, é que é um facto que nos últimos dois meses ninguém tem ouvido falar de grandes problemas nos aeroportos portugueses, porque houve não só um reforço de policiamento, como houve um reconhecimento também do papel da Unidade Especial de Polícia, que está neste momento a agir em conformidade com aquilo que será expectável. Também temos presente que essa Unidade Nacional de Polícia foi adiada por um ano, não por responsabilidade do Governo, mas por responsabilidade do próprio Parlamento, que não foi capaz de o aprovar em tempo oportuno.

Ideia defendida por António Rodrigues, do PSD, que explica também que o adiamento da reforma da Proteção Civil para depois do verão é de elementar bom senso. O debate esta tarde no Explicador da tarde política.

Luís, vamos agora conhecer outras notícias em destaque.

As negociações entre a Galp e a espanhola Meva continuam a progredir de forma construtiva, mas o prazo para um acordo sobre a junção dos negócios deslizou para a segunda metade do ano. Informação avançada pela Galp num comunicado em que dá conta dos resultados operacionais para o segundo trimestre do ano. Os resultados financeiros vão ser conhecidos na próxima segunda-feira. A Câmara de Almada confirma a interrupção total do abastecimento de água em 21 localidades do concelho, entre as 10 da noite e as 6 da manhã. Isto no âmbito das medidas da autarquia para restabelecer as reservas de água. Desde o início do mês têm sido relatadas sucessivas falhas no abastecimento no concelho de Almada, com especial incidência na costa de Caparica. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social decidiu abrir dois processos contraordinaionais à TVI, CNN, MTV e NOW, em causa a transmissão de um anúncio antiaborto em maio e junho do ano passado. No conselho regulador da ERC considera que os canais violaram a Lei da Televisão e o Código da Publicidade. Os processos contraordinaionais são puníveis com coimas entre os 20 mil e os 150 mil euros.