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É o Jornal das 9, edição de Laura Figueiredo e à quinta é de facto vez. O governo conseguiu hoje chegar a um acordo com os sindicatos das Forças de Segurança.
Três sindicatos da PSP, duas associações da GNR, são eles o SNOP, a ASP, o Sindicato Nacional de Carreira dos Chefes e ainda a APG e a Associação Nacional da Guarda. A Ministra da Administração Interna fala num dia histórico, mostra-se satisfeita por ter acabado o impasse com as forças de segurança, ainda que não tenha sido com todos os grupos.
É um dia que marca um acordo muito importante, quer para o governo, quer para as associações socioprofissionais, quer os sindicatos, respetivamente da GNR e da PSP. Foi um trabalho árduo, muito pensado, muito discutido, trocámos muitas opiniões.
Já o presidente do SNOP e da plataforma da PSPGNR, Bruno Pereira, considera este acordo uma meia vitória, mas que foi assinado a pensar nos mais jovens.
Este meio acordo foi o que nós acordámos e achámos que era suficiente neste momento, tendo em conta que desta maneira conseguimos ter uma alavancagem salarial, sobretudo para quem acaba de entrar, para os polícias mais novos e para polícias que queiram ingressar nestas duas forças de segurança, é extremamente importante ter uma valorização salarial. É a solução possível neste momento, mas não quer dizer com isto que percamos a vontade, o foco em melhorar em vários outros níveis, porque ter esta questão por resolver seria indiscutivelmente um problema para poder revisitar toda uma série de outras, também do ponto de vista pecuniário, que deram maior dignidade a esta profissão.
Por outro lado, César Nogueira, da APG, não considera este dia histórico por ter ficado aquém do pedido, mas realça também a importância deste aumento nos agentes mais velhos.
Não só para resolver um impasse, mas também para que esses profissionais que estão na situação de reserva e que vão passar à situação de reforma, possam levar mais algum que será contabilizado na sua pensão de reforma. Caso isto não avançasse já, eles não iriam receber nenhum e isso não seria contabilizado para efeitos de reforma, que atualmente é pouca e, por isso, todo e qualquer euro vem engrossar um pouco a sua pensão.
Declarações de César Nogueira aos jornalistas. Os restantes sindicatos e associações que não assinaram admitem voltar à rua em protesto. Já a Associação Nacional de Sargentos da Guarda até pondera mesmo recorrer para o Tribunal Constitucional. Para dia 6 de janeiro, já no próximo ano, ficou agendada outra reunião, esta para rever os estatutos da profissão.
Laura, passando agora para outra notícia que está a marcar esta noite, terça-feira, a morte de Joana Marques Vidal, ex-procuradora-geral da República, antecessora de Lucília Gago.
Joana Marques Vidal morreu aos 68 anos no Hospital de São João, no Porto. Ao longo do dia, temos estado aqui na Rádio Observador a ouvir reações a esta notícia. Ora Paula Teixeira da Cruz recorda Joana Marques Vidal como uma profissional que tinha uma excelente capacidade para lidar com questões difíceis. A antiga ministra da Justiça destaca também o exemplo que a antiga procuradora-geral da República era a nível humano, cívico e profissional.
Foi um exemplo na sua dimensão humana, física e profissional. Do ponto de vista humano, era uma pessoa profundamente independente, muito corajosa, muito generosa e muito empenhada. Do ponto de vista cívico, a forma como exerceu o seu mandato enquanto procuradora-geral, eu penso que fala por si. Por outro lado, do ponto de vista profissional, não há como não reconhecer em Joana Marques Vidal uma imensa capacidade e uma imensa consistência técnica em áreas particularmente difíceis como família e menores.
Declarações da antiga ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, à Rádio Observador.
E também a Bastonária da Ordem dos Advogados reagiu à morte da ex-procuradora-geral da República.
Entrevistada no Direto ao Assunto da Rádio Observador, Fernanda Almeida Pinheiro descreve Joana Marques Vidal como uma mulher de coragem e de elevada competência.
A senhora conselheira era realmente uma pessoa absolutamente notável, de uma enorme inteligência, de um enorme sentido de serviço público e isso era visível em toda a sua atuação, em toda a sua forma de estar. Uma mulher corajosa, uma mulher sempre frontal.
Fernanda Almeida Pinheiro, Bastonária da Ordem dos Advogados, que destaca ainda o trabalho de Joana Marques Vidal na defesa do papel da mulher.
Pedir para que as pessoas se recordem desta grande mulher que foi a senhora conselheira Joana Marques Vidal, uma mulher da Justiça, uma mulher do Direito, que deixou realmente um exemplo para aspiração de todos nós como operadores judiciários e das mulheres operadoras judiciárias que nós temos na Justiça portuguesa.
A Bastonária dos Advogados, à Rádio Observador, que enaltece o facto de Joana Marques Vidal ter sido a primeira mulher a assumir a liderança da PGR.
E a presidente do Instituto do Apoio à Criança lembra Joana Marques Vidal como uma pessoa sempre entusiasmada.
Dulce Rocha, que trabalhou de perto com a antiga procuradora-geral da República, quando Joana Marques Vidal passou pelo Tribunal da Família e Menores de Lisboa, recorda o empenho constante e a vontade de fazer um trabalho mais competente.
Era uma pessoa que não se conformava com a mediocridade. Ela queria sempre o melhor e mais. Portanto, lembro-me com saudade dos seus desafios.
Palavras de Dulce Rocha, presidente do Instituto de Apoio à Criança, durante o programa Direto ao Assunto, da Rádio Observador. A antiga colega de Joana Marques Vidal considera que a envolvência cívica da ex-procuradora moldou a forma como via o sistema judicial e sublinha a visão inovadora.
Procurar-se esta sinergia comum, isso é muito importante na visão dos dirigentes
Se os dirigentes tiverem essa noção, o trabalho flui melhor. E ela tinha muito essa noção da parceria, da confluência de sinergias.
Dulce Rocha, que destaca também a capacidade de Joana Marques Vidal de transformar assuntos em coisas fáceis.
E também Luís Montenegro reagiu à morte de Joana Marques Vidal, a ex-procuradora-geral da República.
O primeiro-ministro lembra Joana Marques Vidal como uma magistrada notável, que dedicou a vida ao Estado, que teve como corolário o mandato como procuradora-geral da República, cargo que desempenhou com rigor, imparcialidade e excelência assinaláveis. E antes, numa nota no site da presidência, reagiu também Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado recorda a antiga procuradora como uma jurista ilustre, com profundas preocupações sociais, que defendeu os direitos da família, também do papel da mulher e dos mais desfavorecidos. Em comunicado, Marcelo Rebelo de Sousa escreve ainda que há duas semanas visitou Joana Marques Vidal, que estava hospitalizada no Porto.
Agora são 9h07 e, Laura, e a notícia da morte da procuradora-geral da República chegou no dia seguinte à entrevista de Lucília Gago à RTP.
A atual procuradora-geral da República deixou várias críticas nesta entrevista, tanto às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que num jantar informal com jornalistas, tinha deixado no ar atos de maquiavelismo por parte da Lucília Gago, e críticas também à ministra da Justiça, que numa entrevista ao Observador, disse que o próximo PGR deve pôr ordem na casa. E esta entrevista mereceu várias reações. Hoje, no programa Justiça Cega, da Rádio Observador, o advogado e presidente do Conselho de Jurisdição do Livro, Ricardo Sá Fernandes, diz que deve haver respeito pelo ato de defesa da procuradora-geral da República. O advogado fala numa postura segura e clara numa entrevista que classifica como um ato de defesa.
A procuradora-geral da República veio defender-se. E tal como nós temos que respeitar aqueles que a atacaram, também temos que respeitar o ato de defesa da procuradora-geral da República. Acho que ela foi segura nos seus pontos de vista, foi muito clara naquilo que disse. Naturalmente que eu não estou de acordo com muitas das coisas que ela disse e com outras que podia ter dito e não disse. O meu perfil de procurador-geral é de um procurador-geral que participe mais, que dialogue mais, que comunique mais, mas tenho de respeitar um perfil de um procurador-geral discreto, que fala pouco.
Já Ana Rita Duarte Campos defende que a Lucília Gago devia ter vindo a público falar mais cedo. A advogada considera também que quem ocupa cargos de responsabilidade tem de estar preparado para as críticas e considera ainda exagerado o termo campanha orquestrada contra o Ministério Público.
Eu tenho muita pena, como alguém já disse antes na conversa, de que uma procuradora com uma capacidade comunicacional destas e com uma carreira destas só tinha decidido falar agora. Eu acho que a senhora procuradora provavelmente não percebeu, ou provavelmente as pessoas que era suposto fazê-la entenderem isso não lhe deram a entender isso, que é muito importante nos tempos em que nós vivemos e com o perfil de casos que o Ministério Público se tem vindo a ocupar e que no fundo estão por trás deste burburinho todo que se levantou, é muito importante que quem ocupa cargos de responsabilidade saiba viver com a crítica. Claramente que esta parte da referência a uma campanha orquestrada, acho, como diria o Mark Twain, uma notícia manifestamente exagerada.
Ricardo Sá Fernandes e Ana Rita Duarte Campos em entrevista à Rádio Observador no programa Justiça Cega.
Agora são 9h10 e mudando de tema com o novo foguetão europeu Ariane 6, deslocou com um nanosatélite português a bordo.
Partiu de uma base na Guiana Francesa às oito da noite, hora de Lisboa. Esta operação foi considerada bem-sucedida. É o primeiro voo do foguetão europeu, que leva a bordo o primeiro nanosatélite construído em Portugal por professores e estudantes do Instituto Superior Técnico. A Agência Espacial Europeia pretende enviar em 2026 mais foguetões da mesma gama com o objetivo de fotografar estrelas e procurar planetas semelhantes à Terra.
Muito bem, o nanosatélite que, para quem não sabe, é um satélite que pesa menos de 500 quilos. Portanto, está aqui a explicação dada para esta grande novidade também do nanosatélite português a bordo. E agora é a hora de viajarmos até ao Campeonato da Europa. E Laura, a esta hora joga-se a meia-final, segunda parte, Espanha-França.
Espanha está a vencer por 2x1 a seleção de França, uma reviravolta espanhola na arena de Munique, palco desta primeira meia-final do Campeonato da Europa de Futebol. Amanhã Inglaterra e Países Baixos também vão a jogo. O jornalista Diogo Varela está a acompanhar estas incidências de Espanha-França. Diogo, como é que foram os primeiros 45 minutos?
Foram bastante bons, Laura. Tivemos uma primeira parte, de facto, animada, com três gols. O primeiro surgiu logo aos oito, foi para França. Kolo Muani, servido por Mbappé, adiantou os gauleses, mas a remontada, como lhe chamam os nossos vizinhos espanhóis, foi consumada em quatro minutos. Primeiro, aos 21, por Lamine Yamal, bate desde já um recorde, torna-se o mais jovem da história a marcar num Campeonato da Europa. Tem 16 anos e fez um golaço, não é um gol, é um golaço por parte de Yamal. Vinte e um minutos e aos 25, quatro minutos depois, Dani Olmo, com também culpas no cartório para Koundé. A UEFA, de resto, até atribui mesmo autogolo ao defesa francês, faz a reviravolta espanhola. Agora nesta segunda parte, com 55 minutos, o resultado não se alterou, mantém-se com essa vantagem por 2x1 da seleção espanhola. Olhando aqui às estatísticas, Laura, à superioridade espanhola, mais posse de bola, 56 para 44, mais remates, temos cinco, quatro. Tem sido um jogo até com pouca tentativa de remate, nove no total, em 55 minutos, é pouco. A nível de pontapé de canto está equilibrado, 3x3 Tem sido Espanha com mais iniciativa de ataque, a ter mais bola, como eu referi há pouco. Portanto, Espanha ligeiramente por cima, não é que esteja a dominar, mas está a ser superior à seleção francesa, que até chegar aqui superiorizou-se à Bélgica, venceu por 1 x 0 com um autogolo, depois eliminou Portugal 0 x 0, 5 x 3 nos pontapés de pênalti. Já a Espanha foi sempre a vencer, ganhou todos os jogos da fase de grupos, ganhou 4 x 1 à Geórgia e depois também eliminou a anfitriã Alemanha por duas bolas a uma na última ronda da prova, ou seja, os quartos de final. Aqui são as meias-finais, só falta um passinho para encontrar esse primeiro finalista. Para já, quem está lá com uma perna é a Espanha, está a vencer por 2 x 1.
O Diego Varela com a análise do jogo entre Espanha e França, o primeiro duelo das meias-finais deste Europeu de futebol. Amanhã às 19h50 acontece a outra meia-final entre Inglaterra e Países Baixos.
Agora 21h03 e Laura, tempo ainda para atualizar a informação de âmbito local.
No Seixal, no próximo sábado, a partir das 19h, a Zona Ribeirinha vai ser palco da caminhada e corrida pelo hospital. Esta atividade quer sensibilizar a comunidade para a urgente necessidade de construir um novo hospital na região. Os interessados em participar podem inscrever-se gratuitamente até ao dia do evento. Santarém vai receber a maior competição nacional de trampolins entre quinta-feira e sábado. A 12ª edição da Competição Internacional de Ginástica de Trampolins vai juntar mais de 750 ginastas no Pavilhão Gimno-Desportivo de Santarém. A entrada é gratuita. Em Vila do Conde, as bibliotecas estão de regresso às praias. Até dia 1 de setembro, pode encontrar seis bibliotecas de praia nas praias de Labruge, Vila Chã, Mindelo, Árvore, Azurara e Vila do Conde, todos os dias abertas entre as 10h e as 18h. Para os mais novos, há também atividades de expressão plástica. Em Oliveira de Azeméis, este domingo acontece mais uma edição do Mercadinho de Rua. O evento vai acontecer na zona pedonal da cidade entre as 9h e o 12h30. Neste mercado pode encontrar produtos hortícolas e agrícolas, frutas, doces e flores. Em Sintra, a Praça Dom Fernando II, em São Pedro, vai voltar a receber a Feira Medieval. O evento decorre entre quinta-feira e domingo. Esta Feira Medieval vai contar com mais de uma centena de participantes que vão recriar o ambiente, a história e as tradições da época.
Agora são 21h15. Edição das 9 com Laura Figueiredo. A informação daqui a pouco, Laura, às 21h30. Até já!
Até já!