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Começa agora o Jornal das 9, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, começamos com os pedidos de indenização por abusos na igreja em Portugal. A coordenadora nacional das Comissões de Proteção de Menores diz que já são mais de 40 pedidos.

Um número que até pode aumentar nos próximos tempos. Isto porque os pedidos de indenização podem ser apresentados até ao fim do ano. No programa "Direto ao Assunto", da Rádio Observador, a coordenadora nacional das Comissões de Proteção de Menores, Carla Rodrigues, explica que a Igreja vai ter duas comissões para avaliar casos de vítimas de abusos sexuais e definir compensações financeiras. Um tema sensível que vai depender da vontade das vítimas.

Acreditamos que agora, com a divulgação do regulamento, venham mais pedidos, mas a verdade é que surgem muitos pedidos, depois há uma pausa, depois voltam a surgir. Isso depende de muitas variáveis e o pedido depende também da pessoa que o apresenta. Se está preparada para encarar esta denúncia, porque isso traduz uma denúncia, e é algo muito pessoal e acredito que surgam muitos mais pedidos ainda.

A Conferência Episcopal Portuguesa divulgou um regulamento que explica o mecanismo de atribuição das indenizações às vítimas de abusos sexuais no contexto da Igreja Católica. Em cima da mesa estão critérios como o tipo de abuso, a duração e a frequência do abuso. A idade também é um critério. Para a coordenadora da Conferência Episcopal Portuguesa, é a forma de garantir a justiça nos valores das indenizações.

Todos esses critérios estão aqui porque em todas as denúncias que nos chegam, deparamos com situações absolutamente diferentes entre si. Claro que há situações semelhantes, mas temos relatos de abusos e de duração e de tipo de relação completamente diferentes entre si. Por isso é que entendemos que este era o melhor critério, que traduz uma evidência científica para conseguirmos apurar um montante que seja justo, que vá de encontro àquilo que realmente entendemos que vai proteger melhor a vítima.

Declarações de Carla Rodrigues, da Conferência Episcopal Portuguesa, no "Direto ao Assunto" da Rádio Observador, explica ainda que não há previsão de tempo de espera para o pagamento das indenizações.

Seguimos com as notícias. Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o orçamento de Estado vai ser aprovado.

É uma posição defendida hoje pelo presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal está num bom caminho. Como tal, defende que aprovar o orçamento seria uma decisão sensata. Pede mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, um pequeno esforço a todos os partidos.

Acho que é tão sensato haver a aprovação do orçamento que num mundo que está como este, imprevisível, o que é que vão dar as eleições americanas, como é que vai ser a vida na Europa, como é que as economias europeias que estão em crise ultrapassam a crise. Nós que estamos direitinhos, todas as previsões apontam para crescimento da economia, crescimento perto de 2%. Isso não há na Europa. Para equilíbrio nas contas públicas, para uma situação de estabilidade, agora vamos fazer um esforçozinho para a estabilidade também chegar ao Senado.

As explicações de Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, aqui no registro da RTP. Quem concorda com a posição do presidente da República é Luís Montenegro.

Todo o país está alinhado com esses dois objetivos.

Luís Montenegro, numa curta declaração, ainda em visita de Estado ao país de Angola, a reagir às palavras de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a possível aprovação do orçamento. Admite Luís Montenegro que há concordância transversal para aprovar o documento.

E o ministro das Infraestruturas quer avançar com a revisão do pagamento de portagens em todo o país.

Miguel Pinto Luz admite que não concorda com a eliminação das portagens nas ex-SCUT, que foi proposta pelo PS e promulgada pelo Presidente da República. O ministro das Infraestruturas prefere uma redução das portagens a um cenário de abolição por completo.

Não concordamos com a eliminação das portagens e concordamos com uma abordagem mais sistémica de olhar para todo o sistema rodoviário português, porque todos os portugueses que têm que utilizar autoestradas sofrem com o pagamento de autoestradas e, portanto, é isso que o governo fará. A seu tempo, trataremos desse assunto.

São declarações do ministro das Infraestruturas. Para Miguel Pinto Luz, aumentar a abrangência da medida sobre as portagens é uma questão de justiça.

E sobre este tema, o presidente da Brisa alerta que reduzir todas as portagens implica perda de receita.

António Pires de Lima lembra que ainda há em ter em conta o pagamento de compensações às concessionárias das autoestradas. No programa "Direto ao Assunto", da Rádio Observador, entrevistado pela jornalista Ana Suspiro, António Pires de Lima explica que a ideia do ministro Pinto Luz é possível de concretizar, mas com contrapartidas.

Respeita o princípio do utilizador-pagador, mas não deixa de representar uma menor receita para o Estado português ou para as concessões que gerem as autoestradas.

E sendo concessões privadas, teria que haver lugar a alguma compensação por parte do Estado.

Exatamente, mas logo veremos como é que esta ideia que acabou de ter o senhor ministro fará o seu caminho.

Declarações de António Pires Lima no "Direto ao Assunto" da Rádio Observador. A abolição das portagens nas antigas SCUT também foi tema deste programa. O antigo ministro adverte que a medida pesa no bolso de todos os contribuintes.

Seguimos com as notícias. Pedro Nuno Santos afirma que as propostas socialistas para a economia custam 10 vezes menos do que as medidas já anunciadas pelo governo.

É a resposta do secretário-geral do PS ao primeiro-ministro, que incitou esta semana o PS e o Chega a explicarem onde é que se deve cortar para sustentar a aplicação de medidas como a descida do IRS proposta pelos socialistas. Pedro Nuno Santos recusa ter apresentado propostas despesistas. Diz que as medidas apresentadas no Parlamento não chegam aos € 300 milhões por ano.

As medidas que o Partido Socialista apresentou na Assembleia da República não chegam aos € 300 milhões por ano É muito importante que tenhamos consciência disso, porque as medidas que o governo já apresentou e anunciou, as que têm impacto orçamental conhecido, totalizam já 2.900 milhões de euros.

O secretário-geral socialista diz ainda que o governo só não baixa já o IRS se não quiser.

E aquilo que o Partido Socialista fez foi apresentar um projeto que previa uma distribuição da poupança fiscal mais justa do que aquela que o governo apresentou. Mas quem decidiu fazer essa despesa orçamental não foi o Partido Socialista, foi o governo. E, por isso, isso não é imputado à iniciativa do PS.

As palavras de Pedro Nuno Santos sobre a descida do IRS, um dossiê em que Luís Montenegro só volta a pegar quando regressar a Portugal da visita a Angola.

Olhamos ainda para a atualidade internacional. Kamala Harris voltou a criticar Donald Trump.

A democrata acusa o ex-presidente dos Estados Unidos de querer acabar com os serviços sociais no país e, nesse sentido, prejudicar quem mais precisa de ajuda. Num comício em Houston, no Texas, um dia depois de Joe Biden ter discursado sobre a desistência da campanha eleitoral, Kamala Harris explica aos eleitores o que podem esperar de Donald Trump.

Donald Trump e os aliados querem cortar os serviços de saúde e a Segurança Social, acabar com o perdão dos empréstimos estudantis para professores e outros funcionários públicos. E eu digo à AFT que eles até querem eliminar o Departamento de Educação e acabar com o Head Start, o que evidentemente iria retirar o ensino pré-escolar a centenas de milhares das nossas crianças.

O discurso de Kamala Harris num comício em Houston, a quarta aparição pública da vice-presidente dos Estados Unidos nos últimos quatro dias. Kamala Harris, que espera ser a próxima candidata pelos democratas a concorrer às presidenciais norte-americanas.

E agora com oito minutos para lá das 21h, José, que outras notícias estão a marcar a atualidade, agora de âmbito local?

Em Lisboa, a GNR anunciou a apreensão de meia tonelada de tabaco de corte fino. Ocorreu no âmbito de uma fiscalização rodoviária a um veículo de mercadorias que transportava quantidades de tabaco de forma irregular. Na sequência desta operação, um homem de 44 anos foi constituído arguido. Em Santa Maria da Feira, o All Dance Europe decorre nos próximos dois dias no Europarque. Este campeonato pertence ao All Dance International, guia-se pelos princípios de igualdade, inclusão e crescimento profissional. O evento conta com a participação de mais de 2500 bailarinos de mais de 100 escolas de dança de toda a Europa. Em Sesimbra, durante os próximos quatro dias, o Festival Mega Samba vai trazer centenas de compositores, coreógrafos, passistas e outros representantes de diversas escolas de samba, com mais de 40 atividades, entre espetáculos, workshops e samba de rua. O festival vai passar por espaços como o Largo da Marinha, a Fortaleza de Santiago e o Auditório Conde de Ferreira. Em Santarém, a Biblioteca Municipal Rui Gomes da Silva recebe entre os dias 26 de julho e 2 de agosto a exposição do centenário da Associação de Futebol de Santarém. Esta é uma exposição que retrata os 100 anos da associação e regista várias gerações de atletas, árbitros e dirigentes, alguns deles com nomes gravados a letras de ouro na história da associação. Em Vila do Conde, o Rio Ave recorreu às redes sociais para desvendar a camisola principal da nova época. O destaque foi a integração da campanha na cidade de Vila do Conde e na qual os protagonistas foram os adeptos. Como som de fundo do vídeo, pode ouvir-se o renovado hino do clube, composto pelo músico Filipe Fonseca. A fechar, em Leiria, a comediante Mariana Cabral, conhecida como Bumba na Fofinha, vai voltar aos palcos com um novo solo de stand-up. Chama-se "Sombra" e é o trabalho mais recente da humorista. Agora vai passar pelo Teatro José Lúcio da Silva no dia 29 de outubro.

E assim fechamos o Jornal das 9, edição do jornalista José Rafael Lopes. Está de regresso às 21h30. Até já.

Até já.

E já a seguir todas as novidades do mundo da pop com pop up.