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Madeira. Boa noite, Martim. É pelo futebol que começamos precisamente. O Benfica está a vencer o Aarhus, no Estádio da Luz, por 3x1, num jogo a contar para a primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa.
Valeu o primeiro gol de Rafa, logo aos dois minutos, para adiantar as Águias no marcador. Depois, Leandro Barreiro, aos 31, acabou por fazer o segundo numa espécie de alhada dentro da área. Aos 36, cinco minutos depois do gol de Leandro Barreiro, marcou Jorgensen para os dinamarqueses, reduziu a vantagem para 2x1, mas aos 45 mais dois, já mesmo ao cair do pano, Vangelis Pavlidis marcou de grande penalidade. O Benfica está agora a vencer por 3x1. Tem também essa vantagem no agregado deste playoff de acesso à Liga Europa e pode, claro, acompanhar esta segunda parte do jogo aqui na Rádio Observador, com relato e análise.
E o governo garante que está aberto ao diálogo para a discussão do orçamento do Estado e saúda, Martim, a disponibilidade demonstrada pelo Partido Socialista.
Uma posição transmitida pelo ministro da Presidência esta tarde, durante o briefing do Conselho de Ministros, sem nunca se referir diretamente ao PS. Ainda assim, Leitão Amaro rejeita responder às condições colocadas por José Luís Carneiro.
E, portanto, eu saúdo aqueles, e aquele em particular, que têm mostrado e têm repetido uma disponibilidade que nós acreditamos que é sincera e responsável para chegar a um caminho. Esse caminho, eu diria até, nem era elegante e respeitador dessa disponibilidade, se eu me pusesse a responder aqui, com todo o respeito que tenho por cada um de vós, que não seja em reuniões, num contexto de reunião, e, portanto, disponibilidade para o diálogo, por vontade, por gosto e por necessidade.
O ministro da Presidência, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, Leitão Amaro deixa ainda um recado: viabilizar um orçamento não significa aderir ao programa do governo.
E ainda no Conselho de Ministros, Martim, António Leitão Amaro voltou a frisar que o Executivo não vai abrir a porta à reforma da Segurança Social, no mínimo, até 2029.
Foi logo no arranque deste briefing do Conselho de Ministros. Leitão Amaro garante que essa é uma conversa para a próxima legislatura.
Para que não haja dúvidas e fique claro, o governo assume que não fará uma reforma estrutural da Segurança Social nesta legislatura. O dossiê está fechado, eu repito. Não há, nem vai haver, nesta legislatura, nenhuma tomada de decisões de reforma estrutural da Segurança Social. O assunto, quanto a decisões, está fechado.
Reação do ministro da Presidência às conclusões do grupo de trabalho que estudou a sustentabilidade da Segurança Social. Leitão Amaro garante que se o governo quiser mexer neste setor, vai ter que apresentar um plano, mas apenas em contexto eleitoral. Garante que um relatório como este serve como uma ajuda à reflexão, tanto para o Executivo como também para a sociedade civil.
E porque falamos de Segurança Social, Martim, seguimos também com um novo dado. O número de beneficiários de prestações de desemprego recuou 5,3% no mês de julho.
Mas subiu 0,5% face a junho, num total de 830 beneficiários. É o que mostram os dados hoje divulgados pela Direção Geral de Coordenação e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Em julho, registrou-se então um decréscimo de mais de 9 mil beneficiários, a representar uma queda de 5,3%. Um balanço que vem quebrar um ciclo de cinco meses consecutivos de recuos, já que o número de beneficiários de prestações de desemprego estava a descer desde fevereiro. Já no que toca a um subsídio de desemprego, registou-se em julho uma queda homóloga de 4,4% do número de beneficiários. Contudo, na comparação em cadeia, houve uma subida de 0,9, mais de 1235 beneficiários.
E seguimos com o Partido Socialista, que não exige que o Chega fique fora da revisão constitucional, mas quer firmar um pré-acordo com o PSD.
O pedido é feito para garantir que uma eventual revisão constitucional não seja feita somente à direita. No Explicador desta tarde, Rita Tavares afirma que o pedido do PS é feito de um ponto de vista que pode ser considerado estratégico.
Acaba tudo por ser uma parte de uma estratégia política também. É uma tentativa de reorganizar as relações negociais, é tentar valer mais, influenciar mais do que o Chega a governação, e obrigar o PSD, que até aqui não tem querido escolher um parceiro preferencial, a fazê-lo de forma clara numa questão que é central e sobre a lei fundamental do país.
A análise da jornalista do Observador, Rita Tavares. Também no Explicador, esteve Eduardo Cabrita, ex-ministro da Administração Interna e membro da Comissão Nacional do PS. Lembra que historicamente PSD e PS sempre constituíram a maioria nas revisões constitucionais, mas que hoje o cenário mudou.
O acordo político sobre o processo de revisão constitucional, naturalmente, só é possível, exige dois terços. Só é possível no quadro daquilo que é um arco democrático, que, aliás, exige mais do que o PS e o PSD, porque pela primeira vez os dois partidos juntos não têm dois terços para, por si só, rever a Constituição e, portanto, esse acordo tem que ser mais amplo, envolvendo outras forças democráticas.
Eduardo Cabrita, convidado desta tarde do Explicador.
E seguimos também com uma notícia