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O Ricardo Lopes. Jornal das 9 na Rádio Observador, antecipado e com o Ricardo Lopes. Ricardo, o Partido Socialista insiste no apelo ao primeiro-ministro para que deixe cair a proposta para a nova lei das rendas.
Apelo que sai da reunião do Secretariado Nacional Socialista, que aconteceu ao final desta tarde. José Luís Carneiro quer também que o governo se junte ao PS para viabilizar uma garantia pública que facilite o cumprimento das obrigações com as rendas e ofereça, ao mesmo tempo, uma maior segurança aos proprietários.
É o país que exige, não é o PS, que se exija ao primeiro-ministro que deixe cair a proposta da lei das rendas que levou à Assembleia da República e, por outro lado, que depois de colocar essa lei na gaveta, que aceite discutir, dialogar, construir com o PS a garantia pública que foi apresentada por nós na Assembleia da República.
As palavras de José Luís Carneiro, que garante estar disponível para o diálogo e espera que Luís Montenegro não ignore o clamor das ruas.
Do meu ponto de vista, seria um sinal de incompreensão, de insensibilidade, de indiferença inaceitável, incompreensível, que o governo não tenha em consideração o que se está a passar nas praças do nosso país, nas cidades do nosso país, com um clamor público de diferentes gerações, porque o tema da habitação afeta não é apenas os jovens. Afeta os jovens, afeta as famílias e afeta as diferentes gerações.
Aviso de José Luís Carneiro, na sede nacional do PS. Esta noite, também no Largo do Rato, vai decorrer a reunião da Comissão Nacional do Partido.
Quarta-feira que volta a ser marcada por protestos na capital. Várias dezenas de pessoas estão novamente na Praça do Rossio, em Lisboa, onde terminou há pouco uma assembleia popular.
E no início dessa assembleia popular, um porta-voz perguntou aos manifestantes se tencionavam acampar hoje, desafiando assim a intransigência do ministro da Administração Interna, que garantiu que os acampamentos tinham acabado. A assistir a esta assembleia esteve o jornalista João Lourenço, que se junta agora a nós em direto neste jornal. Boa noite, João. Várias dezenas de manifestantes levantaram a mão para dizer que sim, que queriam ficar a pernoitar no Rossio.
Sinto-me desencaixado, onde eu posso ensinar o falo, o animal é desequilibrado.
João, não estamos em condições de ouvir João Lourenço, que está em direto na Praça do Rossio, em Lisboa, esteve a assistir a esta assembleia popular. Agora sim, João?
Sim. Boa noite, Ricardo.
Boa noite, João.
Foi essa a intenção de pelo menos seis, sete dezenas de manifestantes que inicialmente levantaram a mão para mostrar essa disponibilidade em continuar a acampada. Ora, esse desejo e essa disponibilidade está a ser agora votada. Votada mesmo agora, até porque houve outras deliberações que entretanto já foram aprovadas, com a principal a ser o protesto, a manifestação marcada para o próximo sábado às 15h, a partir do Marquês de Pombal e terminar aqui mesmo no Rossio. Neste momento, há várias pessoas que defendem o sim à continuidade do acampamento, outras que têm demonstrado essa negação em continuarem a pernoitar aqui na Praça Dom Pedro IV, muito por causa da falta de segurança. É isso que muitos dos manifestantes demonstram nesta assembleia popular, que continua. Entretanto, e para terminar, há pouco, houve um momento de maiores assobios, até porque houve um ou dois manifestantes que começaram a grafitar esta estátua no centro da Praça Dom Pedro IV e que mostrou esse ato, e os outros manifestantes mostraram essa reprovação por este tipo de comportamentos. Quanto ao acampamento, vamos ainda esperar por essa última decisão desta assembleia popular. O que é certo, Ricardo, é que já há tendas, também há esteias e por isso poderá haver condições no que toca a tendas, especialmente aqui no Rossio.
João Lourenço, em direto da Praça do Rossio, em Lisboa, a dar conta da vontade de vários manifestantes que querem pernoitar na praça novamente no próximo sábado. Está também já agendado um protesto na capital.
E à semelhança de Lisboa, no Porto, os manifestantes também voltaram à Praça Dom João I e o pedido do regresso das tendas foi aplaudido durante mais uma assembleia popular.
"A praça é nossa e há de ser", garantiam os manifestantes antes de mais uma reunião para decidir os próximos passos do protesto. Dezenas de pessoas sentaram-se no chão para dar início às votações, 30 minutos depois da hora marcada. E lá que está o jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Boa noite, Miguel. Para já, ao contrário do que ouvimos em Lisboa, os manifestantes não têm a intenção de dormir na praça, pelo menos hoje.
Tal como disseste, Ricardo, não há essa previsão, mas à semelhança do que nos contava o João em Lisboa, há essa intenção. Ou seja, não preveem que aconteça em breve. Aliás, hoje não estão aqui montadas tendas na Praça Dom João I, nem sequer estão aqui tendas por montar, mas na assembleia que terminou há instantes e que reuniu centenas de pessoas, algumas dezenas sentadas e as outras de pé atrás, não foi votada nenhuma decisão e por isso também não se falou ou não foi votado esse regresso, mas foi manifestada essa intenção por alguns manifestantes de voltar a acampar na praça, recebendo também muitos aplausos. Ora, nada foi votado nesta assembleia que terminou há instantes. Foi apenas comunicada uma decisão sobre um futuro acampamento, que é da próxima vez que houver uma votação em assembleia sobre eventual pernoita, não serão revelados os números de pessoas que votaram a favor, ou seja, o número de pessoas que podem pernoitar ou não, diz o movimento, que é uma questão de segurança. Esta decisão não foi votada, foi tomada pela organização e foi comunicada agora a essa assembleia popular. Foi a única menção da organização a essa eventual pernoita, referindo e voltando a vincar isso, há essa intenção de voltarem a dormir. Para já, não há previsão de quando poderá acontecer.
Reportagem do jornalista Miguel Pinheiro Correia, que tem estado a acompanhar mais um dia de protesto na Praça Dom João I, no Porto, desta feita sem intenção, pelo menos para já, de pernoitar na praça.
São 21h. Tempo ainda de atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta quarta-feira, dia 21 de outubro.
E começamos em Lisboa. Começa amanhã o festival "Há Música Ao Fundo do Túnel", com concertos no metrô amanhã