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Desporto primeiro, notícias . Jornal das 9 antecipado na Rádio Observador, com edição do Martim Madeira. Começamos, Martim, com as manifestações. A esta hora, vários manifestantes estão nas principais praças de Lisboa e Porto.
Manifestações que começaram por volta das 19h, é a hora que normalmente têm sido estas iniciativas. Já duram há pelo menos cinco dias e vamos começar pela manifestação de Lisboa. Vamos direto à Praça do Rossio, onde está a jornalista Maria Miguel Marques, que está a acompanhar a Assembleia Popular. E Maria, estes manifestantes já têm luz verde para pernoitar na praça esta noite?
Exatamente. O barulho, megafones, som e as tendas é que têm que acabar à 00h30. Mas a polícia diz que podem continuar a dormir a noite toda até de manhã, só que sem tendas. Algumas vozes que fomos ouvindo da organização desta acampada em Lisboa estão bastante contra esta decisão. Dar nota que pelo menos duas tendas estão montadas aqui na Praça do Rossio e que este aviso da polícia foi precisamente o mote de início da Assembleia Popular. Os manifestantes afirmaram, desde logo, que ainda vão decidir se vão efetivamente cumprir estas ordens. Por agora, apelaram às pessoas presentes para se juntarem a grupos de trabalho dentro da organização deste protesto. Dizem mesmo que estão cansados, que querem dormir e que precisam de outras pessoas para se juntar ao movimento para esta organização. Já centenas de pessoas estão neste momento na Praça do Rossio, ainda que menos que ontem. Estão algumas pessoas no chão, sentadas à beira das tendas e outras cercam este grupo. Vemos também alguma força policial, pelo menos quatro viaturas da polícia cercam também a Praça do Rossio e estão a vigiar esta multidão. Também vários agentes da Polícia de Intervenção Rápida. Pelo que conseguimos perceber, há mais polícias a esta hora a rodear os manifestantes do que ontem, inclusive é mais perto da multidão a tentar perceber o que é decidido a esta hora pela Assembleia Popular, se vão ficar ou não, relativamente à manifestação marcada também para dia 24, às 15h, também pela acampada de Lisboa, entre o Marquês de Pombal e aqui no Rossio. Os manifestantes apelaram já também às estruturas sindicais para se unirem à causa.
A jornalista Maria Miguel Marques, em direto do Rossio, com esta nota de que não vai haver acampada, mas vai haver uma espécie de aconchada, onde vão estar todos a dormir no chão de Lisboa. De Lisboa passamos para a cidade invicta, para o Porto. Na Praça Dom João I está a Laura Figueiredo. E Laura, ouvimos aprovações na Assembleia Popular de Lisboa. E aí no Porto, já aprovaram alguma coisa?
Boa noite, Martim. Sim, estava previsto que a assembleia hoje não tivesse votações, mas acabou por ser decidida uma concentração na Praça da Batalha às 16h, no sábado. É um percurso que parte então da Praça da Batalha até chegar aqui à Praça Dom João I. Já terá sido entregue na Câmara Municipal os papéis a dar conta deste percurso e deram também nota aqui na Assembleia Popular de que vão convidar a CGTP e a UGT a juntarem-se a esta concentração. Como dizia, hoje era suposto que a assembleia tivesse decorrido sem votações, mas depois de alguns dos intervenientes terem feito uma espécie de pressão para se decidir o dia de sábado, esta questão acabou por ser discutida e votada. Antes, a assembleia começou com uma explicação de que está a ser criado um site oficial para o movimento. Garantiram também que estão a ouvir todos os manifestantes e a tentar juntar as propostas que vão surgindo e o movimento disse também que está a ser feita uma reestruturação interna para melhorar a comunicação dentro do próprio movimento. Foi também ainda abordada a questão da chuva, que se prevê para os próximos. Tentaram discutir o que está a ser planeado caso isso aconteça. Já no momento das intervenções, que são abertas a quem quiser participar, foram deixadas algumas críticas ao CHEGA pelas declarações feitas pelo deputado Rui Cardoso. Antes desta assembleia, houve uma roda de conversa sobre a chamada iniciativa legislativa cidadã. Tentaram explicar aqui aos manifestantes o que devem fazer para apresentarem propostas aos partidos ou ao governo. Agora, terminada esta assembleia popular, ainda há várias pessoas na praça, mas é uma concentração bem mais pequena do que aquela que já vimos em dias anteriores. Hoje também está uma noite bastante fria aqui no Porto e dar conta também de que há apenas um carro da polícia junto à praça. À semelhança das últimas duas noites, não está previsto hoje montar tendas aqui na Praça Dom João I. É um aprendar do movimento antes do regresso em força que está prometido para sábado.
A jornalista Laura Figueiredo, que vai estar a acompanhar mais uma noite de protestos na Praça Dom João I e também, como a Laura dizia, uma noite fria no Porto. A Rádio Observador vai também estar no Rossio ao longo desta noite. Também é onde está lá a jornalista Maria Miguel Marques.
Tempo ainda nesta edição das 9 antecipada, Martim Madeira, para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta quinta-feira, 22 de outubro.
Em Lisboa, a Câmara Municipal aprovou a atribuição de mais de €71.000 a quatro equipas que acompanham 100 abrigos, num total de €250.000. O apoio vai ser distribuído pela Associação Vida Autônoma, a Comunidade Vida e Paz, a Crescer na Maior e a Vitae. Os técnicos que fazem parte das associações identificam pessoas em situação de vulnerabilidade e procuram estabelecer uma relação que permita encaminhar cada caso para respostas de saúde, alojamento e acompanhamento social. Santarém vai acolher a terceira edição do Festival Primeira Colheita, encontro da comunidade Ouro Líquido, evento de olivicultores, lagareiros e produtores da região. Na edição deste ano, o festival decorre na Casa da Amieira, em Amiais, em Sima, com início às 17h. O programa conta com a prova e comercialização de azeites da região, sessões de literacia com especialistas e um jantar de harmonização preparado pelo chefe Filipe Silva, dedicado aos azeites dos associados. O Festival da Castanha regressa amanhã no Centro Histórico de Arouca. De acordo com a Câmara Municipal de Arouca, o festival pretende celebrar o castanheiro, a castanha, o mel e os cogumelos