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Lisboa. Jornal das 10, edição de Maria Miguel Duarte. A começar na política, com José Luís Carneiro, reitera que o momento do PS é difícil e assegura que conta com todos aqueles que queiram ajudar.
Foram palavras do candidato a secretário-geral do Partido Socialista no início desta noite, questionado sobre as decisões de Alexandra Leitão e Duarte Cordeiro, que não vão continuar no Secretariado Nacional do Partido. Carneiro desvaloriza e mostra-se otimista quanto ao futuro do Partido Socialista. Foram declarações de José Luís Carneiro antes de uma reunião com Garcia Pérez Irache, líder do grupo parlamentar do S&D, Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu. Recorda que termina amanhã o prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do PS. Apenas José Luís Carneiro avançou até ao momento.
Entretanto, José Luís Carneiro também reagiu às agressões que aconteceram ontem em frente ao Teatro A Barraca, em Lisboa, e pede uma palavra de tranquilidade por parte do primeiro-ministro.
Isto numa altura em que o Ministério Público já abriu um inquérito a estas agressões, por parte de um grupo de extrema-direita, ao ator Adérito Lopes. O candidato a secretário-geral do PS diz que entende que Luís Montenegro ainda possa estar a avaliar a situação. No entanto, considera essencial que o chefe de Governo se pronuncie sobre este caso.
É nessas alturas que se justifica, do meu ponto de vista, uma palavra pública, por um lado, para repudiar, por outro lado, para dar uma palavra de tranquilidade pública e de esclarecer o que está a ser feito para, o mais rapidamente possível, levar os responsáveis destes atos à Justiça. Eu entendo que quer a administração interna, quer a Justiça, devem pronunciar-se sobre esta matéria, mas é evidente que é desejável que possa haver uma palavra de tranquilidade aos cidadãos, de reafirmação daquilo que são valores fundamentais da vida em sociedade. O nosso silêncio não pode ser cúmplice de atos, atitudes, comportamentos que atentem contra valores fundamentais.
Já do lado do Governo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros condena os casos de violência que marcaram o dia de ontem. Paulo Rangel lembra também os adeptos do Futebol Clube do Porto, que foram agredidos ontem à noite em Lisboa. O ministro pede que se persiga e condene devidamente os agressores.
É algo muito grave. A violência no desporto também é muito grave. Quando estamos a falar de atentados à integridade física, até no caso do desporto, com consequências que podem ter lesões de alta gravidade, quando estamos a falar nestes dois casos, são casos obviamente muito graves e que merecem uma perseguição e punição exemplar.
Do lado do Chega, André Ventura também condena estas mesmas agressões, mas fala em duplos critérios. O presidente do Chega afirma que a violência é injustificada em todos os espectros.
O Chega tem tido, desde o início, uma política de condenação veemente de toda a violência, seja ela cometida por que lado seja, tenha ela que figura tenha, o Chega é contra a violência, ponto. Não há senãos na violência. A violência deve ser condenável e deve ser condenada. É essa a postura do partido e é isso que continuamos a advogar desde sempre. Quer a violência cometida contra grupos sociais, quer contra grupos políticos. Era importante que a sociedade não vivesse numa espécie de esquizofrenia face a isto, em que quando é violência contra a direita é boa e pode-se tolerar, quando é outro tipo de violência, temos que condenar. Não, nós temos que condenar todo o tipo de violência, seja ela contra quem for.
São declarações de André Ventura à margem de uma visita à Feira Nacional da Agricultura, em Santarém. Entretanto, foram agendadas duas manifestações em solidariedade com o ator Adérito Lopes para o próximo domingo, em Lisboa e no Porto.
Este foi um tema que esteve em destaque no Explicador da tarde da política. O social-democrata Pedro Neves de Sousa diz que é impossível haver um polícia em cada esquina.
O autarca de Lisboa, Carlos Moedas, já tinha reiterado o pedido de mais policiamento na capital. Isto na sequência destas agressões. Pedro Neves de Sousa, social-democrata, sublinha que já estão em curso políticas de segurança com o objetivo de dissuadir eventuais crimes.
Nós temos política de polícia de proximidade, exatamente para dissuadir todos esses agentes criminosos da prática desses mesmos crimes, mas é impossível ter um polícia em cada esquina. Eu penso que isto é mais ou menos claro.
Já Rodrigo Tasha, do Chega, defende uma política de segurança mais apertada e aponta para um problema de falta de recursos nas forças policiais.
O problema é que a polícia é pouca e efetivamente, quando acontece alguma coisa, depois a punibilidade efetiva a quem comete estes atos, a quem tem estas atitudes, é pouco visível e em alguns casos acaba por ser nenhuma. E, portanto, nas políticas criminais também há um efeito de dissuasão.
O deputado do Chega sublinha ainda que o partido liderado por André Ventura está disposto a fazer acordos sobre diversas matérias com o PSD. Refere que basta o Governo ter essa vontade.
Agora são 10:04 e na política nacional, Aguiar Branco não vê o 10 de Junho como a despedida de Marcelo Rebelo de Sousa.
O presidente da Assembleia da República afirma que Marcelo Rebelo de Sousa ainda tem muito para fazer como presidente. José Pedro Aguiar Branco recusa falar em saudades antecipadas e diz que ainda há seis meses de trabalho pela frente.
A minha mensagem é de que estes seis meses são seis meses muito importantes. Vamos ter duas eleições, as eleições autárquicas e as eleições presidenciais, nem de perto nem de longe, fazem com que o senhor presidente termine o seu mandato agora. E, portanto, vamos esperar, e eu espero, que esse trabalho que ainda tem para a frente o faça com a competência com que nos habituou.
Declarações do presidente da Assembleia da República esta tarde. Aproveitou ainda para condenar o ataque de ontem ao ator do Teatro da Barraca.
A defesa de José Sócrates vai contestar a decisão do tribunal de levar o antigo primeiro-ministro a julgamento.
A decisão instrutória do processo foi conhecida esta tarde. José Sócrates e Carlos Santos Silva vão ser julgados por crimes de branqueamento de capitais. À saída do Tribunal de Instrução Criminal, Pedro Delile diz que não concorda com a decisão da juíza de instrução sobre o julgamento, que continua marcado para dia 3 de julho. A defesa de José Sócrates reitera que não pode acontecer.
Não há condições para ir a julgamento nenhum. Não há condições em cumprimento da lei para fazer julgamento. Se a lei passar a ser feita pelo Conselho Superior da Magistratura, há condições para tudo. Vale tudo.
O advogado de José Sócrates, à saída do Tribunal de Instrução Criminal, Pedro Delile acusa o Ministério Público e o tribunal de fabricarem fatos contra o antigo primeiro-ministro.
Muito boa noite, agora são 22h06. Maria Miguel Duarte e outras notícias que vão marcando também a atualidade.
As embaixadas dos Estados Unidos no Iraque, no Irã e no Kuwait foram evacuadas. A informação foi avançada pela Associated Press e confirmada pela porta-voz da Casa Branca. O Reino Unido também lançou um aviso para os navios que circulam na região, alertando para uma possível escalada da atividade militar. Estas medidas foram tomadas depois da tensão na região ter aumentado devido ao impasse nas negociações nucleares entre o Irão e os Estados Unidos. Atenção ao trânsito. Amanhã é noite de Santo Antônio em Lisboa. Estão previstos vários condicionamentos por toda a cidade. É o caso da zona da Sé e da Baixa, já a partir do meio-dia de amanhã. De acordo com a PSP, a Avenida da Liberdade, onde acontece o desfile das marchas populares, também vai estar cortada a partir das 18h. A essa mesma hora também vão estar impedidas ao trânsito as ruas Brancamp e Duque de Palmela e também o Marquês de Pombal e as Avenidas Antônio Augusto de Aguiar e Fontes Pereira de Melo. O acesso ao Rossio também vai ser proibido. Portugal estreou-se com um empate a zeros no Campeonato da Europa de Futebol, no escalão de sub-21. A equipa das Quinas não conseguiu desfazer o nulo nos 90 minutos perante a França, num jogo que foi marcado pelo equilíbrio. Os jovens portugueses voltam agora a entrar em campo no próximo sábado, frente à Polônia. Este Europeu de sub-21 está a ser jogado na Eslováquia.
Maria Miguel Duarte, daqui a pouco de volta às 22h30. Até já.
Até já.
Jantada ou ainda não jantada?
Vou acabar.
Até já.
Até já.
Até já.