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António José Soares. António, o Reino Unido, a França e a Alemanha dizem estar prontos para trabalhar com os Estados Unidos de forma a pôr fim aos ataques do Irão.

Uma informação avançada num comunicado conjunto divulgado pela agência noticiosa France Press, onde escrevem que serão tomadas as medidas necessárias para defender os seus interesses e dos seus aliados na região iraniana, viabilizando, sobretudo, ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade do Irão de lançar mísseis e drones na sua origem.

Donald Trump diz que os Estados Unidos afundaram nove navios do Irão.

O anúncio foi feito na rede Truth Social, onde escreve ainda que as forças norte-americanas destruíram também quase totalmente o quartel-general da Marinha do Irão. O presidente norte-americano, que está a acompanhar a ofensiva militar a partir da sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida, não fez até agora qualquer comentário sobre a morte de três militares dos Estados Unidos, as primeiras baixas norte-americanas desde o início do conflito contra o Irão.

Entretanto, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou que já atacou mais de mil alvos iranianos desde que iniciou esta guerra.

Foi num comunicado citado pelo "Times of Israel". Esta entidade norte-americana lista os tipos de alvos que atacou, onde inclui centros de comando e controle, o quartel-general da Guarda Revolucionária e o quartel-general das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária. Já o exército israelita anunciou que vai mobilizar cerca de 100 mil reservistas para a ofensiva contra o Irão. Num comunicado divulgado hoje, as Forças de Defesa de Israel explicam que já foram enviados reforços para várias zonas do país e para as fronteiras. Reservistas convocados vão ser destacados para defesa aérea, segurança das fronteiras e outras posições consideradas estratégicas.

A presidente da Comissão Europeia diz que a morte de Ali Khamenei traz uma nova esperança para os iranianos.

Ursula von der Leyen pretende que o regime de Teerão tenha agora uma transição para melhor. Através de uma publicação nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia deixa uma mensagem dirigida à população iraniana. Ursula von der Leyen diz que é necessário garantir um futuro de paz. Recordamos que os chefes da diplomacia dos 27 países da União Europeia realizaram discussões de emergência esta tarde por videoconferência sobre os desenvolvimentos no Médio Oriente.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros português condena os ataques do Irão à Jordânia e a Omã.

Foi durante uma conversa com os homólogos daqueles dois países. Paulo Rangel agradeceu a atenção dada aos portugueses deslocados e expressou a total solidariedade de Portugal para com a Jordânia e Omã, que foram atingidos por Teerão. Desde que foi atacado, o Irão tem retaliado com o lançamento de mísseis contra Israel e também contra países da região do Médio Oriente.

O presidente do Governo Regional dos Açores diz que o acordo bilateral com os Estados Unidos foi cumprido.

José Manuel Bolieiro fala a propósito do atual contexto internacional de guerra no Médio Oriente. Nos últimos dias, vários aviões reabastecedores da Força Aérea norte-americana estacionaram e levantaram voo da base das Lajes, na Ilha Terceira. O líder do Executivo açoriano fala em sucesso e numa coordenação constante com o Governo português.

O Governo de Portugal e o Governo Regional dos Açores mantiveram contatos e troca de informação, designadamente através do gabinete do Primeiro-Ministro de Portugal, do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do presidente do Governo dos Açores. O acordo de cooperação e defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América foi cumprido, tal como informou o Governo de Portugal. Com o contexto que a partir de ontem se alterou, ficou estabelecido entre o Governo de Portugal e o Governo Regional dos Açores a intensificação dos contatos para informação e acompanhamento da evolução da situação.

As declarações do presidente do Governo Regional dos Açores, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada.

"Donald Trump e J. D. Vance são como agentes de demolição". É uma frase dita pelo analista de política internacional Miguel Monjardino.

E acrescenta que é impossível prever os efeitos da guerra no Médio Oriente. Miguel Monjardino, professor de Geopolítica e Geoestratégia no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, considera que o que realmente importa numa guerra não são os primeiros dias, mas sim os últimos. São as primeiras reflexões sobre o tema por parte do analista de política internacional, a pedido do "Observador". Dias antes do ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão, que retaliou, Miguel Monjardino concedeu uma entrevista a partir dos Açores ao "Observador", em conversa com a editora de internacional, a jornalista Cátia Bruno. Miguel Monjardino falou sobre outra guerra em curso, o conflito na Ucrânia. O professor de Geopolítica e Geoestratégia afirma que a Rússia decidiu invadir o território ucraniano, não por causa do Ocidente e da NATO, mas sim por motivos internos.

Há duas interpretações daquilo que aconteceu na Ucrânia. Nós, na Europa, sobretudo as pessoas militares e cientistas políticos, dão uma explicação externa para a decisão de Putin, ou seja, o alargamento da NATO. Eu acho que as causas internas são mais poderosas na explicação daquilo que aconteceu, do regime russo e da evolução desse regime e da necessidade de controlar a sociedade russa para explicar aquilo que aconteceu na Ucrânia, associado ao desejo de honra pessoal e do ressentimento que Putin e grande parte do regime russo têm em relação ao Ocidente.

Miguel Monjardino, professor de Geopolítica e Geoestratégia, numa entrevista à editora de internacional do "Observador", Cátia Bruno. Um artigo que pode ler com mais detalhe no nosso site, onde esta notícia faz manchete a esta hora.

Na atualidade nacional, André Ventura propôs a criação de uma comissão no Parlamento dedicada à reforma do Estado e presidida por Pedro Passos Coelho.

O líder do Chega admite publicamente que gostava de ver Passos Coelho abordar questões fiscais de administração pública, energia e habitação. André Ventura diz que é um cenário possível se haver consenso entre Chega, PSD e Iniciativa Liberal.

Nós temos o Ministério da Reforma do Estado, criado por Luís Montenegro, que não tem funcionado. Ainda agora, no debate que tivemos no Parlamento, na sexta-feira, ficou claro, na minha perspectiva, que não têm existido reformas. As reformas não têm existido e o Ministério da Reforma do Estado não tem funcionado. Por que não termos no Parlamento uma comissão de reforma do Estado e por que não essa comissão pudesse ser presidida por Pedro Passos Coelho, por exemplo?

Declarações de André Ventura à margem da Feira de Turismo em Lisboa.

E seguimos, António, com a notícia dos protestos hoje contra o encerramento da urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro, que juntou cerca de 500 pessoas.

E contra esta decisão do governo de encerrar este serviço, que pretende agregar as urgências da especialidade no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Os manifestantes acusam a Ministra da Saúde de não consultar autarcas, comissões de utentes e bombeiros antes de avançar com o encerramento. Esperam que Ana Paula Martins ainda mude de ideias, como diz Antonieta Fortunato, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro.

Confirmou-se aquilo que já há algum tempo viemos a dizer que não é possível. Contudo, com esta mancha humana que tivemos aqui hoje, ainda estamos convictos que Ana Paula Martins volta atrás, até porque o Garcia de Orta não tem condições para receber todas estas grávidas que vão chegar.

Antonieta Fortunato, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro.

No futebol, o Benfica joga amanhã com o Gil Vicente. José Mourinho espera um adversário com qualidade.

Na conferência de imprensa da antevisão, o treinador das Águias diz que a equipa está bem, mas admite que não a 100%.

Penso que há ali um grande trabalho a nível estrutural, mas depois um mister que tem sabido potenciar ao máximo os seus jogadores e fazer da sua equipa uma grande equipa. Já sabemos que vai ser um jogo difícil pelo adversário. Esperemos que seja só difícil pelo adversário, mas é seguramente um jogo difícil. E a equipa está bem. Não estará ótima, porque fomos eliminados da Champions League.

José Mourinho na conferência de imprensa da antevisão da partida desta segunda-feira. Já o treinador do Gil Vicente afirmou que vai receber as Águias com humildade e arrogância. César Peixoto assume que quer vencer a partida.

Nós vamos olhar para este jogo como olhamos para os outros todos. Olhar, como eu disse, com a nossa identidade, com a nossa forma de jogar, com a nossa humildade, mas ao mesmo tempo com a nossa arrogância quando tivermos bola, para olhar para a baliza adversária, para tentarmos vencer e ganhar os três pontos, que é isto que nos move semana após semana, independentemente de qual for o adversário.

O Gil Vicente e Benfica joga-se amanhã. A partida começa às 20h15. Vai ter relato e análise em direto aqui na Rádio Observador.

O António José Soares está de regresso com mais notícias às 22h30.