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Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, o presidente dos Estados Unidos promete não abrandar a guerra contra o Irão.
Até que Teerão seja definitivamente derrotado, ainda que, por outro lado, Donald Trump acredite que neste momento o país tenha graves limitações militares.
Em conjunto com os nossos parceiros israelitas, estamos a esmagar o inimigo num desfile de habilidade técnica e força militar. A capacidade de drone e mísseis do Irão está a ser completamente demolida. A marinha está desaparecida, está toda afundada no fundo do oceano. 46 barcos, conseguem acreditar nisso? Os líderes terroristas desapareceram, ou estamos a contar os minutos até que eles apareçam. Nós tínhamos líderes, eles apareceram, nós tínhamos novos líderes, eles apareceram. Agora, ninguém tem ideia de quem são as pessoas que vão governar o país. Nós não vamos desistir até que o inimigo seja totalmente e definitivamente derrotado.
Donald Trump acredita que se não fossem realizados os ataques a Teerão mais uma semana e os Estados Unidos eram atacados, por exemplo, com mísseis. Foi uma conferência de imprensa de Donald Trump na Flórida.
E seguimos com um aviso do presidente do Eurogrupo: a zona euro deve preparar-se para um período de longa instabilidade devido ao conflito no Médio Oriente.
Kyriakos Pierrakakis alerta que a guerra com o Irão pode afetar as cadeias de abastecimento e voltar a pressionar os preços da energia e a inflação. Depois da reunião com os ministros das Finanças da zona euro em Bruxelas, o responsável sublinhou que, apesar da resiliência da economia europeia, teme-se que a Europa volte a enfrentar uma crise energética semelhante à de 2022, quando começou a guerra na Ucrânia. Em causa, o encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão, uma passagem importante para o transporte mundial de petróleo e que Donald Trump diz que quer controlar.
O presidente da Assembleia da República recusou o pedido do Chega para um debate parlamentar de urgência sobre combustíveis, alimentação e impostos.
José Pedro Aguiar Branco justificou a decisão com o facto de o partido já ter esgotado os agendamentos potestativos no período entre os dias 2 e 13 deste mês. No despacho a que a Lusa teve acesso, o presidente do Parlamento explica que o Chega pode renovar o pedido na próxima quinzena, desde que respeite os requisitos previstos de calendarização. A nota sublinha que a recusa não se deve ao tema, mas apenas ao limite temporal imposto às iniciativas dos grupos parlamentares.
E seguimos com as alterações à lei laboral. A UGT recusa a acusação feita pelo governo e pelos patrões, garante que não foi intransigente.
A UGT foi acusada não só pelo Executivo, mas também pelas confederações patronais, como disseste, Rita, de levar as negociações ao falhanço. O secretário-geral adjunto da União Geral de Trabalhadores, Sérgio Monte, responde e acusa o governo de faltar à verdade.
O que a UGT disse hoje ao governo é que a proposta, tal como está, não é susceptível de permitir um acordo por parte da UGT. Acusar a UGT de intransigência é faltar à verdade, porque foi o próprio governo que referiu que já havia mais de 60 artigos que tinham sido consensualizados. É facto que naquilo que diz respeito às chamadas traves-mestras, esta expressão, eu permito usá-la, é uma expressão do governo, essas, de facto, não foram mexidas.
Críticas não só ao governo. Em resposta ao presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Sérgio Monte diz que a CIP apresentou propostas que não permitem consensos, essas sim, intransigentes.
Retruquindo ao senhor presidente da CIP, dizer que à última hora, à 25ª hora, a CIP apresentou uma proposta que também, de tão maximalista que era, não permitia consensos.
Sérgio Monte acrescenta que, para a Central Sindical, as negociações não estão encerradas e que a decisão cabe ao governo. De acordo com a Lusa, o Executivo promete realizar todos os esforços para que seja possível um acordo. Certo é que a ministra do Trabalho tinha dado a indicação de que, se não houvesse acordo, iria enviar o anteprojeto do governo para o Parlamento.
E há partidos que já reagiram a esta falta de consenso. O PS considera mau sinal que não exista acordo sobre uma matéria tão estruturante como o Código de Trabalho.
Aqui na Rádio Observador, o deputado socialista Paulo Lopes Silva avisa, no entanto, que são necessárias mudanças para que o diploma receba luz verde.
É um conjunto de matérias que de facto era importante resolver e que não vemos até agora que seja esse o objetivo fundamental. Portanto, eu acho que é importante que o governo prossiga esse diálogo e, naturalmente, o Partido Socialista tem que estar disponível para esse diálogo desse ponto de vista, mas se for para atingir estes objetivos e não outros.
O Chega, na voz da deputada Marta Silva, tem uma posição semelhante, avisa que o governo tem de mudar de atitude.
Não rejeitamos uma reforma laboral em si, mas exigimos que ela seja negociada a sério, sem atacar direitos dos trabalhadores, sem penalizar a parentalidade, sem facilitar os tais despedimentos de forma encapotada. O Chega está mais próximo da ideia de que a lei do trabalho pode e deve ser modernizada.
Pelo partido do governo, o deputado do PSD Paulo Marcelo sublinha que, apesar da falta de entendimento, a reforma laboral é para manter.
O governo não deixará de apresentar ao Parlamento um projeto que permita ir ao encontro dessa necessidade de aumentar a produtividade e dar mais condições às empresas para serem produtivas. Já agora, deixe-me chamar aqui a atenção. O presidente António José Seguro hoje falou de crescimento económico. Isso é um sinal muito importante.
PSD, Chega e PS no Explicador, aqui na Rádio Observador, depois do falhanço das negociações sobre o pacote laboral.
Marcelo Rebelo de Sousa marcou presença no velório de Nuno Morais Sarmento, na Basílica da Estrela, em Lisboa. Destacou aspectos que considera fundamentais do antigo ministro que morreu no sábado.
Tinha 65 anos. O agora ex-presidente da República lembra as qualidades intelectuais de Nuno Morais Sarmento. Vamos ouvir aqui Marcelo Rebelo de Sousa.
Era superiormente inteligente, era superiormente brilhante, era superiormente competente para os lugares todos que fez no partido, na política, na advocacia, em tudo onde realmente esteve, na Fundação Luso-Americana. A saúde foi sempre um combate toda a vida, ou de muitas décadas de vida. Combateu e várias vezes ganhou e depois, no momento último, não ganhou, mas deixa um vazio enorme, enorme, enorme em todos nós.
Marcelo Rebelo de Sousa no velório do social-democrata Morais Sarmento.
São agora 10h07, que outras notícias marcam a atualidade?
A diretora do FMI apela aos governantes para que pensem no impensável e para que preparem respostas. Diz Kristalina Georgieva que face à guerra com o Irão e aos sucessivos choques globais, são necessárias respostas para reforçar o crescimento e a resiliência econômica. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional alerta que mesmo que o conflito no Irão termine em breve, pouco tempo depois, novos choques virão. Termina assim deixando três conselhos: investir em instituições e enquadramentos de políticas sólidas, assim como utilizar no momento oportuno as margens das políticas fiscais, monetárias ou de reservas que permitam uma economia mais ágil. O número de acidentes de avião diminuiu no ano passado, mas o número de mortes aumentou em comparação a 2024. O aumento da mortalidade deve-se principalmente a dois acidentes na Índia e nos Estados Unidos. Os dados foram hoje publicados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo. De acordo com a IATA, no ano passado, a taxa de acidentes aéreos foi de cerca de 1,3 por cada milhão de voos, ou seja, um acidente a cada 750 mil voos.
Fica por aqui o Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. Já a seguir, nova edição das Desobedientes. Até já.
Até já.