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Observador. Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. Diana, numa altura em que aumentam as temperaturas, o primeiro-ministro pede cooperação nacional para prevenir os incêndios.

Que já começam a assolar o país com o aumento das temperaturas. Ontem, por exemplo, demos aqui conta de um grande incêndio em Arouca. O chefe do Executivo português pede um esforço conjunto entre Estado, autarquias, proprietários e cidadãos para reduzir riscos no período crítico que se avizinha.

É preciso fazermos o esforço máximo de limpeza, também agora nesta janela temporal que temos ainda disponível. E depois é preciso fazermos, de forma subsequente, todo o trabalho de proteção das regiões e dos conselhos que possam vir a ter eventos com ignições e, portanto, com incêndios.

Segundo Luís Montenegro, o governo pretende intervir muito preventivamente, mas também quer ser proficiente na hora de reagir.

E o Presidente da República deixou hoje um caderno de encargos ao governo para que a região de Leiria consiga recuperar dos danos das tempestades.

António José Seguro deixava várias exigências.

Transmiti em primeira mão ao governo e ao Parlamento as conclusões da presidência aberta que realizei nesta região. É um documento que aponta, sobretudo, necessidades, a respostas imediatas e também uma visão de mais longo prazo. Trata-se de um contributo que aponta ao futuro e à necessidade de coletivamente organizarmos melhor os nossos recursos. Foi também nesse sentido que o governo já apresentou e começou a executar o programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência e que tem no terreno, há já vários meses, uma estrutura de missão competente, ativa e atenta.

António José Seguro, que aproveitou para fazer a reunião semanal com o primeiro-ministro em Leiria.

E seguimos com uma nova sondagem, Diana. O PS lidera as intenções de voto, é o resultado do estudo do ISCTE para a SIC e para o Expresso.

Mais uma sondagem que dá o Partido Socialista à frente dos restantes. O estudo diz que, apesar do resultado, não é à AD que o PS sai a buscar os votos. Tem 24% das intenções, contra 21% das que o eleitorado entrega à coligação que lidera atualmente o governo. Mais abaixo, o Chega com 17%. O quarto lugar é ocupado pelo PCP, com 4% dos votos. Segue-se depois Livre Iniciativa Liberal com 2% e com metade está o PAN e o Bloco de Esquerda no fim da lista.

Isto no dia em que a sede do PS foi alvo de buscas no âmbito da Operação Emergente. A presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, em Lisboa, foi constituída argúida.

Confirmação da própria Carla Almeida ao Observador. A Junta, que lidera também, foi alvo de buscas, apesar da operação sufocar em Santa Maria Maior. Em causa, um contrato efetuado com a empresa Diálogo Emergente, detida por Duarte Moral, o assessor de comunicação do Partido Socialista.

E Filipa Laborinho, ex-vereadora na Câmara de Oeiras, foi libertada. Tinha sido detida por posse ilegal de arma.

Informação avançada pela RTP, confirmada pelo Observador. Outros dois detidos são o assessor de José Luís Carneiro, Duarte Moral e também a mulher, Rute Raimão. Em causa estão crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato e fraude fiscal qualificada.

José Luís Carneiro reitera que o PS não é visado na investigação da PJ.

O secretário-geral do partido sublinhou isso mesmo aos jornalistas antes do arranque do plenário desta tarde no Parlamento.

Foi-nos transmitido que essas diligências não visam o Partido Socialista. Por outro lado, quero também garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do Partido Socialista, seja a nível local, seja a nível nacional. Cooperaremos, como aliás o fizemos durante a manhã, com as autoridades judiciárias para que todos os factos sejam cabalmente apurados e se houver sido cometidos crimes, todos os responsáveis devem, naturalmente, ser responsabilizados pelos mesmos.

José Luís Carneiro e aqui esta disponibilidade manifestada pelo secretário-geral do PS para que as circunstâncias sejam apuradas. José Luís Carneiro, que garante ter nesta altura pouca informação sobre este processo.

E do lado do Chega, em reação a esta investigação, André Ventura aproveita para colar o PS ao processo.

Se José Luís Carneiro garante que o PS não é visado nesta investigação, André Ventura acredita precisamente no oposto.

É evidente que visam o PS, porque senão não eram na sede do PS e não eram uma série de dirigentes do PS com centro vital na sede do PS. Nem fica bem dizer simplesmente que é responsabilidade de um trabalhador e que não sabe o que é que se passa. Há aqui autarcas, há aqui um assessor do próprio José Luís Carneiro, que foi assessor de António Costa também e que tem amplas responsabilidades na estratégia de comunicação do Partido Socialista. Portanto, esta é uma questão que toca o núcleo central do Partido Socialista. Isso não quer dizer que sejam culpados. Quer dizer que há esclarecimentos a dar.

O líder do Chega pede ainda uma atuação implacável da Justiça.

Já o presidente da Câmara Municipal de Lisboa demarca-se das freguesias e pede rapidez na Justiça.

Carlos Moedas lembra que situações como esta minam a credibilidade das instituições.

Mas é preciso realmente aqui atuar rapidamente, porque aquilo que nós vemos é que muitos destes casos, depois as pessoas ficam durante anos com uma desconfiança, porque o caso não se resolve. E eu acho que o país tem que resolver as coisas rapidamente, que a Justiça tem que funcionar rapidamente. É só isso que eu peço. De resto, não tenho mais nenhum comentário. O que é da Justiça, é da Justiça. A Câmara Municipal é um órgão eleito, a freguesia também é um órgão eleito e, portanto, cada um tem as suas responsabilidades.

Em declarações na inauguração da ARCO, a Feira de Design em Lisboa, Moedas reitera que a Câmara e Juntas de Freguesia são órgãos separados.

E sobre este caso, o presidente da Associação Nacional de Freguesias recusa que se façam generalizações.

No Explicador, Francisco Brito lembra que a complexidade do poder local pode levar a erros que não são necessariamente crimes.

Há uma diferença muito grande entre a negligência e o dolo. E aquilo que parece que é importante destacar é que se nesta matéria ou noutra se provar que existe crime, isso não quer dizer que também todos os autarcas ajam da mesma forma.

Também ouvido no Explicador, Rogério Alves, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, realça a complexidade desta operação. Explica algumas das condicionantes por trás de um processo como este.

Esta investigação é uma investigação difícil. Por quê? Porque tem alguns elementos objetivos, que é os trâmites da contratação, o que foi feito, se houve um concurso, se abriu concurso, se escreveram cartas a convidar, como é que foram as respostas, se houve júri a selecionar as propostas, se não houve júri, quais foram os critérios do júri, etc. E depois tem elementos subjetivos. Se há alguma interferência do fator como a amizade, do fator como familiaridade ou qualquer outro motivo que possa indiciar um desvio às regras frias, objetivas e iguais para todos da contratação.

Rogério Alves e Francisco Brito estiveram no Explicador aqui na Tarde Política.

E sobre o conflito no Médio Oriente, o ministro das Finanças dos Estados Unidos admite que talvez haja um esboço de um acordo.

Cauteloso, Scott Bessent não confirma categoricamente a existência de um quadro de acordo que preveja a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias. Em conferência de imprensa na Casa Branca, afirma que as equipes mantiveram várias trocas de pontos de vista. Acrescenta que o presidente Trump tinha várias linhas vermelhas, como a entrega de estoque de urânio enriquecido. O Irão não pode ter armas nucleares e também foi abordada, como já tínhamos referido, a livre circulação no Estreito de Ormuz. Conclui sublinhando que a decisão vai caber inteiramente ao presidente norte-americano.

E, entretanto, o Irão está a lançar mísseis contra alvos específicos.

A agência de notícias iraniana Fars, citada pela Al Jazeera, avança que as Forças Armadas iranianas lançaram há pouco mísseis a partir das regiões do sul do país. Segundo a agência, o destino exato destes mísseis ainda não é claro.

E são agora 10h09. Diana, que outras notícias marcam a atualidade?

Primeira Liga, o Casa Pia venceu o Torreense, vencedor da Taça de Portugal, que se mantém na segunda divisão. O Casa Pia mantém-se na Primeira Liga. Os dois clubes jogaram a segunda mão do playoff de acesso ao primeiro escalão. O Casa Pia venceu por 2 x 0. António José Seguro lamenta a morte do fotógrafo José Barros, numa nota publicada no site oficial da Presidência da República. O chefe de Estado afirma que o desaparecimento do fotógrafo é uma das notícias mais tristes destes dias. António José Seguro recorda-o como um peregrino apaixonado do mapa de Portugal, sempre acompanhado pela literatura, que servia de bússola e de guia de visita. O fotógrafo Jorge Barros, nascido em Alcobaça em outubro de 1944, morreu esta terça-feira em Lisboa, aos 81 anos. O Observador foi o grande vencedor dos prêmios da edição 18 dos prêmios Marketeer, na categoria Mídia Impressa e Digital. Finalista com o Eco, o Expresso, o JN, o Jornal de Negócios, o Jornal Económico, também o Público e o portal SAPO, o Observador foi depois selecionado para os três primeiros, acabou por ser considerada a melhor marca de 2026. Mais uma vez, todos os anos a Marketeer elege as marcas, empresas e personalidades que, no seu entender, fizeram a diferença em Portugal em diversos setores. Parabéns, mais uma vez, ao Observador.

E é assim que fechamos com boas notícias aqui o Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. Daqui a pouco temos Pop-Up. Até já, Diana.

Até já. [vinheta Jornal das 10]