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Jornal das 10, edição de José Rafael Lopes e José. Um sismo na Colômbia matou mais de 100 pessoas.
O número de mortes foi revisto em alta, são agora 111 mortos, número que tem vindo a subir nas últimas horas depois desse terremoto de 7,4 na escala de Richter que afetou a Colômbia. Além das 111 mortes, há mais de 90 feridos. Foi decretada situação de catástrofe. O presidente da Colômbia anunciou que vai assumir a coordenação da resposta ao desastre.
"O governo nacional mantém mobilizadas todas as capacidades para proteger a vida, atender as comunidades afetadas e levar ajuda a cada território que necessite. Como chefe de Estado e chefe de governo, começo por ordenar o resgate das pessoas que estão debaixo dos escombros. Essa é a prioridade, resgatar as pessoas que ainda estão debaixo dos escombros".
Resgatar as pessoas, a prioridade do governo colombiano. O presidente assegura que vão ser feitas atualizações constantes da situação após o terremoto. O sismo aconteceu por volta das 7h30 da manhã, hora de almoço em Lisboa, teve epicentro a cerca de 300 km de Bogotá, a capital colombiana.
E não há indicação de portugueses afetados pelo sismo, José.
Disso mesmo dá conta o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.
Até o momento, os nossos serviços diplomáticos têm dado nota que não há, para já, nenhum registro de portugueses feridos ou mortos.
Sendo que há pouco li algumas notícias. Não há muitos portugueses a residir na Colômbia, pelo menos registrados na representação diplomática de Portugal em Bogotá.
Sim, nós temos um total de dois mil registrados, alguns com nacionalidade adquirida. Portanto, é um número muito pequeno comparativamente com outras comunidades em outros países. Não é muito significativo.
Emídio Sousa, na Rádio Observador, entrevistado pelo jornalista Miguel Videira. Entretanto, o presidente da República lamentou hoje as mortes na sequência do sismo na Colômbia. António José Seguro deixa ainda uma mensagem de solidariedade para com o povo colombiano.
Ainda na atualidade internacional, o presidente dos Estados Unidos diz que o Irã deve pagar pelos danos e mortes causadas no Médio Oriente.
Donald Trump diz que o Irã é o principal responsável pelo aumento de mortes no Médio Oriente e que a maior responsabilidade recai sobre Teerão. É uma reação nas redes sociais depois do Irã ter exigido reparações de guerra aos Estados Unidos para reabrir o estreito de Ormuz. A passagem continua encerrada e há negociações em curso para tentar uma reabertura ou a criação de uma nova passagem, mas para já, sem novidades sobre o que pode sair das conversas entre Irã e Omã. O professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, diz que o Irã quer manter a todo o custo o controle do estreito de Ormuz e que é a principal prioridade neste conflito. Diz ainda, no Gabinete de Guerra, que o governo de Teerão pretende tirar proveito econômico da passagem, uma situação que os Estados Unidos não podem permitir.
O Irã quer manter o controle financeiro do estreito de Ormuz, quer cobrar a portagem e os Estados Unidos, obviamente, não querem permitir que isso aconteça. Parece que esta nova proposta que o Irã está a elaborar prevê precisamente essa ideia da cobrança de portagem. E o que Marco Rubio veio dizer, e veio dizer bem, é que se tivermos aqui uma cobrança de portagem e a transformação de um estreito num ativo financeiro rentável para uma das nações costeiras, estamos aqui a abrir um precedente que funciona não só para Babel Mandeb, mas funcionará para o estreito de Malaca, funcionará também no Ártico e na corrida ao Ártico.
A leitura de Bernardo Valente sobre o estreito de Ormuz, análise no Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
O ministro da Defesa vai processar André Ventura, o deputado Pedro Frazão e o jornal "24 Horas".
Em causa, uma notícia divulgada pelo jornal na sexta-feira passada, que levantava dúvidas sobre o negócio de aquisição de três fragatas a uma empresa italiana. A notícia do "24 Horas" alegava que uma empresa portuguesa foi excluída da operação, avaliada em cerca de 4 mil milhões de euros. Tanto André Ventura como Pedro Frazão criticaram o negócio de aquisição das fragatas. Em comunicado, o Ministério da Defesa acusa os dois de ultrapassarem todos os limites, de mentirem e de deturparem os factos. Entretanto, o deputado do Chega, Pedro Frazão, já reagiu para garantir que não tem medo do processo, e que vai continuar a fiscalizar o governo e a exigir transparência.
Um membro do governo está a anunciar, ou o gabinete, um processo contra o líder da oposição no país. Eu acho que isto é totalmente inaudito, ainda para mais metendo um órgão de comunicação social à mistura, o que eu acho que é absolutamente atentatório da liberdade de imprensa e até da liberdade de expressão. Eu não sei se o senhor Melo sabe, realmente, como eu já disse, que não me mete medo nenhum com processos. Nunca me meteram medo. Vou continuar a fiscalizar o governo, a exigir transparência.
Pedro Frazão, em palavras na CNN Portugal, o deputado do Chega, que vai ser alvo de um processo por parte do Ministério da Defesa, em causa críticas perante a compra de três fragatas por parte do governo.
E Luís Montenegro diz que Portugal está a viver um bom momento a nível econômico. PS e Chega acusam o chefe de governo de não ver a verdadeira situação do país.
Luís Montenegro mostrou-se satisfeito com a situação econômica de Portugal, baseou-se em indicadores econômicos e diz mesmo que o país vai chegar ao fim do ano a superar todas as expectativas. Perante as palavras do primeiro-ministro, o Chega diz que os indicadores econômicos enumerados por Luís Montenegro não significam nada. Na Rádio Observador, o deputado Filipe Melo diz que os casos no Executivo de Montenegro influenciam de forma negativa a imagem de Portugal.
O país não vive só de indicadores econômicos, mas se quiser começar por aí, também podemos começar por aí. Mas o país, acima de tudo, e este governo, acima de tudo, é escândalo atrás de escândalo
E isso prejudica também a imagem do país, a confiança dos portugueses no governo e isso tudo naturalmente que vai afetar. Mais, preço dos combustíveis. É insustentável para qualquer português ir a uma bomba de gasolina hoje em dia. É insustentável.
O Chega aponta o preço dos combustíveis. Já o PS utilizou os números do crescimento econômico, em especial a procura externa líquida, como indicador do fraco desempenho da economia portuguesa. É o que defende o socialista Miguel Costa Mato.
Primeiro, os números da economia não são melhores. Não são melhores porque os números do crescimento econômico estão mais baixos do que estavam no período de governação do Partido Socialista. Em segundo lugar, porque esse crescimento é menos a interessar nas exportações. Nós estamos a ver que a procura externa líquida, isto é, as exportações subtraídas das importações, contribuíram negativamente para o crescimento econômico. E na verdade, em mais de metade dos nossos mercados de exportações, nós perdemos cota de mercado.
A leitura de Miguel Costa Mato no explicador da Rádio Observador, depois de Luís Montenegro ter dito que Portugal está a viver um bom momento a nível econômico.
E José, agora aqui outras notícias a destacar.
O Ministério da Educação decidiu avançar com um inquérito para perceber porque motivo algumas escolas não entregaram a tempo e horas provas e reapreciações dos exames nacionais. É o que indica o ministério tutelado por Fernando Alexandre à Agência Lusa. Este inquérito vai ser conduzido pela Inspeção Geral da Educação e da Ciência. O IPMA diz que não vai ser possível ver o eclipse solar total no litoral centro e no sul de Portugal, isto porque estão previstas para estas zonas nuvens baixas e nevoeiro no fim de tarde e início de quarta-feira. A informação é dada à Rádio Observador pelo meteorologista do IPMA, Jorge Pontes, que recomenda uma viagem ao interior para ser possível observar o eclipse solar total que acontece na quarta-feira. Os líderes de Espanha, França e Itália manifestaram solidariedade com as vítimas do sismo na Colômbia. Os chefes de Estado expressaram apoio ao país após a catástrofe provocada pelo sismo de magnitude 7.4. Pedro Sánchez diz que Espanha está do lado da Colômbia. Já Emmanuel Macron lembra que os colombianos podem contar com o apoio dos franceses. Giorgia Meloni diz estar preocupada com as notícias que chegam da Colômbia.
É o ponto final no Jornal das 10, edição de José Rafael Lopes.