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As notícias. Jornal das 10 com Laura Figueiredo. Laura, o CHEGA quer avançar com uma auditoria à Segurança Social para apurar quantas pessoas recebem pensões milionárias e imorais.

O líder do CHEGA quer fazê-lo ainda antes da discussão do orçamento do Estado. Em conferência de imprensa esta tarde, André Ventura revelou que o partido vai apresentar no Parlamento um projeto de resolução, no qual recomenda ao governo que avance com uma auditoria à Segurança Social.

Antes de irmos verificar a sustentabilidade real dos dois sistemas de pensões, vamos ver três coisas: quantas pessoas estão a acumular indevidamente pensões milionárias e salários milionários, quantas destas pessoas que estão a acumular isto foram especificamente nomeadas para certos cargos por causa da idade que tinham para poder acumular isto com a sua pensão, eu diria que são quase todos os que estão nesta circunstância, quantos recebem estas pensões milionárias acima dos valores identificados pelo CHEGA já na última proposta, e fazer finalmente uma auditoria, já o entregámos ontem, aos suplementos indevidos que também tivemos notícia nos últimos dias em várias instituições públicas, em salários que já são de 15, 16, 17 e 18 mil euros.

Depois das críticas de Paulo Rangel e de Hugo Soares, André Ventura respondeu, lamenta que o PSD esteja mais preocupado com ataques políticos do que com a resolução dos problemas do país.

Impreparado para governar é quem quer fazer tudo igual ao que os outros fizeram durante 50 anos e quem quando ouve qualquer crítica da oposição, em vez de a rebater, ataca com questões de preparação ou de caráter os outros líderes políticos. Eu não estou preocupado com isso. Eu estou preocupado com denunciar os problemas. Este problema da Segurança Social é um problema. Era isso que eu gostava de ouvir o líder parlamentar do PSD, ou o primeiro-ministro, ou os líderes do PSD falarem.

A resposta de André Ventura às críticas que têm chegado de Castelo de Vide, onde decorre a Universidade de Verão do PSD e onde esta tarde Paulo Rangel acusou André Ventura de demagogia e José Luís Carneiro de não ter capacidade para governar. Para o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, a estratégia da AD na Universidade de Verão tem passado por criticar apenas a capacidade de governar do PS e não entrar em ataques de caráter para evitar fricções às portas da discussão do próximo orçamento do Estado.

Na verdade, o governo também está a evitar todo o tipo de irritantes potenciais com o Partido Socialista. Portanto, também não acho que o governo esteja a ser particularmente corrosivo a ponto de dar pretexto ao Partido Socialista para num orçamento não viabilizar. Curiosamente, é uma coisa muito mais dirigida à capacidade de governação e às competências técnicas e políticas de José Luís Carneiro do que propriamente de criar aqui grandes irritantes, grandes linhas vermelhas ou grandes confrontações.

O editor da política do Observador, Rui Pedro Antunes, que está a acompanhar a Universidade de Verão do PSD. Falemos agora do INEM. A reunião marcada para amanhã, que vai juntar a ministra da Saúde, técnicos e o presidente do INEM, está a ser encarada como decisiva para tentar acabar com o clima de guerra interna em que o instituto vive há meses.

Uma situação que levou já o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar a convocar dois dias de greve para setembro. Como motivo para a paralisação, estão as divergências profundas com o Conselho Diretivo do INEM, liderado por Luís Cabral, relativamente às medidas para a reforma do organismo, mais especificamente a substituição das ambulâncias de suporte imediato de vida por viaturas ligeiras e a locação das ambulâncias de emergência médica aos hospitais. A função da ministra de mediar a relação antevê-se difícil. Por um lado, o sindicato exige a demissão de Luís Cabral e um recuo total do INEM nas medidas anunciadas nos últimos meses, que defendem que irá acumular maior pressão sobre os bombeiros e diminuir a capacidade de resposta de emergência. Já o presidente do INEM rejeita as alegações, insiste que as medidas anunciadas trazem vantagens, nomeadamente para a celeridade do socorro. A pressão fica assim do lado de Ana Paula Martins, uma vez que Rui Lázaro admite que a greve ainda pode vir a ser desconvocada, caso o governo vá ao encontro das reivindicações.

A contribuir para esta fricção, o sindicato vai ainda avançar com uma queixa-crime contra Luís Cabral e está a ponderar fazer o mesmo em relação à ministra da Saúde.

A informação é revelada ao Observador pelo próprio presidente Rui Lázaro. Em causa estão as declarações que atribuem ao sindicato alegados interesses que estarão a influenciar a forma como os dirigentes se posicionam publicamente sobre os problemas do INEM.

Esta é uma notícia que está em destaque a esta hora no site do Observador. É da autoria do jornalista Tiago Caeiro. Na atualidade internacional, a pedido dos Estados Unidos, a Ucrânia concordou suspender os ataques a Moscovo durante a visita de uma delegação do alto escalão norte-americano.

A imprensa internacional afirma tratar-se da visita de John Ratcliffe, o diretor da CIA e os serviços secretos de informação dos Estados Unidos. Na análise no gabinete de guerra, o especialista em relações internacionais, João Albuquerque, afirma que esta visita pode ser meramente exploratória, porém, não descarta a hipótese de se tratar de um sinal de abertura por parte de Vladimir Putin.

Em momentos em que Putin sente alguma maior pressão por parte da comunidade internacional e dos Estados Unidos sobre a ação que leva a cabo na Ucrânia, dá sempre um sinal de indicadores que poderá estar próximo de alguma negociação. Obviamente, temos agora um novo diretor da CIA e esta é a primeira viagem que faz a Moscovo e, portanto, isto pode ter um sentido meramente exploratório e de, eventualmente, qualquer tipo de estabelecimento de relação com a sua contraparte. Eu acho é que os Estados Unidos aprovaram há não muito tempo um novo pacote de sanções à Rússia e, de certa maneira, há a necessidade de operar o processo negocial e de exercer pressão para que a Rússia modifique sua disponibilidade para se sentar à mesa das negociações.

Análise de João Albuquerque, especialista em relações internacionais, sobre a visita do diretor da CIA à Rússia. E morreu Dolly Parton, a cantora, compositora e empresária norte-americana tinha 80 anos. A morte foi confirmada pelo sobrinho da artista, num vídeo publicado na conta oficial do Instagram da cantora. Os problemas de saúde de Dolly Parton tornaram-se do conhecimento público em 2025, depois da artista ter cancelado alguns concertos previstos para esse ano devido à necessidade continuada de tratamentos. Dolly Parton passou da música ao cinema e dedicou-se até a causas mais sociais. Marta Caramelo Nobre.

A cantora country nasceu a 19 de janeiro de 1946. Dolly Parton iniciou a carreira cedo e rapidamente transformou a infância difícil que viveu no ponto de partida para escrever mais de 3 mil canções. Todos a conhecemos pelo clássico "Jolene". O que muitos não sabem é que compôs também o "I Will Always Love You", que foi depois imortalizado por Whitney Houston. Mas além disto, é a voz de um dos duetos mais icónicos da história da música. "Islands in the Stream", gravado com Kenny Rogers em 1983. A canção escrita pelos Bee Gees devia ser um tema de Rogers, mas o solo não estava a correr bem. Dolly Parton entrou no estúdio por acaso e gravou a voz e acabou por transformar esta música num fenômeno mundial no topo das tabelas pop. Mas apelidada Rainha do Country, é também um dos ícones que marcou a geração do pop atual. Influenciou várias artistas, como foi o caso de Miley Cyrus, de quem é madrinha. Já com a Beyoncé, chegou mesmo a colaborar em duas músicas, neste caso do álbum "Cowboy Carter", o melhor álbum de 2024 dos Grammys, mas o sucesso foi também para além dos palcos. Dolly Parton também se dedicou a temas da sociedade. Em 2020, financiou a investigação da vacina Moderna, uma das vacinas do Covid, e com um estilo inconfundível, um humor afiado e uma capacidade rara de unir vários tipos de públicos. Dolly Parton deixa-nos hoje com o legado de seis décadas.

A jornalista Marta Caramelo Nobre, com os detalhes sobre a vida e carreira de Dolly Parton, que morreu hoje aos 80 anos. Em reação à morte da artista, o presidente dos Estados Unidos deu ordens para que todas as bandeiras norte-americanas no país fiquem a meia haste durante a próxima semana. Laura, vamos agora conhecer outras notícias em destaque. A Universidade Nova de Lisboa vai recorrer da decisão do tribunal que anulou a eleição de Paulo Pereira como reitor. Em causa está a decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, que anulou a eleição do investigador como reitor da Nova, realizada a 13 de maio, depois do mesmo tribunal ter ordenado em março a repetição de todos os atos do procedimento eleitoral. Na sentença mais recente, citada hoje pelo jornal "Éco", o tribunal considera a data das eleições ilegal, por desrespeitar o prazo mínimo de um mês de antecedência previsto no regulamento eleitoral da universidade. No desporto, Bruno Fernandes foi eleito o melhor jogador da Premier League deste ano pelos colegas da Liga Inglesa. O internacional português do Manchester United recebe a honra no ano em que bate também o recorde de assistências na Premier League. Bruno Fernandes torna-se assim o segundo português a vencer este prémio, depois de Cristiano Ronaldo em 2007 e 2008. O Sporting tem agora mais um reforço, o lateral esquerdo marroquino de 17 anos, Moncef Zekri, foi oficializado como reforço dos Leões, sendo que assinou um contrato válido até 2029. Zekri vem substituir Ricardo Mangas para ser a principal alternativa a Max Araújo, no lado esquerdo da defesa da equipa de Rui Borges. Nova contratação do Sporting chegou já a Lisboa, vem do clube Mechelen, da Bélgica, a troco de €3 milhões mais objetivos.