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Da terça-feira. Jornal das 10 com a Laura Figueiredo. Laura, Cristiano Ronaldo acusa Jorge Jesus de faltar às promessas, mas diz estar disponível, como sempre, para competir por Portugal.

Cristiano Ronaldo quebrou o silêncio quase uma semana depois de ter abandonado o estágio da seleção em Copenhague, na Dinamarca. Agora, através de um comunicado, Ronaldo ordena cronologicamente todos os acontecimentos, desde a eliminação de Portugal do último Campeonato do Mundo até ao triunfo da equipe frente à Noruega. Pede desculpa aos portugueses e aos colegas de equipe e diz estar disponível para cumprir o castigo que a federação considera apropriado pelos atos cometidos. João Lourenço.

Pela primeira vez e na primeira pessoa, Ronaldo afirma que tinha a intenção de abandonar a equipe das Quinas no final do Campeonato do Mundo. Revela que Pedro Proença sugeriu ponderação no passo seguinte e anunciou-lhe que Jorge Jesus seria o homem que iria suceder a Roberto Martínez. Ronaldo encontrou-se com Jesus por duas vezes antes do início dos trabalhos de Portugal com vista aos quatro jogos da Liga das Nações. Ficou definido o plano de jogos de CR7 para esses quatro desafios. Seria titular em dois, iria para a bancada nos restantes. O plano não foi cumprido e Ronaldo acusa Jesus de falhar a promessa ao não entrar no desafio frente à Noruega. Para acalmar os ânimos, houve nova reunião entre Ronaldo e Jesus, já com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença. Ronaldo pediu a JJ que dissesse, em conferência de imprensa, que o capitão ama a seleção, que sempre foi exemplar, leal e profissional. Pediu ainda para que o selecionador admitisse o erro de colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Ronaldo ouviu Jesus, não gostou e foi-se embora. Diz que o selecionador falhou nova promessa, teve uma postura incorreta e uma atitude de "quero, posso e mando". Na parte final do comunicado, Ronaldo afirma que errou quando decidiu abandonar o estágio da seleção e pede desculpas aos colegas e aos portugueses, mas reforça que a quebra de palavra tem um impacto definidor. Quanto ao abandono, refere que a consequência do ato deve ser avaliada e punida pela federação sem qualquer tipo de atenuantes. Já quanto a jogos de despedida, Ronaldo diz que haverá tempo para isso, mas reforça que está na seleção para competir.

Jornalista João Lourenço, com os principais destaques do aguardado esclarecimento de Cristiano Ronaldo. De acordo com o regulamento disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, o capitão da Seleção Nacional arrisca uma suspensão entre um a seis meses e uma multa entre os € 500 e os € 1.000. Confrontado pelos jornalistas sobre a carta de Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus diz que ainda não leu o comunicado.

Viu o comunicado Cristiano, certamente.

Não, vim de Leiria, estive a ver o jogo de Leiria.

Falhou ou não falhou com a sua palavra?

Estive em Leiria a ver o jogo da sessão, agora vou ler o comunicado, não tenho nada a dizer.

Declarações de Jorge Jesus, captadas pela CMTV à porta de casa do selecionador nacional.

E na análise ao comunicado de Cristiano Ronaldo, o antigo dirigente do Sporting, Dias Ferreira, elogia a atitude do jogador.

Considera uma atitude adulta e humilde e diz que o avançado deixa assim a porta aberta a todas as possibilidades.

Parece-me a mim que finalmente, depois de alguém ter dito e eu ter citado também essa frase que o adulto na sala foi o Bruno Fernandes, agora parece-me também que o Ronaldo pode ter uma saída também de adulto e não de chamingas ou de exigir a cabeça de alguém ou de que lhe peçam desculpa publicamente. Eu acho que ele deixa a porta aberta para tudo e é humilde quando reconhece que cometeu uma infração.

A opinião do antigo dirigente do Sporting, Dias Ferreira, na emissão especial da Rádio Observador. Laura, o Chega vai pedir um debate de urgência no Parlamento para discutir o bloqueio à Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.

Acusa o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, de levar a cabo uma proteção indecorosa do ministro da Administração Interna. André Ventura visitou esta tarde uma empresa na zona de Montijo. Em declarações aos jornalistas, começa por anunciar que o Chega enviou uma carta dirigida a Aguiar Branco, na qual critica aquilo que diz serem atitudes persistentes, permanentes e reiteradas de tentar bloquear uma comissão de inquérito a Luís Neves. E por isso, o partido vai pedir um debate de urgência ainda esta semana.

Nós vamos pedir para a primeira hora de quinta-feira desta semana, um debate de urgência no Parlamento, precisamente sobre a proteção absolutamente indecorosa, inaceitável que Luís Neves está a ter do sistema político português, a começar pelo presidente Aguiar Branco. Portanto, enquanto este bloqueio se mantiver, nós também não vamos desistir dele e vamos continuar a lutar por aquilo que é a regra básica da transparência em Portugal.

André Ventura, que acusa o presidente da Assembleia da República de ser vítima de sequestro de interesses partidários.

E o governo vai avançar com uma plataforma de licenciamentos com recurso à inteligência artificial para diminuir a lentidão administrativa. Chama-se Licencia e deve arrancar no início do próximo ano.

Esta nova plataforma pretende utilizar a inteligência artificial para simplificar serviços públicos no setor dos licenciamentos. Garantia do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que diz que esta vai ser uma ferramenta para ajudar as pessoas numa das áreas onde as empresas sentem mais constrangimentos administrativos. A plataforma avança com projetos-piloto em municípios que já começaram a ser escolhidos, embora o ministro não revele os critérios.

Queremos utilizar também a inteligência artificial para simplificar serviços públicos e não apenas para mostrar capacidade tecnológica. Pretendemos aplicá-la aos licenciamentos, uma das áreas onde empresas e cidadãos mais têm sentido a lentidão administrativa. O Licencia é um programa que pretende criar uma plataforma integrada e transversal aos processos de licenciamento com projetos-piloto em municípios selecionados desde hoje até, desde logo, ao final do ano de 2026. E a nossa mensagem é clara: usar tecnologia precisamente onde a burocracia tem maior impacto no investimento e na atividade econômica.

Carlos Abreu Amorim no fecho de uma apresentação de robôs humanoides criados por uma empresa chinesa. Fala numa temática que veio para ficar e que não pode ser desvalorizada pela sociedade portuguesa.

Laura, a inteligência artificial está a passar do mundo dos ecrãs para os robôs e Portugal vai passar a ter disponíveis vários modelos de robôs humanoides disponíveis.

Trata-se de um acordo de cooperação entre a empresa minhota S.Data.ai e o mercado chinês de inteligência artificial. Assinaram hoje a parceria para que a empresa se torne numa distribuidora oficial de robô humanoides em Portugal. Estas máquinas são cada vez mais inteligentes e capazes de tarefas complicadas. O mercado está em expansão, e Portugal não fica para trás, mas, José Rafael Lopes, ainda falta até chegar à casa dos portugueses.

Com preços a começar nos $26 mil pelos modelos mais simples, que podem subir até mais de 160 mil por cada um, os robôs humanoides ainda estão longe de ser uma certeza para milhões de portugueses, mas isso não significa que a tecnologia não tenha vindo para ficar. Paulo Silva, da S.Data.ai, não tem dúvidas: este é um investimento decisivo no novo mundo.

Não tenho grandes dúvidas que nos próximos três anos os robôs humanoides vão andar no meio de nós, seja na nossa fábrica ou na nossa casa.

Um objetivo para breve, mas agora a atenção é outra.

O nosso foco inicial é a indústria, por razões óbvias, porque a indústria, neste momento, tem maior capacidade e interesse em absorver.

Indústria primeiro, porque um robô mordomo ainda está longe de ser viável.

Não é economicamente racional eu ter que comprar um destes robôs lá para casa, por exemplo, para me ajudar a fazer as camas ou passar a ferro, mas eles já o conseguem fazer.

Paulo Silva faz parte da direção da empresa minhota, que chegou a um acordo para se tornar distribuidora de tecnologia em Portugal. Em parceria com o mercado chinês, abrem a porta para a inovação na era da IA. Uma oportunidade de milhões para um mercado que se prevê em crescimento. Os robôs humanoides são capazes de fazer cada vez mais e melhor, e todas as atualizações trazem uma função nova. Enquanto Paulo Silva falava, Luka, um de muitos humanoides, ia mostrando o avanço da tecnologia, que tem nome, mas também voz.

Me chamo Luka, sou o Agibota 3. Posso fazer dança, jogar jogos e fazer várias atividades divertidas.

Luka é um robô humanoide, última geração, esqueleto completo e capaz de articular-se. Controlado ainda por comando, é certo, é resultado de horas sem fim de desenvolvimento para o progresso do setor. Luka foi feito para estar presente e deixar de ser uma novidade.

O meu futuro é brilhar em cada palco. Com a evolução da Agibot rumo ao G5, trago performances cada vez mais naturais e interações profundas. Em Portugal, quero iluminar a paixão das pessoas com a minha energia e estilo único. Vamos fazer história juntos?

Uma hipótese em cima da mesa e uma certeza.

Seja fornecendo componentes para um próprio fabricante de robôs humanoides, nós podemos vir rapidamente a ter um fabricante de robôs humanoides em Portugal.

Um trabalho do jornalista José Rafael Lopes, depois do anúncio da parceria entre a S.Data.ai e a Agibot.

Em França, as manifestações na rua tiveram impacto em quase metade das instituições de ensino superior do país esta terça-feira. É o último balanço do governo de Emmanuel Macron.

Impacto em cerca de 40% das instituições, um valor que inclui universidades públicas que foram bloqueadas, parcialmente bloqueadas, ainda outras que foram ocupadas ou encerradas por decisão administrativa. A União Estudantil, a segunda maior organização representativa dos estudantes nestas manifestações, tinha avançado hoje que 100% das universidades estavam mobilizadas. O presidente Emmanuel Macron chamou o governo para uma reunião de emergência esta noite. Presentes no Palácio do Eliseu vão estar, pelo menos, o primeiro-ministro, os ministros com as pastas do Interior e da Educação. Esta tarde, o governo avançou que no dia de hoje, mais de 260 mil manifestantes saíram às ruas, 56 mil só em Paris. Até agora, há já mais de 6 mil detidos e, no mínimo, mil feridos. Mais de 700 são polícias.

Laura, vamos conhecer outras notícias que marcam a atualidade.

A greve dos tripulantes da EasyJet levou ao cancelamento de 370 voos em cinco dias. O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil aponta para uma adesão de 100% e acusa a companhia de operar voos de forma ilegal. A EasyJet rejeita as acusações, garante estar a cumprir os serviços mínimos. Está já marcada uma nova greve dos tripulantes desta companhia aérea para entre os dias 19 a 23 de dezembro. Donald Trump diz que o ministro iraniano do Petróleo se demitiu porque percebeu que o Irão não tem petróleo. O presidente norte-americano comentou hoje a demissão do ministro iraniano do Petróleo, anunciada ontem pelo presidente iraniano, devido à crise causada pela diminuição das exportações de petróleo no âmbito da guerra com os Estados Unidos. Ora, em declarações aos jornalistas à porta da Casa Branca, Donald Trump afirma que o ministro iraniano percebeu que o Irão não tem economia, não tem óleo e não tem nada.

Notícia de fecho do Jornal das 10.