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Agora são 11h. Novamente, boa noite. Edição das 11, Antônio José Soares. E a começar na política, o PS vai avançar com uma comissão de inquérito potestativa na sequência do caso da empresa familiar do premiê ministro.

O anúncio foi feito por Pedro Nuno Santos no final de uma reunião do Secretariado Nacional do Partido Socialista, um encontro convocado para discutir a situação política nacional depois da comunicação ao país feita no sábado por Luís Montenegro. O secretário-geral do PS considera que permanecem muitas dúvidas e que o chefe do governo está a contribuir de forma ativa para a degradação das instituições do regime democrático.

O nosso dever é fazer tudo que está ao nosso alcance para defendermos o regime, para o protegermos, e isso implica nós fazermos tudo o que está ao nosso alcance para apurarmos a verdade. E é por isso que o Partido Socialista apresentará na Assembleia da República um requerimento potestativo para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito. Não o fazemos com gosto. Sei bem quão dura é uma comissão parlamentar de inquérito. Infelizmente, o senhor premiê ministro não nos dá alternativa. Esta é mesmo a única última figura regimental que nós temos ao nosso dispor para assegurar que temos o direito a saber a verdade.

Pedro Nuno Santos disse ainda que o PS não vai abdicar de nenhuma figura regimental, nem da moção de censura, mas só a apresentará quando for o momento adequado para o fazer.

Não abdicaremos de nenhuma figura regimental e constitucional, nomeadamente da moção de censura, sendo que o Partido Socialista só a apresentará quando entender que é o momento adequado para o fazer. Achamos que neste momento o foco deve estar no apuramento da verdade, que nenhuma campanha resolve, mas que nós precisamos de saber o que realmente aconteceu. Os portugueses têm o direito de saber que políticos é que nós temos, que premiê ministro é que nós tivemos nos últimos anos, nos últimos meses a governar Portugal.

Declarações aos jornalistas de Pedro Nuno Santos no final da reunião do Secretariado Nacional. O líder socialista anunciou ainda que já pediu uma audiência ao presidente da República.

Ainda na política, o secretário-geral do PCP afirma que Luís Montenegro não tem mais nada para explicar e, por isso, não concorda com uma possível comissão de inquérito.

É a reação de Paulo Raimundo ao anúncio do Partido Socialista. Em entrevista à CNN, o secretário-geral dos comunistas considera que há dados suficientes e que não há mais explicações que tenham que ser dadas, tendo em conta as últimas declarações de Luís Montenegro.

Eu acho que se há aspectos para averiguar, para esclarecer, todos os instrumentos são necessários para isso. Agora, uma questão que eu penso que não vale a pena estarmos a iludirnos. Quer dizer, o senhor premiê ministro decidiu no passado sábado afirmar de forma muito clara que não ia esclarecer mais nada. E, de fato, não há nada que o senhor ministro possa esclarecer que justifique a incompatibilidade profunda que ocorreu e que está a ocorrer ainda no que diz respeito às suas responsabilidades governamentais. Está tudo claro. O que é que é preciso saber mais?

Nesta entrevista, Paulo Raimundo sublinha ainda que o premiê ministro deve demitir-se e que a moção de censura apresentada pelo PCP é uma forma de travar a continuidade do governo.

Quanto ao CHEGA, pede ao PCP para retirar a moção de censura para que o governo apresente uma moção de confiança.

Uma posição defendida esta tarde pelo líder do partido. André Ventura considera que esta é a única forma de clarificar a situação política. O líder do CHEGA avançou que não inviabilizará nenhuma moção de censura ao governo. Ventura acrescenta ainda que também não votará favoravelmente nenhuma moção de confiança que seja apresentada por parte do executivo.

Para a realização de compras pelo premiê ministro. Cada partido tomará as suas decisões. O CHEGA tomou as suas. Não inviabilizará nenhuma moção de censura, nem votará favoravelmente nenhuma moção de confiança que seja apresentada por parte do governo.

Declarações de André Ventura esta tarde aos jornalistas. Recordamos que a conferência de líderes vai reunir esta terça-feira para definir a data do debate da moção de censura apresentada pelo PCP. A reunião tem encontro às 10h30 da manhã, na Assembleia da República. Tendo em conta que o premiê ministro vai participar na próxima quinta-feira no Conselho Europeu, em Bruxelas, é provável que o debate só aconteça depois disso.

Luís Montenegro entregou um requerimento à Entidade para a Transparência para que faça uma auditoria às declarações de rendimentos.

O premiê ministro sugere que foi esta a forma que encontrou para acabar de uma vez por todas com as especulações e com os ataques assentes em pressupostos falsos, incorreções, imprecisões e ou interpretações jurídicas altamente discutíveis. Uma informação avançada num comunicado ainda antes do anúncio da Comissão Parlamentar de Inquérito do PS.

A mesma nota diz que o chefe do governo não abriu qualquer conta para fugir a responsabilidades declarativas.

E que, pelo contrário, uma análise evolutiva das declarações entregues no Tribunal Constitucional revela que o premiê ministro encerrou e consolidou várias contas ao longo dos anos, tendo sempre declarado tais movimentos. No caso da última aquisição de um apartamento T1 em Lisboa, o respectivo preço foi pago através de um crédito identificado na declaração de rendimentos do premiê ministro e os demais fundos utilizados saíram do perímetro patrimonial, também constantes da mesma declaração, sendo apenas uma componente de €45 mil proveniente de uma outra conta que dela não constava, em virtude do chefe do governo não ser titular da mesma, mas antes o seu cônjuge em exclusivo.

E o líder parlamentar do PSD considera legítimo que a empresa familiar do premiê ministro receba uma avença do grupo Solverde.

Uma posição assumida antes dos desenvolvimentos desta noite em torno deste caso. Em causa, a avença mensal de € 4500 que o grupo paga à Spinon Viva. Para Hugo Soares, não há qualquer incompatibilidade.

Ouvi o doutor Pacheco Pereira dizer que as empresas só pagavam aquilo à empresa da família do primeiro-ministro, porque ele era primeiro-ministro. Vejam bem ao que isto chegou, quando todos esses clientes são anteriores ao início das funções do primeiro-ministro como presidente do PSD. Não é como primeiro-ministro. Eram uns visionários em 2020 ou em 2021, quando começaram a pagar a uma empresa. Eu acho isso tudo absolutamente extraordinário e vou-lhe responder que acho inteiramente legítimo.

O líder parlamentar do PSD reage ainda à notícia de que a Procuradoria-Geral da República está a analisar uma denúncia que chegou contra Luís Montenegro e a empresa da família, a Spinon Viva. Ouvido na edição especial de hoje da "Vixi Soares", da Rádio Observador, Hugo Soares diz que é preciso deixar trabalhar o Ministério Público.

11h07min. Mudando de assunto, o Ministério da Educação chegou a acordo com sindicatos de professores sobre o regime de mobilidade por doença.

Fernando Alexandre esteve reunido com pelo menos seis de 12 organizações sindicais. Em declarações aos jornalistas no final da reunião, o ministro explicou que o governo apresentou uma proposta e que esta foi bem recebida pelos sindicatos.

Na reunião da semana passada, tomamos boa nota dos pontos de discórdia que ainda havia em relação à nossa proposta. Recebemos os contributos dos sindicatos, revimos a nossa proposta e penso que a proposta que hoje apresentamos, já a seis sindicatos, foi bem acolhida. Foi de uma forma geral aceita. Ou seja, chegamos a acordo com estes sindicatos.

Declarações do Ministro da Educação. Fica a faltar apenas a assinatura formal do acordo.

Abrindo o dossiê de esporte e no futebol, o Sporting venceu esta noite o Estoril 3x1.

O jogo a contar para a jornada 24 do campeonato decorreu em Alvalade. Do lado dos Leões marcaram Gonçalo Inácio e P.Ọ́kẹ́rẹ́, que bisou. O autor do gol do Estoril foi Gonçalo Costa. Com este resultado, o Sporting regressa às vitórias no campeonato e volta a isolar-se na liderança à condição.

Agora 11h08min. A seguir temos a primeira parte, a vida em revolução. Mas para já, para fechar, e outras notícias que vão marcando a atualidade.

Donald Trump anuncia que as tarifas aduaneiras de 25% ao Canadá e ao México entram em vigor esta terça-feira. O presidente norte-americano garante que não há margem para negociar. Já as tarifas recíprocas são esperadas para o início de abril. O anúncio foi feito numa conferência de imprensa esta segunda-feira, onde Donald Trump disse ainda estar a considerar um acordo de livre comércio com a Argentina. Os estados membros da União Europeia vão discutir o plano de armamento da Europa na quinta-feira. Para este efeito, foi convocada uma reunião extraordinária do Conselho Europeu. Ursula von der Leyen vai comunicar o plano de rearmamento da Europa já esta terça-feira, numa altura em que as negociações para um acordo de paz estão num impasse desde a reunião entre o presidente norte-americano e Volodymyr Zelensky. O Papa Francisco sofreu dois episódios de insuficiência respiratória aguda. É o que diz o boletim clínico desta tarde, divulgado pelo Vaticano. Francisco teve de usar ventilação mecânica não invasiva e foram realizadas duas broncospias. Para já, o prognóstico permanece reservado.

Ponto final na edição das 11:00 com António José Soares. A informação estará de regresso daqui a pouco, 20 minutos, 11h30. Pode ser?

Pode ser, claro. Até já.

Até já!