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Para 11 horas Edição das 11, Laura Figueiredo, a começar na política com o Partido Socialista, há quem tenha engolido o sapo e apoia a candidatura de António José Seguro e há quem ainda resista.
A expressão é de Álvaro Cunhal e foi usada na segunda volta das presidenciais de 1986, numa tentativa de aliviar a consciência comunista. Na altura, o sapo a engolir era Mário Soares. Agora o dilema chegou ao Partido Socialista com outros contornos e por antecipação. Há uns dias, o PS oficializou o apoio a António José Seguro e esta semana vários socialistas inclinaram-se para o mesmo caminho por necessidade estratégica, mesmo que a contragosto. Outros, como Eduardo Ferro Rodrigues, continuam a adiar uma decisão. Ao Observador, o antigo líder admite que desde 1980 que vota no candidato presidencial apoiado pelo PS. Desta vez diz que está mesmo em reflexão e à espera dos debates.
Um artigo assinado pela grande repórter Rita Tavares, que faz manchete a esta hora no site do Observador. Ainda no tema das presidenciais, Francisco Rodrigues dos Santos, antigo líder centrista e apoiante de Henrique Veiga Mel, defende que o almirante representa um novo estilo de democracia.
Afastado dos interesses partidários.
Devemos também saber ler e interpretar os ares dos tempos. E o que nós auscultamos é que a saturação com o abuso inconsequente e irresponsável com que os titulares da pasta da Presidência da República têm prosseguido as suas atribuições, tem sido um entrave à estabilidade política do país.
Francisco Rodrigues dos Santos, que esteve com Paula Costa Pinto e Adalberto Campos Fernandes na edição de hoje do "A Caminho de Belém", aqui na Rádio Observador.
E numa altura em que várias vozes pedem uma convergência à esquerda em torno de António José Seguro, Adalberto Campos Fernandes defende que o candidato apoiado pelo PS não se acha dono dos votos dos portugueses.
Uma convergência à esquerda pedida por Ana Gomes, Eurico Brilhante Dias e Vasco Lourenço, à custa das candidaturas de António Filipe e Catarina Martins. O antigo ministro da Saúde e apoiante de Seguro defende que estas eleições não devem ser vistas como uma corrida entre a esquerda e a direita.
Não somos donos dos votos das pessoas e não rejeitamos votos, como alguns candidatos que chegaram e disseram que havia votos que não queriam. O António José Seguro quer os votos dos portugueses que acreditam nos valores que ele defende, que são os valores da democracia, da liberdade, do progresso e dos direitos humanos. E, portanto, não é um vendedor, não é um candidato de oportunidade.
Na resposta, Paula Costa Pinto, apoiante de Catarina Martins, confirma que houve diálogo à esquerda, mas que António José Seguro não foi capaz de liderar uma candidatura agregadora.
Temos mais candidatos e significa que a esquerda não se sente segura com a opção de Seguro. Catarina Martins, por outro lado, surge aqui como uma pessoa que tem um passado com uma capacidade muito grande e com provas dadas na unificação da esquerda.
Paula Costa Pinto atira farpas ao Livre e defende que o partido deve ponderar se apoia ou não o deputado Jorge Pinto nas presidenciais.
"A Caminho de Belém", novo programa da Rádio Observador, já está disponível também em podcast. E Laura, falemos agora também de eleições autárquicas. Depois da decisão do Tribunal Constitucional, a CDU fica apenas a um voto do Chega na Câmara de Lisboa.
O Tribunal Constitucional avaliou o recurso da coligação encabeçada por João Ferreira à votação e a diferença de três votos foi encurtada para um. No entanto, não é desta que a votação fica fechada. O voto nulo tinha sido validado a favor da CDU, enquanto ao Chega aconteceu o contrário. E por isso o Tribunal Constitucional ordena agora a recontagem da secção de voto número 28 da assembleia de voto da freguesia de São Domingos de Benfica. A recontagem vai ser realizada pela Assembleia de Apuramento Geral num futuro próximo. Com esta decisão, a CDU continua a ter a possibilidade de reeleger a vereadora Ana Jara, que tinha perdido lugar no executivo municipal para o segundo vereador do Chega.
Agora 11:04 e, por enquanto, o Presidente da República não vai comentar a lei da nacionalidade. Prefere esperar pela votação final na Assembleia da República.
Em declarações aos jornalistas nos Açores, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que falar antes de 28 de outubro, dia da votação global do diploma no Parlamento, seria prematuro.
Eu aguardo pelo diploma que saia e seja enviado para Belém para me pronunciar sobre ele. Também sei que foi separado esse diploma, a matéria da proposta que havia de perda de nacionalidade em determinadas circunstâncias, com intervenção do juiz. É outro diploma, portanto terei de esperar pelo outro diploma para realmente me poder pronunciar. Até lá é prematuro. Ainda está na Assembleia, ainda não houve votação final global. Há que respeitar a competência, que é uma competência exclusiva da Assembleia e no tema da nacionalidade é uma competência muito importante, porque se exige uma maioria qualificada.
Declarações do Presidente da República no primeiro dia da deslocação às ilhas das Flores e do Corvo, nos Açores.
Marcelo Rebelo de Sousa pronunciou-se ainda sobre a substituição do presidente do INEM. Diz que aconteceu dentro do quadro legal e é, por isso, uma decisão que deve ser respeitada.
Nos Açores, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que esta mudança foi feita de acordo com os critérios da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública. O chefe de Estado espera agora que o serviço cumpra bem a missão.
Aquilo que eu soube é que foi de acordo com critérios do CRESAP. Portanto, houve o cumprimento das condições da lei, o que significa que foram apresentadas candidaturas, houve quem se candidatasse, houve quem não se candidatasse e dentre os candidatos foram estabelecidas prioridades. Uma hierarquia na aplicação dos critérios deu um determinado resultado. É uma aplicação da lei e nesse sentido há que respeitar a aplicação da lei.
Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa esta tarde na Ilha das Flores a defender o processo administrativo da substituição do presidente do INEM. O chefe de Estado diz que teoricamente a decisão é boa.
A ministra da Saúde anunciou uma via verde para contratar médicos tarefeiros.
A regulamentação aprovada em Conselho de Ministros tem como objetivo disciplinar os valores pagos aos médicos em prestação de serviços e prevê um regime de incompatibilidades. A ministra Ana Paula Martins diz que esses médicos podem voltar ao trabalho, à tarefa no SNS, mas têm de se voltar a vincular.
O que nós pretendemos é que seja de facto nas situações onde há necessidade efetivamente, onde os nossos recursos humanos não conseguem responder. E para isso também criámos neste regime a possibilidade de médicos que estando nas condições de incompatibilidade, possam reconsiderar e voltar a ver a possibilidade de trabalharem no Serviço Nacional de Saúde.
Outra novidade deste Conselho de Ministros é que a primeira urgência regional vai começar a funcionar em Setúbal já no início do próximo ano.
E vai ser dedicada à especialidade de ginecologia e obstetrícia.
Precisamente. E a ministra da Saúde tenta descansar os médicos a propósito das deslocações que vão ter de fazer entre hospitais.
Estas urgências centralizadas têm um regime jurídico, e quero deixar isto muito claro, os médicos, enfermeiros, os técnicos auxiliares de saúde continuam a trabalhar nas suas ULS. Nada muda. Portanto, o seu vínculo laboral é à sua Unidade Local de Saúde e ao seu hospital. Mas, no âmbito daquilo que a lei já prevê e os próprios acordos coletivos de trabalho, há deslocações em serviço. Já hoje há. E é também uma maneira de libertar os profissionais de tantas urgências semanais, uma vez que ao fazermos estas urgências centralizadas, teremos naturalmente escalas diferentes.
A garantia da ministra não convence o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos. Nuno Rodrigues discorda da deslocação forçada de profissionais do SNS para as urgências regionais.
E Laura, outras novidades deste Conselho de Ministros para a área da saúde.
Sim, a ministra explicou também um novo sistema de lista de espera no SNS, o Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia, que vem substituir o SIGIC, numa referência direta ao caso do dermatologista do Hospital Santa Maria, médico que ganhou €400 mil em 10 sábados de cirurgias adicionais no ano passado. Ana Paula Martins refere que este novo sistema vai conseguir identificar situações anómalas. A ministra da Saúde anunciou também uma nova unidade de combate à fraude no SNS, que vai ser coordenada pela Polícia Judiciária.
Agora 11:09. Falta então atualizar toda a informação de âmbito local.
A Carris anunciou alterações em linhas nos municípios de Almada e Seixal. A empresa informa que vão ser adicionados 15 reforços de horário, ajustes de percurso e novas paragens a partir de 1 de novembro. A área três, que engloba os municípios de Almada, Seixal e Sesimbra, vai contar com alterações nas linhas 3113, 3711, 3541 e ainda na linha 3112, que vão ter reforços de horário. Em Oliveira de Azeméis, já há planos para a passagem de ano. Mariza Leite é a cabeça de cartaz. É a primeira vez que a Câmara Municipal organiza a celebração de final de ano na Praça da Cidade. As celebrações começam no dia 30, estendem-se até ao final da noite de 31. Alcobaça recebe a primeira edição do Festival Capital do Humor. O Panorama Multiusos de Alcobaça vai acolher a 21, 22 e 23 de novembro a primeira edição do festival, que conta com grandes nomes da comédia portuguesa. Entre as figuras confirmadas, destacam-se Salvador Martinha, Luís Franco-Bastos ou Pedro Teixeira da Mota. Já começou a edição 36 do Amadora BD. O evento conta com 14 exposições e vai destacar nomes consagrados da banda desenhada mundial e também de autores portugueses. Edição 36 começou ontem, a 23 de outubro, vai durar até 2 de novembro. No Porto, começou a Porto Design Bienal 2025. A quarta edição do evento, que celebra o design contemporâneo nas múltiplas expressões, abriu ontem na Casa do Design, em Matosinhos, e dura até março de 2026. Na Marinha Grande aconteceu o primeiro treino para um novo projeto de flag football. O desporto consiste num jogo idêntico ao futebol americano, só que sem contato físico, que é substituído por um lenço preso nos calções dos jogadores, que ao ser retirado conta como uma placagem. Este primeiro treino é o primeiro passo para promover a modalidade na região.
Foi o jornal das 11h, agora 11:11. A seguir vamos ter a primeira parte dos Homens de uma Certa Idade. Laura Figueiredo volta quando forem 11h30. Até já.
Até já.