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Jornal das 11, com a Laura Figueiredo e começamos com a mais recente polêmica envolvendo o Ministro da Administração Interna. Um atrelado de droga que desapareceu das instalações da PJ foi localizado agarrado a um caminhão da Constrobarcelos, empresa de um amigo de Luís Neves.
O atrelado de droga que tinha sido apreendido em 2024 nas instalações da Polícia Judiciária, no Seixal, e que desapareceu do local em 2025, foi esta semana interceptado e removido pela PJ a 350 km de distância, em Barcelos. Estava acoplado a um caminhão da Construbarcelos, empresa que celebrou 17 contratos com a PJ, num valor superior a € 2 milhões e que tem obras particulares em curso nos Montes Alentejanos do ministro Luís Neves, antigo diretor da PJ. Ora, a fonte ligada à Direção Nacional da Polícia Judiciária confirmou à TVI, CNN e Nascer do Sol, os órgãos de comunicação social que revelaram este caso, a nova apreensão do atrelado, bem como a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias em que o veículo foi parar às instalações da Construbarcelos. Permanece ainda por esclarecer se a detecção do veículo nas instalações do empreiteiro, amigo de Luís Neves, foi formalmente comunicada ao Ministério Público.
E o Ministro da Educação está confiante de que todas as notas dos exames nacionais vão ser publicadas amanhã à tarde.
À saída do debate do Estado da Nação, Fernando Alexandre disse que os professores responderam bem aos apelos do ministério.
A minha palavra é para agradecer a resposta que os professores deram ao meu apelo. Hoje de manhã tivemos uma excelente receptividade. As avaliações estão a decorrer e estamos muito confiantes que amanhã à tarde publicaremos as notas de todas as disciplinas.
Pressionado pelos jornalistas sobre qual o plano B, o ministro Fernando Alexandre insiste que as notas vão ser publicadas esta sexta-feira.
E o Primeiro-Ministro recusa que exista caos na correção dos exames nacionais, mas admite problemas. O PS pede a demissão do Ministro da Educação.
Foi um dos temas que marcou o debate do Estado da Nação, esta tarde no Parlamento. O Primeiro-Ministro não quis garantir que as pautas com as notas dos exames são publicadas amanhã e assumiu mesmo alguns problemas com o processo. Miguel Vítor Dias.
Foi ao fim de hora e meia que Luís Montenegro quis vincar.
Não há nenhum caos nos exames em Portugal. Não há. Lamento dizer-lhe, há problemas.
O Primeiro-Ministro deu conta de que 99,5% das provas estão corrigidas, mas que sem os 0,5% em falta, a fixação das pautas fica comprometida. Mas independentemente da defesa inicial de Luís Montenegro, o PS, ao fim de quatro horas de debate, pediu a saída do ministro.
Se respeita a meritocracia, o senhor sabe que esse lugar que ocupa já não devia ser ocupado por si, mas por outra pessoa.
Eurico Brilhante Dias, já no encerramento, mas foi só aí também que o PSD saiu em defesa de Fernando Alexandre.
Senhor Ministro, nós estamos consigo, porque o Ministro da Educação de Portugal está ao lado dos professores, está ao lado da mudança que nós queremos fazer neste país.
Alexandre Poço, do PSD, já na reta final, depois de André Ventura ter criticado a falta de liderança de Luís Montenegro.
Eu não sei se foi o amuleto da seleção ou não. É claro que não foi, porque fomos eliminados mal pusemos os pés nos Estados Unidos. O que nós queremos de um primeiro-ministro não é para ir a jogos da seleção, é para trabalhar por Portugal.
O primeiro-ministro procurou passar ao lado do tema e nos 30 minutos de intervenção inicial nunca falou dos problemas com os exames, culpando o aumento da população pelo falhanço dos serviços públicos.
Os números destaparam verdades escondidas dos governos do Partido Socialista. O descontrole migratório foi muito maior do que estava refletido nas estatísticas oficiais.
Luís Montenegro, que foi desafiado pela oposição a pedir desculpa aos professores, mas optou antes por lembrar o investimento do governo no setor.
Não há na nossa história democrática que tenham dado tanta preferência e prioridade ao estatuto dos docentes, dos professores. Mais de 84 mil docentes tiveram condições para progredir nas carreiras.
O Primeiro-Ministro a recordar a recuperação do tempo de serviço e a defender o processo de digitalização, que garante que será mais rigoroso e transparente quando estiver em funcionamento integral.
Miguel Vítor Dias e o essencial do debate do Estado da Nação, muito centrado na polêmica em torno da correção dos exames nacionais.
E durante o debate, o líder do CHEGA, André Ventura, desafiou o governo a apresentar uma moção de confiança.
André Ventura fala em degradação do Executivo. Deixou o apelo por três vezes.
Senhor Primeiro-Ministro, isto é um governo em degradação acelerada. É um governo em decomposição acelerada. E talvez o senhor Primeiro-Ministro deva mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu governo.
Apelo repetido por André Ventura durante a tarde. Já o primeiro-ministro Luís Montenegro manifestou confiança nos vários ministros, incluindo em Luís Neves, ministro da Administração Interna.
Se eu mantenho a confiança política no senhor Ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado. Essa pergunta, senhor deputado, é uma pergunta retórica. O senhor deputado sabe que o pressuposto para estar no governo é precisamente a confiança que o Primeiro-Ministro deposita nos membros do seu governo.
Resposta de Luís Montenegro às críticas do Chega Na atualidade internacional, nova noite de ataques no Irã. Há já pelo menos dois mortos e vários feridos. Os Estados Unidos lançaram hoje a sexta vaga de ataques contra o Irã. De acordo com o comando central norte-americano, o ataque pretende enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas. Esta noite, Washington atacou já dois pontos no sul do país. Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Já na região de Bandar Abbas, um ataque norte-americano contra uma torre de comunicações provocou sete feridos e também um apagão na área. A confirmação dos ataques pelo CENTCOM aconteceu pouco depois de a Casa Branca ter afirmado que o Irã quer voltar a negociar com Washington, uma posição transmitida pela porta-voz da Casa Branca, Caroline Leavitt.
"O Irã continua a falar com os Estados Unidos e refere que quer chegar a um acordo conosco, porque está a sofrer ataques devastadores. E a razão para os ataques dos últimos dias é que o Irã violou o memorando de entendimento que acordamos com eles, especificamente que não iam atacar navios comerciais a atravessar o Estreito de Ormuz."
Declarações da porta-voz da Casa Branca pouco antes de os Estados Unidos darem início à sexta vaga de ataques contra o Irã. Na análise, o especialista em relações internacionais, João Albuquerque, diz que é difícil prever quando é que as negociações serão retomadas. E salienta também que o arrastar do conflito só traz vantagens ao regime iraniano.
Não é de maneira nenhuma claro o que os Estados Unidos pretendem ainda hoje obter deste conflito, de que forma é que poderiam ver os seus objetivos concluídos, de modo que isso lhes permitisse retirar e acabar as hostilidades. Da parte do Irã, aquilo que me parece evidente há muito tempo é que o arrastar e o prolongar desta situação no tempo só lhes traz vantagens e, portanto, continuará a beneficiar a capacidade política militar do Irã na região e, com isso, reforçar a sua posição neste conflito.
João Albuquerque, especialista em relações internacionais, que afirma ainda que o Paquistão é o interlocutor mais privilegiado para mediar as negociações. Laura, vamos atualizar as notícias do âmbito local. Em Santarém, vai ser cortada temporariamente a estrada que liga o Conselho da Golegã ao Conselho da Chamusca. A interrupção da circulação vai ser feita entre as 19h desta sexta-feira e as 4h de sábado, devido a obras de conservação e pavimentação da via. A Empresa Pública Infraestruturas de Portugal garante que o corte total da circulação é a única forma de garantir a execução dos trabalhos. A Câmara Municipal do Seixal diz que vai haver um condicionamento do trânsito na Avenida 25 de Abril, em Corroios, no dia 21 deste mês. De acordo com a autarquia, o condicionamento resulta de obras de repavimentação junto ao canal do metro e de trabalhos relacionados com semáforos junto à Escola Secundária João de Barros. O trânsito vai sofrer desvios entre as 09h e as 13h na próxima terça-feira. A Serta Pleiria foi selecionada pela Comissão Europeia para acolher o encontro de defesa. A associação foi escolhida para receber a quinta edição de uma das maiores iniciativas europeias dedicadas à inovação na área da defesa. O evento acontece entre os dias 15 e 17 de outubro. A Câmara de Aveiro vai realizar trabalhos nas estradas do Conselho. Os serviços relacionados com a exploração florestal foram desjudicados por cerca de €80 mil, têm prazo de execução de 91 dias. A intervenção vai focar-se na remoção de vegetação perto das bermas e também na melhoria do piso dos caminhos florestais. Começa amanhã o festival Marés Vivas na Praia do Aterro, em Matosinhos. É o primeiro ano que se realiza em Matosinhos, depois de vários anos em Vila Nova de Gaia. O primeiro dia do evento é também o único já completamente esgotado. Em Sintra, a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Municipal detectaram várias situações de alojamento e arrendamento ilegais no Conselho, em ações de fiscalização em Belas e em Mem Martins. No supermercado em Belas, as autoridades descobriram o anexo clandestino, onde viviam perto de cinco imigrantes, o que levou à proposta de encerramento temporário do estabelecimento. Já em Mem Martins, foi detectada uma habitação ilegal na cave de um restaurante. Na mesma rua, dois complexos com 12 famílias a viverem em condições precárias. Apesar das más condições de habitabilidade, todos os cidadãos fiscalizados estavam em situação legal no país.