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Mais uma vez, boa noite. O meu nome é João Lourenço. É oficial, Luís Marques Mendes é o candidato do PSD às eleições presidenciais. A decisão foi anunciada há momentos, em sede de Conselho Nacional do partido. A moção de apoio teve aprovação com larga maioria. No final do encontro, falou aos jornalistas o secretário-geral do partido, Hugo Soares, destaca o apoio massivo a Luís Marques Mendes, numa citação que contou apenas com um voto contra.

A proposta do presidente do Partido Social-Democrata, o Conselho Nacional hoje, de forma muito entusiástica e de forma muito convicta, resolveu dar um esmagador apoio do Partido Social-Democrata à candidatura presidencial do doutor Luís Marques Mendes. Numa sala que estava, como tiveram ocasião de ver, repleta, com o Conselho Nacional cheio, houve apenas um voto contra e todos os outros votos a favor de um apoio massivo do PSD à candidatura do doutor Luís Marques Mendes.

As palavras de Hugo Soares no final do Conselho Nacional do PSD. No discurso de abertura da reunião, o primeiro-ministro Luís Montenegro recorreu ao humor para destacar a neutralidade do antigo presidente do PSD.

Temos alguém do nosso espaço político, que é um anterior presidente do PSD, uma pessoa altamente qualificada, que nós conhecemos muito bem e que o país também conhece bem e que apresenta características que são muito consentâneas e adequadas ao exercício da função de Presidente da República. Uma delas até não é propriamente a mais agradável para o PSD. É que nem sempre concorda com o PSD. Mas isso é uma das características dos presidentes da República que nós já elegemos.

Antes disso, o primeiro-ministro apontou baterias à nova legislatura que se avizinha, espera confronto, mas sublinha as reações da oposição, que parecem prometer estabilidade sobre um dos temas do momento, a revisão constitucional. Luís Montenegro não esquece o tema, mas diz que ainda é cedo para se pensar nisso.

Mesmo assuntos relevantes, como por exemplo a nossa Constituição da República, temos tempo, lá mais para frente, depois de resolver aquilo que é prioritário, depois de encaminhar aquilo que é prioritário, de olhar para isso. Enquanto não tivermos aquilo que é prioritário orientado, não contam conosco para isso . E como não contando conosco para isso, não há isso, esse assunto está arrumado até haver uma altura considerada adequada.

As declarações de Luís Montenegro no discurso de abertura do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa. Marcelo Rebelo de Sousa revelou que o novo governo poderá tomar posse já na próxima semana. Ao final da tarde, o Presidente da República visitou a Feira de Arte Contemporânea Arco Lisboa, na Cordoaria Nacional. No final da visita, o chefe de Estado disse que não queria prestar declarações, mas perante a insistência dos jornalistas, o Presidente da República acabou por dizer que pode ser mesmo na próxima semana que o governo toma posse. O mesmo Marcelo Rebelo de Sousa esteve durante esta tarde de quinta-feira, reunido duas vezes com Luís Montenegro. Durante a tarde, ouviu também Carlos César, do PS, e André Ventura, do CHEGA. Os dois maiores partidos da oposição asseguraram que vão viabilizar o programa de governo e chumbar a moção de rejeição do PCP. Os comunistas já reagiram à indigitação de Luís Montenegro. Numa nota enviada às redações, denunciam o acordo implícito entre o PS e a AD. Os comunistas asseguram também que vão enfrentar a agenda de direita e que o vão fazer, desde logo, a apresentar essa moção de rejeição ao programa de governo. Viramos novamente a atenção para a corrida para as eleições presidenciais. Henrique Gouveia e Melo apresentou-se como candidato presidencial e diz que Portugal precisa de um presidente diferente. Num salão cheio na Gare Marítima de Alcântara, Gouveia e Melo oficializou a candidatura às eleições do próximo ano, com recados para Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa, o almirante apresentou-se como um líder para os momentos de crise e diz que, com a instabilidade global e interna, Portugal precisa de um presidente fora do sistema. Miguel Vítor Dias.

Depois da confirmação de que é candidato, Gouveia e Melo apresenta-se.

Agora, mais do que nunca, precisamos de um presidente diferente.

E algumas das diferenças assentam noutros candidatos já anunciados.

Acima de disputas partidárias, longe das pressões e fiel ao povo que o elegeu.

Mas também ruturas face ao atual chefe de Estado.

Usando a palavra com contenção, com substância e com propriedade.

Numa sala cheia na Gare Marítima de Alcântara, Henrique Gouveia e Melo contou com a presença de autarcas como Carlos Carreiras e Isaltino Morais, e puxou dos galões sem esquecer o que o trouxe para a ribalta.

Estive sempre onde o país me chamou. Estive com as populações em Pedrógão, coordenei com muitos a campanha de vacinação contra o Covid, quando Portugal mais precisava de organização, confiança e liderança.

E para quem o acusa de inexperiência, recorda que durante 45 anos representou e serviu Portugal.

O mesmo compromisso que sempre defendi, a liberdade, a Constituição.

Para quem vem de fora do sistema, Gouveia e Melo deixa uma palavra para os partidos.

Serei um presidente que respeitará os partidos políticos, assim como a separação de poderes, tendo sempre em mente que o Presidente da República não governa.

Mas também um aviso sobre os últimos anos da vida política nacional.

Parece que estamos condenados a uma lógica de ciclos curtos Quando o país pede transformação.

Henrique Gouveia e Melo apresentou linhas orientadoras para vários setores: a saúde, a justiça, o estado social, a aposta na tecnologia e, claro, no mar, mas também a defesa.

Ainda precisamos de uma defesa nacional moderna, sólida e tranquila, sem alarmismos, mas também sem ingenuidades.

Uma defesa que não é um papão, sublinha o agora candidato presidencial, numa apresentação formal, com dois telepontos, apoiantes jovens no palco e muitas bandeiras a apontar Gouveia e Melo como presidente em 2026.

A reportagem do jornalista Miguel Vitor Dias a acompanhar a apresentação da candidatura de Gouveia e Melo, anunciada durante a campanha para as eleições legislativas. Este sábado, o antigo chefe de Estado-Maior da Armada vai apresentar-se no Porto com um jantar com apoiantes. Na reação a este anúncio, António José Seguro considera que o discurso de Gouveia e Melo foi previsível e assume que quer ser candidato, mas ainda não sabe se deve. Em entrevista à CNN Portugal, o socialista não se quis alongar na análise ao discurso do agora candidato à Presidência da República. António José Seguro diz apenas que não ficou surpreendido.

Daquilo que eu ouvi do discurso, sobretudo agora na rádio, quando vinha de carro, é que é um discurso previsível. Não tenho mais nada a dizer sobre aquilo que foi o discurso de hoje. Aliás, nem sei se há uma marca desse discurso que possa, no fundo, associar-se àquilo que será a visão que o candidato Gouveia e Melo tem para o país. Não sei.

Quanto à própria ponderação sobre a corrida à presidência, António José Seguro mantém a reflexão, que diz ter agora três dimensões.

A primeira é se quero ser candidato. Quero ser candidato. A segunda é se posso ser candidato. Posso ser candidato em termos de condições, inclusivamente logísticas, de apoios. A terceira dimensão é a dimensão que neste momento ainda está em ponderação, em análise, que é se devo ser candidato. Por quê? Porque a situação política exige que um cidadão que se predisponha a ser candidato deva fazer uma avaliação do papel do próximo presidente da República. Os presidentes da República não são todos iguais no seu comportamento. Também tem a ver com o papel que eles devem interpretar, de acordo com a Constituição, em cada momento da conjuntura política. E houve uma conjuntura política que se alterou. Ou seja, as eleições não resolveram o problema da estabilidade política, deram um balão de oxigénio ao governo.

António José Seguro revela ainda que não se reuniu com José Luís Carneiro, o candidato único a secretário-geral do PS. O jornal "Público" revela hoje que José Luís Carneiro já se reuniu com António Vitorino. Mudamos agora de tema. O dermatologista do Santa Maria ganhou mais de €700 mil por operar 500 doentes em quatro anos. Esta notícia é avançada esta sexta-feira pelo semanário "Expresso". O médico do Hospital de Santa Maria fez quase 500 operações ao sábado e quase 1500 no horário regular, entre 2021 e 2024. O "Expresso" acrescenta ainda que este cirurgião terá escolhido os casos mais bem pagos, mas até ao momento não há suspeitas de que tenha falseado casos ou diagnósticos. As Forças de Defesa de Israel lançaram uma nova ordem de evacuação na Faixa de Gaza, direcionada a várias áreas do norte do enclave palestiniano. O porta-voz das Forças Armadas diz que as IDF vão expandir a ofensiva para destruir as capacidades das organizações terroristas. Num comunicado deixado na rede social X, o responsável diz que, a partir de agora, as áreas mencionadas serão consideradas zonas de combate perigoso. Para terminar, o governo de Donald Trump cancelou um contrato com a Moderna para o desenvolvimento de uma vacina contra vários vírus da gripe. A empresa diz ter sido informada na quarta-feira que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos tinha retirado os fundos atribuídos para financiar o desenvolvimento e compra da vacina. O secretário do departamento, Robert Kennedy Junior, tinha já expressado ceticismo quanto à segurança destas vacinas. O cancelamento foi divulgado depois de a Moderna ter anunciado resultados positivos de um ensaio preliminar da vacina que visava os vírus da gripe H5, testado em 300 adultos saudáveis. Ponto final neste noticiário das 02:00. Eu regresso dentro de meia hora. Até lá, continue com a Rádio Observador.