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As notícias com Matilde Malva Sabino. Está prestes a arrancar o discurso do Estado da União de Donald Trump no Capitólio, em Washington DC. É o primeiro do ano. Mais à frente neste jornal, vamos olhar para os temas que deverão ser abordados pelo líder norte-americano. António Costa reconhece que a guerra na Ucrânia já transformou a União Europeia e diz que é inaceitável a ideia de que a paz se consegue com a rendição. Em entrevista ao jornal Público desta quarta-feira, António Costa defende que nos últimos quatro anos a União Europeia deu uma lição à Rússia por ter sido capaz de reconstruir uma defesa forte em termos financeiros, militares e industriais. Sobre a Hungria, António Costa diz que é inaceitável que um estado-membro não cumpra o que foi combinado e acordado no Conselho Europeu. António Costa desvaloriza o bloqueio ao mais recente pacote de sanções à Rússia, que tinha sido preparado precisamente para assinalar o quarto aniversário da invasão militar na Ucrânia. Ainda assim, deixa palavras duras para o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. O líder europeu lembra a Hungria de que é sempre livre, como qualquer outro país, de deixar a União Europeia e que se vê o bloco europeu como inimigo, tem uma boa solução: sair. O presidente do Conselho Europeu defende também que a Europa deve continuar a apoiar os esforços de Donald Trump para encontrar uma solução para a paz. O ministro dos Negócios Estrangeiros português considera que a Ucrânia tem feito enormes esforços para se aproximar das posições russas nas negociações de paz. Paulo Rangel diz que Kiev não pode fazer mais. É uma leitura feita no quarto aniversário da guerra na Ucrânia. Na Sic Notícias, o ministro defende que se a Ucrânia fizer mais, vai acabar por ceder vitórias à Rússia.
A Ucrânia tem feito enormes esforços para se aproximar de uma posição que seja aceitável pela federação russa. Não pode fazer mais. Julgo que tudo o que fizer a seguir será, na verdade, claudicar e ceder, dando uma vitória expressiva à Rússia e, portanto, não a detendo, neste caso, o regime de Putin, não o detendo na sua vontade expansionista.
Paulo Rangel critica ainda o veto da Hungria a um empréstimo de €90.000 milhões à Ucrânia. O major-general João Vieira Borges diz que a guerra na Ucrânia mostra sinais de se manter, apesar das conversas para um acordo de paz, e destaca o papel de Vladimir Putin no conflito. No gabinete de guerra, o major-general João Vieira Borges fala numa clara evolução na forma como a guerra tem sido executada nos últimos quatro anos.
Estes quatro anos transformaram completamente a guerra. Tornou-se numa guerra em que os drones e guerra eletrónica têm um peso específico, em que a guerra energética passou a ser parte dos dois opositores de maneira diferente, no caso da Rússia, para pressionar a população, para privar a população, enquanto que no caso da Ucrânia é para privar o reabastecimento para a guerra.
O major-general João Vieira Borges sublinha também que a entrada da Ucrânia na União Europeia seria decisiva para afetar a Rússia.
Eu acho que é fundamental para a Europa que a Ucrânia, independentemente de não respeitar todas as suas condições impostas pela União Europeia, designadamente nas áreas da corrupção, na área das finanças, ela entre, porque esse é que é o instrumento mais forte que a União tem para fazer face à Rússia.
O major-general João Vieira Borges, esta terça-feira, no gabinete de guerra, dia em que a invasão militar russa à Ucrânia completou o quarto aniversário. O presidente ucraniano afirma que a Rússia não quebrou os ucranianos nem triunfou na guerra. Numa publicação na rede social X, Volodymyr Zelensky admite, no entanto, que a invasão testou severamente a determinação de Kiev e dos aliados. O líder ucraniano ressalva ainda que a guerra alimentou os receios dos europeus sobre a escalada das ambições de Moscovo. Está para arrancar o discurso do Estado da União de Donald Trump no Capitólio. Entretanto, a administração Trump já se encontra na sala. Esta é a primeira intervenção de Donald Trump no ano, desta intervenção do discurso do Estado da União. A economia norte-americana vai ser o tema central, mas também é esperado que Donald Trump apresente planos para o Irão. A informação foi avançada para a agência Reuters, que cita dois responsáveis da Casa Branca. As duas fontes não detalharam que planos são estes, mas admitem que podem incluir uma mudança de regime. A agência noticiosa classifica o discurso desta noite, que está prestes a começar, como uma oportunidade para o presidente norte-americano justificar perante os eleitores o interesse em intervir no Irão. Passemos agora para a atualidade nacional. O secretário-geral socialista assegura que não falta espaço de participação política dentro do partido. A resposta de José Luís Carneiro surge depois de um grupo de militantes socialistas ter criticado os prazos apertados para o Congresso Nacional do PS. O líder socialista sublinha que qualquer sugestão é bem-vinda.
Não falta espaço de participação política para todos quantos queiram contribuir positivamente para uma alternativa política a este governo. Como sabe, há mais de um mês que foi marcado o Congresso. No dia 26 estão previstas a entrega das moções de estratégia e, portanto, quem entendeu ser candidato, teve o tempo suficiente para apresentar as suas candidaturas.
Foram as palavras de José Luís Carneiro antes de entrar para um encontro com militantes e simpatizantes em Viana do Castelo. No discurso, o líder do PS afirmou que o mais importante é discutir com as pessoas. E o secretário-geral socialista escusou-se ainda a comentar mais um adiamento das eleições para o Conselho de Estado, Provedor de Justiça e o Tribunal Constitucional. O governo reúne-se nesta quarta-feira com os partidos com assento parlamentar para apresentar e discutir as linhas gerais do PTRR. As reuniões vão realizar-se na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento. Arrancam às 10h e o primeiro partido a ser recebido por Luís Montenegro é o JPP, seguido do PAN, do Bloco de Esquerda, do PCP e do LIVRE. Na parte da tarde, a Iniciativa Liberal é o primeiro partido a ser recebido, seguindo-se o PS, o Chega e, por fim, os partidos que suportam o governo, o PSD e o CDS. A versão final, assim como o valor total do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, só vão ser aprovados no início de abril. Também para esta quarta-feira está marcada uma concentração de delegações de agricultores em Lisboa. O protesto está marcado para às 15h, junto à Assembleia da República. Em comunicado, a Confederação Nacional da Agricultura esclarece que o objetivo desta ação é alertar o governo para a situação difícil dos agricultores e defender a produção. A Confederação exige ao governo a salvaguarda do setor face às intempéries, a reforma da política agrícola comum e ao acordo comercial Mercosul. O ministro da Agricultura diz que só dá razão à presidente da Câmara de Coimbra num ponto. O dia político ficou marcado pela troca de argumentos entre os dois. A autarca Ana Brilhosa exaltou-se com o ministro José Manuel Fernandes por falar à imprensa antes de ouvir os presidentes de Câmara numa visita que fez ao Digo do Mondego. O ministro explica que chegou pontualmente ao local para falar primeiro com os agricultores e visitar depois a obra na A1. Fez um aviso prévio aos autarcas de que iria a Coimbra. José Manuel Fernandes diz que nunca se exaltou, ao contrário de Ana Brilhosa. Assegura que compreende que os nervos estejam à flor da pele depois das tempestades e que não lhe passa pela cabeça que a antiga ministra do PS tenha criado um número político.
Se houve momentos de tensão, não foi da minha parte. O governante tem que aguentar todos os momentos de tensão. Eu não tive nenhum momento de tensão, bem pelo contrário. Depois, no final, conversamos. Não vou cometer a indelicadeza ou a presunção de que aquilo pode ter sido uma coisa propositada para se fazer ali um número político da parte da senhora presidente de Câmara. Não vou dizer isso. Não vou dizer isso, nem me passa isso pela cabeça. Eu costumo sempre me pôr no sítio do outro e acho que, face a todos os momentos vividos, há ali alguma tensão e alguma emoção, que a própria presidente da Câmara Municipal acabou por reconhecer.
É a reação de José Manuel Fernandes à troca de argumentos com Ana Abrunhosa. O ministro da Agricultura foi entrevistado pela jornalista Mariana Lima Cunha. Pedro Passos Coelho critica a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna e diz que abre um precedente grave que põe em causa a separação de poderes. Num discurso bastante crítico, numa conferência em Leça da Palmeira, o antigo primeiro-ministro do PSD disparou na direção de Luís Montenegro.
Eu bem sei que seguramente a intenção que o primeiro-ministro teve ao convidar o ex-diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna se baseou na melhor das intenções. Não tenho dúvida disso, mas o precedente é grave. Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode.
Declarações de Pedro Passos Coelho numa conferência da SEDES sobre reformas para o país. O antigo chefe de governo defende que há uma urgência na reforma laboral, que precisa de pulso firme por parte do governo. Marcelo Rebelo de Sousa agradece aos militares portugueses em missão na República Centro-Africana e não poupa nos elogios. O presidente da República diz que são os melhores porque permanecem no terreno enquanto outros acabam por partir. E diz que não é o único a dizê-lo.
Meus amigos, não sabem, mas eu tenho no meu país os melhores militares do mundo, que são portugueses. Quando é preciso intervir, quando é preciso sermos os primeiros, somos nós, portugueses. Quando é preciso corresponder a situações então aflitivas no aeroporto, o anti-camp era bem pequeno e era partilhado com outros países e outras forças e outros contingentes. Quando é preciso tomar a iniciativa, quem aparece? Os portugueses.
Marcelo Rebelo de Sousa ao lembrar elogios a militares portugueses, numa referência à viagem anterior do chefe de Estado à República Centro-Africana, em março de 2018, fala de um outro mundo nessa época, ainda com a presença de militares franceses e de outros países europeus e latino-americanos, mas sem nunca conseguir substituir Portugal. E fechamos com justiça. José Sócrates diz que a recusa da extensão do prazo de preparação da defesa para a advogada Sara Leitão Moreira é mais um episódio de violência e arbítrio contra a defesa do ex-primeiro-ministro. Em entrevista à CNN Portugal esta noite de terça-feira, José Sócrates fala num processo gigantesco. Esta é a terceira vez que o antigo primeiro-ministro vê advogados a renunciar ao caso devido à complexidade do processo. José Sócrates diz que a defesa é incapaz de ser preparada por qualquer advogado em 10 dias.
Este episódio é mais um episódio de violência e de arbítrio contra a defesa e contra, em particular, a minha advogada, tendo como alvo, naturalmente, a minha condição de acusado. É um processo absolutamente gigantesco em que nenhum advogado tem condições para, em 10 dias, se inteirar do seu conteúdo.
José Sócrates diz ainda que quer que o tribunal conceda o princípio de igualdade e apela para que a defesa tenha o mesmo tempo que o Ministério Público teve para preparar a acusação. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30. Até já.