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São duas horas.
Boa noite, eu sou o Martim Madeira. Vamos atualizar toda a informação na Rádio Observador. O secretário-geral da UGT garante que ainda está sentado à mesa das negociações da reforma laboral. Em entrevista à RTP Notícias, Mário Mourão nega ter fugido da discussão e garante que ainda não houve rutura por parte da Central Sindical. Questionado sobre a possibilidade de se reunir com o primeiro-ministro, Mário Mourão recorda o encontro que teve com Luís Montenegro em novembro.
Quando eu saí dessa reunião, que disse que foi construtiva, houve abertura da parte do governo, à noite a senhora ministra num canal de televisão foi dizer: "O governo não abdica das traves mestras." Estragou toda a reunião.
Mário Mourão deixa fortes críticas às traves mestras anunciadas pelo governo, que permanecem intocadas, e diz que a UGT só se levanta da mesa quando o primeiro-ministro quiser pôr fim às negociações. Mário Mourão adianta também que a UGT não voltou a ser convocada para um encontro desde a reunião de segunda-feira no Ministério do Trabalho. José Luís Carneiro diz que quem quer dialogar com a UGT deve pedir diretamente. É o recado de José Luís Carneiro ao líder da bancada parlamentar do PSD, que sugeriu que o Partido Socialista apelasse à Central Sindical para regressar às negociações. O secretário-geral do PS atira a Hugo Soares, diz que se ele quer falar com a UGT, que o faça diretamente. Ainda hoje, o dirigente do PSD tinha criticado José Luís Carneiro por ter exigido ao primeiro-ministro explicações sobre a aparente falta de acordo na concentração social sobre a legislação laboral. Os autarcas da margem sul do Tejo deixaram a reunião com a ministra da Saúde ainda mais preocupados com a decisão do encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro. Depois de uma reunião de mais de duas horas com Ana Paula Martins, os nove autarcas da Península de Setúbal dizem que a ministra não reverteu a decisão. O presidente das comunidades intermunicipais da Península de Setúbal, Federico Rosa, assegura que os autarcas vão continuar a insistir que a decisão do governo está errada.
Não saímos daqui mais descansados. Saímos daqui, sim, como diziam alguns colegas meus agora no caminho aqui para baixo, com o sentido que temos que continuar o nosso percurso, a fazer sentir à ministra que esta decisão é uma decisão errada, é uma decisão que tem que ser revertida.
O também autarca do Barreiro acrescenta que devem ser discutidas soluções de fundo para o futuro, depois da instalação do serviço centralizado. Mas além do governo, também o diretor-executivo do SNS volta a defender a solução do serviço centralizado de obstetrícia no Hospital Garcia de Orta. Álvaro Santos Almeida acredita que é a opção que mais transmite segurança aos utentes.
É que a situação atual é insustentável. Neste momento, as urgências acabam por estar encerradas mais dias do que estão abertas, nomeadamente a do Barreiro. E, portanto, ao criarmos uma urgência centralizada que assegura o funcionamento de duas das três urgências da península em permanência, estamos a reforçar a estabilidade, a previsibilidade e a segurança dos utentes. Portanto, estamos a prestar um serviço com maior qualidade do que aquele que nós temos neste momento.
O diretor-executivo do SNS volta a referir que a solução na margem sul é provisória e avisa que será realizada uma avaliação semestral sobre a eficácia desta urgência regional de obstetrícia. Certo é que a maioria dos obstetras do Barreiro recusa integrar as escalas da urgência regional da Península de Setúbal. É uma notícia Observador. Apenas três dos sete obstetras do Hospital do Barreiro aceitaram, até agora, deslocar-se para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde vai funcionar esta nova urgência. Também estão dispostos a completar as escalas de urgência alguns médicos internos, foi o que disse ao Observador uma fonte conhecedora do processo. A recusa dos médicos em exercerem estas funções de urgência, que lhes é permitida devido à idade, tem dificultado a elaboração das escalas, que, caso a situação não se inverta, terão de ser completadas por médicos tarefeiros. Sem data marcada para a reabertura, a urgência centralizada só deve abrir portas nas próximas semanas, mas nunca antes do final deste mês. Paulo Portas alerta para a necessidade do país ter estabilidade política. Nas jornadas parlamentares do PSD, em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, o antigo vice-primeiro-ministro defendeu a importância da estabilidade perante vários conflitos mundiais. Numa longa intervenção em que analisou a situação internacional, Paulo Portas reservou, ainda assim, Miguel Vitor Dias, um recado sobre a política interna.
O que há de pensar um português, digamos assim. Eu sou muito breve e conciso nisso.
Depois de uma volta ao mundo em 45 minutos, Paulo Portas deixou apenas um recado sobre política interna.
O mundo está muito volátil, frequentemente perigoso, às vezes irracional, e é motivo de muita preocupação. A melhor coisa que Portugal pode fazer, em nome dos seus interesses e dos portugueses, é preservar a sua estabilidade, quando à nossa volta há tanta instabilidade.
O antigo vice-primeiro-ministro do governo de Passos Coelho deixou um recado a favor da estabilidade política, depois de uma análise sobre o comportamento do mundo, em que alerta de forma indireta para a necessidade de Portugal conseguir mudar a forma de trabalhar.
A única maneira de melhorar o rendimento médio líquido dos portugueses é aumentar a produtividade. Sustentável é aumentar a produtividade. Portanto, é uma oferta pelos trabalhadores e pelas empresas melhorar a produtividade.
Em período de discussão sobre o pacote laboral, a dica de Paulo Portas, que refletiu ainda sobre a política de tarifas de Donald Trump e acredita que o comportamento da economia vai ajudar a acelerar o fim do conflito no Irão.
O impacto geoeconômico foi tão grande nos primeiros dias do conflito, que isso é um grande incentivo a que ele não se prolongue, em particular por parte das democracias, que têm que enfrentar desafios eleitorais.
Paulo Portas de regresso a um evento partidário, onde jantou ao lado do primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro.
Miguel Vitor Dias a acompanhar as jornadas parlamentares do PSD, que encerram esta quarta-feira com a intervenção do primeiro-ministro Luís Montenegro. António José Seguro encerrou as cerimônias da tomada de posse, esta terça-feira, na Casa da Música, no Porto. Contou com a presença de personalidades, desde as artes até ao desporto. Assistiu a um concerto de Pedro Abrunhosa, também a uma atuação do humorista Francisco Menezes, mas entre os convidados esteve o presidente do Futebol Clube do Porto. À chegada à Casa da Música, André Villas-Boas elogiou a agenda do novo presidente da República, com passagens pelo interior e norte do país. Considera que é um momento simbólico no combate ao centralismo em Portugal.
São momentos destes que tocam no coração aos portugueses e acho que é um bom começo pra presidência de António José Seguro. Não sou ninguém para estar a julgá-lo no bem e no mal. No entanto, registo esse momento como simbólico e a aproximação do interior acho que é algo significativo para a cidade do Porto, para o que são uma luta desigual de vontade que queremos ver investida no norte. Eu represento a instituição Futebol Clube do Porto, defendo também a região Norte e a cidade do Porto. Sentimos muito o desequilíbrio que é cada vez mais infraestrutural e funcional.
André Villas-Boas marcou presença no encerramento deste segundo dia de tomada de posse de António José Seguro, no Porto. O presidente da República passou por Arganil, esteve também em Guimarães e passou ainda pela Câmara Municipal do Porto, onde se encontrou com o autarca Pedro Duarte. António José Seguro faz anos esta quarta-feira, é o dia de aniversário do novo presidente da República. A ministra da Justiça afirma que não pode, neste momento, fazer mais nada sobre as sucessivas recusas de advogados do ex-primeiro-ministro José Sócrates na Operação Marquês. Admite, no entanto, rever prazos de pagamento a advogados oficiosos. Em declarações em Lisboa, a ministra remeteu para o quadro legal já existente para contrair e punir eventuais manobras dilatórias no processo, se se comprovarem, e para as alterações legislativas propostas pelo governo, que se encontram em apreciação no Parlamento e que preveem multas de cerca de €10 mil. Olhamos para o panorama internacional. Um incêndio no autocarro na Suíça fez várias vítimas mortais. Há, também, registro de feridos. Foi na região de Friburgo, no oeste da Suíça. A informação é confirmada pela polícia regional à agência de notícias local ATS. As autoridades não revelaram o número exato de vítimas, nem avançam quais as causas do incêndio. O chamado autocarro postal, um serviço de transportes público icônico no país, liga localidades rurais e montanhosas. O local do acidente foi isolado com um perímetro de segurança. O governo israelita aprovou um reforço bilionário e imediato do orçamento para a defesa em plena guerra contra o Irão e o Líbano. Benjamin Netanyahu sublinha que o custo da ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irão implicou a aprovação de um orçamento especial de guerra para apoiar as Forças Armadas e as operações militares em curso. Já o ministro israelita das Finanças, que não quis precisar valores, fala apenas em dezenas de milhares de milhões de shekels. Diz que deve ser entendido não como uma despesa, mas sim como um investimento. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, este valor para o reforço israelita no orçamento da Defesa pode chegar até aos 40 mil milhões de shekels, a moeda local de Israel, o que equivale, mais ou menos, a 13 mil milhões de dólares. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30. Até já.