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As horas. As notícias com Matilde Malva Sabino.

Começamos com o conflito no Medio Oriente. Está a decorrer um ataque com drones e rockets contra a Embaixada dos Estados Unidos, em Bagdade, no Iraque. A informação é avançada por um responsável pela segurança, após um ataque semelhante ter ocorrido algumas horas antes. O jornalista da AFP relata ter visto a defesa antiaérea interceptar um projétil, enquanto outro caía sobre o edifício diplomático. A explosão provocou uma grande nuvem de fumo negro. Ainda na capital iraquiana, duas pessoas morreram no ataque aéreo contra uma casa. O alvo eram grupos pró-iranianos. Donald Trump admite que o conflito no Medio Oriente não vai terminar esta semana. Em declarações na Sala Oval, o presidente norte-americano limita-se apenas a dizer que esta guerra vai terminar em breve, mesmo que tenha declarado, na semana passada, que a guerra estaria praticamente terminada. E os Emirados Árabes Unidos fecharam o espaço aéreo devido aos ataques iranianos. A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos anunciou o encerramento temporário e total do espaço aéreo do país. Trata-se de uma medida de precaução para garantir a segurança dos voos e das tripulações, assim como salvaguardar o território. Donald Trump mantém a postura expansionista, diz agora que vai ter a honra de tomar Cuba. Ainda em declarações na Sala Oval, o presidente norte-americano admite mesmo poder fazer o que quiser. Vê com bons olhos a possibilidade de os Estados Unidos tomarem Cuba para poder libertar o país, são as palavras de Donald Trump, que define a ilha como um Estado falhado, que não tem dinheiro nem petróleo, só boas terras e paisagens bonitas. São as declarações de Donald Trump. Isto numa altura em que o Executivo norte-americano está a pressionar a saída do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. A Ministra do Trabalho garante que as negociações da reforma laboral estão a aproximar-se de um consenso, mas ainda vai ser necessária mais uma ronda negocial. Maria do Rosário Palma Ramalho indica que a próxima reunião será para breve, sem se comprometer com uma data específica. Foram debatidos, nesta segunda-feira, mais de 10 tópicos. Os restantes vão ser tratados no próximo encontro. A ministra diz que é uma proposta bem diferente da inicialmente apresentada pelo governo e garante que o entendimento está cada vez mais perto.

Nesta fase do processo, já há 80 artigos que estão consolidados e, portanto, há mais matéria que nos aproxima do que matéria que nos separa. Pode-se dizer que é uma nova proposta.

Sobre a CGTP, que mesmo não sendo convidada, tentou juntar-se à reunião desta segunda-feira, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o comportamento da central sindical foi sempre o mesmo desde o início do processo. Ainda assim, assegura que não foi escolha do governo meter a CGTP à margem e não descarta que voltem a sentar-se à mesa das negociações.

Se a CGTP, apesar da posição que teve no início, resolver mudar de posição e vir querer negociar este anteprojeto, que é isso que estamos a fazer, naturalmente será bem-vinda para o fazer. Se não, nós continuaremos a ter em conta os contributos diversos que ela já apresentou.

São declarações da Ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, a dar conta de um aproximar de posições sobre a reforma do pacote laboral. Mesmo sem ter sido convidada por se ter excluído do processo, a CGTP manifestou-se à porta do Ministério do Trabalho. O secretário-geral Tiago Oliveira afirma querer sentar-se à mesa das negociações. Ainda foi recebido, mas não entrou na sala da reunião. O presidente da CIP foi questionado sobre se a CGTP devia ter estado neste encontro. Armindo Monteiro respondeu desta forma:

"Hoje creio que foi um dia bom. Gostaria de ter visto a CGTP com uma postura de negociação. Se a postura de negociação é 'retirem o projeto', isso não é uma postura de negociação. Uma postura de negociação é analisar medida a medida, e foi exatamente isso que fizemos, temos estado a fazer, e neste momento estamos mais próximos do que estávamos na semana passada. É um esforço feito por todos, incluindo o governo, incluindo as confederações empresariais, incluindo a UGT".

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal diz que esta segunda-feira foi um dia bom e que se avançou em algumas propostas de alteração à lei laboral. Também a UGT fala num dia positivo e numa atitude diferente do governo e dos patrões. A UGT congratula-se com a postura do governo, depois do apelo feito pelo Presidente da República para os parceiros não desistirem do processo. Mário Mourão admite que houve progressos para uma aproximação de posições, embora ainda falte muito para se chegar a um acordo.

"Houve mais vontade negocial de todas as partes. Nós estivemos, de facto, a analisar os pontos mais fraturantes. Houve progressos no sentido de tentar nos aproximar. As propostas foram para cima da mesa, nós temos as propostas, vamos avaliar se há ou não condições para um acordo".

A posição do presidente da Confederação, aliás, neste caso é Mário Mourão, o líder da UGT. Já o presidente da Confederação do Turismo, Francisco Calheiros, diz que se deram passos importantes, mas que ainda estão a caminho de um consenso.

Não há acordo

Para nada ou há acordo para tudo até se chegar ao fim. Avançámos em todas as medidas que estivemos a analisar. Se no fim isto vai ser aprovado ou não, só no final é que se pode dizer. Não vale a pena ver um a um, porque o que é hoje verdade, amanhã pode não ser.

A posição do presidente da Confederação do Turismo, Francisco Calheiros, após o regresso das negociações entre a UGT, os patrões e o Governo. O secretário-geral do PS vai conversar com o Primeiro-Ministro sobre as eleições para os órgãos externos da Assembleia da República. O Parlamento votou a adiar o ato eleitoral a pedido dos socialistas. José Luís Carneiro recusa que seja retirada a representação do PS do Tribunal Constitucional e está à espera dessa conversa, ainda sem data, com Luís Montenegro, líder do PS. Rejeita que o partido esteja a agir para evitar que nomes do Chega entrem no Tribunal Constitucional. O líder socialista promete avançar com um diálogo construtivo para chegar a acordo, mas não abdica da representação socialista.

A representação no Tribunal Constitucional deve respeitar a representação política que garante a defesa dos valores constitucionais e do equilíbrio que sempre houve, desde 1976, para a defesa dos valores constitucionais. E foi isso que nós procuramos transmitir, mas continuaremos empenhados para que se encontre uma solução.

José Luís Carneiro falou aos jornalistas à entrada da apresentação de um livro em nome próprio, em Lisboa. O líder socialista garante que o partido está empenhado numa solução para os órgãos externos da Assembleia da República. As palavras de José Luís Carneiro surgem depois de André Ventura ter culpado o PS pelo sucessivo adiamento das eleições para o Tribunal Constitucional e para o Conselho de Estado. Os socialistas admitem que pediram o adiamento e dizem que, apesar dos esforços desenvolvidos, ainda não foi encontrada uma solução adequada para os membros designados pela Assembleia da República, nomeadamente para o Constitucional. O presidente do Chega contraria essa ideia e diz que o Partido Socialista continua a rejeitar a participação e integração do Chega nos órgãos de soberania.

A informação que tenho, no momento, é de que o Partido Socialista rejeita que o Chega possa integrar, por exemplo, o Tribunal Constitucional ou até de participar na lista conjunta que fizemos há dois anos para integrar o Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República e onde estão, como se sabe, cinco membros eleitos pelo Parlamento.

O líder do Chega acusa ainda o PS de ignorar as vontades dos eleitores e de querer paralisar as instituições. São declarações na sede do Chega, depois do Partido Socialista ter pedido o adiamento das eleições para os órgãos externos de soberania. Depois de dias de sol, vem aí a depressão Thérèse. O mau tempo regressa esta terça-feira e vem para ficar, pelo menos, até sábado, com foco na zona Oeste de Portugal continental. É o alerta do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Prevê-se chuva, por vezes intensa, acompanhada de trovoada e aumento da agitação marítima. São também esperadas rajadas de vento forte que podem chegar até 65 km/h. E vamos agora ao desporto. O Sporting joga esta terça-feira com o Bodo/Glimt na Liga dos Campeões. Rui Borges diz que o Sporting tem de fazer um jogo perfeito para passar à próxima fase. O Sporting está em desvantagem na eliminatória. Perdeu o primeiro jogo por 3 x 0, na Noruega. Para tentar a reviravolta, o técnico leonino Rui Borges diz que o jogo desta terça-feira precisa de roçar a perfeição.

Quer muito dar outra imagem, quer muito mostrar que é capaz de fazer e de continuar a marcar a história do Sporting de forma positiva, fazer algo inédito, extraordinário e sabemos que temos que fazer um jogo quase que perfeito. Vamos à procura disso. A ambição da equipe é enorme e eles têm demonstrado desde sempre, desde o primeiro dia que cheguei ao Sporting. E é isso que amanhã acontecerá com toda a certeza.

Rui Borges, em conferência de imprensa. Também Pedro Gonçalves falou aos jornalistas. O jogador admite estar em alerta para o jogo, mas ressalva que a primeira missão é marcar gols.

Sabemos que temos que entrar muito fortes, pressionantes, para tentar chegar ao gol o mais rapidamente possível, porque são três gols, não é só um. Então é difícil marcar três gols. Temos que entrar logo muito fortes. Sabemos também que o adversário tem um contra-ataque muito forte. Fizeram-nos um gol, penso eu, em contra-ataque. Por isso, sabemos que o número 10 é muito forte a conduzir os contra-ataques deles. Chegam com muita gente à área.

Pedro Gonçalves, em conferência de imprensa antes do jogo Sporting Bodo/Glimt da Liga dos Campeões. Arranca quando faltar um quarto de hora para as 18h desta terça-feira. Há relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30. Até já.