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São 2 horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.

O ministro da Administração Interna está envolvido numa nova polêmica num atrelado de droga que desapareceu das instalações da PJ, foi localizado agarrado a um caminhão da Constrobarcelos, empresa de um amigo de Luís Neves, que tinha sido apreendido em 2024 nas instalações da Polícia Judiciária no Seixal. Foi esta semana interceptado pela PJ a 350 km, em Barcelos, que estava atrelado a um caminhão da Constrobarcelos, empresa que celebrou 17 contratos com a PJ num valor superior a 2 milhões de euros e que tem obras particulares em curso nos montes alentejanos do ministro Luís Neves, antigo diretor da PJ, à TVI CNN e ao jornal Nascer do Sol. Fonte ligada à Direção Nacional da Polícia Judiciária confirmou a nova apreensão do atrelado e também a abertura de um inquérito para perceber como é que o veículo foi parar às instalações da Constrobarcelos. Ainda não se sabe se a detenção do veículo nas instalações do empreiteiro amigo de Luís Neves foi formalmente comunicada ao Ministério Público. O ministro da Educação acredita que todos os alunos vão ter acesso às notas dos exames nacionais esta sexta-feira à tarde. Fernando Alexandre falou aos jornalistas nos Passos Perdidos do Parlamento à saída do debate do Estado da Nação e deixou um agradecimento aos professores que esta quinta-feira ainda corrigiram exames nacionais.

A minha palavra é para agradecer a resposta que os professores deram ao meu apelo hoje de manhã. Tivemos uma excelente recetividade. As avaliações estão a decorrer e estamos muito confiantes que amanhã à tarde publicaremos as notas de todas as disciplinas.

Questionado pelo jornalista sobre qual o plano B, o ministro Fernando Alexandre insiste que as notas vão ser publicadas esta sexta-feira à tarde. Luís Montenegro diz que não há nenhum caos na correção dos exames nacionais, mas admite problemas. Este foi um dos temas que marcou o debate do Estado da Nação no Parlamento. O primeiro-ministro não quis garantir que as pautas com as notas dos exames são publicadas esta sexta-feira e o PS pediu a demissão do ministro da Educação.

Foi ao fim de hora e meia que Luís Montenegro quis vincar.

Não há nenhum caos nos exames em Portugal. Não há. Lamento dizer-lhe, há problemas.

O primeiro-ministro deu conta de que 99,5% das provas estão corrigidas, mas que sem os 0,5% em falta, a fixação das pautas fica comprometida. Mas independentemente da defesa inicial de Luís Montenegro, o PS, ao fim de quatro horas de debate, pediu a saída do ministro.

Se respeita a meritocracia, o senhor sabe que esse lugar que ocupa já não devia ser ocupado por si, mas por outra pessoa.

Eurico Brilhante Dias, já no encerramento, mas foi só aí também que o PSD saiu em defesa de Fernando Alexandre.

Senhor Ministro, nós estamos consigo porque o ministro da Educação de Portugal está ao lado dos professores, está ao lado da mudança que nós queremos fazer neste país.

Alexandre Poço, do PSD, já na reta final, depois de André Ventura ter criticado a falta de liderança de Luís Montenegro.

Eu não sei se foi o amuleto da seleção ou não. É claro que não foi, porque fomos eliminados mal pusemos os pés nos Estados Unidos, que nós queremos um primeiro-ministro, não é para ir a jogos da seleção, é para trabalhar por Portugal.

O primeiro-ministro procurou passar ao lado do tema e nos 30 minutos de intervenção inicial nunca falou dos problemas com os exames, culpando o aumento da população pelo falhanço dos serviços públicos.

Os números destaparam verdades escondidas dos governos do Partido Socialista. O descontrole migratório foi muito maior do que estava refletido nas estatísticas oficiais.

Luís Montenegro, que foi desafiado pela oposição a pedir desculpa aos professores, mas optou antes por lembrar o investimento do governo no setor.

Não há na nossa história democrática que tenham dado tanta preferência e prioridade ao estatuto dos docentes, dos professores. Mais de 84 mil docentes tiveram condições para progredir nas carreiras.

O primeiro-ministro a recordar a recuperação do tempo de serviço e a defender o processo de digitalização, que garante que será mais rigoroso e transparente quando estiver em funcionamento integral.

Miguel Viteiro Dias com o essencial do debate do Estado da Nação, muito centrado na polêmica em torno da correção dos exames nacionais. O CHEGA desafiou o primeiro-ministro a apresentar uma moção de confiança ao Parlamento. Na resposta, o governo pede responsabilidade à oposição para levar a legislatura até ao fim. O Partido Socialista e o CHEGA aproveitaram o debate do Estado da Nação para mostrarem sinais de vida e mostrarem também que estão prontos para uma nova ida às urnas, Vasco Maldonado Correia.

Não foi um, não foram dois, foram três os apelos de André Ventura para Luís Montenegro arriscar uma pergunta aos deputados.

E talvez o senhor primeiro-ministro deva mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu governo.

Já do PS, bastou uma vez para Eurico Brilhante Dias avisar que o partido não tem medo de eleições.

Cada vez mais portugueses a perceber que só com o PS voltarão a ter um governo que governe para todos, que não abandone os portugueses à sua sorte.

Num debate marcado por polêmicas à volta dos ministros Luís Neves e Fernando Alexandre, Montenegro responde a dar o peito às balas por todo o governo.

Se eu mantenho a confiança política no senhor ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado.

Depois de acusar Ventura e Carneiro de tentarem construir uma narrativa falsa de um governo falhado, o primeiro-ministro pede responsabilidade.

Quando as oposições se conseguem desprender dos seus umbigos políticos É possível estarmos juntos, a bem de Portugal.

À direita, a Iniciativa Liberal lamenta as tricas entre os mesmos de sempre.

Cada um a jogar o seu jogo enquanto o país afunda. O PS preocupado com a próxima sondagem, o Chega a votar conforme os comentários nas redes sociais e o seu governo, o seu partido, preocupado, sobretudo, em garantir o controle do sistema que ardou.

E à esquerda, o Livre vem pedir um compromisso.

Sr. primeiro-ministro, a bem do país, a bem da estabilidade, desafio a comprometer-se aqui a não fazer nenhuma revisão constitucional durante esta legislatura.

E o PCP deixa um alerta antes que seja tarde demais.

Se insistir com o pacote laboral, está a abrir, está a cavar aquilo que é inevitável, que é a vossa derrota social e política.

Debate do Estado da Nação com o governo debaixo de fogo, que obrigou o ministro Manuel Castro Almeida, já no encerramento, a voltar a responder ao líder do Chega e a sublinhar os apelos do primeiro-ministro.

Somos pela estabilidade e queremos cumprir a legislatura, Sr. Deputado André Ventura. O governo não será fator de crise ou de instabilidade. Esperemos que as oposições tenham o mesmo sentido de responsabilidade.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial já a marcar terreno a vários meses da discussão do orçamento do Estado.

O jornalista Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar o debate desta quinta-feira sobre o Estado da Nação no Parlamento. Se as eleições legislativas fossem hoje, o Partido Socialista e a AD ficariam empatados. É o que revela uma nova sondagem publicada esta quinta-feira pela Universidade Católica para a RTP Antena 1 e o jornal Público. De acordo com este estudo, tendo em conta as intenções de voto dos portugueses, tanto o PS como a AD teriam 29% dos votos, seguidos pelo Chega, com 21%. As intenções de voto no Partido Socialista subiram face a dezembro. No final do ano passado, estimava-se que teria 23% dos votos. Os inquiridos avaliaram também o desempenho do governo eleito em 2025 e, segundo a sondagem, a avaliação negativa subiu para 41%, a percentagem mais elevada desde que Luís Montenegro tomou posse como primeiro-ministro. Donald Trump está neste momento a fazer um discurso dirigido aos norte-americanos. O presidente dos Estados Unidos prometeu notícias muito importantes. São neste momento nove da noite na costa leste, em Washington, DC, o horário nobre da televisão. A porta-voz da Casa Branca confirmou que o discurso do presidente norte-americano vai ser sobre proteger a integridade das eleições norte-americanas, sem avançar com mais detalhes. Na quarta-feira, fontes da Casa Branca afirmaram à CBS News que o tema do discurso seria a alegada interferência da China nas eleições presidenciais de 2020. A expectativa é que o discurso se foque na derrota eleitoral de 2020 frente a Joe Biden, que Trump continua a alegar ter sido um resultado de fraude e que garante agora ter provas que vai divulgar neste discurso. Vamos continuar a desenvolver este tema ao longo desta madrugada informativa. Este discurso de Donald Trump acontece numa altura em que os ataques contra o Irão continuam. Essa sexta vaga de ataques norte-americanos já provocou, pelo menos, dois mortos e vários feridos. Os ataques pretendem enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas. É o que explica o Comando Central Norte-Americano. Washington atacou duas pontes no sul do Irão, duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Na região de Bandar Abbas, no sul do país, um ataque norte-americano contra uma torre de comunicações provocou sete feridos e um apagão na área. É o ponto final neste jornal das duas da manhã. Estou de regresso para atualizar toda a informação às duas e meia. Até já!