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Duas horas. As notícias com Rita Lourenço.

Começamos com a política nacional. Paulo Raimundo diz que o orçamento do Estado para o próximo ano é uma desgraça para o país. O secretário-geral do PCP participou este sábado numa manifestação de solidariedade com a Palestina. Em declarações aos jornalistas, afirma que o Governo tem as prioridades trocadas.

É um orçamento que faz opções. Quando o Governo diz que não há margem no orçamento, desculpa a expressão bem grosseira, é uma treta, porque há margem. Porque o mesmo governo, se não gastar 1.700 milhões de euros em benefícios fiscais, se não der 1.700 milhões de euros também às parcerias público-privadas, se não pegar metade do orçamento do Serviço Nacional de Saúde e entregar àqueles que fazem da saúde um negócio, se em vez de reduzir 1% no IRC e querer aumentar as propinas em 3%, se fizesse outras opções, havia margem. Havia margem para custo de vida, havia margem para baixar os custos dos alimentos, dos combustíveis, da habitação. É uma questão de opção.

Paulo Raimundo, que afirma que há mais margem do que o governo diz por apenas questões de opção. Aqui em registros captados pela RTP Notícias. O líder do Partido Comunista deixa ainda críticas aos partidos que estão dispostos a deixar passar este orçamento. Já o Bloco de Esquerda diz que o governo quer passar um cheque em branco aos portugueses com a apresentação deste orçamento do Estado. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, esteve este sábado presente na manifestação contra o aumento do custo de vida e da habitação, promovida pela plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim, que junta mais de 30 organizações e que se fez ouvir em várias cidades do país. O bloquista fala neste cheque em branco passado aos portugueses e alerta para os problemas da habitação em Portugal.

Aquilo que está a trazer as pessoas pra rua em Portugal é o mesmo que está a trazer as pessoas pra rua em França, em Espanha, com as suas circunstâncias próprias, como é evidente, mas há muitas Mari Carmens em Portugal. Não nos enganemos sobre isso. Há um orçamento de Estado que não dá resposta a nenhuma destas coisas. Há um orçamento de Estado que é um verdadeiro cheque em branco à continuação daquilo que nos trouxe até aqui.

José Manuel Pureza a afirmar que este orçamento é um cheque em branco àquilo que trouxe os portugueses até este momento e a terem que sair às ruas para se pronunciar. As mesmas preocupações tem o Livre com a porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, a acusar o governo de viver numa realidade paralela.

Achar que liberalizar o mercado do arrendamento, pedir cauções ilimitadas, pedir três rendas adiantadas, achar que uma renda moderada é uma renda de 2.300 € é de quem não vive no mundo real, não vive no mundo em que a maior parte dos portugueses vivem. Sabe, pessoas que até ponderam se vale a pena ir trabalhar ou não, tal é o custo de vir trabalhar e pegar no carro.

Declarações de Isabel Mendes Lopes, que tal como o coordenador do Bloco de Esquerda, também esteve presente na manifestação da plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim, que saiu à rua este sábado na defesa pelo controle do custo do cabaz alimentar, dos combustíveis e da habitação, e também para reclamar a taxação de lucros extraordinários de empresas de vários setores. E o antigo presidente norte-americano Barack Obama defende a necessidade de haver líderes que valorizem uma humanidade comum e respeitem os valores democráticos e a igualdade. Perante uma plateia de 10 mil pessoas na Meo Arena, em Lisboa, o ex-mandatário lamentou a nostalgia da América real e defendeu a renovação das instituições para responderem com maior eficiência aos problemas dos cidadãos. Apesar de elogiar a União Europeia, Barack Obama alertou que a lentidão dos processos democráticos pode impulsionar o recurso a líderes autoritários. Sem citar diretamente o atual presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, lembrou que a Constituição norte-americana impede que o chefe de Estado possa iniciar uma guerra sem aprovação prévia do Parlamento. O antigo líder dos Estados Unidos recordou a complexidade de decisões do seu mandato, como a guerra na Síria e a gestão do arsenal nuclear, sublinhando que a ação governamental exige intervenção humana e respeito pela lei internacional. Barack Obama foi também recebido este sábado pelo Presidente da República, em Belém. António José Seguro marcou este encontro para uma troca de impressões sobre a atualidade internacional. Olhamos exatamente agora para a atualidade internacional. Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas num ataque com mísseis contra o Aeroporto Internacional de Riade, na Arábia Saudita. As autoridades sauditas atribuíram esta ação aos rebeldes houthis do Iêmen, que avançaram recentemente no oeste iemenita e mantêm um bloqueio naval no Mar Vermelho. O grupo aliado do Irão ainda não se pronunciou sobre este ataque, apesar de terem reivindicado, no passado, ataques contra a Arábia Saudita. Entre as vítimas mortais confirmadas estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um norte-americano. O ataque provocou danos materiais e a evacuação do Terminal 3, o que levou à suspensão temporária dos voos e ao desvio de ligações aéreas. Em resposta, a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou uma operação militar em grande escala contra os houthis. E o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, afirma que os ataques à Arábia Saudita têm de parar agora e confirma também a morte do cidadão norte-americano no ataque. Através de uma publicação na rede social X, Rubio afirmou que os Estados Unidos da América condenam veementemente os ataques dos houthis à Arábia Saudita, incluindo o ataque deste sábado. Donald Trump pondera juntar-se às ações militares da Arábia Saudita e segundo reforça o jornal britânico The Telegraph, este ataque foi o mais mortífero num país do Golfo Árabe desde o início da guerra dos Estados Unidos da América contra o Irão. O presidente norte-americano diz também que está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente. As declarações de Donald Trump surgem um dia após ter anunciado um entendimento com a Rússia para aumentar o fornecimento de gasóleo aos mercados internacionais. Isto numa altura em que a Casa Branca procura aliviar os preços dos combustíveis. Sugere que será mais fácil chegar a um acordo para pôr fim à guerra se houver uma mudança na liderança ucraniana.

Se eu fosse presidente, esta guerra nunca teria acontecido, nunca teria começado. Não havia motivo para que aquela guerra entre a Ucrânia e a Rússia tivesse começado. Começou devido à incompetência. Nunca deveria ter começado. Já não teriam perdido 30% do vosso país. Perderam 30% do vosso país e mais de 1 milhão de pessoas foram mortas. Entre os dois países, mais de 2 milhões de pessoas foram mortas. É uma guerra que nunca deveria ter começado e acho que está na hora da Ucrânia ter um novo presidente.

Donald Trump deixou também um aviso direto ao presidente ucraniano. Diz que é melhor Zelensky parar e depressa, ao mesmo tempo que criticou os ataques de Kiev contra infraestruturas energéticas russas. O presidente norte-americano voltou também a responsabilizar Zelensky por ainda não ter chegado a um entendimento para terminar a guerra. A Rússia congratulou-se com este apelo do presidente norte-americano pra substituição do chefe de Estado ucraniano, com a Ucrânia a reagir também através do ministro dos Negócios Estrangeiros do país, que sublinhou a popularidade do chefe de Estado ucraniano e afirmou que Zelensky conta com o apoio do povo, que tem o direito de decidir sobre a Ucrânia. Quatro pessoas morreram depois do furacão Isaías ter atingido terra na Flórida este sábado. Mais de 600 residentes na Flórida, Alabama, Geórgia e Mississippi continuam sem energia elétrica. Segundo a comunicação social local e as autoridades, duas das mortes resultaram da queda de árvores sobre casas. As autoridades da Flórida não receberam quaisquer pedidos de ajuda e salvamento logo após a chegada à costa do furacão, o que indica um impacto limitado. É o que afirma o governador da Flórida. Segundo a Reuters, a Agência de Gestão de Emergências do Alabama afirmou que árvores e linhas elétricas caídas tornaram a circulação perigosa em Houston, que se encontra sob alerta de inundações repentinas. Já na cidade costeira de Pensacola, a falta de água potável constitui um problema, é o que afirma o presidente da Câmara da cidade onde o aeroporto, o décimo maior da Flórida, o aeroporto de Pensacola, foi danificado pela tempestade e está neste momento encerrado aos voos comerciais até nova ordem. Tempo ainda para olharmos para o futebol, onde o Futebol Clube do Porto bateu hoje o Marítimo por 2 x 1 no Funchal. Isto num jogo a contar para a oitava jornada do campeonato. Depois de uma vitória no clássico, os Dragões jogaram este sábado na Madeira e saíram vencedores. Pelo Marítimo, Salah marcou o primeiro gol da partida aos 16 minutos. Já no final da primeira parte, Frahorn conseguiu o empate para o Porto aos 42 minutos e Óskar Piątkowski marcou o gol da vitória aos 84 minutos. No final do jogo, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, diz que era sempre claro quem deveria ser o vencedor desta partida.

Quanto às dificuldades de vir jogar aqui, acho que ontem já estava a ter uma ideia bastante clara do que esperar. A equipe está muito bem organizada, são lutadores. Começam muito fortes, mas, mais uma vez, na avaliação global do jogo, acho que não há dúvida sobre qual a equipe que devia ter ganho este jogo.

Estas foram as declarações de Francesco Farioli na flash interview da Sport TV. Já Michel van der Gaag, o técnico do Marítimo, assume a derrota, mas nada tem a apontar aos jogadores.

Apesar de derrota, a minha equipe está de parabéns. Acho que o Marítimo está de parabéns, porque a casa cheia outra vez, sempre a apoiar a equipe. Também é importante, mais uma vez, eu continuo a dizer a mesma coisa, aquela dinâmica é importante e nós temos de lutar e trabalhar por isso, e nós estamos a fazer e a equipe e os adeptos estão a reconhecer isso, e também é importante em termos do apoio. Eu acho que nós fizemos uma primeira parte muito bem conseguido. Claro que o Porto com mais posse de bola, mas nós sempre quando nós tivemos a bola a tentar jogar, criamos oportunidades, marcamos o primeiro gol.

O treinador do Marítimo, após o jogo deste sábado, na zona de entrevistas rápidas da Sport TV. Futebol Clube do Porto 2, Marítimo 1, foi este o resultado do jogo. Com esta vitória, o Futebol Clube do Porto soma 24 pontos, mais seis do que o Sporting, neste momento o segundo classificado do campeonato. Esta foi a notícia de fecho deste noticiário. A informação está de regresso já daqui a pouco, com a síntese de notícias às 14h30.