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As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Os manifestantes contra a crise na habitação que estão na Praça do Rossio, em Lisboa, decidiram em assembleia tirar as tendas e dormir no chão. Desde a meia-noite e meia que a manifestação é considerada ilegal. Ainda assim, na Praça do Rossio ainda estão centenas de pessoas. Vamos ao encontro da repórter do Observador, Rita Lourenço, que tem estado na Praça do Rossio nas últimas horas. Boa noite, Rita. Os manifestantes decidiram há uma hora e pouco que iam retirar as tendas. Já o fizeram?

Boa noite, Teresa. Sim, já o fizeram. Inicialmente, numa votação por volta da meia-noite e meia, talvez mais perto da uma, os manifestantes decidiram tirar as tendas apenas após o primeiro aviso da polícia, aviso esse que ainda não aconteceu. Porém, um pouco mais tarde, há cerca de uns 15, 20 minutos, acabaram por votar novamente e decidiram então retirar imediatamente as tendas aqui do local. Neste momento, já não há nenhuma tenda montada. Os manifestantes estão todos, ou quase todos, na sua grande maioria, sentados no chão e estão a preparar uma grande, como eles próprios referiram, aconchada, ou seja, planeiam dormir em conchinha aqui na Praça Dom Pedro IV, no Rossio, de modo a estarem todos unidos e juntos quando a polícia decidir intervir, se decidir intervir, algo que até o momento ainda não aconteceu. Relembro que por volta da meia-noite e meia, que foi quando começou esta assembleia popular improvisada, a manifestante que estava com o megafone referiu que a polícia lhes deu 15 minutos pra decidirem o que fazer antes da hora marcada pela polícia como ilegal a permanência dos manifestantes aqui na praça. Porém, até ao momento, agora que já passa um pouco das duas da manhã, a polícia ainda não se pronunciou. Continuam alguns agentes aqui presentes nas laterais da praça, ainda em modo apenas a observar, e estão todos ainda nos mesmos postos que estavam há uma, duas horas, três horas. Há avanços por parte de outros meios de comunicação de que existe uma coluna policial estacionada na Praça dos Restauradores, um pouco mais acima aqui do Rossio, porém, ainda nenhuma dessas viaturas se deslocou pra aqui. Portanto, continuamos a aguardar as próximas atualizações, Teresa.

A repórter do Observador, Rita Lourenço, a partir da Praça do Rossio, em Lisboa. Apesar dos avisos do ministro da Administração Interna, centenas de manifestantes decidiram voltar a pernoitar esta noite na Praça do Rossio, mas desta vez sem tendas. Já no Porto, a Praça Dom João I já está praticamente vazia. O movimento acampada voltou a não montar tendas depois de uma noite com muitas atividades. Tanto a organização como os próprios manifestantes querem voltar a dormir na praça, mas pra já, ainda não há perspectiva de quando isso possa voltar a acontecer. Miguel Pinheiro Correia.

Depois da música, da poesia e da dança, reina o silêncio aqui na Praça Dom João I. De tarde, ainda houve algumas atividades, mas desde que terminou a assembleia popular com perto de 200 pessoas, a multidão foi desaparecendo lentamente. Deixaram aqui ainda alguns vestígios dessa passagem, desses protestos que se prolongam há mais de uma semana na cidade do Porto. Vemos tarjas e também tendas simbólicas, tendas de cartão a simular aqui pirâmides em formato de tenda com várias mensagens. Numa delas lê-se: "Esta tenda custa 30 mil euros". Mas tendas verdadeiras não há na Praça Dom João I. Os manifestantes voltaram a não montar tendas. Na assembleia popular desta tarde, nem sequer votaram a possibilidade de voltarem a dormir aqui. No entanto, alguns desses manifestantes expressaram essa vontade de voltarem a montar tendas. Há essa intenção também da parte da organização, mas para já ainda não é possível perceber quando irá acontecer. E por isso, sem essa perspectiva de pernoita na praça, acabaram por abandonar e também já com poucas pessoas na praça, ouviram-se gritos de "Fascismo nunca mais, 25 de Abril sempre", enquanto eram distribuídos cravos que foram entretanto colocados no centro da praça num formato de círculo, praça essa onde os manifestantes devem regressar amanhã. Há programas previstos para a próxima tarde, mas estes manifestantes estão se a guardar, principalmente, pra uma maior manifestação que acontecerá no sábado.

O repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, que esteve a acompanhar a manifestação de hoje no Porto. Para esta hora, a Praça Dom João I já está vazia. O líder parlamentar do PSD acusa o Partido Socialista de ser responsável pelo aumento das rendas. Em entrevista ao canal NOW, Hugo Soares reitera que o novo regime do arrendamento urbano vai fazer com que existam mais casas pra habitar.

Mas é preciso que as pessoas saibam, eu até acho que é por isso que eles estão a protestar, honestamente, digo sem ironia, estão a discutir e a protestar contra o novo regime do arrendamento urbano que está a ser discutido no Parlamento e dizem que as rendas estão altas. As rendas estão altas porque o atual regime do arrendamento urbano é ainda do Partido Socialista. Então estes senhores que estão a manifestar querem que fique tudo na mesma ou querem que o governo mude o novo regime de arrendamento urbano para que haja mais pessoas a porem casas no mercado para poderem habitar?

Hugo Soares lamenta ainda que as manifestações estejam cheias de motivações partidárias. O líder parlamentar do PSD acusa ainda o PS de deixar o humanismo na gaveta. O Partido Socialista volta a pedir que o primeiro-ministro deixe cair a proposta para a nova lei das rendas, apelos que saem da reunião do Secretariado Nacional do PS desta tarde. José Luís Carneiro quer também que o governo se junte ao Partido Socialista para viabilizar uma garantia pública que facilite o cumprimento das obrigações com as rendas e ofereça, ao mesmo tempo, uma maior segurança aos proprietários

É o país que exige, não é o PS, que se exija ao primeiro-ministro que deixe cair a proposta da lei das rendas que levou à Assembleia da República e, por outro lado, que depois de colocar essa lei na gaveta, aceite discutir, dialogar, construir com o PS a garantia pública que foi apresentada por nós na Assembleia da República.

O secretário-geral do PS garante que está disponível para o diálogo. José Luís Carneiro diz ainda que se Luís Montenegro ignorar o barulho das ruas, está a dar um sinal de insensibilidade, incompreensão e indiferença. Continuamos a falar do PS. A Comissão Política Nacional do partido apoia de forma consensual a abstenção socialista na votação para o Orçamento do Estado do próximo ano. Depois da abstenção violenta e da abstenção exigente, o porta-voz socialista fala numa abstenção não adjetivada. O órgão do partido esteve esta noite reunido no Largo do Rato e, de acordo com André Moz Caldas, José Luís Carneiro não encontrou oposição à decisão de viabilizar a proposta do governo para o Orçamento do Estado. Vasco Maldonado Correia.

A uma semana do debate do Orçamento do Estado, a posição do Partido Socialista está na mesma.

A Comissão Política Nacional do Partido Socialista mostrou hoje um grande consenso em torno da posição proposta pelo secretário-geral do partido, de transmitir ao grupo parlamentar o entendimento dos órgãos de que o sentido de voto do Partido Socialista no Orçamento do Estado para 2027 deve ser um voto abstentivo.

Anúncio feito pelo porta-voz do PS, André Moz Caldas, depois de uma reunião da Comissão Política Nacional, que trouxe unanimidade no rumo que está a ser seguido.

O sentimento global que resulta do conjunto das intervenções é de um consenso total em torno do sentido de voto que o partido vai ter no Parlamento.

A abstenção, reitera Moz Caldas, não mostra concordância com as políticas do governo. Acontece em nome de algo maior.

Temos a certeza que as portuguesas e os portugueses compreendem. Nenhum, ou muito poucos portugueses entenderiam ser chamados a eleições, mais uma vez, a meio ou a menos de meio de uma legislatura.

O que não quer dizer que mais lá pra frente, a postura não possa mudar.

Se o governo conseguir dar respostas aos problemas dos portugueses e criar condições para que se mantenha a possibilidade de o Partido Socialista convergir na viabilização de orçamentos, muito bem. Isso pode não acontecer até o fim da legislatura e o Partido Socialista reserva-se, obviamente, a possibilidade de fazer essa avaliação a cada momento.

Noutros tempos, a abstenção do PS foi violenta, foi também exigente. E agora?

É uma abstenção não adjetivada.

Sem adjetivos, mas com unanimidade, o PS não garante a mesma postura na especialidade.

Vasco Maldonado Correia, a acompanhar a reunião desta noite da Comissão Política do PS. O debate do Orçamento do Estado para o próximo ano está marcado para a próxima semana, nos dias 27 e 28 de outubro. Na atualidade internacional, os Estados Unidos e Israel desenvolveram planos para retomar ataques ao Irão, após as eleições intercalares norte-americanas. Agora falta saber se Donald Trump vai aprovar a decisão. A notícia é avançada pelo New York Times, que cita funcionários e outras fontes norte-americanas, que dizem que os dois países têm intensificado exercícios militares conjuntos. De acordo com as fontes do jornal, os ataques ao Irão previstos para depois do dia 3 de novembro, podem ter como alvos infraestruturas energéticas e nucleares e o arsenal de drones e mísseis. Estes planos terão sido discutidos entre Pete Hegseth e Benjamin Netanyahu, na visita surpresa do secretário da Defesa a Israel esta segunda-feira. No entanto, não é certo se Trump apoia os novos planos, tendo em conta os vetos dos últimos meses. No desporto, esta noite o Sporting perdeu pela primeira vez nesta edição da Liga dos Campeões. Os Leões perderam em casa frente ao RB Leipzig por 3 a 2. O Sporting procurava a terceira vitória consecutiva na prova milionária. No final da partida, o técnico leonino, Rui Borges, considerou que a equipa foi vítima das próprias desatenções.

Tivemos algumas perdas de bola e que deu três gols, principalmente. Olhar para os gols e perceber como é que sofremos três gols, com transições ofensivas do adversário, com perdas de bolas simples nossas que não podem acontecer e que não poderiam acontecer. Mas está dentro dessa desinspiração que tivemos ao longo do tempo e ao longo do jogo. A energia desde uma fase inicial sentia-se que não era o nosso melhor em termos de energia coletiva. Tentamos lutar contra isso, infelizmente não conseguimos.

As palavras do técnico leonino, depois da primeira derrota nesta Liga dos Campeões. Rui Borges procurava esta quarta-feira ultrapassar Rúben Amorim, porque se tivesse vencido, tornava-se o treinador do Sporting com mais vitórias na prova milionária. Com esta vitória, o Sporting cai para o 12° lugar e tem agora seis pontos. Já na Liga Europa, o Benfica vai até Chipre para defrontar o Omonia esta quinta-feira. O treinador do Benfica não conta com João Duran e Leandro Barreiro para a terceira jornada da fase liga da prova. São mais dois atletas indisponíveis para Marcos Silva. Na antevisão da partida, o técnico dos encarnados remete para amanhã decisões perante estas dificuldades.

Estamos cá nós para arranjar soluções, alguns jogadores estão preparados e terão que ser mais sobrecarregados, é o que é. Em relação à outra questão do avançado, quem é que irá jogar ou não, será o Pavlidis. Amanhã irão ver, mas acho que são conclusões fáceis para vocês tirarem. Se iremos rodar mais, menos, teremos que esperar pra amanhã, qual será a nossa decisão em termos da equipe que irá começar, mas a ambição e o nosso desejo para o jogo de amanhã, contra uma equipe de qualidade, uma equipe que apesar de não ter o nome de outras, mas que é uma equipe que começou muito bem a Liga Europa e por isso mesmo tem seis pontos como nós.

Análise do treinador dos encarnados antes de mais um desafio europeu. A partida frente ao Omonia arranca às 20h desta quinta-feira e conta com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Ponto final neste jornal das 14h, a informação está de regresso às 14h30 com a síntese de notícias.