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São 3 horas. As notícias com Maria João Brás. Boa noite. Francisco Assis diz que o governo não tem outra solução senão apresentar uma moção de confiança. O eurodeputado defendeu este fim de semana que se o governo não o fizer, o PS tem a obrigação de apresentar uma moção de censura, coisa que já foi feita pelo PCP, mas que Francisco Assis afirma que, nesse caso, se trata de tacticismo político.

A partir do momento em que o Partido Socialista não só não se retraiu, como até avançou no sentido de um escrutínio maior deste tema, desta questão, parece-me claro que o governo não tem outra saída que não seja a de dizer ao país e ao Parlamento: "Perante tudo isto, nós temos que apresentar a moção de confiança". A ideia de querer transformar uma moção de rejeição apresentada pelo Partido Comunista numa moção de confiança ao governo é um verdadeiro truque político.

Francisco Assis, em entrevista à Sic Notícias, numa reação depois da notícia de que o PS vai avançar com uma comissão parlamentar de inquérito a este caso que envolve o primeiro-ministro. Esta foi uma informação que foi avançada esta segunda-feira à noite pelo próprio secretário-geral do PS. Pedro Nuno Santos convocou uma reunião do Secretariado Nacional do partido para avaliar a atual situação política nacional. O líder do PS diz que sobram muitas dúvidas relacionadas com a empresa familiar de Luís Montenegro e, por isso, justifica-se uma comissão parlamentar de inquérito.

O nosso dever é fazer tudo o que está ao nosso alcance para defendermos o regime, para o protegermos, e isso implica nós fazermos tudo o que está ao nosso alcance para apurarmos a verdade. E é por isso que o Partido Socialista apresentará na Assembleia da República um requerimento potestativo para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito. Não o fazemos com gosto. Sei bem quão dura é uma comissão parlamentar de inquérito. Infelizmente, o senhor primeiro-ministro não nos dá alternativa. Esta é mesmo a única e última figura regimental que nós temos ao nosso dispor para assegurar que temos o direito a saber a verdade.

Pedro Nuno Santos, que admitiu que o PS não vai abdicar de nenhuma figura regimental, nem da moção de censura, mas que só a vai apresentar quando for o momento adequado para isso. O secretário-geral do PS anunciou ainda que já pediu uma audiência ao presidente da República. E se Pedro Nuno Santos considera que ainda há muito por explicar, Paulo Raimundo acha exatamente o oposto. O secretário-geral do PCP diz que há dados suficientes para se avançar com uma moção de censura ao governo e, por isso, discorda da abertura de uma comissão parlamentar de inquérito proposta pelo PS.

Nós não andamos a brincar à política. Conosco não há tacticismos, nem oportunismos, nem contabilização desta ou daquela. Não. Aquilo que se é conhecido hoje, as consequências da política do governo e aquilo que é conhecido hoje impõe esta medida. E todos aqueles que acompanham esta reflexão que nós temos, só têm uma coisa a fazer perante isto: é não deixar arrastar mais isto, porque diz assim: "Não queremos, porque isso cria uma crise e uma instabilidade no país". Mas há mais alguma instabilidade do que esta que estamos a viver hoje? De um primeiro-ministro sob suspeitas, de um primeiro-ministro e de um governo envolvido em um conjunto destes casos e a instabilidade da vida das pessoas em consequência das suas opções políticas. Não há mais nada para se conhecer. O que há é para travar. E quanto mais pressa, melhor.

Paulo Raimundo, em entrevista à CNN Portugal. Relembro que esta terça-feira está convocada uma conferência de líderes para decidir a data para a votação da moção de censura no Parlamento. E Luís Montenegro quer que a Entidade para a Transparência realize uma auditoria às declarações de rendimentos do chefe do governo. O primeiro-ministro entregou, por isso, um requerimento a esta entidade. Em comunicado, Montenegro justifica que esta é a forma para acabar de uma vez por todas com as especulações e com os ataques assentes em pressupostos falsos, incorreções ou interpretações discutíveis. Na mesma nota, o primeiro-ministro desmente a notícia avançada pelo Correio da Manhã. Segundo o jornal, o chefe do governo recorreu a várias contas à ordem para pagar a pronto um apartamento em Lisboa que custou mais de €400 mil. O objetivo seria fugir a responsabilidades declarativas. Luís Montenegro afirma que a análise evolutiva das declarações entregues no Tribunal Constitucional revelam que o primeiro-ministro encerrou e consolidou várias contas ao longo dos anos, tendo sempre declarado estes movimentos. E na atualidade internacional, o vice-presidente norte-americano diz que a melhor forma da Ucrânia ter garantias de segurança é através de um acordo de minerais raros. Em entrevista à Fox News, J.D. Vance diz que esta garantia é melhor do que 20 mil tropas de países aleatórios. O número dois da administração Trump refere-se ao plano de Starmer e Macron de enviarem tropas para a Ucrânia para garantirem a paz na situação de um eventual cessar-fogo. O envio de armas, o reforço do armamento, mas essencialmente a adesão à NATO, são as garantias que o presidente Zelensky procura para negociar a paz. A administração norte-americana considera que um acordo para a exploração de minerais raros na Ucrânia é a melhor garantia para evitar que Putin viole o cessar-fogo. E no Médio Oriente, Benjamin Netanyahu ameaça com o retomar da guerra caso o Hamas não concorde em libertar todos os reféns ainda presos na Faixa de Gaza. Isto já na segunda fase do cessar-fogo. Este é um dos termos impostos para continuar as tréguas. O primeiro-ministro israelita promete consequências inimagináveis para o grupo islâmico, caso Israel e o Hamas não cheguem a acordo. As relações entre as duas partes têm piorado. Este fim de semana, Israel voltou a bloquear a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Embora haja acusações de que Israel continua com os bombardeamentos, o primeiro-ministro israelita nega estar a violar o cessar-fogo. O Papa Francisco sofreu, nesta segunda-feira, dois episódios de insuficiência respiratória aguda. A informação foi avançada no último boletim clínico. De acordo com o Vaticano, Francisco teve de retomar o uso da ventilação mecânica não invasiva. O prognóstico do líder da Igreja Católica continua reservado. E no desporto, o Sporting venceu esta segunda-feira o Estoril por 3x1. O jogo a contar para a 24ª jornada do campeonato, decorreu em Alvalade, numa altura em que há muitas baixas no Sporting. Rui Borges admite que estes são tempos de desafio para a equipa técnica. O treinador dos Leões enalteceu a entrega dos jogadores mais jovens.

É importante olharem para a equipa, perceberem as dificuldades que temos tido, até para fazer, às vezes, o 11. Estamos a jogar com miúdos que eram titulares da equipa B, outros nem titulares são da equipa B e os miúdos têm tido uma atitude e um compromisso para com a equipa principal fantástica. Por isso, deixem-me enaltecer isso e pedir também aos adeptos para que continuem a acreditar, para que continuem a dar este apoio, porque é importante eles sentirem, principalmente os miúdos que entram e que jogam, sentirem esse carinho, essa confiança.

As declarações de Rui Borges, treinador do Sporting, no registo captado pela Sport TV. Já do lado do Estoril Praia, o técnico escocês Ian Catrou admite que houve erros cometidos pela equipa, ainda assim saúda os jogadores pelo jogo realizado.

Acho que mostramos o nosso futebol e nossa intenção. Também fizemos erros e não podemos levar para frente e pensar que não há grande estresse porque perdemos o jogo e é difícil jogar contra o campeão nacional. Não queremos viver assim. Nós queremos competir para ganhar todos os jogos. E infelizmente hoje não tivemos essa oportunidade por erros que nós fizemos. Mas, ao mesmo tempo, mostrámos a nossa intenção, a nossa ideia do jogo e fazemos com muita coragem, porque não é fácil jogar como nós queremos jogar e como nós jogamos. Adoro ver esta equipa jogar e adoro trabalhar com estes jogadores.

As declarações de Ian Catrou, treinador do Estoril Praia, num registo captado pela Sport TV. Esta é a notícia de fecho deste noticiário. Regressamos às 15:30 com a habitual síntese de notícias. Até já!