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São 3 horas. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço, vamos às notícias. Ataques com mísseis dos Estados Unidos da América visam zonas no sudeste do Irão. Dois locais próximos das cidades de Ahvaz e Aghajari, no sudeste do Irão, foram alvos de ataques com mísseis, segundo afirmou o vice-governador da província, responsável pelos assuntos de segurança, numa notícia avançada pela emissora estatal IRIB. Estes ataques surgem depois do Comando Central dos Estados Unidos ter anunciado o fim dos ataques contra o Irão por esta terça-feira, através de uma publicação na rede social X. O Comando Central dava conta de que mais de 50 mil militares norte-americanos estavam ainda presentes no Médio Oriente e permaneciam vigilantes letais e preparados pra continuar a executar as operações. O Irão afirma que os ataques às forças norte-americanas vão continuar até que os Estados Unidos da América se arrependam dos crimes. Num discurso transmitido pela emissora estatal IRIB, o porta-voz do quartel general central do Irão afirmou que as forças iranianas lançaram ataques com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Médio Oriente, em resposta aos ataques a alvos militares e civis no sul do Irão. Zolfaghari afirmou que os ataques causaram graves danos às infraestruturas, instalações, armas e equipamentos das bases militares e que um número significativo de comandantes e soldados norte-americanos foram mortos ou feridos. O porta-voz iraniano deixou ainda o alerta de que os ataques contínuos dos Estados Unidos da América seriam recebidos com respostas cada vez mais intensas, mais abrangentes e mais destrutivas. E acrescentou também que qualquer país que coopere com as Forças Armadas dos Estados Unidos da América deve aceitar as consequências perigosas. O Bahrain afirma que o sistema de defesa aérea interceptou e destruiu drones iranianos que sobrevoavam o país. Esta informação surge na sequência de um aviso anterior do Ministério do Interior do Bahrain, que instava os residentes a procurarem abrigo em locais seguros. Aviso esse que foi repetido há momentos, quando o Ministério do Interior do Bahrain emitiu pela segunda vez um alerta sobre uma potencial ameaça. Ainda no Koweit, segundo avança a Al Jazeera, o exército afirma estar a responder ao que descreve como ataques de drones hostis na sequência da mais recente ação iraniana. E a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirma que as suas forças levaram a cabo um ataque contra instalações norte-americanas na província de Erbil, no norte do Iraque. Num comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que o ataque destruiu um centro de reparação e armazéns que continham vários equipamentos e sistemas de orientação dos Estados Unidos. Afirmou ainda que os tanques de combustível desta base foram incendiados e que vários membros do pessoal norte-americano foram mortos. Não houve, até o momento, qualquer confirmação independente, nem da parte dos Estados Unidos, destas alegações. Antes destes ataques, o Irão já tinha reivindicado ataques contra bases norte-americanas no Bahrain e na Jordânia, onde afirma ter matado também soldados dos Estados Unidos da América. No entanto, aqui também não houve registro destas baixas, com o porta-voz das Forças Armadas da Jordânia a afirmar que não se registaram feridos nem vítimas mortais. A notícia avançada pela Al Jazeera afirma que todos estes ataques são em retaliação ao ataque norte-americano contra a festa de casamento na cidade costeira de Sirik, no sul do país, na tarde desta terça-feira, que causou a morte de quatro pessoas, incluindo uma criança. E há momentos, Donald Trump pronunciou-se sobre o estado do conflito. O presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos da América têm controle quase total do estreito de Ormuz. Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump afirma que não está a tentar forçar o Irão a regressar à mesa das negociações, desmentindo notícias de que Washington esteja a procurar um novo acordo com Teerão. Trump afirma gostar muito mais da posição atual dos Estados Unidos da América, com controle quase total do estreito de Ormuz e com a economia do Irão em colapso total. Ao que parece ser uma reação aos ataques desta noite, o presidente norte-americano acrescentou ainda que o Irão estava a levar a cabo o inevitável e questiona quando é que o povo iraniano se vai levantar e lutar. Ainda sobre o conflito, a Rússia tem ajudado secretamente o Irão a desenvolver mísseis supersônicos avançados. É uma das transferências mais significativas de tecnologia militar estratégica entre Moscovo e Teerão, segundo avança o jornal Financial Times. Este processo foi iniciado há cerca de três anos e Maria Inês Rocha explica como é que se deu esta ajuda secreta. O jornal britânico Financial Times apurou que o programa secreto foi iniciado pela Rússia em 2023 com o nome de código C400-C30L. O objetivo era ajudar o Irão a desenvolver uma nova classe de armamento, nomeadamente os mísseis de cruzeiro supersônicos, que combinam a velocidade com a capacidade de voar a baixa altitude. Ora, isto faz com que os sistemas de defesa aérea demorem mais tempo a detetar e interceptar os mísseis. Isto é especialmente relevante para o Irão, no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e os aliados regionais operam sistemas avançados de defesa terrestre e marítima. Com este novo sistema de propulsão ramjet, o Irão seria capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra norte-americanos no Médio Oriente. O especialista em mísseis iranianos, Fabian Hinz, explica ao Financial Times que os iranianos desejam adquirir há décadas esta tecnologia militar altamente sensível e estratégica. O Irão já construiu e testou em voo o sistema de propulsão ramjet, mas não há provas de que tenha sido implantado um míssil de cruzeiro supersônico com assistência russa. A correspondência divulgada mostra ainda que as negociações sobre o programa continuaram até este verão. Maria Inês Rocha a explicar os detalhes desta ajuda secreta da Rússia ao Irão. Vamos agora à atualidade nacional. O líder do Chega está inclinado para avançar com uma moção de censura ao governo. É o que afirma André Ventura, em entrevista à CNN. Enquanto cidadão e líder de um partido justifica estas tendências com as explicações dadas por Luís Neves esta terça-feira, o líder do Chega sublinha, porém, que a decisão terá de ser tomada com responsabilidade, uma vez que é líder de um partido e em nome da integridade e da decência.
Se eu anunciar amanhã que vamos interpor uma moção de censura, João, é porque eu estou convencido. Eu, pessoalmente, estou mais tendente a avançar do que a não avançar, face a este conjunto de suspeitas que lhe referi. O que está a dizer é: quero muito avançar, mas há algo que o deixa? Está-me a pedir uma opinião pessoal, eu estou a dá-la aqui enquanto cidadão, enquanto líder de um partido. Tenho uma responsabilidade, eu não faço a gestão de mim próprio só. Eu lidero um partido, o segundo maior do país, com muitos milhares de militantes, com muitos deputados, com muitos dirigentes. A minha tendência é esta face ao que está a acontecer e face às explicações absolutamente atrozes de Luís Neves durante a tarde de hoje. Porém, farei aquilo que, em nome da integridade e da decência, acho que deve ser feito.
André Ventura afirma ainda que dentro do partido há um consenso para avançar com esta moção de censura e que esta vontade vem também de outras áreas políticas.
Se eu anunciar amanhã que vamos interpor uma moção de censura, João, é porque eu estou convencido disto: 100% dos deputados estão ao lado desta iniciativa, a grande maioria da sociedade civil está ao lado desta iniciativa e a grande maioria de pessoas, mesmo de outras áreas políticas, mas que tiveram responsabilidades e que intercruzam com o espaço do centro-direita e da direita, querem esta moção de censura.
A garantia de André Ventura em relação à moção de censura ao governo de Luís Montenegro, em entrevista à CNN Portugal esta terça-feira. O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Política, Paulo Santos, sublinha que é o primeiro-ministro quem tem de decidir se Luís Neves tem ou não autoridade para continuar no cargo. Paulo Santos diz que isto se deve a ter sido Luís Montenegro a escolher o ministro e, por isso mesmo, tem que tomar esta decisão. Ainda assim, o presidente da Associação Sindical deixa críticas à ação política de Luís Neves enquanto ministro da Administração Interna.
A crítica que fazemos ao senhor ministro é que até este momento, nada foi feito, nada evoluiu nos cerca de seis meses que tem à frente do ministério. Isto é a crítica que fazemos, porque não há qualquer evolução no acordo celebrado. A polícia está como está, com muitas dificuldades, e a verdade é que não há avanços. E continua-se a falar de questões que pra nós não devem ser tão midiáticas porque estão a desvalorizar a componente política. E se o senhor ministro tem ou não condições para estar no cargo, não é certamente a ASP que tem que fazer esse comentário. Aliás, é o seu primeiro-ministro que o escolheu, sabe se ele tem condições ou não de continuar.
Declarações do presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, que ouviu hoje os esclarecimentos prestados por Luís Neves na Madeira. Já a presidente da comissão parlamentar onde Luís Neves vai ser ouvido na próxima semana, explica que apesar de não fazer parte da comissão, o líder do Chega poderá estar presente e questionar o ministro. O ministro da Administração Interna vai ser ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais. A deputada do PSD e presidente da comissão, Paula Cardoso, admite que o foco da audição são as questões de governação e não as polêmicas que envolvem Luís Neves. Ainda assim, garante que os deputados são livres de colocarem as perguntas que assim entenderem. Paula Cardoso admite ainda que André Ventura pode estar presente, se indicar a troca pelo deputado correspondente pertencente à comissão. Luís Neves, ouvido pelos jornalistas na tarde desta terça-feira, desafiou diretamente André Ventura a comparecer para lhe colocar as questões que entender.
No próximo dia oito, dentro de oito dias, na parte da tarde, terei a audição regimental no Parlamento. Quer dizer ao André Ventura que estou totalmente disponível pra lhe responder a qualquer questão que ali seja colocada.
Luís Neves, que durante o discurso oficial do aniversário do Comando Regional da PSP na Madeira, disse que nada o vai afastar do cargo que desempenha atualmente. A segunda edição do Cheque Livro, que encerrou na segunda-feira passada, apresenta uma emissão de mais de 52 mil vouchers, dos quais foram usados quase 86%, de acordo com o anúncio hoje do Ministério da Cultura. Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, a ação era dirigida a um universo de mais de 200 mil beneficiários, os jovens residentes em Portugal, nascidos em 2007 e 2008. De acordo com estes números, a emissão de cheques-livros corresponde a pouco mais de 25% deste universo e a taxa de utilização desce assim pra perto de 22% do total. Para o ministério tutelado por Margarida Balseiro Lopes, a segunda edição do Cheque Livro terminou a 31 de agosto com os melhores resultados desde o lançamento do programa em 2024. O programa Cheque Livro, de apoio à leitura, é uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, desenvolvida pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, em articulação com o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais e o Fundo de Fomento Cultural. A DGLAB deverá apresentar à tutela, até dia 31 de outubro, o relatório final desta segunda edição. De acordo com o gabinete de Margarida Balseiro Lopes, a continuidade do programa será então ponderada após a análise de todos os resultados apurados. Este foi o ponto final nesta edição das 3 da manhã. As notícias vão ser atualizadas quando forem 3h30.