Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Boa noite, meu nome é Rita Lourenço. Vamos às notícias que marcam a atualidade. A moção de censura ao governo vai ser debatida e votada na próxima terça-feira. A data foi decidida esta quinta-feira pelos partidos. O presidente da Assembleia da República tinha proposto inicialmente o dia 10 ou 17 de setembro, mas os partidos chegaram a um entendimento pra que o debate acontecesse antes, já no dia oito. No final da conferência de líderes, o deputado do PSD, Francisco Figueira, afirmou que os partidos querem resolver esta questão o mais rapidamente possível.
Foi também consensual que deveria resolver-se esta questão o mais rápido possível, razão pela qual consensualizou-se antecipar até e, de alguma forma, encurtar os prazos para o limite que o regimento e a Constituição permite, de forma que o país não possa estar, durante demasiado tempo, à espera do debate da moção de censura.
Francisco Figueira, o deputado do PSD que falou aos jornalistas no final da conferência de líderes, que definiu a data em que vai ser discutida e votada a moção de censura apresentada pelo Chega. De férias em Porto Covo, o presidente da República recusou comentar esta moção de censura ao executivo, apresentada pelo partido de André Ventura, e garante que não envia recados através de ninguém. António José Seguro falou à SIC esta quinta-feira, em Porto Covo, onde está de férias, mas não permitiu, no entanto, que fosse gravado. Ainda assim, o presidente da República quis deixar claro que ninguém pode falar em nome do chefe de Estado, numa referência às recentes declarações de André Ventura, mas também às de Álvaro Beleza e Adalberto Campos Fernandes, conselheiros próximos do chefe de Estado. António José Seguro garantiu ainda que não será um fator de perturbação nesta altura, mas não exclui, ainda assim, a hipótese de fazer uma declaração pública nos próximos dias. Porém, pra já, entende que ainda não é o momento de o fazer. Mas André Ventura pede uma intervenção pública de António José Seguro, neste caso, do ministro da Administração Interna. O líder do Chega discorda da opinião do presidente da República e diz que o chefe de Estado é um dos mais interessados em resolver todas estas polêmicas.
A melhor forma de não se dar recados por ninguém é intervir diretamente, é dizer o que se pensa, sem nenhum freio, sem nenhuma limitação, obviamente, com a ponderação do cargo que tem, pra que foi eleito. Certamente, António José Seguro o fará, talvez até nos próximos dias. Não estou a dizer porque me tenha dito, mas não tenho dúvidas, do que li, do que vi e da forma como interpreto as palavras de António José Seguro, não tenho dúvidas que, neste momento, António José Seguro era dos políticos em Portugal mais interessados em resolver este problema ou esta situação.
Em declarações nos Passos Perdidos do Parlamento, o líder do Chega exigiu ainda imparcialidade ao presidente da Assembleia da República sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária. Isto depois de Aguiar Branco ter identificado insuficiências e exigido uma reformulação do requerimento e dos fundamentos da comissão do inquérito. André Ventura considera ainda que o presidente do Parlamento está apenas a criar obstáculos.
O presidente da Assembleia da República deve ter a equidistância e a capacidade de imparcialidade de compreender que não deve obstaculizar a uma comissão parlamentar de inquérito, mesmo que isso possa, eventualmente, chocar com interesses de natureza partidária que existem. O que eu espero é que o presidente da Assembleia da República não se arvore em bloqueio à transparência e à exigência de escrutínio que nós temos que exigir.
André Ventura pede, portanto, uma uniformização dos critérios do presidente da Assembleia da República. Ainda assim, o líder do Chega mostra-se disponível para reformular o requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito. E a Iniciativa Liberal confirma que vai votar contra a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega. O sentido de voto foi avançado pela presidente do partido, Mariana Leitão, em entrevista à CNN Portugal esta quinta-feira. A líder dos Liberais acusa o Chega de apenas pretender criar uma nova crise política no país e sublinha que a resolução do caso Luís Neves é da responsabilidade do primeiro-ministro.
Nós não vamos, de todo, viabilizar esta moção de censura, vamos votar contra. Este problema, que é um problema concreto, real, pra o qual nós andamos a alertar há bastante tempo, que é a permanência de Luís Neves como ministro da Administração Interna, só tem uma resolução. E essa resolução é o senhor primeiro-ministro, Luís Montenegro, demitir Luís Neves ou Luís Neves ter a hombridade, dele próprio, se demitir, sabendo perfeitamente que cada dia que passa que está no governo, está a contaminar o governo e está a contribuir para o degradar das instituições.
Mariana Leitão adianta também que há oposição interna dentro do Conselho de Ministros e do PSD sobre a permanência de Luís Neves no cargo de Ministro da Administração Interna.
Tenho a certeza que inclusivamente, dentro do Conselho de Ministros, dentro do próprio PSD, há muitas pessoas que não compreendem, não só como é que Luís Montenegro tomou a decisão de pôr Luís Neves como ministro, como também não compreendem como é que Luís Montenegro mantém, por teimosia ou por razões que só ele saberá, esta insistência em manter Luís Neves como ministro.
As declarações de Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, em entrevista esta quinta-feira à CNN Portugal. Ainda sobre Luís Neves, o Ministério da Justiça contradiz o ministro da Administração Interna. Os €144 mil apontados como custo pra destruir os bidões com químicos não diziam respeito apenas à Operação Pacoba, incluíam também produtos apreendidos no âmbito de outros processos. Em resposta ao partido Chega, o Ministério de Rita Aler Cão Judice afirmou que o valor pedido à Polícia Judiciária pra destruir estes bidões era de cerca de €150 mil, precisamente o montante apresentado pelo atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da Polícia Judiciária em conferência de imprensa. Agora, ao Observador Fonte do gabinete da Ministra da Justiça esclarece que esse valor orçamentado pela empresa Ambimed, na verdade, engloba vários processos e não apenas os 62 bidões apreendidos na Operação Pacoba. O Observador questionou ainda o Ministério da Justiça sobre quantos bidões estavam, afinal, incluídos nesta proposta e a quantos processos correspondia o valor apresentado. No entanto, até o momento, a tutela não conseguiu clarificar essas informações. Tempo ainda para a atualidade internacional. Nigel Farage e membros do partido britânico Reform UK terão conspirado para infringir a lei sobre doações estrangeiras a partidos. Em causa está uma investigação conduzida pelo grupo Verbatim Media, em parceria com o Channel 4 News, que expõe um esquema para contornar as leis do financiamento político no Reino Unido através do recurso a doações estrangeiras ilegais. A investigação, que durou cerca de um ano, revela como altos quadros da força política britânica aceitaram e promoveram um esquema para contornar a lei eleitoral do Reino Unido, canalizando dinheiro estrangeiro através de uma empresa fictícia norte-americana. Segundo as gravações recolhidas por jornalistas disfarçados de investidores, o partido aceitou o pagamento indireto de várias sondagens políticas de âmbito nacional publicadas na imprensa britânica como sendo independentes. Num dos encontros gravados, o próprio Nigel Farage é confrontado com os detalhes do financiamento norte-americano e reage com agravo enquanto celebra o impacto midiático destes estudos de opinião. Para além das sondagens, a investigação expõe ainda conversas em que os assessores do partido sugeriam formas de contornar a proibição de doações estrangeiras. Utilizavam para isso intermediários residentes no Reino Unido para disfarçar a origem destas doações. De notar que no Reino Unido é ilegal que os partidos políticos britânicos aceitem dinheiro proveniente de fontes estrangeiras, mesmo que este dinheiro venha de forma indireta. Peritos em direito eleitoral britânico, ouvidos pela investigação, revelam que os factos revelados neste trabalho constituem eventuais infrações criminais graves. Confrontados com os resultados desta investigação da Verbatim Media, em parceria com o Channel 4 News, o Reform UK e os respetivos dirigentes rejeitaram todas estas acusações. Entretanto, empresas de sondagens e meios de comunicação visados já anunciaram auditorias internas e mesmo a suspensão de alguns artigos relacionados. Este foi o ponto final na edição das 03h. As notícias vão ser atualizadas quando forem 03h30.