Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Quatro horas. Boa noite, está com a Rádio Observador, eu sou a Maria João Brás. Pedro Nuno Santos acusa o governo de inventar problemas imaginários. Na rede social X, o secretário-geral do PS enumera alguns dos problemas no país, como as urgências encerradas, a crise na habitação ou os alunos sem professores. Problemas que Pedro Nuno Santos usa nesta publicação para dizer que estão a ser ignorados pelo governo. Sem nunca falar diretamente da questão da segurança, o socialista acusa o executivo de promover a divisão entre as pessoas ao criar cortinas de fumo para desviar as atenções destes problemas. Há mais demissões na administração pública, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Lezíria e o Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo foram afastados pelo governo. A notícia está a ser avançada pela Sic Notícias, que explica que os motivos das demissões vão ser esclarecidos no despacho da exoneração, que ainda está a ser escrito. No entanto, a mesma fonte fala em políticas a implementar e na autonomia desejada por António Gandra de Almeida, na coordenação do Serviço Nacional de Saúde. Entretanto, também já são conhecidos os nomes dos novos responsáveis. Pedro Marques, antigo vereador do PSD, fica à frente da administração da ULS da Lezíria e Miguel Lopes, atual secretário-geral da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, avança para a liderança da administração da ULS do Alto Alentejo. Um registo inadequado está na origem do encaminhamento de 10 crianças para um serviço de urgência pediátrica encerrado no dia de Natal. Em comunicado, os serviços partilhados do Ministério da Saúde explicam que um dos interlocutores da Unidade Local de Saúde do Oeste fez um registo inadequado da informação que constava na plataforma. Isto porque nesta plataforma estava registado como aberto o serviço de urgência de crianças e adolescentes de Torres Vedras. Além do erro no encaminhamento, a linha de emergência SNS 24 demorou uma hora e meia a atender as chamadas. Ainda na saúde, o presidente do grupo de trabalho que monitoriza o plano de emergência para o SNS quer que algumas das medidas sejam repensadas. O primeiro relatório de avaliação do despacho do plano de emergência indica que 70% das medidas prioritárias e urgentes estão concluídas, mas à Rádio Observador, o médico Carlos Robalo Cordeiro avisa que ainda há questões que merecem a atenção do Ministério da Saúde.

Já se chegou a um número interessante, 70%. Evidentemente que muito há a fazer. Por exemplo, em relação logo ao primeiro eixo, que é o eixo que tem a ver com as listas de espera cirúrgicas e também listas de espera de consulta, portanto, as chamadas respostas a tempo e horas. Evidentemente que é fundamental reforçar mais ainda o acesso à consulta especializada. E isso tem a ver, como é evidente, também com dificuldades até de recursos humanos.

Carlos Robalo Cordeiro, convidado do "Direto ao Assunto" na Rádio Observador. O especialista avisa ainda que persistem as dificuldades na captação de médicos para o SNS. Mudamos de assunto, o presidente da Câmara de Viseu assegura que o tiroteio num centro comercial na sexta-feira foi um incidente isolado. Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas. Fernando Ruas garante que a população não tem motivos para se preocupar, ter-se-á tratado de um ajuste de contas entre famílias rivais.

Aquilo que nos chega é que foi a rixa entre duas famílias de etnia cigana, ambas naturais de concelhos fora de Viseu. Concelhos próximos que, pelos vistos, vieram fazer compras, mas que já tinham tido antecedentes noutras situações. A rixa, ao que ouvimos, vem de longe e, portanto, que agora se concretizou da forma mais complicada, com o resultado do morto, que é sempre de lamentar, e dois feridos que, felizmente, estão livres de perigo.

Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, em entrevista à Rádio Observador. Depois do incidente no centro comercial, o Palácio do Gelo reabriu ao público. A diretora do estabelecimento explica que o tiroteio foi à porta do centro e que as pessoas acabaram por se abrigar dentro do estabelecimento comercial.

Há, de facto, ali um piso que, obviamente, pela proximidade, as pessoas acabaram por correr para o interior do centro comercial e é isso que se vê. Aliás, só esclarecer que, de facto, as pessoas não estão a correr, a fugir do centro comercial, estão precisamente a fazer o circuito inverso, estão a correr para dentro, para se sentirem, no fundo, mais seguras. E naquele sítio, de facto, sente-se algum medo, porque as pessoas correm, obviamente, a fugir dos tiros, mas em todo o centro comercial estava tudo bastante pacífico. Aliás, eu estava no centro comercial no momento em que tudo acontece e não me apercebi da circunstância.

Cristina Lopes, diretora do Palácio do Gelo, em declarações à Sic Notícias. Entretanto, já há reações a este incidente por parte do poder político. Ao contrário do autarca de Viseu, que fala numa situação isolada, André Ventura diz que este incidente retrata o país real que a classe política quer esconder.

É o exemplo do país real que está a acontecer. Não obstante, muitos dirigentes e políticos parecerem querer esconder esta realidade. Isto, infelizmente, não é caso único, isto, infelizmente, tem-se repetido noutros pontos do país e nós temos que ter, Zé, por muito que isto custe a algumas pessoas, nós temos que perceber que se não tivermos uma autoridade forte e uma mão forte no país, o país acabará por ser engolido por esta onda de violência.

André Ventura, presidente do Chega, em entrevista à CMTV. O presidente do Chega deixa um aviso: sem medidas para combater a criminalidade violenta, estes cenários vão se repetir. Mantemo-nos no tema da segurança, aliás, o Bloco de Esquerda acusa o primeiro-ministro de se colar à narrativa da extrema-direita ao instrumentalizar a PSP. Fabian Figueiredo, líder da bancada parlamentar do Bloco, acusa Luís Montenegro de se substituir ao diretor da Polícia de Segurança Pública.

Claro que a polícia faz investigações, claro que a polícia faz detenções, é a sua função. O que é novo é termos um primeiro-ministro que se substitui ao diretor nacional da PSP e que faz discursos inflamados sobre problemas de insegurança que não existem. Nós temos um primeiro-ministro incendiário. Ouçamos as palavras da associação mais representativa da Polícia de Segurança Pública, que reconhece o óbvio: há uma instrumentalização da polícia para a ação política do PSD.

Fabião Figueiredo acusa o governo de ter lançado uma caça aos imigrantes e afirma que Luís Montenegro perdeu uma excelente oportunidade para pedir desculpa ao país. O PAN lamenta a promulgação pelo presidente da República de dois diplomas que vão levar à extinção da Agência Portuguesa do Ambiente, também conhecida como APA. O partido liderado por Inês de Sousa Real acusa Marcelo Rebelo de Sousa de estar alinhado com o governo. Os documentos foram promulgados por Marcelo Rebelo de Sousa na quinta-feira. Em cima da mesa estava a nova lei do uso dos solos e a criação da Agência para o Clima, que vai levar à extinção da APA e do Fundo Ambiental. Inês de Sousa Real diz não compreender a decisão do chefe de Estado.

Se o próprio presidente faz o reparo naquela que é a sua promulgação, de que poderemos estar perante um entorse significativo em matéria não só do ordenamento e do território, com o uso lei dos solos, por exemplo, abrindo aqui de alguma forma até a porta aos fenómenos de corrupção, de utilização abusiva dos solos, não se compreende como é que depois, ao invés de travar e de impedir um dano permanente aos ecossistemas e à preservação dos solos, o presidente da República promulga este diploma quando poderia ter travado esta mesma decisão do governo.

Inês de Sousa Real, em entrevista à Rádio Observador, onde também acusou o governo de negacionismo climático. E na atualidade internacional, o último hospital no norte da Faixa de Gaza que estava a funcionar, está agora fora de serviço. Isto depois de Israel ter atacado e pegado fogo ao estabelecimento. Em comunicado, as forças israelitas justificam o ataque dizendo que o hospital Kamal Adwan estava a ser usado para esconder membros do Hamas. De acordo com as autoridades palestinianas, Israel levou dezenas de profissionais do hospital para interrogatório. Os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia e a Arábia Saudita já condenaram o ataque ao hospital. Os três países acusam Israel de violar a lei internacional. O primeiro-ministro eslovaco ameaça retaliar contra a Ucrânia. Em causa está o plano de Kyiv de cortar o fornecimento de gás natural russo para a Europa Central. A Eslováquia continua a ser um dos países fortemente dependentes de gás natural russo. Robert Fico, que se reuniu na semana passada com Vladimir Putin, diz que alterar o percurso do gasoduto é uma solução, o que poderá pôr em causa a competitividade da União Europeia no setor da energia. É a notícia de fecho deste jornal. Regressamos às 17h05. Até lá, fique com a primeira parte do Contracorrente.