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São 4 horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. O presidente da República diz que a Europa tem de ser mais diplomática, dura e unida em momentos cruciais, uma posição defendida por Marcelo Rebelo de Sousa a propósito das negociações que decorreram este fim de semana em Genebra sobre o plano de paz para o cessar-fogo na Ucrânia. O presidente da República deixa ainda claro que é necessário uma posição mais firme por parte da Europa para que o mundo não fique dominado pelos Estados Unidos, China e Rússia.

Acho que a Europa é essencial para que isto não fique só duas potências e meia, que é Estado da América, China e depois meia, a Federação Russa, que eu gostaria de ser três. Para isto o mundo não ficar um G3, que mandam no resto do mundo, ou um G2,5, a Europa, que é poderosíssima em termos económicos, tem de ser poderosíssima em termos políticos e internacionais. Tem que ser uma potência política internacional.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à margem da entrega do Prêmio Manuel António da Mota, na cidade do Porto. Quem também falou no conflito na Ucrânia foi Luís Montenegro. O primeiro-ministro diz que o plano norte-americano para a paz não preenche os requisitos mínimos. O líder do governo defende que a articulação com a União Europeia é obrigatória neste processo negocial. Luís Montenegro pede mais velocidade em todas as negociações para alcançar a paz na Ucrânia, mas deixa a ressalva: o plano norte-americano não é o caminho certo.

A meu ver, não preenche aqueles que são os requisitos mínimos que salvaguardam uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, enquadrada também no objeto de termos um horizonte de segurança na Europa e, portanto, diria que, como também já foi afirmado, é uma base, mas é uma base que é ainda muito insuficiente para aquilo que são os objetivos europeus.

Declarações de Luís Montenegro na chegada a Luanda, à capital de Angola, onde se vão reunir cerca de meia centena de chefes de Estado e de governo africanos e europeus a participar, entre esta segunda-feira e terça, a Cimeira União Europeia-África. Este evento é o sétimo entre os dois blocos e assinala 25 anos da parceria. Vai ser copresidida pelo presidente do Conselho Europeu e ex-primeiro-ministro português, António Costa, e pelo presidente angolano, João Lourenço. Entre os convidados, como já referido, está Luís Montenegro, também o presidente francês, Emmanuel Macron, e o líder do governo espanhol, Pedro Sanchez. Este encontro vai centrar-se em temas como acelerar o progresso em áreas como a paz, segurança, integração económica, comércio e também o investimento. Centramos agora atenções nas eleições presidenciais, saúde e o pacote laboral do governo. Foram os dois temas em destaque neste último frente a frente entre Catarina Martins e Henrique Gouveia e Melo, nesta noite de domingo, na SIC. Começando pela saúde, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda criticou o investimento nos privados e diz que eles têm recebido muito dinheiro e feito pouco.

O que eu proponho, sobretudo, é que possamos olhar para as questões que temos hoje de outra forma, reinventar. Não vale a pena defender o que tivemos, também não vale a pena defender que é dar dinheiro aos privados, porque eles têm ficado com muito dinheiro e não têm feito nada de jeito. Portanto, precisamos, seguramente, é de olhar para o problema de outra forma e é isso que eu me proponho fazer.

Quanto ao almirante, defende um modelo híbrido entre o público e o privado na saúde.

Qual é o destino que nós queremos para o Serviço Nacional de Saúde? Isso não está claro nesta governação. E o presidente pode ajudar a esclarecer isso, porque isso é muito importante para se perceber se quer um modelo encostado, e eu defendo que esse modelo encostado tem papel essencial, até porque é um elevador social importante na sociedade, ou se quer um modelo mais híbrido, com mais espaço para a medicina privada.

E o senhor, o que é que defende?

Acabei de dizer que eu acho que o modelo é híbrido, mas o Estado tem que garantir um SNS público de qualidade.

Já em relação ao pacote laboral do governo, Catarina Martins diz que se opõe totalmente e alerta ainda para o que acredita ser perigos da proposta do executivo da AD.

As mesmas pessoas que pensam que isto não é nada com elas, porque não precisam das horas extraordinárias para chegar ao fim do mês, ou porque como já têm um contrato permanente, acham que estes contratos a prazo não as afetam. Cuidado! O que o governo agora pôs em cima da mesa nas negociações com o GT, foi as empresas poderem baixar um trabalhador de posição e de salário. Isto é gravíssimo.

Henrique Gouveia Melo apenas pede uma coisa: que não se mexa na duração dos contratos de trabalho.

O primeiro direito que não deve nunca ser mexido é o direito dos tempos que estão previstos neste momento em termos dos diversos tipos de contrato. Contrato a termo, a termo incerto, etc. Por quê? Porque isso vai precarizar.

O alargamento.

E mais do que precarizar. Além de precarizar, não vai contribuir para a competitividade da economia.

Aqui fica um resumo deste debate, o quarto frente a frente para estas eleições presidenciais de janeiro, entre Henrique Gouveia e Melo e Catarina Martins. O próximo frente a frente está marcado para esta noite, às 20h, na RTP. Será entre o candidato liberal, João Cotrim de Figueiredo, e Jorge Pinto, o candidato apoiado por Livre. A seguradora Fidelidade diz que as indenizações às vítimas do Elevador da Glória vão demorar, mas garante apoio. Isto porque falta definir os valores envolvidos. O que está a provocar mais demora neste processo são as indenizações no caso das mortes, diz Zé Rogério Campos Henriques, presidente executivo da Fidelidade, seguradora da Carrizo, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. Acerca do valor total das indenizações, não avança nenhum número em específico, diz apenas que vão ser vários milhões de euros. O presidente executivo da Fidelidade esclareceu também que já foram pagas as despesas hospitalares e de viagens aos familiares de todas as vítimas. Recordar que o descarrilamento do Elevador da Glória ocorreu a 3 de setembro, provocou 16 mortes, duas dezenas de feridos entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades. E em Braga, a Bosch termina esta segunda-feira um layoff que vigorava desde o início do mês de novembro e que estava a afetar mais de 2500 trabalhadores. Recordar que em causa estava a escassez de componentes. Segundo a empresa alemã, a fábrica de Braga vai conseguir produzir sem necessidade de recorrer a um regime de layoff a partir desta segunda-feira, em resultado de um fornecimento mais contínuo de componentes. Ainda assim, a empresa indica que não pode excluir futuras interrupções de produção ou ajustes nos horários de trabalho, devido à situação geral de escassez de componentes e de evolução da política comercial no planeta. E vamos agora ao desporto, até porque este domingo terminou mais uma eliminatória da Taça de Portugal, a quarta desta temporada. Há três surpresas na prova rainha. Associação Desportiva de Fafe, Caldas Sport Clube e o Atlético Clube de Vilamim seguem em frente depois de terem eliminado adversários de escalões superiores ao longo da tarde de domingo. O Vilamim, neste caso, o primeiro jogo que decorreu no início da tarde, derrotou em casa o Leixões da segunda divisão por 2 x 1, já nos últimos minutos do tempo regulamentar. Resultado também igual foi em Fafe, no Municipal de Fafe, entre a Associação Desportiva e o Arouca, 2 x 1, também num golo marcado na sequência de um pontapé de canto já nos minutos finais. E por fim, já ao início da noite, no Estádio João Cardoso, em Tondela, o Caldas da Liga 3, da terceira divisão portuguesa, venceu após pontapé de pênalti o Tondela por 6 x 5. Outros resultados esta noite: o Braga venceu na Pedreira, o Nacional da Madeira por 4 x 2. Segue assim em frente para a próxima fase da Taça de Portugal, que tem sorteio agendado para terça-feira, onde se vão conhecer não só os jogos da quinta eliminatória, mas também o destino dessas equipas já para a sexta ronda. Vamos fazer um balanço de toda a Taça de Portugal mais logo no início da manhã, no "Vamos à Bola". E terminamos este noticiário também no desporto, até porque Mariana Machado e José Carlos Pinto são campeões nacionais de corta-mato. A atleta olímpica do Sporting Braga confirmou o favoritismo com que chegou a Lagoa, no Algarve. Mariana Machado conquistou o quinto título consecutivo de campeã nacional de corta-mato, igualando assim Fernanda Ribeiro e ficando a apenas três títulos de Rosa Mota. Na corrida masculina, José Carlos Pinto, corredor individual, alcançou o seu primeiro título de campeão nacional ao garantir o quarto lugar na classificação geral, atrás dos três atletas quenianos que ficaram no pódio. Ponto final neste noticiário das 04h. Regresso dentro de 20 minutos para a cinta informativa. Continue com a Rádio Observador.