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Boa noite, o meu nome é Rita Lourenço. Começamos com o discurso de Luís Montenegro, na cerimónia de encerramento da Universidade de Verão do PSD. O primeiro-ministro considera que a digitalização dos exames nacionais na primeira fase não correu bem, mas deixa a garantia de que a digitalização é para manter, porque este governo caminha no sentido da mudança. O líder dos sociais-democratas fez o discurso de encerramento na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, este domingo. Luís Montenegro lamenta as falhas no sistema de digitalização, mas garante que o caminho do governo é a mudança.

Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo nós mantivemos a nossa determinação e mantivemos a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.

Num discurso focado na educação, Luís Montenegro anunciou o novo regime de autonomia das escolas, mas também mudanças no ensino superior, como a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior. Na reação a este discurso de Luís Montenegro, a esquerda critica a forma como o primeiro-ministro tem gerido o país. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aponta falhas do Ministro da Educação no processo da digitalização dos exames. Já Paulo Raimundo critica o que chama de propaganda do primeiro-ministro e espera um futuro ataque aos professores por parte do líder do PSD. Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa a direita de querer destruir o Estado social. O coordenador do Bloco afirma que o caos nos exames foi um caso de incompetência e considera que isto foi uma aula prática daquilo a que os liberais chamam de reforma de Estado. José Manuel Pureza afirma ainda que, para a direita, a reforma do Estado é o outro nome da sua destruição. E esta segunda-feira, a Carris apresenta a solução para o futuro elevador da Glória, em Lisboa. A poucos dias de se cumprir um ano do acidente que provocou 16 vítimas mortais e 24 feridos de várias nacionalidades, a empresa divulga que será apresentada a estratégia que está a ser desenvolvida para este espaço emblemático. Uma solução que, segundo a empresa, está assente na conciliação entre a segurança, engenharia, espaço público, experiência de utilização e património, que promete preservar a identidade e a relação histórica do ascensor com a Calçada da Glória e com a cidade de Lisboa. O descarrilamento do Elevador da Glória ocorreu a 3 de setembro de 2025. Na sequência do acidente, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou a construção de uma equipa de missão para estudar um novo sistema tecnológico para o futuro do elevador, com representantes do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, da Ordem dos Engenheiros e do Instituto Superior Técnico. Em junho, a administração da Carris, empresa responsável pelo Elevador da Glória, revelou que pretende alterar integralmente o equipamento, bem como a modelavra para um sistema atual e certificado, abandonando os funiculares históricos centenários de Lisboa. Também esta segunda-feira termina o prazo para Portugal executar o Plano de Recuperação e Resiliência, no dia em que, segundo o governo, estarão cumpridos 100% dos marcos e metas contratualizados com a Comissão Europeia. Na sexta-feira passada, num balanço aos jornalistas sobre a aplicação do PRR, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, detalhou que estão totalmente concluídas as 44 reformas, o que permite assegurar os mais de 16 mil milhões de euros de subvenções atribuídas a Portugal a fundo perdido. Lançado em 2021 para responder ao choque económico provocado pela pandemia do COVID-19, o PRR foi o plano nacional destinado a implementar um conjunto de reformas e investimentos com fundos europeus do instituto criado pela União Europeia no contexto da pandemia. Passamos agora para a atualidade internacional. Esta noite, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão assumiu ataques às bases militares dos Estados Unidos da América, na Jordânia. Numa declaração citada pela Al Jazeera, o grupo indica ter combinado mísseis e drones no ataque, que apelidou de punição ao agressor. A Guarda Revolucionária Islâmica garantiu ainda ter destruído infraestrutura técnica de reparação, bem como centros de desenvolvimento. Porém, a informação avançada pela CNN Internacional é que os mísseis iranianos disparados contra a Jordânia foram interceptados. As Forças Armadas da Jordânia anunciaram esta segunda-feira que os sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram oito mísseis que entraram no espaço aéreo do reino. As Forças Armadas afirmaram ainda que os projéteis foram neutralizados antes de poderem representar qualquer ameaça para civis ou bens, isto de acordo com a agência noticiosa estatal Petra. Os ataques ocorreram depois das forças americanas dos Estados Unidos terem atacado a ilha de Larak, no Irão, quando observavam forças iranianas a prepararem-se para lançar foguetes com minas para o Estreito de Ormuz. Isto após um mês sem ataques de parte a parte. Donald Trump já se pronunciou sobre estes ataques. Em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos da América volta a repetir que não se pode permitir que o Irão possua uma arma nuclear. Donald Trump argumentou que o Irão teria utilizado tal arma caso a tivesse adquirido, afirmando que o Médio Oriente teria essencialmente desaparecido. O presidente norte-americano afirma ainda que a Europa ou os Estados Unidos da América seriam os possíveis próximos alvos do Irão. Vamos agora ao desporto. Esta segunda-feira há derby minhoto, o Braga recebe o Vitória, na quarta jornada da Liga. Os bracarenses carimbaram na quinta-feira passada a passagem à fase de Liga da Liga Conference, após o nulo no terreno do Austria Viena. O treinador do Braga, Carlos Vinicius, deixou este domingo expressa a vontade de ver um Braga com força e ambição na receção ao Vitória de Guimarães, esta quinta-feira.

Vamos juntar a equipa, ver como estão os jogadores, quem é que recuperou. Acabámos de preparar o jogo de amanhã, que queremos abordar com toda a ambição e força do mundo. Preparámo-nos bem e sabemos que os jogos do campeonato são todos difíceis. Os adversários apresentam-nos cenários diferentes, desafios diferentes, tanto emocionais como táticos.

Carlos Vinicius, treinador do Braga, em antevisão ao jogo desta segunda-feira. Já o treinador da equipa de Guimarães, Tiago Margarido, realçou que o triunfo do Braga na época de 24/25 deve inspirar os vitorianos para este clássico.

Será um derby quente, certamente um dos derbys mais quentes do futebol português, onde não há favoritos, aquele tipo de jogo onde não há favoritos, e onde nós vamos entrar única e exclusivamente com o objetivo de ganhar. Sabemos, obviamente, que o nosso adversário tem um ritmo competitivo diferente do nosso ao momento atual, mas isso não servirá como desculpas. A partir do momento em que o árbitro apitar, tudo isso é esquecido e entraremos para o campo única e exclusivamente com o objetivo de ganhar.

"Um dos derbys mais quentes do futebol português", é assim que o treinador da equipa de Guimarães, Tiago Margarido, reage ao jogo desta segunda-feira, na antevisão do jogo frente ao Sporting Clube de Braga. E também a contar para a quarta jornada do campeonato, as Águias recebem o Estoril no Estádio da Luz esta segunda-feira. Em conferência de imprensa, Marco Silva, que terminou a carreira de jogador e iniciou também o percurso de treinador no Estoril Praia, revela que este será um jogo especial e sublinha que as memórias que tem no clube estorilista vão acompanhá-lo para o resto da vida.

Sendo o mais honesto possível, talvez seja o jogo mais especial para mim, ou o adversário mais especial para mim, se eu assim posso dizer, porque foi lá onde começou e onde terminou a minha carreira como jogador, onde começou como treinador. Foram muitos anos naquela casa e anos em que me senti realmente em casa e é um clube que foi especial, continua a ser especial e será especial para o resto da minha vida, onde eu tenho muita gente ainda que conheço bem e com quem tive ligações e o futebol e a nossa vida é um pouco isso, são as memórias que ficam.

As declarações de Marco Silva, treinador do Benfica, em conferência de imprensa de antevisão do jogo desta segunda-feira. O apito inicial do Benfica-Estoril, que encerra a quarta jornada do Campeonato Português, está marcado para às 20h15 desta segunda-feira. Um jogo que vai poder acompanhar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Esta foi a notícia de fecho nesta edição das 04h00. A informação é atualizada já daqui a pouco, às 04h30.