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Quatro horas. As notícias com Rita Lourenço.
Quatro pessoas morreram depois do furacão Isaías ter atingido a Flórida este sábado. Segundo a comunicação social local e as autoridades, duas das mortes resultaram da queda de árvores sobre casas. Mais de 600 residentes da Flórida, Alabama, Geórgia e Mississippi continuam, neste momento, sem eletricidade. As autoridades da Flórida não receberam quaisquer pedidos de busca e salvamento logo após a chegada à costa, o que indica um impacto limitado, é o que afirma o governador da Flórida à agência Reuters, que também avança que a Agência de Gestão de Emergências do Alabama afirmou que árvores e linhas elétricas caídas tornaram a circulação perigosa em Houston, que se encontra sob alerta de inundações repentinas. E pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas num ataque com mísseis contra o Aeroporto Internacional de Riad, na Arábia Saudita, este sábado. As autoridades sauditas atribuem a ação aos rebeldes houthis do Iêmen. O grupo aliado do Irão ainda não se pronunciou, apesar de terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita. Entre as vítimas mortais confirmadas estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um norte-americano. Em resposta, a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou uma operação militar em grande escala contra os houthis. Donald Trump admitiu juntar-se a estas ações militares. O presidente norte-americano afirmou também que o ataque ao aeroporto foi inaceitável e que tenciona falar com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman sobre o assunto. Donald Trump confirmou esta chamada enquanto falava com jornalistas na base conjunta de Andrews e afirmou que os Estados Unidos mantiveram contato com os houthis, acrescentando que o que eles fizeram foi muito grave. Segundo avança a Al Jazeera, quase todos os voos com chegada prevista a Riad neste domingo aparecem como cancelados. Hans Grundberg, o enviado especial da ONU pro Iêmen, também já reagiu. Afirmou que os ataques mortíferos a aeroportos civis na Arábia Saudita representam uma grave escalada do conflito. Segundo reforça o jornal britânico The Telegraph, este ataque foi o mais mortífero num país do Golfo Árabe desde o início da guerra dos Estados Unidos da América contra o Irão. Vamos agora até à política nacional. O Bloco de Esquerda diz que o governo quer passar um cheque em branco aos portugueses com a apresentação deste Orçamento do Estado para 2027. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, esteve hoje presente na manifestação contra o aumento do custo de vida e da habitação, promovida pela plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim, que junta mais de 30 organizações e que se fez ouvir em várias cidades do país. O bloquista alerta para os problemas da habitação em Portugal.
Aquilo que está a trazer as pessoas pra rua em Portugal é o mesmo que está a trazer as pessoas pra rua em França, em Espanha, com as suas circunstâncias próprias, como é evidente. Mas há muitas Mari Carmens em Portugal, não nos enganemos sobre isso. Há um Orçamento do Estado que não dá resposta a nenhuma destas coisas. Há um Orçamento do Estado que é um verdadeiro cheque em branco à continuação daquilo que nos trouxe até aqui.
José Manuel Pureza, o coordenador do Bloco de Esquerda, sobre a crise da habitação ignorada pelo Orçamento do Estado apresentado pelo governo. As mesmas preocupações tem o LIVRE. A co-portavoz do partido, Isabel Mendes Lopes, acusa o governo de viver numa realidade paralela relativamente ao preço das rendas.
Achar que liberalizar o mercado do arrendamento, pedir cauções ilimitadas, pedir três rendas adiantadas, achar que uma renda moderada é uma renda de 2300 € é de quem não vive no mundo real, não vive no mundo em que a maior parte dos portugueses vivem. Sabe, pessoas que até ponderam se vale a pena ir trabalhar, não, dado o custo de vir trabalhar e pegar no carro.
Declarações de Isabel Mendes Lopes sobre a crise na habitação, que tal como o coordenador do Bloco de Esquerda, também esteve presente na manifestação da plataforma Não Dá Mais Para Viver Assim, que saiu à rua este sábado na defesa pelo controle do custo do cabaz alimentar, dos combustíveis e da habitação, e também para reclamar a taxação de lucros extraordinários de empresas de vários setores. E o antigo presidente norte-americano Barack Obama defende a necessidade de haver líderes que valorizem uma humanidade comum e respeitem os valores democráticos e a igualdade. Perante uma plateia de 10 mil pessoas numa arena em Lisboa, o ex-mandatário lamentou a nostalgia da América real e defendeu a renovação das instituições para responderem com maior eficiência aos problemas dos cidadãos. Apesar de elogiar a União Europeia, Obama alertou que a lentidão dos processos democráticos pode impulsionar o recurso a líderes autoritários, como explica o jornalista Martim Madeira.
Barack Obama diz que a União Europeia, apesar de ter proporcionado à Europa os tempos mais prósperos que algum grupo de pessoas alguma vez viveu, criticou a burocracia praticada por Bruxelas. Diz que, por exemplo, a demora pra fazer o mais simples leva os cidadãos que se queixam da habitação, por exemplo, estar mais cara, da dificuldade de encontrar emprego, a perderem depois a confiança no governo e o facto dos governos democráticos não funcionarem de uma forma eficiente torna depois mais atrativa a ideia propagada por líderes autoritários.
O jornalista Martim Madeira, que esteve presente na sexta edição do Game Changers Forum, que teve como orador principal Barack Obama, que deixou também avisos indiretos a Donald Trump ao relembrar que a Constituição norte-americana impede um chefe de Estado de iniciar uma guerra sem a aprovação prévia do Parlamento.
Neste discurso, diz mesmo que um presidente norte-americano nunca deve entrar numa guerra sem primeiro avisar o Congresso, que é exatamente o contrário do que Donald Trump fez. Também relativamente ao movimento Make America Great Again, tornar a América grande outra vez, Barack Obama diz que esse tipo de discurso, geralmente o que significa é que as pessoas querem voltar pra trás, para tempos hierárquicos em que as mulheres não votavam, não tinham direitos e onde os negros nos Estados Unidos tinham que ficar calados.
Martim Madeira a contar os detalhes do discurso de Barack Obama na sexta edição do Game Changers Forum em Lisboa, um evento aberto ao público, mas sem a possibilidade de captar imagens, vídeos ou qualquer som. Barack Obama recordou ainda a complexidade de decisões do seu mandato, como a guerra na Síria e a gestão do arsenal nuclear, sublinhando também que a ação governamental exige intervenção humana e respeito pela lei internacional. O antigo presidente dos Estados Unidos foi também recebido pelo presidente da República Portuguesa em Belém este sábado. António José Seguro marcou este encontro para uma troca de impressões sobre a atualidade internacional. Tempo ainda para olharmos para o desporto. O Futebol Clube do Porto bateu este sábado o Marítimo por 2 x 1 no Funchal, num jogo a contar para a oitava jornada. Depois de uma vitória no clássico, os Dragões jogaram na Madeira e saíram vencedores. Pelo Marítimo, Salai marcou o primeiro gol da partida aos 16 minutos, mas já no final da primeira parte, Frahold conseguiu o empate aos 42 minutos e Óscar Pietuszewski marcou o gol da vitória aos 84. No final do jogo, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, diz que era claro desde o início quem deveria ser o vencedor da partida. Já Michel Vandergaag, o técnico do Marítimo, assume a derrota, mas nada tem a apontar aos jogadores do clube da Madeira. O Futebol Clube do Porto ficou 2 x 1 contra o Marítimo, foi o resultado do jogo deste domingo. Com esta vitória, o Porto soma 24 pontos, mais seis do que o Sporting, o segundo atual classificado do campeonato. E este domingo é a vez do Benfica entrar em campo. Joga em casa contra o Vitória Sport Clube. O jogo no Estádio da Luz marca o regresso de ambas as equipes à Liga Portugal depois da pausa para seleções de cerca de três semanas. Uma pausa que Marco Silva, o treinador das Águias, reconhece que pode fragilizar a equipe por haver muitos jogadores internacionais ausentes.
Chegamos a ter só seis jogadores pra trabalhar, juntamente com os jogadores da equipe B. Acabamos por ter perto de 17 dias, 16, 17, 18 dias, alguns dos jogadores fora daquilo que é o contexto Benfica e naturalmente não é agradável, mas é o quê? É o calendário e compete a nós trabalhar dentro do tempo que temos, alertar os jogadores para aquilo que é o mais importante neste momento, que é o foco, que é novamente atingir os patamares de exibição e de intensidade que nós queremos no nosso jogo, e isso é o nosso trabalho.
Ainda assim, Marco Silva promete o esforço de todos os jogadores em campo. O Benfica procura voltar às vitórias depois da derrota na última jornada no Estádio do Dragão. Já Tiago Margarido, ao comando do Vitória, diz que a paragem foi boa pra carregar energias e vê neste jogo uma oportunidade única.
O Vitória já não vence no Luz há 13 anos, salvo erro. Portanto, olhamos pra isto como um desafio, como uma oportunidade. Podemos fazer história nesse sentido. Olhamos sempre pelo lado positivo. A estatística vale o que vale, a história vale o que vale. Sabemos que temos um jogo pela frente que terá um nível de dificuldade enorme, mas vamos muito crentes de que vamos conseguir trazer pontos, fundamentalmente fazendo o nosso jogo, criando as oportunidades que já viemos a criar anteriormente ou a intenção de criarmos oportunidades e com a crença muito grande que vamos faturar.
Tiago Margarido, treinador do Vitória Sport Clube, em antevisão do jogo deste domingo. As duas equipes entram este domingo no relvado da Luz. O pontapé de saída está marcado para às 18h, um jogo que conta com a emissão especial de desporto para ouvir logo depois das 17h30, com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Terminamos assim esta edição das quatro da manhã. A informação está de regresso já daqui a pouco, às 16h30.