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As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. A maior parte dos manifestantes pela habitação decidiram não pernoitar na rua esta noite. Neste momento, na Praça do Rossio, estão apenas 11 pessoas que dormem em sacos de cama cobertos com mantas. A última assembleia popular da acampada decidiu que hoje não havia pernoita. Ainda assim, alguns manifestantes decidiram ficar. Já no Porto, a Praça Dom João I está vazia desde as 22h, hora a que começou a chover. E esta sexta-feira a acampada vai até ao bairro do Condado, em Chelas. A decisão foi aprovada na última assembleia popular no Rossio. O ponto de encontro é a casa de onde uma mulher viúva com dois filhos foi despejada de uma habitação social no final de julho. A vigília arranca às 18h e para as 19h está marcada mais uma assembleia popular. Esta quinta-feira à noite, as assembleias populares do Porto e de Lisboa decidiram ainda marcar novas manifestações em Lisboa e no Porto. O presidente da Câmara de Lisboa manifesta solidariedade total com as pessoas que têm ido até à Praça do Rossio. Ainda assim, Carlos Moedas alerta que os manifestantes têm de respeitar a lei.

Acho que é uma causa muito justa, e é uma causa que nós, presidentes da Câmara, até mais do que outros, porque vivemos isso todos os dias, somos os primeiros a encontrar os nossos cidadãos que não conseguem pagar a renda e aqueles que não têm casa. Portanto, da minha parte, obviamente, a solidariedade total com uma causa que é muito justa. Agora, tem que se respeitar a lei e aquilo, como eu já repeti, que aconteceu, por exemplo, com a estátua no Rossio, não pode acontecer.

Carlos Moedas, o presidente da Câmara de Lisboa, em declarações esta tarde no Convento de Jesus, em Setúbal, depois de uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa. O Ministro das Infraestruturas e da Habitação lamenta as declarações infelizes do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, que sugeriu que os jovens não têm o mesmo espírito de sacrifício das gerações anteriores. Esta tarde, Benjamim Pereira foi questionado pelos jornalistas, em Vila Nova de Gaia, sobre as manifestações pela habitação que têm ocorrido no Porto e em Lisboa. O presidente do IHRU disse que não tem a certeza se a sociedade atual está disposta a fazer o mesmo sacrifício da anterior.

Já fomos todos jovens, não é? E há uma geração que aqui estão e percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa. E a casa, apesar de estar prevista, o direito à habitação, é um desiderato que todos os governos- Não, não diria isso. Eu estou a dizer é que nós não estamos disponíveis para esse nível de sacrifício.

O presidente do IHRU, em declarações aos jornalistas, esta quinta-feira à tarde, em Vila Nova de Gaia, em reação à entrevista à TVI, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, demarcou-se das palavras de Benjamim Pereira.

Eu acho que as declarações são absolutamente infelizes. Estou a medir as palavras: absolutamente infelizes, por várias razões. A primeira razão que coloco é que eu sou de uma geração, somos de uma geração, talvez, que gosta pouco quando me vêm dizer: "No meu tempo é que era". E, portanto, à geração atual, estes jovens, muitos que se manifestam, outros que não se manifestam, que é uma minoria silenciosa, claro que se sacrificam. Claro que têm um esforço enorme. Já pedi esclarecimentos e eu assumo publicamente, porque tenho essa tutela, assumo publicamente e politicamente, não me revejo e acho declarações infelizes.

Miguel Pinto Luz, em entrevista esta noite à TVI. A Secretária de Estado das Infraestruturas e Habitação também se afastou das declarações do presidente do IHRU. Em entrevista à RTP, Patrícia Gonçalves Costa disse que o governo não quer mais sacrifícios, mas sim que os jovens possam ficar em Portugal. Também o Partido Socialista condena as palavras de Benjamim Pereira. O deputado Luís Testa considera intolerável que um dirigente público tenha dito à comunicação social que os jovens têm falta de espírito de sacrifício. Em declarações no Parlamento, o socialista diz que o sacrifício que os mais novos têm pela frente na sua vida não é compatível com afirmações jocosas. Já o Bloco de Esquerda requereu uma audição urgente do presidente do IHRU no Parlamento. Fabian Figueiredo pede ainda a demissão de Benjamim Pereira. O deputado único do Bloco de Esquerda sustenta que os jovens não precisam de lições de sacrifício. Mudamos de tema. André Ventura gastou quase € 4 mil milhões na campanha para as eleições presidenciais, o triplo do atual chefe de Estado. Os dados constam das contas das campanhas, que foram entregues pelos candidatos das últimas presidenciais à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. O presidente do chega recebeu apenas €760 em donativos de particulares e gastou mais em cartazes. Já António José Seguro gastou mais em comícios e angariou €125 mil de particulares. Hugo Fortunato de Oliveira.

André Ventura não ganhou a corrida a Belém, mas fica em primeiro. Na fatura, o líder do chega apresentou uma despesa de €3.730 milhões, quase quatro vezes mais do que os €900 mil que previa gastar. A maior fatia foi para estruturas, cartazes e telas. Seguem-se os brindes. Para financiar as despesas, a candidatura recebeu €1.030.000 de subvenção pública e €2.700.000 De partidos políticos. Já os donativos de particulares ficaram-se pelos 760€. Mais poupado foi António José Seguro. O presidente da República gastou 1 milhão e 220 mil €, ainda assim, ultrapassou em cerca de 90 mil € o orçamento inicialmente previsto. A maior despesa foi com comícios, que custaram quase 413 mil €. A candidatura de Seguro recebeu também 1 milhão e 30 mil € de subvenção pública e conseguiu angariar 125 mil € junto de particulares. Recebeu ainda 71 mil € de partidos políticos, apesar de não ter previsto esse financiamento no orçamento inicial. Nas contas das restantes candidaturas, Henrique Gouveia e Melo gastou quase 985 mil €, Luís Marques Mendes cerca de 880 mil € e João Cotrim Figueiredo 745 mil €. Entre os candidatos sem direito a subvenção pública, António Filipe gastou quase 330 mil €, Catarina Martins perto de 90 mil € e Jorge Pinto mais de 80 mil €. As campanhas foram financiadas, nesses casos, em grande parte pelos respetivos partidos.

O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira com a fatura dos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. O calor em excesso que se sentiu este verão na Europa matou 50 mil pessoas. O número é avançado em dois estudos divulgados esta sexta-feira. O verão deste ano terá sido o pior já registado em termos de mortes devido ao calor, sendo que as alterações climáticas são responsáveis por dois terços das 50 mil mortes. Os estudos analisaram as 854 áreas urbanas, que representam cerca de 40% da população dos 27 países da União Europeia, mas também do Reino Unido, da Noruega e da Suíça. Na atualidade internacional, Israel não vai atacar o Irão antes das eleições do país, marcadas para a próxima terça-feira. A garantia foi deixada pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel. A informação é avançada pelo Canal 13 israelita, citado pelo "Times of Israel", numa reunião privada, Herzi Halevi terá dito que não vê a necessidade de atacar o Irão antes das eleições. E no desporto, o Benfica venceu no Chipre por 4x1 para a Liga Europa. As Águias saíram vitoriosas do encontro com o Omonia, a contar para a segunda jornada da Liga Europa. No final do jogo, o técnico das Águias, Marco Silva, destacou que, apesar da vitória, há coisas a melhorar.

Quem entra no jogo não pode deixar o jogo andar da forma como nós deixámos o jogo andar, independentemente de não termos situações de ataque e de grandes oportunidades, temos de ter o controle do jogo com bola e depois criar. Tentámos muito forçar, chegou a bola ao corredor esquerdo e não fomos muito objetivos. Mantivemos a posse, mas não fomos muito objetivos. Faltou-nos rodar rapidamente o centro do jogo de um lado e ao outro. E nós sabíamos que se o fizéssemos, iríamos criar. A segunda parte, a entrada foi forte. Marcámos novamente cedo na segunda parte e depois controlámos o jogo, estivemos bem.

As declarações de Marco Silva à Sport TV, no final da partida frente ao Omonia. O Benfica chega assim ao primeiro lugar da fase de liga, tem nove pontos. O Torreense também entrou esta noite em campo para a Liga Europa. A equipa de Torres Vedras sofreu a segunda derrota na fase de liga por 4x1 frente ao Ferencváros. Ocupam agora o vigésimo primeiro lugar e com apenas três pontos. Notícia de fecho neste jornal das 04h. A informação está de regresso às 17h em ponto, com o "Sínese de Notícias", mas por agora a repetição do "Contracorrente".